Notas iniciais
Aí está mais um capítulo... obrigada pelos comentários e espero mais deles XD bjus

Todos se voltaram para mim perguntando se eu estava bem.

- Não se preocupem, eu estou bem. Ele não conseguiu fazer nada.

- E eu que achava que conhecia ele... como ele ousou fazer algo desse tipo...? – falou William.

- Eu não entendo... ele não era assim... – falou Lis

Roger se encontrava abraçado com Ulina, tentando acalmá-la. Ulina, ainda tentando segurar o choro, acomoda o rosto no ombro de Roger.

- Obrigada... – disse Ulina com voz diferente.

Todos olharam para ela meio sem graça, por causa do ocorrido. Roger a abraçou mais forte. Mas só depois percebeu que Ulina estava com parte da blusa puxada para baixo. Ficou encabulado e tentando olhar para outra direção, puxou a blusa de Ulina de volta para o lugar, a fazendo ficar vermelha também. Lis e William estavam pensativos de mais para perceberam alguma coisa, até mesmo a presença de um homem na porta do quarto.

- Err... com licença... eu e minha mulher ouvimos um grito... – falou o homem.

- Eu também ouvi algo, por isso vim ver o que estava acontecendo... – falou uma outra garota loira de uns 17 ou 18 anos, que só foi percebida quando se pronunciou.

Lis rapidamente deu um jeito na situação.

- Não precisam se preocupar, já está tudo resolvido. Por favor, voltem para os seus quartos – disse levando-os com cuidado de volta para os seus respectivos quartos.

- Já sei... – disse Lis para Ulina, William e Roger – como não sei direito o que tá passando na cabeça de Samuel, também não quero que vocês meninos se envolvam nisso. Então vocês dois ficam com esse quarto aqui, enquanto Ulina vem dormir comigo no meu quarto. Lá tem uma cama a mais, porque de vez em quando, minha prima vem passar uns dias por aqui e fica lá. Mas agora ela num tá. Quando o Samuel voltar... se ele voltar... ele vai ficar no outro quarto, que era pra ser dele desde o início...

- Lis... ele já tentou fazer alguma coisa com você? Você devia proibir ele de volta a pôr os pés aqui dentro – falou William extremamente sério.

- .... eu não posso... faz tempo que conheço ele, e ele é filho de um amigo do meu pai. Não sei o que ele tem, mas nossa relação sempre foi igual ao que vocês viram quando estavam procurando quarto. Não tenho idéia do que aconteceu... – Lis parou por um instante com cara de espanto – ou tenho...?

- O que foi, Lis?! – perguntou William.

- Isso já faz muito tempo, mas... – dizia Lis, fazendo todos escutarem atentamente – quando eu conheci Samuel... ele comentou que um tempo atrás ele tinha dupla personalidade...

- Dupla personalidade? Mas eu nunca ouvi falar isso dele – disse William indignado.

- É que faz um tempo que ele não muda, ele disse que não gostava da outra personalidade, mas não me explicou direito... – disse Lis.

Os quatro ficaram com expressões sérias e pensativas.

- Bom... você se importa de dormir comigo, Ulina?

- Claro que não... assim nenhuma de nós duas ficamos sozinhas.

Os garotos transportaram suas coisas para o outro quarto, enquanto as garotas se dirigiam para o quarto de Lis. Assim que chegam...

- Ulina, você pode ficar nesta cama – disse Lis

- Obrigada.

- E então? Está mais calma?

- Estou... principalmente depois que você falou da dupla personalidade... – parei e pensei mais um pouco – ou deveria me preocupar mais? – perguntei com uma gota na cabeça.

Lis deu um sorriso, mas depois um suspiro olhando para baixo.

- Não sei como devo agir também... mas vamos dormir que já são três da manhã...

- Tem razão

Na manhã seguinte, ou melhor... na “tarde” seguinte, Ulina acorda e vê que Lis não estava na cama. Quantas horas será que ela dorme por noite, deve trabalhar muito, pensou Ulina. Mas ela até que dormiu melhor do que pensou que conseguiria. Eram 11 horas, nunca tinha acordado tão tarde. Foi pro banheiro, tomou banho, se arrumou e saiu do quarto. O horário de café já tinha acabado, teria que procurar outro lugar para comer alguma coisa. Do corredor podia ver Lis na recepção, mas decidiu chamar os meninos antes. Chegando lá no quarto bateu na porta.

- Entra! – escutou.

Era William, que estava sentado na cama observando suas coisas.

- O que está fazendo? – perguntei.

- Estou organizando as coisas que vou colocar na minha loja para vender.

- Hmm... e cadê o Roger?

- Ih...! – William fez cara de que esqueceu algo importante.

No que ele exclamou, Roger saiu do banheiro apenas com uma toalha enrolada na cintura e outra no pescoço para secar os cabelos. Ambos, Ulina e Roger, se encararam por alguns segundos, enquanto William sentia que ia sobrar pra ele.

-AAAAHHHH!!!- ambos gritaram.

Roger voltou imediatamente para o banheiro.

-Caramba William!! Você nem avisa!!

- Hehe foi mal, num deu tempo... – respondeu com uma gota na cabeça.

Olhei para William e ele uma risadinha sacana. Se tinha jeito de eu ficar mais vermelha do que estava, era agora. Pior é que aquela cena num saia da minha cabeça... cada músculo, cada gota de água... Aahh! Pára, Ulina! Tá parecendo uma pervaa...!T.T

- Err... ô William....

- Quê?

- Pode me trazer minhas roupas, por favor?

- Quanto você me paga?

- Como é?!

- Pode deixar que eu espero lá fora... – disse ainda sem graça.

- Relaxa... – disse William pegando as roupas ao meu lado.

Percebi algumas peças íntimas e me virei rapidamente de costas para o banheiro. Quando é que eu iria parar de ter surpresas constrangedoras assim? Ouvi a porta do banheiro se abrindo e depois se fechando. William se sentou do meu lado em seguida.

- E então?

- O quê?

- O que achou? – ele me perguntou com a maior cara de cínico.

- Não sei do que você tá falando... – respondi vermelha.

- Ok... – falou William tranqüilamente – mas que ele é gamado em você ele é... – disse no meu ouvido rapidamente.

Fiz cara de espanto, já suspeitava disso depois de tantos acontecimentos. Mas num esperava ouvir essas palavras diretamente. Logo em seguida, Roger sai do banheiro com os olhos fixados no chão. Estava com o rosto vermelho, não sabia se era ainda por causa da última cena ou por ter saído do banho. Eu o olhava com serenidade, até que ele também me olhou.

- O que foi...?

- Nada – respondi ainda o encarando. Ele por outro lado, ficou sem graça e voltou a olhar no chão. William que acompanhava tudo apenas deu um sorriso.