Foolish Love
2 Capítulo II
Notas iniciais
PdV do Seungri
Bom, passaram-se três dias de quando eu me mudei para Seoul. Foram três longos dias de arrumação aqui na minha nova casa, e não foi nada fácil para adaptar-me a essa "nova vida". Lá em Gwangju eu sempre estava correndo pra lá e pra cá em busca de algo para fazer, mas aqui é tudo tão quieto e calmo que me dá vontade de ficar parado e jogado na cama o dia inteirinho.
Mas... parece que toda essa serenidade chegou ao fim hoje, uma segunda-feira. A faculdade começa às 7:45 da manhã e acaba só às 15:30, pode isso? Tenho aula de sofejo, teoria musical, aula prática e prática em conjunto. Parece ser cansativo pra caramba, mesmo gostando de música. E além do mais, de terça, quinta e sexta vou pra academia de dança, às 16:30 e só saio as 18:00. Quero minha vida de vagabundo de volta, por favoooor!
Ji hyung me acordou às 6:00, meu Deus, quase não consigo sair da cama. Dormir embaixo daqueles cobertores abracadinho com o meu Suzuki-san é a melhor coisa que eu poderia estar fazendo a essa hoa da manhã, mas quem disse que tudo é perfeito? Aff. Levantei da cama, tomei um banho, coloquei uma roupa qualquer e a jaqueta da faculdade, que aliás era azul-marinho com uns detalhes em amarelo-gema. Arrumei meu material (um estojo, um caderno pequeno e um violão, BEIJOS PRA QUEM PRECISA LEVAR TROCENTOS LIVROS) e fui para a cozinha tomar café.
– BOM DIIIIIA, HYUNGS! — desejei, bem feliz.
Vocês nem acreditam: Taeyang estava sem camiseta (UI~~~~) e com o zíper da calça aberto, e GD estava em cima do balcão da cozinha apenas com boxer. Putz, logo de manhã, caras? Pelamor né!
Eu realmente não sei quem ficou mais constrangido na hora, foi muito louco, sério. Ji acabou se jogando do balcão (WTF), Tae ficou paralizado e eu cobri meu rosto com as minhas mãos.
– Aiiiiiiiiiii — JiYong gemeu baixinho no chão, de dor.
– Desculpa pelo susto, hyung! — preocupei-me — está tudo bem? Tá doendo alguma coisa?
– Que isso, Seungri. Relaxe, nem aconteceu nada, só tomei um susto enorme e aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii — tentou levantar-se do chão. Quando se apoiou no balcão, conseguiu, e resmungou "seria melhor se você não tivesse chegado nesse momento" ou algo assim, mas apenas ignorei. — Tae, querido, você pode levar Seungri para a faculdade? Daqui a pouco preciso trabalhar e também tenho que cuidar disso aqui.
– Ah, tudo bem. — respondeu — Seungri, vá indo para o estacionamento que já vou indo.
Peguei minhas coisas e já fui pro hall do andar, e ouvi um gemido um tanto alto do nosso apartamento. Agora você pensa como foi a minha cara depois de ter ouvido aquilo...
Esperei TaeYang encostado no carro e, quando ele chegou, tinha uma mancha roxa enorme no seu pescoço. Já sei de quem foi o gemido então, GD safadinho...
– Desculpe a demora, Seungri — disse. Ele não conseguia pronunciar meu nome direito, dizia algo parecido com "Songri". Era engraçado.
Entramos no carro, e Tae ligou o rádio. Na estação que ele deixou, estava tocando Aerosmith, essa banda me traz tantas lembranças... Na época que comecei ouví-la, eu conheci Tabi. E eu era louco por essa música... Argh, me lembra tanto ele, o jeito dele. Eu estava com tanta saudade dele, toda essa mudança me deixou um tanto estessado e eu preicsava falar com ele para relaxar... Ai, cadê o meu bebê? Só de pensar nisso as pontas dos meus dedos gelam e eu fico todo arrepiado, mas que merda.
E parece que TaeYang viu que eu estava meio tenso naquela hora.
– Ei, tá tudo bem? — OLHA QUE COISA MAIS FOFA.
– Ah, mais ou menos... só que mais pra menos — e dei um sorrisinho triste, de lado.
– Fica calmo, cara. — encostou o carro na calçada, com o pisca-alerta — Vai dar tudo certo, seja o que for, tá bem? Pensa positivo, relaxa. Não se preocupe que o futuro age sozinho. — e me deu um abraço de lado, OUNTI, posso te morder agora ou já?
– Obrigado, TaeYang. — eu só chamava ele de Tae na minha cabeça, porque tenho vergonha de chamá-lo assim em voz alta — Você e o GD são demais, sério. Obrigado por deixarem eu morar com vocês, e por cuidarem de mim. Vocês são fodas.
– Que isso, conta sempre com a gente! Nós estamos aqui pra te ajudar. — e deu aquele sorriso gigante dele, mostrando todos aqueles dentes branquinhos. — Bom, chega de enrolar, né? Senão você vai acabar chegando atrasado.
– Bah, pelo endereço, parece que nem estamos tão longe da faculdade. Pelomenos, estamos na mesma avenida. Se quiser parar o carro ali na frente mesmo, já desço. Obrigado pela carona TaeYang, quando for a saída eu ligo pra você ou pro Ji.
Despedi-me e já desci do carro, indo em direção à faculdade. Até que não estava tão longe assim, só precisei descer um ou dois quarteirões. Marquei presença na portaria, e já fui pra sala. Mesmo sendo 7:30, não tinha quase ninguém por lá. Fui direto para as carteiras do fundo, onde um menino de cabelos castanhos e pele morena estava sentado.
– Posso sentar-me aqui? — perguntei, com receio que ele negasse.
– Claro! Fica de boa.
– Obrigado. A propósito, qual é o seu nome?
– Daesung... e você?
– Meu nome é Se...- pois é, fui interrompido. Mas...
– Tori? — alguém falou. E puta que pariu, eu reconheci essa voz de algum lugar. E só uma pessoa me chamava assim.
– Tabi?
~ continua!
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