POV Maxon

— Puta que pariu!

Quando chego na cozinha, a primeira coisa que vejo é a America tentando arrancar sua roupa de cima e Marlee puxando a peça para baixo a todo custo.

— Cara faz alguma coisa. — Carter me dá um empurrão me tirando do choque.

Começo a me enfiar no meio das pessoas para chegar até ela. Eu não acredito no que estou vendo, minha vontade é de cegar cada tarado que grita “tira”. Ela já está exposta demais, e sei que está sem sutiã. Talvez seja egoísmo, mas, nem eu vi ela sem, então nunca que permitirei que todos vejam.

— America! — A chamo assim que chego na ilha — Para com isso!

— MAXON MEU AMOR! — Ouso dizer que ela está mais do que bêbada. — Vai se foder.

— America, eu estou falando sério! — Estou ficando nervoso. Ela está levando na brincadeira e não tem um que não está querendo comer ela agora.

— Porque não aproveita o show como tooodo mundo — ela aponta para todos aqueles filhos da puta — afinal, você também é um… sem-ver-go-nha.

Respira Maxon, ela está bêbada e não sabe o que está falando.

— Amiga escuta o Maxon, você vai se arrepender de fazer isso! — Marlee tenta convencê-la, ainda agarrada na barra da roupa.

— QUÊ escuta o Maxon quê! — Ela esbraveja — Saí daqui Marlee!

O assunto está ficando mais sério e eu sem paciência. Talvez eu devesse deixar ela fazer o que quer, mas algo dentro de mim me diz para ficar e ajudar, a qualquer custo.

— America — ela finge que não me ouve — ou você vem por bem, ou vem por mal.

— Aí Maxon! — Espero que Nicholas tome cuidado com as palavras, porque eu só preciso de uma certeira para meter um soco na cara dele. — Dá para parar de atrapalhar? Não está vendo que ela quer nos agradar. Vai linda conti…

Se ele achou que terminaria a frase, se enganou, sem pensar nem um segundo a mais, soquei a cara dele descontando toda minha raiva acumulada. Ele bambeou para trás, mas logo veio pra cima. Nicholas tentou golpear meu rosto, mas desviei acertando sua costela. Ele reclamou pela dor, mas quando menos esperei, o imbecil me acertou em cheio na cara. Não sei como chegamos no chão, eu por cima e ele tentando se defender como podia. Nunca que eu apanharia desse desgraçado.

— Já deu Maxon — Carter me puxa — ele já levou o suficiente.

— Seu merda! — Nicholas levanta vindo para cima, mas Marcos o segurou.

— Se você se aproximar dela eu acabo com você seu filho da puta! — Digo com a voz cheia de ódio. Olho para trás e a America e Marlee estão abraçadas, ambas assustadas. — Vamos America!

Nem esperei ela responder. A puxei e pendurei ela no meu ombro, Marlee jogou a saia dela por cima do seu quadril.

— Me solta Maxon! — Ela estapeia minhas costas.

— O show acabou! — Grito para que todos ouvissem. Ninguém ousou dizer nada. — E você para de mexer essas pernas! — Brigo com a America.

— Então me põe no chão! — Ela se sacode — Eu sei andar sozinha.

— Calada! — Dou um leve tapa na perna dela que acertou minha cara.

— Queem vooceê… peensa que é para falar assim coumigo!? — America fala toda enrolada.

— Não interessa quem eu sou. Carter! Cuida do meu carro. — Jogo a chave nas mãos dele quando chego na porta da frente. — Onde está a chave do seu America?

— Não te interessa! — Ela está querendo testar minha paciência, só pode.

— Não brinca comigo, diz de uma vez. — Abro a porta e caminho com ela pendurada até o seu carro.

— No bolso da saia — ela diz derrotada, pego a saia que estava jogada em cima dela. — E não olha pra minha bunda!

— Mesmo que eu quisesse, não consigo. — A bunda dela está colada na lateral da minha cara. Meu desejo é que fosse em outras circunstâncias.

— Você não PRESTA! — Minhas costas já devem estar vermelhas de tantos tapas que levei.

Não respondo a provocação dela, a coloco no chão segurando seu pulso ao lado da porta do passageiro. Abro o carro e a faço entrar à força. Alcoolizada ela é quinhentas vezes mais teimosa.

— Pra onde vai me levar senhor Schreave? — America se senta com as pernas cruzadas de frente pra mim.

— Primeiro… senta direito. Segundo… coloca o cinto. — Ordeno, mas ela segue fazendo birra. Cruzou os braços determinada a não me obedecer. — America, por favor.

— Aantes, me fala pra onde vai me levar. — Arqueia as sobrancelhas.

— Pra sua casa oras… pra onde mais te levaria?

— Você está maluco! — Franzi o cenho, fiquei confuso — Não posso chegar em casa nesse estado. Minha mãe vai me matar — ela leva as mãos a cabeça — Meu pai disse para ser reeesponsável antes de sair de casa… e agora… está tuuuudo giraando. — America aponta pra cima com o dedo e começa a gargalhar. Ela está muito ruim.

— Ninguém mandou beber, agora arque com as consequências. — Digo rindo do jeito dela, mas America logo fica séria e me encara. Seus olhos marejam. Céus o que eu fiz?

— Porque está falando assim comigo? — Uma lágrima escorre.

— Assim como? — Começo a ficar preocupado.

— Assim… bravo — estou ainda mais confuso. — Falou assim quando pedi para a Celeste perguntar se estava tudo bem, na hora do teste, na festa e agora. — Ela continua a chorar.

Ok que ela está bêbada. Mas realmente ela se magoou com hoje mais cedo?

— Olha Meri… — comecei a falar de mansinho, ela sorri — hoje eu briguei com meu pai antes de ir pro colégio, acabei descontando em você. No teste e agora, achei que fosse óbvio. Pedi mil vezes para ficar longe do Nicholas, e para melhorar, começa a tirar a roupa na frente de todos, inclusive dele. — Agora a expressão dela é de fúria. O que eu fiz?

— Você. É. Um. Hipócrita. — Ela aponta para mim, e a cada palavra America se aproximava mais e mais. Sem querer desço meu olhar para o seu decote, que estava mais próximo do que deveria. Engulo em seco. — Além de beijar a puta da Kriss, estava agarrado com outra na festa!

— O QUE! — Volto a encarar nos olhos. — De onde você tirou isso!? Não me agarrei com ninguém! Já você…

— Já eu nada! — Ela praticamente berra. — Você beijou aquela loira tingida. — Me recordo, ela está falando da Stella.

— Pra início, eu não a beijei… ela me beijou… — America bufa.

— Todas te beijam, não é? — Ela diz com ironia.

— O que eu posso fazer!? — Dou de ombros — Essa é a verdade. Não correspondi o beijo, e ela se mandou. Depois disso eu tive que ter o desgosto de ver você beijando aquele cara desprezível.

— Eu só beijei ele porque você beijou ela! — Levanto as sobrancelhas surpreso.

— Você estava se vingando? É isso mesmo? — Não consigo evitar o sorriso ao vê-la sem jeito com a minha descoberta.

— Não posso ir pra casa bêbada desse jeito, me deixa em um hotel por favor. — America muda o assunto.

— Estava querendo me provocar ciúmes senhorita Singer? — Insisto a provocando, ela fica vermelha. Há! Se entregou… me sinto mega satisfeito.

— Óbvio que não — ela coça atrás da orelha, começo a rir do seu nervosismo — deixa de ser convencido Schreave.

Estou sorrindo por dentro e por fora. Vê-la expressar qualquer sentimento que demonstra que ela gosta de mim, mesmo que escondido por trás da raiva e do sarcasmo, me deixa imensamente feliz.

— Você vai para o meu apartamento então. — Decido não insistir mais no assunto. Já consegui o que queria.

— Como é? — Ela ri sem sentir graça — Não vou pro seu apartamento.

— Então você vai pra casa. Não vou te deixar em um hotel bêbada e sozinha. Não vai voltar pra casa da Celeste. Marlee vai dormir no Carter. Você não tem muitas escolhas, minha casa ou a sua. — America pensa por uns instantes. Por dentro estou desejando que ela vá comigo. A quero por perto.

— Pra minha casa então. — Fico levemente decepcionado.

— Muito bem… — respiro fundo — senta direito e coloca o cinto. — Ela ainda parecia pensativa.

— Espera… — America me olha — vou pro seu apartamento, estou com medo da minha mãe. — Dou um sorriso de lado pela vitória. — Mas você fica longe. — Concordo com a cabeça.

— Agora… é a última vez que peço, senta direito e coloca o cinto.

— Sim senhor. — Damos risada. America puxa o cinto rápido demais e ele emperra, ela fica cutucando mas continua preso. — Essa droga não vem! — Diz irritada.

— Calma, deixa eu te ajudar.

Me inclino sobre ela, alcanço a tira e a desemperro com facilidade. Um segundo depois escuto a respiração descompassada da America no meu ouvido. Olho para ela e então percebo nossa proximidade. Engulo em seco assim que nossos narizes se tocam e eu me perco naquela imensidão azul que são os seus olhos. Sua boca entreaberta liberava seus suspiros quentes no meu rosto. Sinto meu coração acelerar e um desejo sem tamanho me consome.

Quero juntar nossos lábios, sinto tanta falta dos beijos dela.

Puxo o cinto lentamente sem parar de encará-la e nem me afastar um milímetro sequer, ela me mira com a mesma intensidade. Estava pronto para afivelar quando abruptamente, America me beija. Ela agarra meu pescoço e eu solto o cinto que se recolhe rapidamente. Pouso minha mão em sua cintura e aperto com força. Nosso beijo é desesperado, mas com muita sincronia. Forço minhas pálpebras a fim de aproveitar ainda mais o seu sabor, meio alcoolizado, mas tá valendo.

Sinto America se remexer no assento e me forçando a me ajeitar no banco. Abro meus olhos por um instante e a vejo em cima de mim. Impossível não ficar excitado. Principalmente quando ela começa a rebolar. Desço minhas mãos para sua bunda que está coberta por uma minúscula calcinha, ela ainda não tinha colocado a saia. Isso torna meu tesão muito maior, e maior ainda quando ela gemeu de leve sentindo meu toque. Meu pau já está latejando.

Mas logo recobro a consciência. Ela está bêbada, não sabe o que está fazendo. Eu não estou tão sóbrio também, mas estou consciente. Não é certo prosseguir com isso.

— America — a chamo no meio do beijo. Como é difícil parar. Céus! — Linda, para.

— Porque? — Ela começa a beijar atrás da minha orelha. O quanto isso me arrepia é inexplicável.

— Você está bêbada, não é certo fazermos isso. — Ela não me dá ouvidos. — America, chega.

Ela para e me olha indignada.

— Você é viado ou o que? — Arregalo os olhos.

— A claro! Sou viado… — digo sarcasticamente apontando para a minha ereção. Ela morde seu lábio e dá um sorriso malicioso admirando.

Deus como ela pode ser tão gostosa!

— Então porque nós temos que parar? — Fico sem acreditar com a atitude dela ao pegar a minha mão e levar até a sua intimidade, sua calcinha está encharcada.

Puta que me pariu! Maxon você é forte! Maxon você é forte!

— Quero ser sua… — ela sussurra com a voz rouca no meu ouvido.

Engulo em seco, America é irresistível, puta merda. Ela se esfrega sobre minha ereção e eu fico sem atitude. Como sair dessa? Meu Deus como!?

— America, você não está consciente do que está dizendo. — Minha voz sai fraca. Sem autoridade nenhuma. Ela está me enlouquecendo.

— Você não quer transar comigo? — O tom da sua voz saiu com preocupação, não provocação.

Abro meus olhos e ela me encara com o cenho franzido. Confusa pela minha falta de atitude.

— Não assim, totalmente irresponsável, sabendo que não vai lembrar de nada amanhã. — Respondo com sinceridade.

— Se fosse a Kriss aqui você comeria ela, não é? — Respiro fundo. Porque ela tem que insistir tanto na Kriss?

— Não diga besteira America.

— Você não disse que não! — Ela sai de cima e volta ao seu banco, mas me olhava com os olhos molhados — Maxon você é um filho da puta — America fala com a voz embargada e sinto uma angústia no peito — porque fez isso comigo? Porque me traiu com ela? Porque!?

— America, não te traí com ela, por Deus! Você não acredita em mim! — Digo desesperado.

— Então como me explica o que vi?

— Você não percebe que ela armou tudo? Só você não vê isso! Você é que está me afastando por algo que não tenho culpa.

Ela não diz nada, me olha, me olha e não diz nada. Até que ela suspira e se ajeita no banco. Eu sigo olhando, até que fecho meus olhos me sentindo um idota por querer discutir isso agora, enquanto ela está embriagada, definitivamente não adianta de nada.

America volta a emperrar o sinto e o puxa com raiva.

— Dá para me ajudar com essa porcaria!? — Pede nervosa.

Me estico e desemperro. Mas ambos cuidando para que não acontecesse o que aconteceu de novo. Finalmente dou partida a caminho do meu apartamento. Não falamos nada o trajeto inteiro, nem se quer uma música foi colocada. Ouvia-se apenas o som do motor e o peso do nosso silêncio.

Ao chegar na vaga do estacionamento, desligo o carro e olho pra ela.

America estava dormindo, e não tinha vestido a saia, então minha preocupação é cruzar com alguém até chegar na porta de casa. Acredito que ninguém estará andando por aí às três e vinte da madrugada. Tendo acordá-la mas ela não reage, até parei para ver se ela estava respirando, pro meu alívio estava. Com muito esforço consegui vestir sua saia, ficou toda torta mas serve.

Vou a caminho do elevador com ela nos meus braços. Agradeci por ninguém cruzar nosso caminho. Assim que entro no apartamento, depois de sofrer para destrancar a porta, ela desperta.

— Agora você acorda né? — Pergunto fingindo estar indignado.

— Ãm — ela está atordoada — onde estou? — America pergunta e depois esconde seu rosto no meu peito assim que acendo a luz.

— Chegamos no meu apartamento, quer tomar um banho? — Ela diz que sim com a cabeça. A levo até o banheiro do meu quarto. — Consegue tomar sozinha? — Novamente ela apenas balança a cabeça dizendo sim. — Certo… — coloco ela no chão e a seguro por um tempo depois dela se desequilibrar — não tranque a porta beleza? Se acontecer algo, não tem como eu entrar. — America assente — Aqui está sua toalha. — Saio e fecho a porta.

Me jogo no sofá e esfrego as mãos na cara respirando fundo. Penso e repenso tudo que aconteceu nesse dia. Desde a briga horrível com meu pai de manhã, até o que houve agora com a America. Acabo sorrindo diante das circunstâncias. Por pouco não transamos naquele carro.

Decido tomar um banho no outro banheiro. A água quente relaxa meus músculos tensos. No espelho vejo que um hematoma se forma abaixo dos meus olhos. Desgraçado do Nicholas acertou em cheio.

Ao terminar, percebo que a America não deu sinal nenhum ainda. Começo a me preocupar com a demora dela. Já faz mais de trinta minutos que ela está no banho, estou receoso de interromper. Mas ela não deve levar tanto tempo assim para se banhar.

— Pode ter acontecido alguma coisa. — Digo para mim mesmo.

Levanto e vou a passos rápidos para o meu quarto tentando não pensar o pior. Ao abrir a porta lentamente, a vejo dormindo na minha cama. Solto o ar que estava preso. Me aproximo ficando encantado com a figura deitada na minha cama. Ela está de barriga para baixo, suas costas nuas são cobertas pelo seu longo cabelo alaranjado. Ela está coberta da cintura para baixo com uma das pernas pra fora. Meu coração se esquenta ao admirá-la. Tão linda.

Puxo a coberta para cobri-la por inteira e dou um beijo na sua testa. Saio de mansinho e quando apago a luz.

— Max? — Sua voz doce me chama.

— Sim… — respondo cauteloso.

— Aonde vai? — Sua voz está saindo levemente abafada por ela estar com metade do rosto enfiado no travesseiro.

— Vou para o outro quarto, precisa de alguma coisa?

— Dorme aqui comigo. — Ela pede com doçura. Mas eu me contenho, ela está sem roupa. Não sei se me aguento.

— Acho melhor não linda. — A vontade é enorme, mas sei que quando ela acordar não vai gostar nada dessa ideia.

— Por favor, não quero ficar sozinha. — Pigarreio. Como vou negar isso a ela?

Tudo bem, eu fico só até ela dormir.

O quarto está bem escuro, a luz da cidade invade trazendo apenas alguns feixes de iluminação, suficiente para não se perder ali dentro, mas não para enxergar com clareza. Me enfio debaixo das cobertas. Ela se mexe um pouco e assim que me deito, America vem até mim, nos colando um no outro e pousando sua cabeça no meu peito.

Eu fico estático pensando no meu pai ou em qualquer outra merda que me faça esquecer que ela está grudada em mim, e que a única coisa que impede que nosso contato seja pele com pele é minha roupa fina.

Você é forte Maxon! Você é forte!

Ela passa sua perna por cima das minhas.

Porra America, me ajuda tambem!

— Porque está tão tenso? — Ela pergunta se ajeitando.

Porque a garota mais gostosa que eu conheço está deitada sobre mim nua e eu não posso tocá-la?

— Não é nada… já relaxo. — E você me ajudaria muito se parasse de se mexer, penso comigo mesmo. — Está confortável?

— Estou…— ela suspira. — Max?

— Sim…

— Você me ama? — Minha respiração trava e arregalo meus olhos, não estava esperando essa pergunta.

Pra mim a resposta não é difícil, mas não é algo que seja fácil de dizer em voz alta. Mas ela nem vai lembrar mesmo.

— Amo. — Admito que senti um alívio.

America se remexe de novo e se aproxima do meu ouvido.

— Eu também te amo.

Estremeci ao ouvir suas palavras. Via pela penumbra seus olhos brilhantes e seus lábios sorrindo para mim. Foi impossível não retribuir. Sem esperar ela me beija novamente, um beijo delicado que involuntariamente foi se intensificando. Sua mão acaricia meu rosto, e a minha escorrega pela sua cintura fina. A sensação de tocar sua pele macia me faz perder o controle.

A viro e fico por cima dela. Ambos sorrimos. A necessidade de sentir o gosto de cada canto do seu corpo se faz presente. Desço os beijos para o seu pescoço e deslizo minha mão em sua perna. Ela agarra meu cabelo deixando claro que não é para sair dali. Seus gemidos de excitação me dão tanta satisfação. Queria descer mais os beijos, tocá-la mais, mas a culpa começou a bater.

— É melhor irmos dormir. — Digo em meio arfadas.

— Mas já? — Nossos lábios se curvam em um meio sorriso.

Algo me diz que ela não está mais tão fora de si, mas não teria como ter certeza. Contenho o tesão e me ajeito na cama. Dessa vez ela fica de costas pra mim.

— Boa noite Meri…

— Boa noite Max.

Assim que ela dormiu, sai do quarto e fui para o outro. Claro que queria ficar com ela, mas não era certo. Me deito na cama pensando no nosso curto momento de agarração.

Ai, ai America, você me deixa louco.