For Amelie - 2a Temporada

23 XXII – Exímio sentimento


Notas iniciais
Música: Lovelorn (Leave's Eyes)
Link: http://www.youtube.com/watch?v=KbepMWHL3p4

Adentrar o mês de outubro me fez lembrar queem breve eu ficaria mais velha.

O Aquiles sempre brincava comigo, exigindo meu respeito por ser mais velho, mas finalmente eu também alcançaria os 17.

E pouco depois ele alcançaria os 18. Não tinha graça, ele continuaria ganhando.

Andei de um lado a outro no ponto de trólebus. Eu sempre chegava cedo demais, o que sempre me fazia provar altas doses de ansiedade.

Todo trólebus que chegava, me fazia suspirar profundamente enquanto desejava que cada passageiro que desembarcava fosse o Aquiles.

Cedo ou tarde eu acertaria.

Dei uma batidinha de leve no vidro do meu relógio, pois tinha quase certeza que estava parado. Ao perceber que o ponteiro se movia, só me restava concluir que estava mais devagar que o normal. A cada vinte minutos que eu conferia as horas, apenas 2 minutos haviam se passado.

_ Oi... — ele me cumprimentou com um beijo suave.

_ Finalmente.

Depois sorri para que ele não achasse que eu estava mesmo falando sério. Ele ainda estava adiantado.

Esperar por ele ainda me deixava nervosa. Todo encontro parecia o primeiro.

Ele pegou minha mão, e começamos a andar pela avenida.

_ Então é por isso que você é assim?

Ouvi-o perguntar quando passamos pela biblioteca.

_ Só porque é perto da minha casa não significa que seja meu point favorito...

_ Também não foi isso que eu quis dizer. Sei lá... Achei que a simples proximidade já fosse o suficiente para você absorver o conhecimento... Às vezes parece que você aprende por osmose, tamanha a sua facilidade...

_ É, eu gosto de ser um metazoário.

_ Opa, não vamos descer o nível também, né.

_ Mas eu sou. Assim como você...

_ Tá, o que foi que eu fiz agora? — perguntou fingindo estar ofendido.

_ Nasceu multicelular, Aquiles, só.

_ Beleza. Continue se aproveitando de minha inocência.

_ Ignorância, você quis dizer, pois o conhecimento lhe foi disponibilizado. — afirmei com firmeza.

Ele balançou a cabeça de um lado a outro tentando encontrar argumentos.

_ Até foi, mas não entramos num acordo. — justificou-se em relação ao conhecimento não adquirido.

_ Tenho mesmo a impressão que vocês se repelem.

Diferente do que pensei, já que imaginava que ele fosse prolongar a discussão tentando me convencer de sua inocência dizendo mais alguma coisa tola, senti seu braço cercar meu ombro, e aproximar-me de seu corpo.

_ Pertencemos a dois extremos completamente diferentes. Por isso nos atraímos.

A forma terna com que proferiu a última frase antes de chegarmos ao portão da minha casa me fez ter certeza que o queria por mais tonto que fosse.

You are a wandering shining star
Você é uma estrela brilhante vagando
You light up the sky you take me so far
Você ilumina acima do céu, me leve tão longe

(take me far)

(me leve para longe)

_ E aí? Trouxe os filmes?

Perguntei enquanto fechava a porta. Senti a maçaneta escorregadia, o que deixava claro que minhas mãos começavam a suar.

Um misto de apreensão e entusiasmo me fez perder a ação por um instante.

_ Como não traria? Meu bloqueio é intelectual, não de memória.

_ Que bom que você aceita sua situação.

Aproveitei a conversa descontraída para esfregar as mãos disfarçadamente.

Ele tirou do bolso da calça uma pequena embalagem plástica de CD, mas que certamente guardava um DVD.

_ Trouxe o que eu pedi?

Aproximei-me e cruzei os braços, sem entender minha postura defensiva.

_ Sim, ambos. E...

_ E o quê?

_ Estou com o pressentimento que jogaremos 4 horas de nossas vidas no lixo.

Quis dizer que ele já havia jogado um ano e meio enquanto estava com a ex, mas imediatamente tentei me livrar do pensamento.

_ Você vai me dar razão no final. Como sempre, aliás.

_ Certo, veremos.

Tomei a embalagem da mão dele, como se aceitasse um desafio.

Coloquei o DVD no aparelho e verifiquei a existência dos dois filmes que eu havia pedido. Depois voltei para ele, mas passei reto, até chegar ao sofá.

Sentei-me e fiz sinal para que me acompanhasse. E depois de aceitar meu convite, ele logo deu um jeito de ajeitar sua cabeça no meu ombro.

Não consegui deixar de sorrir enquanto acariciava seus cabelos macios e cheirosos.

One crystal inside my lonely heart
Um cristal dentro do meu coração
You light up my life I embrace your light
Você ilumina acima da minha vida, onde eu abraço sua luz

(you\'re my light)

(você é minha luz)

O filme era um terror dos anos 80, que imaginei ser um clássico, mas no fim mostrou-se uma produção barata de fundo de quintal.

Os jorros de sangue eram visivelmente mal feitos, mas todos eles conseguiam me causar um pequeno espasmo de susto que fosse.

_ Foi o barulho! Barulhos inesperados me assustam! — tentei dar um motivo plausível a eles toda vez que ele me encarava com ares de riso.

Depois de rir da minha cara, ele me abrigava em seus braços, o que fazia com que as piadas valessem à pena.

You\'re my healer
Você é meu remédio
I am lovelorn
Eu estou apaixonado

No fim, todos os algozes do filme eram absorvidos por um cubo, que era levado embora por um mendigo.

Não tentem entender, nem mesmo assistindo eu consegui.

_ E lá se foram duas horas. — ele conferiu as horas na tela da TV – Metade da minha profecia já se cumpriu.

Não tinha como negar que eu havia detestado o filme que eu mesma escolhera. Só restava ter fé no próximo.

_ Mas não vai passar disso, tenho certeza. Escreve o que estou dizendo!

Indignada, levantei-me e troquei os DVDs.

Era um drama atual.

Uma adolescente com uma vida cheia de desgraças. Sempre que pensávamos que o pior já havia lhe acontecido, uma nova surpresa nos fazia debulharmo-nos em lágrimas outra vez.

Nos fazia uma vírgula. Eu era a única pessoa da sala por cujo rosto rolavam lágrimas incontroláveis.

Tentei enxugá-las disfarçadamente quando os créditos começaram a rolar, sem sucesso.

_ Ah, não chora, Mel... Que isso, é uma história fictícia...

_ Não estou chorando! Estou apenas lacrimejando...

_ Então você lacrimejou quase meio litro!

_ Seu ruim! Insensível!

Enquanto ria do meu comportamento afetado, ele me apertou em um abraço.

_ Não sabia que tinha tanta sensibilidade por baixo dessa casca grossa...

_ Pronto. Já a vesti novamente. Satisfeito?

Ele continuou sorrindo, mas já não era mais da graça. Parecia sério quando se opôs:

_ Pode continuar. Gosto de te proteger de vez em quando... Já que você é sempre tão independente...

In the cool breeze I hear your sweet voice
Na brisa fresca eu ouço sua voz doce
I\'m your treasure
Eu sou seu tesouro
I am forlorn
Eu estou perdida
In the rain I feel your warm tears
Na chuva eu sinto suas lágrima mornas

Fiquei imóvel apenas observando-o me observar. Acariciei seu rosto de expressão plácida, enquanto discordava:

_ Você está me deixando um pouco relaxada ultimamente...

_ Lembre-se, equilíbrio é o segredo.

Senti sua mão pressionar minhas costas, me levando de encontro a ele, e deixei que me beijasse.

Por causa do longo tempo sem uso, a TV desligou-se automaticamente, e isso fez a penumbra da sala aumentar.

Mas a falta de iluminação não me preocupou naquele momento. Pelo contrário, senti-me mais à vontade.

Antes que eu pudesse pensar em impedi-las, minhas mãos percorreram toda a superfície das costas dele, puxando-o para mais perto de mim.

E sem que eu pudesse entender, ele esquivou-se.

_ Aquiles...? O que houve?

_ Nada. — Depois pareceu sentir-se obrigado a se explicar. – Na verdade, eu tenho que me desculpar.

_ Pelo quê?

_ A gente não pode chegar sempre nesse ponto, não é mesmo? — As palavras pareceram sair atropeladas. – Eu acabo sempre ultrapassando a linha imaginária...

Então entendi a quê ele se referia. Dei risada antes de refutar sua culpa:

_ Você não está ultrapassando nada que eu não tenha permitido.

Isso o deixou confuso por alguns segundos. Embora não fosse muito difícil deixá-lo assim...

Ele deu uma palmadinha de leve no meu joelho, enquanto dizia:

_ Não tem que fazer nada por mim. Nem por ninguém, Mel. Nunca faça se não estiver pronta.

Queria tê-lo encontrado um ano antes. Queria poder ter dividido o momento mais importante da minha vida com ele.

I can\'t forgive God and myself
Eu não posso perdoar Deus e eu mesma
I should have been there to
Eu devia ter estado lá para
Give you strength

Dar-te força
(be your strength)

(seja sua força)

Mas depois de pensar um pouco, entendi que a importância não estava na ordem com que as coisas aconteciam, mas com quem.

_ Eu estou pronta. Sempre estive.

Eu ainda não acreditava no meu atrevimento. Ele deu risada, parecendo também não acreditar.

Pulei para o colo dele, e dei o beijo mais despudorado da minha vida.

Quando abri novamente os olhos, ele me encarava surpreso. Eu ainda segurava seu rosto firmemente entre minhas mãos.

_ Mel, você não precisa...

_ Eu sei. Mas... Eu quero.

Fiz com que ele me encarasse por um longo momento, queria que minha certeza ficasse evidente.

Uma dúvida embaraçosa me ocorreu, me fazendo corar mais ainda. Mas tudo dependia daquilo.

_ Aquiles... Você... Tem...?

Ele continuou imóvel e achei que não tivesse ouvido, pois havia falado realmente baixo.

Então senti o calor de sua mão em minha nuca, e o vi balançando a cabeça positivamente.

Quando voltei a encarar seus olhos verde-paz, decidi continuar. O maior erro da minha vida já havia sido cometido. Nada nunca mais chegaria nem perto.

*~*~*

Aquele dia com o Thiago não era nem uma sombra daquela noite com o Aquiles.

Física e emocionalmente.

Mais do que nunca, éramos cúmplices. Nos sentimentos, nas decisões e nas loucuras. Nossas emoções estavam em completa sintonia, como nunca imaginei que pudesse estar com alguém.

Éramos uma combinação única, e com certeza perfeita.

Sentia leves cócegas nas costas da minha mão repousada sobre seu peito, enquanto ele a acariciava.

Beijei seu ombro, e ergui-me o suficiente para encará-lo. Queria muito saber qual seria a primeira coisa que me diria na nossa nova situação.

Da última vez me mandaram embora...

_ Você é linda, Mel.

One kingdom below the dark blue sea
Um reino abaixo do escuro azul do mar
Hides my lovely Amelie
Esconde minha encantadora Amelie
I love you Amelie
Eu te amo Amelie

Eu estava na minha casa, entãomesmo que quisesse, não poderia me mandar embora.

_ E de certa forma, me assusta. — prosseguiu.

“Será que meu cabelo está armado?” Pensei num instante de loucura.

_ Espero que ao menos sirva para te manter na linha... — comentei voltando a repousar em seu ombro.

Ele riu, e começou a acariciar toda a extensão do meu cabelo.

_ Falo sério.

Fiz silêncio para que ele continuasse espontaneamente, sem precisar corrigir o tom ou as palavras que usaria por causa de qualquer manifestação de minha parte.

_ Você me faz perder o controle... Sem que eu perceba. Você sempre consegue tudo. Você sempre me tem aos seus pés. À sua disposição. Sabia?

Ergui as sobrancelhas, surpresa, mas ele não viu isso.

_ Tá me chamando de manipuladora? — brinquei.

Senti-o dar risada, e então silenciar. Pouco depois, debruçou-se sobre mim:

_ E você também é neurótica. Isso me assusta ainda mais.

_ Hum... Manipuladora e neurótica... Tem certeza que você me ama?

_ Mais do que imagina. Sua louca.

_ E você insano-

Fui bruscamente calada com um beijo, e decidi ficar calada.

_ Mel?

_ Sim? – respondi, insatisfeita por ele ter parado de me beijar.

_ Eu tenho outra...

_ Cala a boca, Aquiles...

Ele voltou a beijar-me o rosto e o pescoço, numa maldosa estratégia para me vencer. E conseguiu sem dificuldade alguma.

*~*~*

Eu ainda estava em êxtase quando ouvi o portão sendo destrancado.

Segurava o celular firmemente havia quinze minutos, desde a última vez que o havia utilizado, quando minha mãe disse que estaria de volta em poucos minutos.

Tentei fingir entusiasmo com o retorno dela, mas minha mente estava tão imersa nas lembranças da noite anterior, que tudo que consegui fazer, foi sorrir vagamente quando ela abriu a porta.

_ Melzinha!

Ela correu a me abraçar, e a privação de oxigênio que isso me causou, me trouxe de volta à realidade.

_ Mãe! E então? Como foi?

Ela me soltou, mas como se não tivesse ouvido minha pergunta, começou a me questionar:

_ Tudo bem com você? Comeu direitinho? Comportou-se? Fez uso de substâncias ilícitas? Teve alguma passagem pela polícia?

_ Mãe! Sossega! Tá tudo ótimo!

_ Você tem razão... Está com uma carinha ótima! — “Inferno!” Por que ela tinha sempre que perceber? — Ah! Trouxe alguns presentinhos! Venha ver!

Meu pulso até doeu com a força que ela aplicou nele para me puxar para a cozinha. Colocou uma das malas sobre a mesa e a abriu.

Pacotes de plástico começaram a voar para fora dela, enquanto ela procurava o que era meu.

_ Você sabia que Serra Negra é muito conhecida por sua malharia, né? — perguntou-me com a voz abafada por seu rosto estar quase totalmente submerso entre as roupas dentro da mala.

_ Sim, ouço falar sempre...

_ Pois bem... Coloque uma compradora compulsiva como eu num lugar daqueles e observe um desastre acontecer... Aqui estão!

Ela puxou um saco maior que os outros para fora, fazendo outros pacotes menores também saltar pra fora.

De dentro do saco que havia tirado da mala, tirou vários outros.

_ Veja só que lindas!

Senti-me um tanto alheia à situação, afinal, nunca fora amante das compras. Mas dispensando um pouco mais de atenção, consegui sentir-me atraída pelas blusinhas e vestidos que minha mãe me mostrava.

Poucos minutos depois e eu já estava experimentando-os e modelando para a minha mãe. Vencida pela tentação, ela também vestiu os dela e ficamos dando voltas em frente ao espelho.

Somente quando ela sentiu o cansaço da viagem dar mostras de sua existência, parou com as brincadeiras e tratou de arrumar as roupas.

Enquanto tomava banho, preparei a janta. Mesmo cansada, parecia empolgada para contar sobre a viagem.

Contou-me sobre as piscinas termais e os passeios a cavalo.

_ E claro! Jogamos tênis! Consegue me imaginar jogando tênis?

_ Definitivamente não...

_ Boa menina. Continue assim.

_ Foi tão ruim?

_ Não. Pior ainda... Mas o importante é que ele continuou me amando mesmo depois da nossa partida. Acredito que nunca mais deixará de me amar...

_ Hum... Parece que fizeram muitos votos de amor esse feriado... — brinquei em tom de deboche.

_ E quem é você para dizer alguma coisa? Vai dizer que não ficaram cheios de historinhas?

Imediatamente ruborizei. Não queria que ela imaginasse nada.

_ E o Fred? Também gastou muito?

_ Não tanto quanto eu, claro. Mas levou algumas lembranças para os filhos também.

Estranhei ela não ter mencionado minha mudança de assunto. Mas preferi deixar como estava.

Terminando o jantar, ela se dispôs a lavar a louça e aproveitei para tomar uma ducha rápida.

Quando voltei para a sala, ela estava largada sobre o sofá assistindo algum documentário doido que gostava.

_ Seu cabelo já está crescendo. Não pretende fazer aquela mágica da sua amiga de novo? — me perguntou quando sentei ao seu lado, secando meus fios numa toalha.

_ Talvez. Ele fica tão amável e manso com aquilo... Um sonho.

Ela silenciou e se manteve assim enquanto continuei na minha missão.

Eu sabia exatamente o que ela estava estudando em mim. Deixei-a terminar. Eu não pretendia esconder dela.

Deixei minhas mãos caírem sobre meu colo, ainda segurando a toalha. Mantive os olhos fixos na TV, com medo do que ela estivesse pensando.

_ Mel?

_ Hum? — murmurei ainda sem encará-la.

_ Tudo bem?

Balancei a cabeça positivamente e baixei os olhos para a toalha no meu colo.

Ela alcançou uma de minhas mãos e puxou-me para seu colo. Quando finalmente a encarei, vi que estava sorrindo.

_ Ai, mãe...

_ O que foi, bobinha?

Senti até minhas orelhas esquentarem nesse instante.

_ Fizemos algo.

Ela continuou quieta, e apenas me fez cafuné.

_ Você está brava? — perguntei apreensiva.

_ Por quê? Ele te magoou de alguma forma?

_ Não, impossível. Pelo contrário...

_ Então pronto.

Suspirei aliviada. Fiquei aproveitando seus carinhos, já não me sentindo em falta com ela.

_ Só espero que você tenha feito por livre e espontânea vontade. — ela começou.

_ Claro, mãe... — Sem querer, a lembrança invadiu minha memória. – Eu jamais conseguiria me arrepender.

_ Certo. E também que...

_ Que o quê?

_ Que tenham se protegido.

_ Sim, mãe! E acho que já chegamos no momento em que mãe e filha param de falar sobre isso.

Ela riu e concordou. Então me levantei do seu colo e a encarei duramente.

_ Que foi agora?

Depois senti vergonha. Eu não podia invadir sua privacidade. Ela era minha mãe, estava no seu direito. Mas a mim ela não devia nenhuma satisfação. Infelizmente.

_ Nada. — Mas não custava perguntar. – Na verdade... Queria saber se o Fred cuidou bem de você.

_ Claro que cuidou.

Ela recostou a cabeça no encosto do sofá e encarou o teto.

_ Ele é incrível, Mel.

Imaginei que sim. Não precisava ser especialista para afirmar que ela estava apaixonada. Perdidamente apaixonada... Exatamente como a filha dela.

_ Mãe...

_ Sim?

_ Estamos parecendo tão bobas...

_ Eu sei, filha... E o que é mais frustrante, é que eles não.

Ela estava coberta de razão.

Eu me sentia verdadeiramente ridícula, mas por mais que tentasse, não conseguia evitar.

A todo o momento senti vontade de estar com ele. Era incontrolável.

O toque do telefone de casa me despertou. Era o Fred, percebi logo nas primeiras palavras de minha mãe.

Subi para meu quarto para lhe proporcionar um mínimo de privacidade diante de momento tão delicado.

Enquanto galgava lentamente os degraus, questionei-me sobre o porquê dele não ter me ligado também.

Lovelorn your are gone lovelorn
Apaixonado, cheguei a estar apaixonado

Tentei não pensar dessa forma, mas me senti ofendida pela sua completa ausência durante todo o dia.


Where is your home now your are
Estou agora onde é seu repouso

Por que não havia me procurado?


Gone lovelorn

Fui apaixonado

Continua

*

N/A: Boa noite ma xuxus! Como vão todas v6?

Desculpem a demora, eu pretendia postar no fds passado, mas um evento extremamente horrível não me permitiu. Esse evento foi minha semana de provas. Acreditem, ela causa uma devastação intelectual e principalmente emocional (manhê!)...

Bem, entre mortos e feridos, cá estamos com mais um cap. Importantíssimo por sinal! Espero que tenham gostado. Desculpem-me se foi excessivamente romântico, mas algumas coisas podem mudar a partir do próximo! ^^

Kissão minhas gatonas!