Notas iniciais
Boa leitura!

- Só uma coisa... ainda não entendi porque estamos indo pra sua casa...- Indagou William.

- Na verdade... eu pretendo ir com vocês até Prontera, se não for incômodo... só preciso falar com meu pai. – Falei sorrindo pra eles.

- Nossa... conhecer o pai já... – falou William olhando para Roger.

- Engraçadinho... isso vale pra você também — respondeu Roger devolvendo a bola que o amigo lançou.

- O que tem conhecer meu pai? – Perguntei.

- Nada de mais — falou Roger sem me olhar nos olhos.

- Deixa ele pra lá Ulina! Porque você num fala sobre você? Eu já estava me perguntando faz um tempo... você é o que? – perguntou William pra mim.

- Ela num tem profissão. Você já é mercador faz tempo e não conhece as profissões ainda? Eu sei melhor que você... – disse Roger.

William ignorou um pouco Roger, pois sabia que ele estava sem graça por causa de seus comentários anteriores.

- Então ainda não tem profissão? Mas pretende ter uma? – perguntou William.

- Estamos quase em casa. Pretender eu pretendo, mas... ainda num sei qual. – respondi pensando que eles deveriam me achar uma boba.

- Espadachim sempre é uma ótima opção! – falou Roger todo orgulhoso.

- Como se mercador num fosse...

- Num foi isso que eu quis dizer

- Hmm... eu num tenho muita força bruta, para as duas profissões precisa ter, não é? – falei.

- Não necessariamente... espadachim também usa bastante destreza. – respondeu Roger.

- Chegamos – falei mostrando a casa pra eles.

A porta e duas das três janelas estavam fechadas, mas observei a fumaça saindo da chaminé, papai estava em casa sim. Abri a porta e falei pra os meninos entrarem.

- Oi pai! Deixa eu apresentar... estes são Roger e William.

- Prazer Sr! – responderam ambos.

- Como vão garotos? – cumprimentou papai.

- Pai... eu queria ter uma conversa com o senhor.

- Que cara é essa? É muito séria?

- Digamos que sim, mas ao mesmo tempo não...

- Como assim? Do que você tá falando?

- É que... eu não cheguei a comentar com você ainda, mas eu sempre quis sair por aí e me aventurar – expliquei sem me importar com a presença dos garotos.

Ele não disse nada e ficou um tempo olhando pro chão. Ele em seguida olhou pra mim e pros garotos, já previu o que eu queria lhe dizer.

- Entendo... – respondeu entre os dentes. – Minha filha... você tem a mesma fome por aventuras que sua mãe – comentou sem conseguir esconder um sorriso.

Meus olhos se arregalaram, meu coração começou a bater mais forte, finalmente! Não que eu fosse uma filhinha do papai, mas não conseguiria ir sabendo que ele ficaria aqui mal e preocupado... Corri e o abracei.

- Eu vou acompanhá-los até Prontera e volto pra cá. – Falei tentando confortá-lo.

- Hehe, não se preocupe, faça o que quiser, você já é bem crescida. E pelo que percebi, você vai sair pra outros lugares logo que voltar, não é?

- Acho que sim. – respondi rindo também. – Então vou arrumar minha mochila e partir. Meninos... só mais um minuto.

- Ok, sem pressa – respondeu Roger.

- Bom, vou estar lá fora pegando mais toras de madeira, me avisem quando forem. – pediu papai.

- Até que ela tem um gênio interessante – comentou Roger para William.

- Haha, depois vai falar que num sabe por que eu tava te enchendo o saco... – falou William.

Eles só não contavam que desta vez eu tinha escutado.

Notas finais
Tá meio curto, mas acho q ficou legal!
Comentem! Vlwwww