Foolish Love
8 Capítulo VIII
Notas iniciais
PdV do Seungri
Estavam com saudades, né, seus pretos? AH, TAMBÉM ESTAVA COM SAUDADES DE VOCÊS! Já se passou um mês que me mudei pra Seoul, pois é. E ainda tá tudo no mesmo esquema. Estou morando com os hyungs Jiyong e Taeyang, no mesmo apartamento. E eu ainda estou estudando na mesma faculdade, com Daesung e Tabi. Daesung tem se acertado aos pouquinhos com o Onew gatinho, tanto que já chegaram juntos duas vezes pra aula. Hmmmm, aí tem, hein? Risos. Jiyong e Taeyang estão um casal perfeito como sempre foram. E como já deu pra perceber, sobramos... pois é, eu e Tabi.
Lembram-se daquela festa? Então, depois disso, eu e Tabi acabamos ficando cada vez mais próximos. Nós saímos outras vezes, por exemplo, semana passada, fomos no cinema. Tabi escolheu um filme muito retardado para nós assistirmos, e vocês sabem né. O tédio subiu, ele pegou na minha cintura, eu peguei na nuca dele e... é, deu no que deu. Óbvio que foram apenas beijos, seus pervertidos.
Hoje, depois do sinal da saída, me puxou para um canto e disse que queria falar comigo mais calmamente. Pediu o endereço de onde era a academia de dança, que iria me buscar depois da aula e que iria me levar para jantar. Não é um amor?
E sabe, Tabi tem estado tão carinhoso comigo esses dias. Todo dia me cumprimenta com um abraço e um beijo, pergunta se eu estou bem, o que fiz no dia anterior. Esse jeitinho dele de se preocupar comigo é tão lindo gente, ai, queria tanto ter ele pra mim. Mas sabe, ter mesmo. Como um namorado.
É... acho que a gente devia namorar. Eu nunca namorei na minha vida (tanto que meu primeiro beijo foi com Tabi) e sei lá, parecia que Tabi achava que namoro era uma coisa tão normal. Sempre fui desses que acredita em amor eterno, que sonha alto com essas coisas. Acho tão lindo, e que vale tanto a pena esperar pela pessoa certa... E ele é tão "tanto faz como tanto fez". Às vezes penso que ele é diferente das outras pessoas, mas outras vezes ele é tão babaca quanto.
☆
Na aula de dança, não conseguia parar de pensar em Tabi. O que será que queria conversar comigo hoje? Será que ia pedir para que eu ajudasse ele em alguma aula? Será que ia pedir algum favor pra mim? Que queria que eu fosse na casa dele? Talvez, me pedir... em namoro? Ai, tomara que eu não esteja viajando demais. Aquele menino é um sonho, gente.
Pedi para o professor para que eu fosse liberado mais cedo hoje, para que eu conseguisse me arrumar antes que Tabi chegasse. Coloquei uma camiseta roxa, um jeans e um allstar preto. Arrumei meu cabelo de qualquer jeito, peguei minhas coisas e já fui para fora da academia.
Ok, para tudo.
Encontrei o meu bebê, beleza. Mas... quem é aquela menina que tá conversando com ele? Por que eles estão tão próximos um do outro? Por que ele está mexendo no cabelo dela? Por que ele está dando um sorriso tão... largo? Alguém me diz que isso aqui não tá acontecendo.
Apenas dei meia volta e segui em direção ao ônibus, que eu sempre pegava para ir para casa. Fiquei sentado por uns dois minutos no banco de espera, e Tabi finalmente terminou de falar com aquela vadia. Foi em direção da academia, com um sorriso estampado no rosto. Eu simplesmente não estava acreditando no que eu tinha visto. Ah, não que eu estava completamente abismado, mas... aquele tempo que passamos juntos não significou nada pra ele? Os beijos, as carícias, os abraços... nada?
Assim que o ônibus chegou, subi e sentei no primeiro banco que vi. O ônibus demorou para partir, então antes que ele fosse embora, deu pra ver Tabi saindo da academia, com cara de preocupado. Agora você fica assim, né? Tava todo felizinho conversando com a menininha lá, agora fica ai se doendo. Bem feito.
Tá bom, tá bom, eu não tô com tanta raiva dele assim (até porque isso chega a ser impossível). É mais uma... decepção. Mesmo que ainda não tivéssemos nada, eu me preocupava com ele e queria que apenas nós andássemos juntos. Não que ele andasse com outra garota. Só eu e ele.
Assim que cheguei em casa, coloquei minhas coisas num canto da cozinha e fui para o meu quarto, e me joguei na cama. Sério, que raiva! Mas sabe o que mais doía? Era ver ele feliz, e como ele mexia no cabelo dela com um sorriso. Sorria com vontade, sabe? Não era um sorriso falso.
Meu celular começou a tocar. E sabe quem era? Sim, vocês sabem. Não atendi, só de pirraça. Ah, se foder! Por que é que ele não vai conversar com a vadiazinha dele? Tomara que ele vá, e que acabem se pegando loucamente — joguei meu celular no chão e soquei meu travesseiro enquanto pensava nisso.
Mas... não queria que Tabi ficasse com ela. Eu queria que ele ficasse comigo, só comigo. Porque... porque sim, uai. Ele é meu. As primeiras lágrimas começaram a cair... Ah não! Por que é que eu tô chorando por causa desse idiota? Não, isso tá errado! Eu não deveria estar chorando, eu deveria é estar lutando por ele. Mas... vejo que mesmo que fizesse isso, não chegaria a lugar nenhum. Ah, como eu gostaria de estar abraçando ele agora...
Meu celular tocou de novo. Ai, que menino insistente!
- Alô.
- Tori? Onde você está? Eu tô andando pelo quarteirão inteiro e não tô te achando de jeito nenhum!
- Estou em casa.
- Por que você está em casa? Eu disse que ia te buscar hoje!
- Então por que é que você não vai com a sua amiguinha? — desliguei.
☆
Na segunda-feira...
Acabei por não ir na faculdade, estava com medo de enfrentar Tabi logo de manhã. Vai saber o que ele ia dizer pra mim? Mas eu, uma pessoa muito inteligente, lembrei que hoje tinha aula individual prática. Então, fui à tarde, porque estava precisando de nota.
Cheguei na faculdade ainda era 14h, então provavelmente as aulas não tinham acabado ainda. Mas quando cheguei no nosso corredor, estava tudo tão quieto... Só conseguia ouvir uma voz grave, que recitava letras tristes, ora em inglês, ora em coreano. Procurei pelo corredor inteiro, e na última sala, encontrei o meu professor e Tabi cantando. Na verdade, era só Tabi que estava cantando, mas o meu professor o interrompia toda hora para opinar sobre sua música.
Apoiei-me na porta, espiando os dois pela janelinha. Adorava o timbre da voz de Tabi; já tinha ouvido ele cantar antes, mas fora um daqueles raps sem sentido algum. Desta vez cantava uma música melancólica e devagar, e não usara sua voz rouca, mas sim, sua voz "verdadeira". Ela trazia calma e tristeza ao mesmo tempo que ouvia-a.
Nae sumi gappeun haru jeongsineopsi jinagago (quando todos os dias passam freneticamente)
Geu eonjenji cham meosjin neol mannangeon sojunghan inyeon (é em você que encontro o meu elo mais precioso)
I sesang modeun geosdeuri areumdapge boigo (todo o universo aparece mais bonito)
Niga johahadeon geosdeul nado johahage doego (e eu passo a gostar do que você gosta)
Wanbyeokhagiman han anjeongeul chajeun ilsang soge (nossos dias passam perfeitamente estáveis)
Somangdeureul seoro nanwo gajgo (quando compartilhamos os sentimentos que estão no nosso interior)
Nae momeun byeonge geollyeoseo geudaeneun dapjangi eopseoseo (mas eu estou doente, e não encontro mais respostas)
Sorry, I'm sorry (desculpe, me desculpe)
Abaixei-me, e fiquei encolhido na parede ao lado da porta da sala de aula. Aquilo me trouxe um peso na consciência incrível... Meu Deus, o que eu fiz com Tabi na sexta-feira? E se ele simplesmente não estava falando com aquela menina por mal? E se foi uma conversa totalmente ingênua? Será que ele me perdoaria, afinal?
~ continua!
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