Se tem algo que é relativo, é o conceito de felicidade. Cada pessoa define a sua de forma diferente, e às vezes, até se surpreende em descobrir que o inimaginável é o que pode te fazer feliz.

Eu já tinha entendido tudo, a luz apagada, as velas acesas, o cheiro bom que vinha do forno e o garoto mais lindo do universo ali, na minha frente, segurando rosas vermelhas nas mãos, sorrindo mais de nervoso do que qualquer outra coisa… revelou, que esse é o meu momento, e aquela, é a minha felicidade.

— Max… — eu estava sem palavras. — O que é tudo isso?

O sorriso, sem dúvidas o maior delator do que eu sinto no momento. Sem falar nas mãos suadas com tremeliques.

— Uma surpresa — disse, com os lábios tão curvados quanto o meu. Maxon se aproxima, automaticamente meus pés ajudam para que fiquemos perto logo. — Você está incrivelmente linda.

Abaixo a cabeça, acanhada por essa recepção.

— E você está encantador. — Digo olhando em seus olhos.

E não era mentira. É inegável a beleza de Maxon, e é surpreendente como ele consegue aperfeiçoar a sua imagem, o tornando a maior tentação já vista.

— Isso é para você.

Ele me entrega o buquê que peguei com entusiasmo. Não me demoro a sentir o doce perfume daquelas rosas, tão frágeis mas ao mesmo tempo tão resistentes. Elas sem dúvidas, são o símbolo da nossa paixão, do nosso desejo e do nosso amor.

— Elas são lindas, muito obrigada. — Agradeço não só por agradecer, essas flores se tornaram especiais assim que as vi, foi ele quem escolheu para mim, e valorizo demasiadamente a intenção dele.

E pensando em suas intenções, meus pensamentos passam a ficar mais acelerados do que nunca.

O que tudo isso significa? Seria o que imagino?

— Sei que deve estar se perguntando o que significa tudo isso — bingo! Maxon pega minha mão e começa a me guiar — saiba que essa ideia não é de agora, venho planejando desde que nos encontramos de novo. Quebrei a cabeça pensando em como eu faria isso.

— Oh Max! — a mão que ele segurava eu soltei e levei a boca, pois a surpresa foi enorme. Ele sorri radiante pela minha reação assim que vi o que tinha mais adiante.

Em frente a parede de vidro, que dá vista para aquela belíssima paisagem, tinha um colchão, rodeado de pétalas vermelhas e velas com suas chamas dançantes. Aquilo despertou uma linda memória dentro de mim.

— Decidi recriar aquela noite incrível que tivemos quando você veio aqui pela primeira vez. Mas agora, com tudo bem planejado — ele ri orgulhoso de si mesmo — aquela noite significou muito para mim, e tenho certeza que para você também — assenti com confiança, os olhos embaçados.

Aquela noite foi o início de algo muito maior entre nós dois. E estou mais emocionada do que nunca por Maxon ter recriado o clima daquele momento. A luz apagada, é uma referência a energia que faltou, as velas cobrem o lugar da lanterna do celular. O edredom que eu tinha usado para não sentarmos no chão duro, agora era substituído por um macio colchão. E o barulho da chuva, foi trocado pelo trânsito das ruas.

O mais precioso em tudo, foi o cuidado que ele teve com cada detalhe.

Maxon continua a nos guiar, chegando cada vez mais perto daquele cantinho mágico. No colchão, pétalas estavam organizadas no formato de um coração. Ri diante do clichê. Mas o clichê mais especial da minha vida, pois eu estava mais do que ciente, do esforço, dedicação e carinho que Maxon colocou naquilo tudo.

— Isso está tão lindo, tão perfeito Maxon. — Uma lágrima solitária escapou enquanto admiro a delicadeza dos detalhes.

Mas meu coração disparou, e minha respiração perdeu o controle assim que me virei para olhá-lo, e o encontrei de joelhos, com uma caixinha delicada nas mãos, que guardam com cuidado o mais lindo par de alianças.

— America Singer — não dá, comecei a chorar, a felicidade não cabia no peito — desde o primeiro momento que meus olhos encontraram o seu, eu senti o inexplicável, foi apavorante ao mesmo tempo que a melhor coisa da minha vida — ele respira fundo e passa a mão na testa — caramba! Você não sabe o quanto estou nervoso — não teve jeito, a risada foi espontânea. — Mas continuando… quero que saiba… não!, preciso que saiba, que você se tornou a luz da minha vida, um riso num momento de tristeza, a brisa em um dia de verão, a clareza quando só a caos.

Vejo a importância daquelas palavras nos olhos dele, que no momento, brilham pelas lágrimas que acusam de cair.

— Em poucas palavras America, você pode não ser o mundo, mas é tudo que torna o mundo bom. Antes, sem você, a minha vida apenas existia, mas agora… — desfaleço com seu sorriso singelo, e meu coração se enche com a lágrima que escapa do seu olho — agora… eu sou o cara mais feliz do mundo, pronto para ser o melhor de mim por você, porque é isso que você me desperta: o meu melhor.

Não consigo conter os soluços, meu peito flameja de amor, meu corpo resplandece felicidade.

— America, eu amo você! E prometendo demonstrar todo esse amor que sinto a cada momento é que eu lhe peço — Maxon respira fundo. — Seja minha namorada.

E as palavras foram ditas, o mais esperado por mim desde que coloquei os pés nesse apartamento foi enfim proclamado. O pedido mais lindo e especial. Eu sinto que não estou nesse mundo, minha alma se perdeu em cada bela palavra proferida. Eu, America Singer, sou a garota mais feliz da vida nesse momento.

— Por favor! — Maxon suplica. — Não me deixe nessa angústia por mais tempo — damos risada. — Me diga America, aceita ser minha namorada?

Meu sorriso não cabia no rosto. Maxon estava ali ajoelhado, me encarando com devoção, esperança e muito nervosismo. Ri internamente com isso, nem imagino a ansiedade que ele passou durante essa tarde, deixando tudo mais que perfeito, temendo qual poderia ser minha resposta. E com certeza diante de tudo que passamos, diante dessa surpresa, e de todo esse amor demonstrado, minha resposta não podia ser outra:

— É claro que sim, com certeza sim, para sempre sim!

E nesse momento pulo em seus braços. Como imãs, nossos lábios se juntaram. Maxon em uma posição não muito estável para o meu ataque, se desequilibrou levando nós dois ao chão, mas quem disse que isso importa? Continuamos a nos beijar com fervor, com vontade. Aperto meus olhos aproveitando o sabor do nosso beijo, o beijo mais transcendental que já provei.

A cama ao nosso lado era até uma piada, visto que estamos aproveitando muito mais o chão. Fomos finalizando o beijo com delicados selinhos. Os olhos de Maxon a luz de velas ainda mais atraentes. Suspiro quando a mão dele começa acariciar o meu cabelo, nossa troca de olhares informando que essa noite estava apenas começando. Logo percebo, que ainda faltava uma resposta da minha parte, e não há momento melhor que esse para dizer:

— Eu também amo você.

Maxon comprimiu os lábios e apertou os olhos, se a intenção dele era esconder as lágrimas, ele falhou, falhou miseravelmente pois elas escorreram o entregando. As minhas eu não fazia questão de esconder, deixei que elas fluíssem o quanto quisessem, pois elas significam toda a felicidade que estou sentindo.

— America você é o meu mundo, você é o meu tudo. Te amo! Te amo para o resto da minha vida.

Porra Maxon!

O beijei, o beijei com toda a intensidade que meu corpo permitia. Eu precisava que ele soubesse que eu sentia o mesmo, que eu almejo o mesmo. Amá-lo para todo o sempre. E foi com esse beijo que fiz isso, porque com palavras, era impossível. Ele tirou todas de mim no momento que me fez sentir única e amada.

— Você não faz ideia do quanto eu amo você — seguro seu rosto com as mãos, conseguindo me pronunciar — é um alívio enfim lhe dizer isso de corpo e alma. Eu amo você Maxon Schreave, com todo o meu coração.

Nossos olhos cintilam um para o outro. Esse é o nosso momento, nossa história iniciando mais um capítulo. Diante de toda essa maravilha, nós rimos com as testas coladas, extasiados com nosso novo status.

Nos levantamos para ficarmos sentados, ignorando o fato de estarmos ainda no chão. Estava em seu colo, com uma perna de cada lado. E definitivamente não quero estar em nenhum outro lugar.

— Acho que isso deveria estar no seu dedo. — Maxon pega a caixinha com nossas alianças.

— Certamente. — Dou-lhe minha mão, que com muita delicadeza, Maxon encaixa perfeitamente o anel.

— Agora, America Singer, oficialmente minha namorada. — Ele deposita um beijo em cima.

Da mesma forma, pego a aliança que é para ele e visto-a em seu dedo. Elas pareciam feitas sob medidas. Ficaram perfeitas. Entrelaçamos nossas mãos e apreciamos aqueles metais, que não são um objeto, nem um assessório… são a prova da nossa união.

O silêncio no momento é nosso principal companheiro, mas nossos olhos conversam, comunicam um para o outro o tamanho do nosso amor, da nossa paixão. Os olhares ternos, sem que eu esperasse, se transformam em olhares intensos. Maxon desvia para minha boca e imediatamente sinto uma chama crescer dentro de mim. Começo a ofegar, pois a demora do beijo quente que irá se iniciar, está me torturando.

Suas mãos que a pouco estavam apoiadas no chão, agora sobem lentamente pelas minhas pernas. Ele, convencido do jeito que é, analisa minhas reações com atenção. Sorrindo de lado a cada suspiro profundo que dou depois que ele me aperta.

Louca, fiquei louca quando ele chegou a barra da minha saia e caminhou com suas pesadas mãos por dentro dela. Apalpou minha bunda com força. Leves gemidos escapavam junto com meu ar.

Maxon seguiu subindo sua mão, por consequência erguendo a saia. A pele da minha cintura parecia queimar com seu toque possessivo. Sem muita enrolação, Maxon tirou meu cropped me deixando de sutiã, ele morde sua boca, apreciando com devoção os meus seios que ele logo se apossou com as mãos, em seguida ele escorrega os dedos até o feixe da roupa íntima para removê-la.

Engulo em seco ao perceber minha atual situação. Sei onde isso vai chegar, e aguardo ansiosa por esse momento, no entanto, uma insegurança me cerca. E se eu não for boa o suficiente? Se não souber o que fazer? E se eu sentir apenas dor?

— Está tudo bem? — Maxon deve ter percebido minha confusão, parando de tentar abrir o feixe o qual ele tinha dificuldade.

— Sim está — dou um sorriso amarelo — estou um pouco nervosa.

— Podemos parar se quiser.

— Não, não! — ele que não se atreva. — Eu quero, quero muito. Só estou com medo de não ser boa o suficiente. — Ele franziu o cenho.

— Você é perfeita America. Tudo o que você faz é maravilhoso, não tem que se preocupar. E eu estou aqui, para te ajudar.

— Você me faz se sentir tão segura. — Colei nossas testas concretizando minha afirmação.

Maxon sorri de canto, e logo dá um jeito de levantar nós dois de uma vez. Sua força é algo que admiro, pois de uma hora para outra, ele pareceu se tornar meu pilar, o que me mantém firme. Maxon, com uma expressão serena, me deita com todo o cuidado do mundo no colchão sob o coração de pétalas, ofego ao senti-las nas minhas costas nuas.

— Vamos devagar, ok? — Apenas assinto.

Estava me sentindo no céu com o beijo calmo que ele me dava. Sua boca macia unida a minha, sua língua me fazendo ver estrelas. Que paraíso. E tudo melhorou quando o beijo passou a ficar mais profundo, mais intenso. Arqueio as costas para dar o espaço que ele me pedia para chegar ao feixe do sutiã, que agora sim, ele abriu sem complicações. Seu olhar malicioso se deliciando com a visão dos meus peitos expostos é impagável.

— Você é linda — diz no meu ouvido, arrepiando até o último fio — maravilhosa — chupou meu pescoço e depositou beijos até o meu colo — gostosa — gemi baixo quando ele lambeu meu seio — gostosa pra caralho.

Sorri mordendo o canto da boca. Meu tesão aumentava a cada segundo que ele me enchia de prazer ao se dedicar aos meus peitos com tanta vontade, sua língua contornando pontos sensíveis é enlouquecedor. Me contorci quando sua mão tocou minha intimidade, brincando com ela me fazendo revirar os olhos pela sensação.

Minha pele arde, queima sobre suas pegadas. Diante dessa loucura, levei as mãos aos botões de sua camisa, abrindo-os com certa pressa. Maxon notando minha pequena batalha me ajudou com os últimos. Ele facilita a posição para que eu a tire dele. E não está registrado o quanto removi aquela camisa com empolgação. Ansiosa por tocar aquele abdômen dos deuses. Respiro fundo ao alcançar meu objetivo, e dedico toda a minha atenção aquele peitoral. Com ímpeto, eu o arranho de leve enquanto aproveito as carícias que Maxon deixa no meu pescoço com sua boca. Chego na barra da sua calça e o puxo com força para mim, sentindo a potência do seu membro sobre a minha área íntima. Ambos ofegamos com o contato, e nesse momento, eu não quero saber de mais nada.

— Quero ser sua — sussurro no ouvido dele — quero ser sua Maxon.

Vi no seu olhar, que ele deseja me ter para ele tanto quanto eu.

— America você me enlouquece — diz descendo seus beijos pela minha barriga, deixando minha respiração descompassada. — Você é a minha perdição.

E com essas palavras ele segurou minha saia, e arrancou, levando junto minha calcinha.

Agora eu estava ali, deitada completamente nua, sobre pétalas macias, de frente para uma das melhores vistas de Angeles, e quando falo uma das melhores vistas, não me refiro à paisagem da cidade, que está deslumbrante essa noite. Falo do garoto ajoelhado à minha frente, me medindo com certa depravação no olhar.

O peito de Maxon subia e descia devido a sua respiração ofegante, suas pupilas estavam super dilatadas, ele não reagia, apenas admirava me deixando impaciente.

— Vai só ficar olhando? — Digo com malícia. Quero que ele me toque, me possua.

— O que é belo, é para ser admirado. — Diz mordendo o lábio.

— E o que é gostoso, é para ser saboreado — de onde eu tirei isso, não faço a menor ideia, só sei que fez sentido.

— Você tem total razão — acabo gemendo por antecipação quando ele vai com seu rosto no meio das minhas pernas — quero, e vou saborear cada centímetro seu.

Me agarro ao seu cabelo e solto um grunhido quando ele tocou minha intimidade com a língua. Eu arqueava as costas, apertava seu rosto com minhas coxas enquanto seus lábios sedentos me deleitavam. Que sensação gostosa, maravilhosa, mas quero mais, preciso de mais.

— Maxon… — saiu mais como uma suplica do que com um chamado. — Vem.

Ele me ouviu, e caminhou sobre mim, afundando as mãos no colchão. Me apressei a tirar sua calça que ele ajudou, seu pau estralando por baixo da box. Engoli em seco quando ele a tirou também e eu passei a analisar mentalmente, se era possível algo daquele tamanho passar por espaço tão pequeno.

— Desculpa perguntar isso agora, mas, você toma algum anticoncepcional?

Neguei balançando a cabeça. E me culpei por não ter pensado nisso antes. Já imaginou se saio dessa grávida? Mas Maxon logo me acalmou ao tirar do bolso da calça uma camisinha. Aquilo me gerou um frio na barriga, pois agora caiu a ficha. Vou perder minha virgindade. Minha nossa!

Maxon se deita sobre mim, acabo sorrindo, feliz da vida com o que vai acontecer…

Ah, como sonhei com esse momento, e está sendo muito melhor do que esperava. Ele sorria para mim também, acariciando meu rosto com delicadeza, memorizando cada traço. Eu senti uma enorme vontade de chorar. Porque? Porque eu estou tão feliz, está tudo tão perfeito. Ele é perfeito, teve paciência comigo, me respeita acima de tudo, é carinhoso, romântico. Eu não podia querer nada melhor.

— Você está bem? — Me perguntou preocupado.

— Sim, na verdade, está tudo mais que bem — sorrio para ele que continua com um ar confuso.

— Então porque está chorando? — Enxuga minha lágrima.

— Porque estou feliz, feliz por ter você, por ser com você. Feliz por amar você.

Pelo sorriso, Maxon pareceu ganhar o seu dia com o que eu disse. Ele erradiou confiança e felicidade. E de uma forma muito carinhosa ele se ajeitou entre minhas pernas, nossos corpos mais juntos do que nunca.

— Eu amo você também — meu coração se aqueceu e meu corpo estremeceu assim que Maxon posicionou seu membro em minha entrada — qualquer coisa me avisa, que eu paro, ok?

Balancei a cabeça rapidamente confirmando, pois agora era a hora, e eu estou muito, mas muito ansiosa, até mesmo tensa, minha boca está seca, e sinto que vou me afogar por ter deixado de respirar a tanto tempo.

— Relaxa linda — me derreto com suas palavras, e seus beijos no meu pescoço me ajudam com seu pedido.

E com a troca mais linda de olhares, com a parceria de nossos sorrisos. Maxon começou a entrar em mim, lentamente. Ele enterrou seu rosto no meu pescoço, e deixou um gemido grave escapar quando ele se enfiou por completo em mim. Eu me agarrei às suas costas e mordi seu ombro. Apertei meus olhos diante da tamanha ardencia que estava sentindo. Por essa eu já esperava, só não esperava que doeria tanto.

— Tudo bem? — Me perguntou aflito quando ofeguei pela dor.

— Aham — não era tão verdade, mas isso ia passar, sei que ia — só continua.

Beijei sua boca e Maxon começou a se movimentar. Ele fazia tudo com muita paciência observando atentamente minhas reações. Contudo, eu sentia sua impaciência para socar em mim com vontade, dado que sua mão apertava tanto a minha coxa que chegava a beliscar.

Mas com o passar dos minutos, uma sensação de deleite começou a se fazer presente. E Deus! Que sensação maravilhosa. Com um beijo quente, dei o sinal para Maxon que estava tudo bem, e ele não esperou mais para acelerar o ritmo de suas investidas.

Caralho! O que, que é isso?

Prazer, saciação, tesão rondavam meu corpo. Eu gemia, gemia como louca pela intensidade do momento e da sensação. Me deliciava com os gemidos graves de Maxon no meu ouvido. Sucumbia com suas mãos que passeavam por todos os cantos do meu corpo. Meus peitos tomam um tom avermelhado por tantos apertos que ele deu neles.

O silêncio do apartamento foi preenchido com o som da nossa paixão, misturado à sinfonia da cidade movimentada. Ali naquele colchão, de frente para aquela vista, Maxon e eu selamos o nosso amor. Nos dedicamos um ao outro com voracidade. Pois era isso que queríamos, ser um do outro. Estar unidos em todos os sentidos.

— Aaah Maxon! — A pressão das estocadas faziam-me contorcer sob seu corpo musculoso, e uma onda de prazer sem tamanho me tomava.

— Isso linda, goza no meu pau — seus pedidos são como uma ordem.

Caralho! A forma como nosso sexo se tornou algo brutal e selvagem foi loucura. Começou com algo carinhoso e cuidadoso, e está finalizando com profundas e agressivas metidas.

— Maxon! — Me agarrei ao seu pescoço gritando o nome dele assim que meu ápice chegou.

Me soltei dele arfando, derrotada naquela cama.

— Aah… America, puta que pariu! — Maxon dá suas deliciosas últimas investidas chegando também ao seu apogeu.

Ambos deitados ofegantes naquele colchão. Eu estava desacreditada com o que acabara de acontecer. Foi a melhor experiência da minha vida.

— Deus! Como eu sonhei com isso! — Maxon exclama se inclinando sobre mim e beijando minha boca com doçura.

Sorri durante o beijo, me senti mais satisfeita do que nunca por vê-lo satisfeito. Maxon me puxou para deitar sobre seu peito, e me abraçou deixando um beijo em minha testa.

— Foi incrível! — Eu precisava dizer, precisava que ele soubesse.

— Quer saber de uma coisa? — Assenti nervosa pela insegurança — Isso que fizemos, não foi sexo, e sim… amor. E como para você… essa também foi a minha primeira vez.

Meu peito se enche com sua declaração. A cada segundo que passa, Maxon demonstra que ele é a minha melhor escolha. Suspiro pensando o quanto eu o amo. O amo sem limites, sem barreiras, sem precedentes.

— Obrigada por ter surgido na minha vida. — Digo com os olhos marejados.

— Sou eu que agradeço meu amor. — Eu devo estar esbanjando alegria nesse momento.

Nos beijamos mais uma vez. E pensando nesse beijo eu digo: nunca me cansarei de ter minha boca colada na dele. Nunca!

— Está com fome? Tem uma deliciosa pizza no forno que já deve estar gelada. — Ele faz piada vestindo sua roupa íntima.

Começo a fazer o mesmo e vou ajudá-lo com as louças. Impressionante como eu já conhecia onde ficavam todos os utensílios.

— Acho que você errou os cálculos do tempo da pizza no seu planejamento. — Brinco ao morder minha fatia gelada.

Voltamos a nos sentar no colchão, admito que estava difícil me concentrar na comida com Maxon apenas de cueca na minha frente. E agora que provei do pecado. Meu corpo ferve de desejo por ele.

— Na verdade a programação que saiu diferente — ele ri — a ideia era jantarmos primeiro, depois o pedido e depois se acabar nesse colchão. Mas ver você encantada com tudo, pareceu o momento perfeito para mudar os planos.

— Eu estou adorando a nova programação — talvez eu seja meio abusada agora, mas que se dane, ele não para de olhar para o meu sutiã, sei que ele quer tanto quanto eu. — Gosto da ideia de se acabar nesse colchão. Novamente. — Sorrio maliciosa, e Maxon me acompanha.

— Minha ruiva é insaciável? — Largamos nossas pizzas ao mesmo tempo, nos aproximamos e trocamos sorrisos safados.

— Sua ruiva quer sentar em você até não aguentar mais.

Que isso America!? Nem eu me reconheço!

Maxon pareceu gostar muito de ouvir isso, mas muito mesmo, pois nunca vi ele sorrir daquela forma. Ele juntou dois travesseiros e se deitou sobre eles com os braços atrás da cabeça.

— Então vem gostosa. Se acaba em mim, faça o que quiser.

Mordo meu lábio inferior, aquele olhar quente dele instiga meus desejos mais sombrios. Esqueço qualquer pingo de vergonha e subo no colo dele, o beijando com força, com gana, como se não houvesse amanhã. Rebolo no seu pau duro, pronto para mais uma. Ele se esticou e pegou outra camisinha na calça. Com agilidade eu tiro sua box e massageio seu membro, minha excitação aumentando a cada ofegada acompanhada de grunhidos que Maxon dava.

— Está difícil abrir esse pacote? — Provoco ele pela demora.

— Você entenderia se estivesse no meu lugar. Me concentrar enquanto minha namorada me masturba é uma missão impossível. — Sorri com a resposta dele.

— Então me dê essa porcaria — peguei o pacote e abri rapidamente com os dentes.

— Tem certeza que nunca fez isso antes? Até parece profissional — Ele comenta após se surpreender com a rapidez que vesti o preservativo nele.

— Na verdade, já fiz isso — ele arregala os olhos — algumas vezes em sonhos que tive com você — a cara de alívio dele é muito engraçada.

— Acho bom mesmo que tenha sido comigo — aperta minha bunda, sei que Maxon gosta de ser possessivo e esse foi um gesto para demonstrar que sou dele até em meus próprios sonhos. — Agora senta gostoso em mim.

— Com prazer.

Levantei e posicionei ele na minha entrada. Desci com um movimento leve, sentido toda sua protuberância dentro de mim. Essa segunda está sendo mil vezes melhor que a primeira. Gemi junto com Maxon quando acelerei os movimentos, revirava meus olhos diante de todo aquele prazer. Ele, impaciente, agarrou minha cintura e começou a impor seu ritmo, que é veloz e bruto. Gemo alto seu nome, deixando claro o quanto amo aquilo. Maxon ajeitou as pernas para meter com mais velocidade.

— Aah… minha nossa! — Exclamei sentindo orgasmo chegar.

— Vai linda, você primeiro. — Ele diz no meu ouvido me estremecendo por completo.

E isso foi o bastante para que de fato, meu ápice chegasse primeiro. Meu corpo que estava deitado sobre o dele se arqueou involuntariamente para traz, desfrutando daquela sensação deliciosa. Maxon gemendo meu nome aproveita seu momento de alívio.

— Posso fazer isso a noite inteira sem me cansar — digo deitada no seu peito.

— Adorei a ideia — Ele brinca afagando meu cabelo.

— Pena não podermos, tenho que ir para casa — Maxon se tenciona e me olha surpreso.

— Como assim ir embora? Achei que dormiria aqui — meu coração se aperta com a voz decepcionada dele.

— Amor eu queria muito, mas foi mega difícil convencer minha mãe de me deixar sair, se eu não voltar para casa antes de meia noite eu não sei o que será de mim.

Mamãe foi explícita ao dizer que devia estar em casa às dez, mas depois de muito insistir, e de negociarmos bastante, ela cedeu mais duas horas. Mas esse tempo já estava acabando, eu tinha que ir mesmo contra minha vontade.

— Tudo bem, só vou deixar por me chamar de “amor” — ri do seu jeito apaixonado.

— Então meu amor… — começo a me levantar — me acompanha até o meu carro?

— Mas você já tem que ir?

— Sim, são onze e meia, leva mais de vinte minutos sua casa da minha. Devo ir. — Dou um sorriso amarelo, Maxon retribui com um compreensivo.

Nos vestimos, a todo momento se agarrando. Beijos que demos hoje são incontáveis. Só não ganha para a quantidade de vezes que dizemos “te amo” um para o outro antes de eu conseguir finalmente entrar no meu carro. A relutância de eu ir embora vinha de nós dois, mas eu precisava me manter na linha, se ambos quisermos que mais momentos como o que tivemos, volte a acontecer.

Cheguei em casa e felizmente não havia ninguém para interrogatórios, nem mesmo a May. O que achei bem estranho.

Sendo assim, apenas tomei um banho relaxante e me deitei para dormir. E enquanto não pegava no sono, novamente a sensação de ser a garota mais feliz do mundo me invade.

Maxon me fez se sentir única, a garota mais linda, mais especial de todas, apenas por… me amar.