Foolish Love
14 Capítulo XIV
Notas iniciais
PdV do Seungri
O jantar foi bom, a comida estava boa e pudemos nos divertir bastante. Taeyang e GD estavam bem menos nervosos que eu e Tabi. Depois que lavamos e enxugamos a louça (eu e GD, porque somos as mulheres da casa, bitch please), fomos para a sala. Tabi sentou no meu colo (não, não é isso que vocês estão pensando) e os outros dois dividiram o pufe que ficava ao lado do sofá onde estávamos.
- Meninos, — Tae começou — então... o motivo de nós querermos falar com vocês é bastante especial para mim e GD, então nós realmente queríamos pedir um favor a vocês.
- O que aconteceu?
- B-bem, n-nós... — é, parece que eu não era o único que estava nervoso ali; GD ficou com o rosto branco enquanto tentava falar — nós queríamos falar que... — segurou a mão de Taeyang — ...nós entramos para a fila de adoção de uma criança, e vamos receber a resposta daqui uns meses.
- AI MEU DEUS! SÉRIO? — empurrei Tabi do meu colo e levantei depressa.
- SIIIIIIM! Eu vou ser Omma, hyung! OMMA! — pulou em cima de mim, e eu o abracei com força.
Fiquei muito feliz por eles dois, sério. Eu acho que eles são o casal mais "conto de fadas" que já vi em toda a minha vida. Tudo para eles dava certo e eles sempre estavam com um sorriso estampado no rosto; me dava tanto gosto ver esses dois juntos.
- Mas... — Taeyang nos interrompeu — amor, você esqueceu de um detalhe.
- Ah, sim... — soltou-se de mim, e sentou-se de volta no pufe. — Seungri, TOP... nós, para poder criarmos um filho... er, nós vamos precisar do quarto de vocês de volta.
Ok, preciso nem falar que o meu mundo caiu quando ele falou isso, né? Eu mal comento que gosto demais dos dois, e já me acontece isso. Segurei uma das mãos de Tabi, e ele puxou o meu corpo para perto do seu, deitou minha cabeça no seu ombro.
- Isso quer dizer que... temos que nos mudar daqui? — Tabi perguntou, engolindo seco.
- É, mais ou menos isso... — Taeyang disse, desviando o olhar para o lado. — Mas não se preocupem, vocês têm o tempo que quiserem para procurarem uma casa nova. Nós esperaremos até a chegada do bebê, pode ser?
Não me segurei com o choro. Logo que senti a primeira lágrima escorrer pelo meu rosto, saí correndo para o quarto, e bati a porta com força.
Meu Deus, aquilo não poderia estar acontecendo... além de não morar mais aqui, eu estaria longe dos hyungs. Eu sei, eu sei, eu ainda teria Tabi ao meu lado, mas... E se ele me deixasse? E se eu ficasse sozinho no final? Ah não, tudo menos isso...
- Tori? — Tabi entrou no quarto, manhoso.
- Que foi, hein? — a essa altura, estava debruçado na janela, chorando feito não-sei-o-quê.
- Você saiu correndo e chorando, fiquei preocupado com o meu bebê — me abraçou por trás. Cara, já disse que eu simplesmente amo quando ele faz isso? Era capaz de secar todas as minhas lágrimas, sério.
- Ah, cê sabe... eu não queria sair daqui.
- Tori, querido, mas nem tudo é do jeito que a gente quer. A vida tem seus altos e baixos, né? E a gente tem que aprender a se virar com todos eles. E pode ter certeza que nós vamos ser bem felizes quando nos mudarmos.
- Promete?
- Prometo, por tudo.
Abracei-o, e selei seus lábios.
- Eu te amo.
- Eu também te amo, e te ver triste é o que eu menos quero, tá bom?
- Obrigado por se importar comigo. Você é a melhor pessoa que eu poderia conhecer, sabia?
- Só "melhor pessoa"? — fez bico.
- Tá bom, tá bom. Você é o melhor namorado do mundo. E eu tenho muita sorte em tê-lo — beijei-o.
☆
Quando acordei no dia seguinte, todos já tinham acordado. Enquanto Taeyang e Tabi estavam jogando videogame na sala (pareciam dois adolescentes de 15 anos se divertindo naquela coisa maldita), GD fazia o almoço e eu preparava o meu café-da-manhã no balcão da cozinha. Ele tinha percebido que eu estava tenso demais, e também muito quieto. Até eu estava assustado comigo mesmo.
- Pandinha, cê tá bem?
- Tô, tô. Só com um pouquinho de sono — menti.
- Mentira, — é, ele me conhecia muito bem — não esconda as coisas de mim, Seung-ssi. Conte logo o que aconteceu.
- Ai, hyung... eu tô com tanto medo.
- Medo de que, meu anjo?
- Ah, você sabe...
- Sei não. Se eu soubesse, não estaria perguntando né.
Besta.
- É que eu tô com medo de que a gente acabe se separando, sei lá — dei um suspiro.
- Ountiiiiiiii! Não fica assim não, Pandinha. De fato, não estaremos tão unidos, mas nós não vamos parar de nos falar por causa de uma besteira dessas, tá bem? Prometo que iremos conversar todos os dias e eu vou levar o bebê pra te ver todo final de semana, ok?
- Promete mesmo? De verdade?
- Prometo. Verdade mais do que verdadeira!
- Eu gosto tanto de você, hyuuung! — pulei nele.
- Eu também gosto muito de você, Seung-ssi. Obrigado por nos apoiar com a ideia de ter um filho, e por todo o resto. Não poderia ter um hyung melhor que você.
Ficamos uns segundos abraçados, e voltamos à fazer o que estávamos fazendo. Quando fui cortar uma fatia do bolo que estava em cima da mesa, Ji hyung deu um tapa ardido na minha mão.
- Só depois do almoço!
- Ai, hyung, mas eu nem tomei café-da-manhã ainda!
- Vamos fazer assim: não coma nada até o almoço, e almoce conosco. Pelomenos, você vai estar com uma refeição em dia né. Esqueci que pandas adoram dormir...
- Bobo! — empurrei-o, de leve.
- Ui, alguém ficou nervosinha?!
- Para com issoooooooo! — Ai, que menino chato, meu Senhor. Só sabe ficar zoando da minha cara e me irritando! Nós pareciamos aquele desenho, Tom e Jerry. Ele ficava me atentando e depois ficava fugindo de mim e rindo da minha cara.
- Os dois, parem de ficar fazendo isso! Parecem duas crianças! — Taeyang entrou na minha frente, fazendo eu trombar com ele e cair em cima dele e de GD.
- Ah tá, falou o super adulto que joga videogame a essa hora do dia — disse GD, enquanto se levantava do chão e tirava a poeira de sua roupa. Ele fazia isso toda vez que sentava no chão, ou quando caia mesmo. Que pessoa fresca, meu Deus do céu.
Ajudei GD a por as coisas na mesa, e Tabi chegou por trás de mim, dando um beijo no meu pescoço. Soltei um gemidinho abafado.
- Aqui não, heinnnn — hyung me deu um tapinha na coxa.
- Ai, hyung, como você tá chatoooo!
- Tô só te enchendo o saco, mané.
- Nota-se! Hunf — virei o rosto.
☆
Depois de finalmente almoçarmos (eu comi o bolo no final, hehe), fomos até a sala, ver um filme que Taeyang tinha alugado. Enquanto Tae e GD estavam concentrados no filme, eu quase estava dormindo com a cabeça deitada nas coxas de Tabi, enquanto o mesmo lia um jornalzinho qualquer.
- Ei, bebê, olhe aqui rapidinho.
- O que foi?
Ele me mostrou o jornal. Ali, tinham alguns anúncios de venda e aluguel de casas e apartamentos. E tinha visto um, que ficava exatamente do outro lado da rua do nosso atual prédio.
- Então... o que acha? Quer tentar visitar o apartamento amanhã?
- Acho um bom começo, né?
- Isso, assim que se fala — me deu um beijo na testa.
~ CONTINUA!
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