Fools In Love
1 What if...?
Notas iniciais
Existia algo sobre aquela morena que não me fazia a tirar da cabeça, eu estava lá almoçando com Samantha e eu conseguia sentir o seu olhar queimando em mim, depois ela me convidou algum dia para tomar algo, e surpresa, ela é casada e com dois filhos. Você já sabia disso, mas ver ela com a filha no colo, apesar de amar ver o lado mãe de Calliope, me fez lembrar que eu não tinha chance alguma com ela, mas ela não me parecia amar o marido tanto assim.
Fazia uma semana desde que trabalhei com a cardiologista e eu sentia falta daquele sorriso e daquela energia que saia dela e fazia o mundo todo ser melhor. Eu estava fazendo a papelada quando ouvi uma batida de porta do meu escritório, mandei entrar e ela entrou, ela estava linda, com uma saia de cintura alta preta e uma blusa branca e seu jaleco.
― Então Dra. Robbins...
― Arizona.
― O que?
― Pode me chamar de Arizona. ― Falei ficando vermelha como uma adolescente, ela me fazia sentir uma garota de 15 anos de novo.
― Então, Arizona, ― ela sorriu sem jeito de uma forma linda ― Será que nós poderíamos sair hoje para aqueles drinques?
― Claro, perfeito, eu saio as sete e você?
― As oito, espera no Joe às oito e meia? ― Ela pediu esperando minha resposta fazendo uma careta muito fofa.
― Perfeito, ou melhor, eu passo no hospital as oito, ou você vai pra casa?
―Hm, ok, te vejo lá ― ela sorriu de leve e deixou a sala, eu acompanhei com o olhar, ela era linda, Calliope era o tipo de mulher que tinha as curvas perfeitas, porem ela não era minha.
Fiquei checando pacientes e uma cirurgia de ultima hora veio, chegou sete horas e eu sai do hospital e fui para casa tomar banho e me trocar. Eu usava um vestido azul que ia até os joelhos um pouco justo, eu amava aquele vestido, meu irmão havia me dado ele no natal antes de ir para o Iraque. Fui para o hospital e esperei no saguão até eu ver Calliope num vestido preto, lindo, caia perfeitamente nela e abraçava cada curva do seu corpo. Ela se aproximou de mim sorrindo e estava com uma jaqueta de couro que eu nunca havia visto ela usar.
―Hey Arizona, vamos? ― Ela falou em quanto se aproximava e me dava um beijo na bochecha, eu não pude conter o sorriso e mostrei minhas covinhas para ela.
―Vamos, você esta muito bonita hoje Calliope ― Fuck Arizona, você e a sua boca grande, ela não sabia que você havia descoberto o nome completo dela, burra, burra, burra.
―Wow, de onde veio isso? Não que eu esteja reclamando é muito fofo saindo o meu nome desse jeito da sua boca, você costuma ser assim sempre?
― Eu tenho meus truques ― falei e fomos rindo até o Joe. Sentamos e pedimos as bebidas, conversamos sobre trabalho e ela falou das crianças, porem nunca tocou no assunto marido, o que me deixou um pouco feliz, porque eu tenho um ciúmes de não sei onde que não queria Calliope pertencendo a ninguém, e pode pedir a qualquer paciente meu, o monstro do ciúmes é como qualquer outro: não se tem razão com monstros.
― Então, você esta solteira Arizona? ― Ela falou sorrindo, já meio alterada.
― Sim. ― Eu não sou boa com mentiras, então ela elevou a sobrancelha e eu não pude deixar de engasgar, eu tinha que falar a verdade, mas não toda ela. ― Na verdade existe alguém, mas ela tem outra pessoa. ― E minha boca santa me irritou, neste momento passou Owen Hunt pela porta, acompanhado por Cristina Yang, o sorriso de Calliope morreu.
― Com licença Arizona, eu vou até o banheiro. ― E ela saiu, olhei para Owen que agora olhava para Callie indo até o banheiro, peguei minha bolsa e fui atrás dela, tranquei a porta para ninguém atrapalhar, eu vi Callie chorando, ela se encostou na pia do banheiro e olhava pro chão.
― Callie, eu estou aqui por você, ―falei me aproximando e fazendo carinho no cabelo dela ― você pode me contar o que houve, eu não vou te julgar, nunca.
― Owen e eu vamos nos separar, ele anda agressivo, e eu estou com medo, mas eu não quero mais ficar assim. Eu tenho medo a cada minuto de que se eu não estou em casa ele machuque os gêmeos ou a Allegra, e eu não posso deixar isso acontecer. Então eu pedi divorcio, e eu vou ter a guarda das meninas, e ele vai fazer acompanhamento ao psicológico, mas toda vez que eu vejo ele, me parte o coração, não porque eu já amei ele, mas porque ele simplesmente foi embora, ele nem fez questão de lutar pela nossa família. ― Ela pausou em lagrimas ― Mas, eu vou ficar bem. Eu vou ficar bem.
― Calliope, as pessoas te respeitam no hospital, elas realmente gostam de você, não pela cirurgião fantástica que você é, mas pela pessoa que você é. E a conversa é boa, e o Owen que perdeu, existem pessoas que estão fazendo fila por você, mesmo que você tenha 3 filhos e as coisas compliquem com isso. Mas existem pessoas fazendo fila para você. ― Pude ouvir um riso abafado dela.
― Quer me dar alguns nomes? ― Ela finalmente levantou a cabeça, eu virei a cabeça do lado e coloquei uma mão na bochecha dela, me inclinei pra frente até nosso lábios se encostarem. Calliope tinha um gosto diferente, era um gosto bom, era espetacular, era divino, eu sentia as borboletas e todas as baboseiras de gente apaixonada.
―Eu acho que você vai saber ― Digo sorrindo e me afastando.
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