Fomaríamos um Maravilhoso Nós
25 O que é bom de verdade
O porque não pensei antes que teria uma chance de encontrá-lo hoje, nesse jantar, eu não sei, afinal, é muito lógico, o pai dele faz parte desse meio assim como o meu. Era óbvio que estaria presente, e o quanto estou maravilhada por tê-lo aqui, não está escrito.
— Como o que eu faço aqui? — ele questiona rindo — É a minha casa.
— Mentira! — Digo com certo espanto.
Estou me sentindo a maior idiota. Como eu não sabia que estava na casa dele?
— Acho que sou eu quem deveria perguntar o que a senhorita está fazendo aqui sem nem me avisar que viria. — Maxon arqueia uma das sobrancelhas. Dou uma risada nervosa.
— Acreditaria se eu dissesse que não sabia que se tratava da sua casa?
— Acredito. É a sua cara ficar perdida sem saber onde está. — Fala brincalhão.
— Eu não sou tão tapada — lhe dou um leve empurrão — só não fui informada que estava vindo para a mansão Schreave.
— Como alguém aceita ir para um lugar sem nem mesmo saber qual é?
— Em minha defesa, eu não aceitei nada, fui obrigada — corrijo.
— Tenho que admitir que também fui obrigado a estar aqui hoje. — Maxon se aproxima — Tive que lutar contra minha vontade de estar com você, mas olha como o destino gosta de brincar com a gente. — Engulo em seco quando ele se aproxima mais, e respira fundo o cheiro do meu cabelo. — Adoro o seu perfume, sabia?
— Maxon… — droga de voz que sai fraca. — Acho melhor não se aproximar tanto tendo várias pessoas ao nosso redor.
Ele se afasta relutante. Meu corpo lamenta por isso se estremecendo. Impressionante como não tenho controle nenhum de mim mesma.
— É difícil ficar longe de você — ele diz me olhando nos olhos — principalmente estando tão linda assim. — Fico um pouco acanhada.
Muitas das vezes que recebemos elogios, é por pura cordialidade e educação, mas quando alguém te olha profundamente, e dita as palavras com tanta sinceridade, não tem como não ficar abalada.
Percebendo que fiquei um tanto sem jeito com seu sincero elogio, Maxon corta o clima que estava se transformando.
— Sua família está aqui?
— Sim — afirmo — menos Gerad, mamãe não quis trazê-lo pois ele é muito agitado.
— Onde eles estão? — Maxon se move à procura.
— É o que eu gostaria de saber, estava tentando encontrá-los antes de você chegar. May me abandonou aqui sozinha. — Maxon me lançou um olhar divertido.
— Pois bem… senhorita Singer… seu problema não é mais um problema. Concedo-lhe a honra da minha ilustre companhia. — Ele diz com um tom de auto-importância.
— Ora, ora, sinto-me imensamente lisonjeada pela vossa cortesia, Alteza. — Respondo com um sorriso sarcástico, seguindo o tom formal da brincadeira.
— Alteza? — Maxon pergunta com um sorrindo.
— Certamente! Vossa senhoria parece um príncipe vestido assim, todo engomadinho. — Ajeito seu terno. Nossos lábios curvados enquanto rimos — Só faltou a gravata.
— Travei uma enorme batalha com aquela porcaria, agora ela está derrotada no chão do meu quarto.
— Pobre gravata. — Finjo lamentar.
— Ela passa bem, lhe garanto — rimos — Gostaria de me acompanhar em um passeio senhorita?
Maxon segue com a brincadeira, estou me divertindo fingindo toda essa cordialidade e sei que ele também. É uma bela forma de se distrair dessa grande chatice que está rolando.
— Seria um prazer alteza. — Digo aceitando seu braço estendido.
Maxon começa a me guiar pelo local, cumprimentamos pessoas que nunca vimos antes, até fingimos ser donos de uma indústria de ratoeiras para um senhorzinho caduco. Ele ficou impressionado em como o mercado de ratoeiras pode ser vantajoso. As informações nós tiramos da nossa imaginação. Um complementando a mentira do outro segurando as risadas.
Para onde Maxon estava me levando, eu não fazia ideia, e a verdade é que nem me importo. Só de estar com ele, fico imensamente feliz. Depois de um tempo de caminhada pela sua casa, sinto a brisa quente de Angeles tocar meu rosto e balançar meu cabelo.
Percebi que ele me levava para fora de sua casa, mais precisamente para o jardim. Abri um sorriso, ao vislumbrar a paisagem, é tudo tão lindo. A grama cortada, os arbustos perfeitamente podados, canteiros compostos por diversas flores. Digno exemplo de um jardim inglês.
O lugar estava pouco iluminado, com a lua sendo nossa principal fonte de luz. Isso tornou o cenário perfeito, pois a luz suave dela era mais que suficiente para revelar toda a beleza ao nosso redor e, principalmente, a do garoto que segura meu braço nesse momento.
E como ele é lindo, realmente lindo.
Dali de fora, apenas os suaves burburinhos vindos da mansão alcançavam nossos ouvidos. Ao nosso redor, a música predominante era o farfalhar das folhas e a delicada sinfonia dos insetos.
Sorri ao analisar nossa situação: um casal de jovens, andando livremente por um belo jardim, ao som da natureza e vestidos como a realeza.
— O que faz a bela senhorita tanto sorrir? — Maxon segue com a brincadeira.
Olhá-lo nos olhos, pela penumbra da noite, é tão emocionante quanto olhar no clarear do dia. Mas sem dúvidas, a adrenalina de termos nos encontrado hoje, tornou tudo mais especial. Estou agarrada ao seu braço, e acredite se quiser, é eletrizante. Me faz suspirar e sorrir sem motivo aparente. E melhor ainda, é ver escancarado na cara dele, que ele sente o mesmo.
— Os pensamentos de uma mulher às vezes se restringem apenas a ela alteza. — O que eu penso que interessa a ele, não é adequado de se falar.
Como dizer que a cada hora que ele fala a boca dele parece me chamar para um beijo ardente, o quanto ele vestido tão formalmente me deixa pirada. Aquele cabelo perfeitamente penteado me implorando para bagunçá-lo. Definitivamente dizer o que penso não combina com o momento. Melhor ficar calada.
— Se eu sou um príncipe, acho que tenho o direito de saber. — Maxon usa seu tom mais convincente.
— Caramba! — começo a desconversar, achando engraçado o que a frase dele me fez perceber. — Esse título lhe cai tão bem — começo a rir. — Príncipe Maxon Cálix Schreave — recito como um poema, e ele fecha a cara. — Minha nossa! Combina muito com você! Por que soa tão natural? — Dou mais risadas.
— Vai a merda America. — Ele não está bravo, só está escondendo o sorriso.
— Acho que essa não é a atitude correta de um príncipe, alteza. — Dou ênfase na palavra. A expressão na cara dele é muito engraçada, pareceu se incomodar em ser comparado à realeza.
— Você é uma plebeia muito ousada e abusada — diz enquanto nos direciona a um dos bancos do jardim. — Terei de tomar sérias medidas contra você.
— Não vejo porque, vossa realeza real. — Eu não faço a menor ideia de como se fala com a realeza. Então isso só gerou risos entre nós dois.
— A senhorita tem demonstrado ser um grande perigo. — Levo as mãos ao peito fazendo-me de ofendida.
— E qual crime eu posso ter cometido para vossa realeza ter essa impressão de mim? — Faço minha melhor encenação dramática.
— Ah, um crime muito sério, senhorita Singer. — Estamos andando tão lentamente que aquele banco parece estar a quilômetros de distância. — A pena pode ser muito severa.
— Estou começando a me assustar alteza, o que posso ter lhe feito para merecer uma punição?
— Ter roubado meu coração — Ambos paralisamos em frente ao banco que finalmente chegamos. — Acho que roubar o coração do príncipe deve ser considerado um dos maiores crimes de todo reino de Illéa.
Essa eu não esperava.
Por mais que houvesse a brincadeira, o assunto era sério. Eu não consigo mover meus lábios para que as palavras saiam. Apenas consigo sorrir, admirando aquele belo par de olhos castanhos, que brilham intensamente abaixo da luz da lua. Balanço a cabeça me negando a acreditar que ele veio com essa. Na verdade, que é assim que ele se sente, que entregou o que tem de mais precioso a mim.
Nossa singela troca de olhares está apenas resultando em nossa proximidade, o espaço entre nós cada vez menor, onde nossas respirações quentes já se misturam. Me estremeço por completo quando Maxon segura minha cintura e me puxa para si. Nessa hora não há mais sorrisos, nem olhares divertidos. Há apenas desejo.
Ele corta nossa troca de olhares e se direciona aos meus lábios entreabertos, que esperam ansiosos pelos dele. Faço o mesmo, sendo o último aviso de que o quero tanto quanto ele me quer. E então nos juntamos, em um beijo casto, mas cheio de emoções, um beijo molhado e delicioso.
Envolvo meus braços em seu pescoço e Maxon me aperta mais contra si, fazendo meu corpo se arquear para trás. A sensação maravilhosa de beijar seus lábios é indescritível. Sinto-me derreter, sucumbir ao prazer que me invade quando nossas línguas se movem em sincronia. É simplesmente maravilhoso usufruir das habilidades que ele tem durante o beijo.
Nos separamos ofegantes. Independente de ser um beijo calmo comparado aos outros que já demos. Foi de tirar o ar.
— Você não faz ideia do quanto senti falta de fazer isso. — Diz ele com a testa colada na minha. Sua mão arrastando o cabelo do meu rosto e pousando na minha nuca. — Desde o momento que te vi perdida naquele salão. Foi a primeira coisa que passou pela minha cabeça.
— Eu também desejava isso mais que qualquer coisa. — Digo de olhos fechados, apenas aproveitando suas doces palavras.
Mas ele não parecia satisfeito. Maxon começou a distribuir beijos pelo meu rosto descendo para meu maxilar, para atrás da minha orelha e logo para o meu pescoço. Eu claro, abria todos os caminhos para ele. Pois seus carinhos são muito bons, me causam um prazeroso frio na barriga e principalmente algo instigante no meio das minhas pernas.
Me arrepiei por completo quando sua mão desceu e apertou minha bunda com gana, e logo nossos lábios estavam unidos outra vez, mas nada de beijos com zero intenção. Agora Maxon me beija com intensidade, com paixão. Retribuo sem culpa e sem medo nenhum. Apenas me entrego, apenas isso.
Estava delirando com sua mão boba que passeava por todos os cantos que alcançava do meu corpo. Mas então ouvimos um barulho de porta batendo atrás de nós e nos separamos com a maior agilidade que conseguimos.
Maxon enfiou as mãos nos bolsos de trás e começou a olhar a paisagem, eu tive que rir da péssima postura que ele arranjou para disfarçar que estávamos na maior pegação. Só faltou assoviar.
— Vossa alteza não deve ser pego no flagra com muitas plebeias, não é? — Ele me lança um olhar divertido.
— De fato, geralmente as escondo muito bem no meu quarto.
Se esse imbecil tinha a intenção de nos divertir com essa revelação, ele está muito enganado. Bufo irritada.
— Está tudo bem, querida?
— Eu não sou sua querida!
Reviro os olhos pelo idiota querer manter essa brincadeira depois de jogar na minha cara que leva suas amiguinhas pro seu quarto.
— Posso saber porque não? — Ele está claramente confuso pela minha mudança de humor.
— Não devo ser mais querida do que todas as sem vergonhas que você já levou pro seu quarto.
O sem noção começa a rir como uma hiena. Dava até tapas no joelho sem conseguir se conter. Olhei em volta indignada pelo tão pouco caso que ele fez.
— Qual é a graça? — questiono — Agora você está mais para um bobo da corte do que um príncipe. — Maxon apenas ria mais e enxugava as lágrimas. — Eu sou uma palhaça para você? — Ele tenta cessar as risadas.
— Não precisa ficar com ciúmes minha linda. — Ele segura meu rosto.
— Não estou com ciúmes. — Digo firme. — Só disse a verdade.
— Achei que já tínhamos conversado sobre isso. — Se aproxima, e envolve minha cintura, não permitindo-me recuar — Você se tornou única para mim desde o dia que me atropelou andando de esqui, e nos fazendo rolar neve abaixo. — Ele apelou com a lembrança. Me fez sorrir na hora.
— Eu jurava que você me xingaria com todas as ofensas que você conhecia naquele dia. — Abaixei meu rosto envergonhada por lembrar da parte do fiasco.
— Era o que eu pretendia até encontrar um par belíssimo de safiras me olhando atordoada. — Diz enquanto levanta meu rosto. — Me perdi na sua beleza, você me encantou na hora. Esqueci qualquer dor e raiva que pudesse estar sentindo. — Seu doce sorriso torna suas palavras ainda mais significativas.
Maxon pode até ser um conquistador de garotas, mas é um conquistador com classe. Sabe muito bem ser galante. Mas foi apenas pela sua sinceridade que me apaixonei por ele.
— Você é um conquistador barato Maxon Schreave. — Brinco dando um tapa no seu peito.
Decidi não dar trela as suas belas palavras, que me tocaram no fundo da alma, e eu sei que ele sabe disso.
— O que aconteceu com o príncipe? — Soou divertido.
— O príncipe se foi quando admitiu seduzir suas plebeias.
— Então agora eu sou um conquistador barato? — Claro que não, mas vou dizer que sim. Então balanço a cabeça afirmando. — Sendo assim, não tenho mais porque ser cortês e educado. Posso seduzir e agarrar a garota que está na minha frente sem me preocupar com as aparências.
E sem me dar tempo, Maxon toma meus lábios com vontade. Ardente é a palavra que define nosso beijo. Nunca me senti tão adolecente como agora, sei que sou uma, mas fazia tempo que não agia como tal. Escondida em uma festa, com um garoto gatíssimo, se pegando como se não houvesse amanhã.
Novamente sua boca deixa beijos quentes pelo meu pescoço, pelo meu ombro. Suas mãos firmes nas minhas costas me prendendo a si. Ele me enlouquece. Me faz perder os sentidos. Me faz esquecer tudo e todos. Me faz querer ser apenas dele.
— Adoraria conhecer o seu quarto. — Digo em seu ouvido que estava próximo a minha boca, enquanto ele me arrepiava com seu carinho atrás da minha orelha.
— E eu adoraria apresentá-lo a você. — Maxon mordisca minha orelha. O desgraçado sabe perfeitamente acabar comigo. — Vem.
Me puxa com certa brutalidade pelo jardim. Entramos por uma porta diferente, onde não havia ninguém. Passamos por diversos corredores até chegar na ponta da escadaria. O único problema é que por ali sim, havia muitas pessoas.
— Temos que ser rápidos e torcer para não chamar atenção. — Maxon sussurra no meu ouvido.
Dei uma olhada ao redor, quem mais me preocupava não estava por ali. Meus pais sumiram da minha vista a um bom tempo, devem estar colocando suas estratégias em prática no momento.
Noto que Maxon também relaxa, e logo me puxa escada a cima. Vagamos por um comprido corredor até ele nos parar na frente de uma luxuosa porta branca, que ele abre rapidamente e nos empurra para dentro.
Dou de cara com um enorme quarto escuro. Não só por ser noite, pois a luz estava acesa, mas também pelas cores das paredes e móveis. Olhei para trás e Maxon estava encostado na porta, olhando para mim com um sorriso fechado. Parecia um pouco constrangido e eu sei o porquê.
O quarto do seu apartamento é sem personalidade, já o da sua casa, cada detalhe reflete um pouco de sua essência. Sorri ao ver um canto dedicado ao futebol, com troféus e bolas das suas vitórias. A cama grande estava impecavelmente arrumada, e a mesa de estudo, bem organizada, mas o que encontrei na parede acima da mesa, encheu meu coração.
Seu mural, repleto de fotografias.
Eu me emocionei de verdade ao ver aquilo. Ele sempre me falou que a fotografia é uma das suas grandes paixões, e ter a oportunidade de ver tudo de perto me fez sentir um pouco mais do que isso significa para ele.
Me aproximei para ver melhor as imagens. Diferente do seu quarto, aquelas fotografias estavam colocadas lá fora de ordem e completamente aleatórias. Havia um pouco de tudo ali. Fotos de paisagens, objetos que apenas para ele deviam fazer algum sentido. Além de ter muitas pessoas. Sorri ao ver a quantidade de fotos com nossos amigos, de tempos quando eu ainda não os conhecia.
Fiquei fascinada ao ver mais de uma dúzia de fotos minhas. Fotos de quando estávamos no Canadá. Algumas pega desprevenida e outras as quais eu não fazia ideia que estava sendo fotografada. Há inúmeras que estou no colégio, estudando, anotando, prestando atenção, até do dia do teste para capitã.
— Você é minha musa. — Maxon chega por trás afundando seu rosto entre meu ombro e meu pescoço. Inalando profundamente meu perfume.
— São todas lindas — me viro para ele — não imaginava que tinha tanto talento.
— Sinto falta de uma nossa. — Diz tirando uma mecha do meu rosto colocando atrás da orelha.
— Podemos resolver isso agora. — Digo serenamente.
— Agora não — sua voz maliciosa me estremece — agora eu quero resolver outra coisa.
Sorrimos como bobos um para o outro. Mas ambos sabíamos que não fomos até ali para tirar fotos. Não podíamos perder a oportunidade de ficarmos juntos sem medo que nos vissem. Demos nossas últimas encaradas antes de unirmos nossos lábios outra vez.
Enlacei meus braços por cima de seus ombros e Maxon enlaçou seu braço esquerdo na minha cintura, com a mão direita o senti puxar a cadeira com rodas e a fazer escorregar para longe. Apenas a ouvi bater em alguns móveis. Seu próximo passo foi me por sentada em sua mesa. Ele abriu minhas pernas e ficou entre elas.
A intensidade dos nossos lábios um no outro aumentava cada vez mais. Pelo menos para mim, beijos não estavam mais sendo suficientes. Quero mais. E não estamos trancados aqui apenas para trocar salivas.
Acho que Maxon também pensava o mesmo. Suas mãos foram subindo meu vestido até que ele conseguisse ter acesso a minha pele. Seu toque me queima, me excita e me faz delirar. Suspirei quando sua boca se apossou da pele do meu pescoço. E gemi baixo quando Maxon, com um puxão encostou nossas intimidades. Seu amiguinho está mais acordado do que nunca.
Suas mãos foram subindo das minhas pernas para a minha cintura, seus beijos atrás da minha orelha me causando arrepios, Maxon continuou subindo seu toque até meus seios, os quais ele apertou com vontade me fazendo perder a noção de tudo que me rodeia.
Mas não parou por aí, Maxon subiu suas mãos até as alças do vestido e desceu seus lábios para o meu ombro. Começou a arrastar as alças do vestido, cada centímetro acompanhado por beijos. Eu já estava sem ar, e esqueci completamente como se respira quando as alças caíram pelos meus braços junto com a parte do busto do vestido. Deixando meus peitos completamente amostra.
Os olhos de Maxon eram pura luxúria. Vi o seu desejo por mim escancarado na sua face enquanto ele me olhava. Qualquer vergonha que eu pudesse estar sentindo por estar tão exposta, Maxon expulsou com seu sorriso de lado.
— Você é tão maravilhosa. — Disse quando traçou uma linha com seu polegar pelo meu seio.
Eu estou completamente vulnerável sentada nessa mesa, sendo apoiada apenas pelas minhas mãos. Mas Maxon me passa a segurança que eu preciso. Então não me importo com mais nada.
— Ah Maxon — enlouqueci quando ele atacou meus seios com a boca. O que ele não apertava com a mão ele se dedicava com a língua. Revezando de um para outro. Minha calcinha devia estar encharcada. Pois nunca senti tanto tesão em toda minha vida.
Maxon subiu seus beijos para meu colo. E lambeu minha pele desde o meu peito direto até o pé do meu ouvido. Minhas mãos já estavam suadas e meu corpo tremilicava. Mas perdi o chão de vez quando ele sussurrou no meu ouvido.
— Posso chupar você? — Senti minha intimidade pulsar. Não consegui responder. Maxon querendo me encorajar desceu sua mão até o meu meio e começou a estimular. Foi impossível conter o gemido — Em… — ele insiste no pedido, sua voz rouca no meu ouvido — Me deixe te levar à loucura e mostrar o que é bom de verdade.
Socorro meu Deus! O que, que é isso!?
Apenas assenti com a cabeça. Maxon sorriu vitorioso e selou nossos lábios mais uma vez. Eu perdi minha voz e habilidade de falar. Me deixei ser guiada, seus dedos se movendo como loucos por cima da minha calcinha.
— Gostosa. — Maxon rosnou no meu ouvido antes de se ajoelhar.
Caralho! Sinto minhas mãos tremerem sobre a madeira da mesa. Ele pegou as alças da minha calcinha e passou a tirá-la lentamente. Bilhares de borboletas pareciam ter invadido meu estômago. Conforme o tecido da calcinha escorregava pela minha pele eu me arrepiava.
Não consigo acreditar que esse momento é real. Algumas horas atrás estava reclamando de vir até aqui. Agora estou em cima da mesa do garoto mais gostoso que conheço, com os peitos pra fora, sem calcinha com ele no meio das minhas pernas, prestes a me fazer um sexo oral.
Me pergunto o que Maxon estava fazendo comigo, o que ele fez para conseguir me ter na palma da mão tão fácil assim?
Engulo em seco enquanto ele distribui beijos pela minha perna, se aproximando cada vez mais da parte mais sensível. Minha perna tem um espasmo involuntário e Maxon a agarra com força. Não permitindo que eu me mova um centímetro sequer. Cada beijo molhado que ele dá é a contagem regressiva para o finalmente. E DEUS!
— Tão deliciosa — Maxon diz após passar sua língua pela primeira vez.
— Aah! Puta que pariu!
Exclamo entre gemidos sem conseguir me conter. Maxon brinca com sua língua pela minha intimidade me causando delírios. É uma nova sensação. Uma nova sensação maravilhosa. O prazer que estou sentindo é intenso. Nunca havia sentido algo parecido e está sendo bem melhor do que eu imaginava.
Senti pena assim que inconscientemente agarrei seu cabelo que estava em um penteado perfeito. Mas que se dane, era meu desejo acabar com aquele topete. Maxon sabia muito bem o que estava fazendo e principalmente onde fazer, pois o prazer era cada vez maior. Mordo meu lábio inferior a fim de conter meus gemidos que estão mais incontroláveis.
Logo uma alta dose de deleite invade meu corpo.
— Aaa Maxon! Puta merda! — Tapo minha própria boca.
Sinto meu corpo todo se agitar, puxo seu cabelo com mais força pois era meu único apoio nesse momento. E Deus! Cheguei ao meu ápice quase aos berros. Se não fosse minha mão abafando meus gemidos a casa toda teria ouvido minha reação a esse incrível orgasmo.
Estava acabada, respirando profundamente repetidas vezes, quando Maxon se levanta com um sorriso de quem sabe que fez um ótimo trabalho, aliás, um excelente trabalho.
— Gostou minha linda? — Pergunta bem próximo ao meu ouvido.
Mordi o lábio inferior ao encará-lo nos olhos, Maxon instigou em mim uma fera que não fazia ideia que existia.
Desci da mesa bruscamente e o empurrei para trás agarrada ao seu pescoço. Se ele achou que meu tesão tinha acabado, estava enganado. Era vez dele, estou morrendo de vontade de fazê-lo sentir o que me fez sentir, afinal de contas, isso é o justo.
Maxon ficou o que posso dizer… assustado com minha reação. Mas logo ele entendeu o que pretendia fazer quando o joguei na cama e me ajoelhei de frente para ele.
— Você não precisa fazer isso. — Diz com cautela pensando que me senti obrigada a fazer o que estou prestes a fazer.
— Cala essa boca. — Ditei o encarando com um olhar selvagem.
Nem esperei ele protestar. Me apressei a desafivelar seu cinto e desabotoar a calça. Maxon pareceu ceder finalmente a minha vontade me ajudando a tirar sua peça. Mordi o lábio ao ver o tamanho da sua excitação de baixo da box. Passei a mão por cima e Maxon logo levou as mãos ao rosto e jogou as costas no colchão. O vi respirar fundo se preparando para receber o dele.
Abaixei a box e logo seu majestoso membro deu as caras. Estimulei da melhor forma que sabia. E a surpresa veio quando o coloquei na boca. Maxon não se aguentou e soltou um grave grunhido. Em segundos suas mãos juntaram meu cabelo em um rabo de cavalo e ele passou a impor seu ritmo. Deixe que ele me guiasse da forma que lhe era melhor, afinal, aquilo era novidade para mim também, estava aprendendo.
Minutos se passaram e eu entendi o que tanto lhe agradava. Um tempo depois, senti Maxon se contorcer e segurar a lateral do meu rosto, um pedido para que eu não parasse.
— Isso linda, continua assim… — está na minha lista de coisas preferidas da vida os gemidos dele — puta que pariu! — Foi a última coisa que ele conseguiu dizer antes de gozar na minha boca.
Como não sabia o que fazer, apenas engoli. Não era tão ruim, era doce.
— Caralho America! — Ele esbraveja quase sem ar — você é incrível. — Sorri grandiosamente por vê-lo tão satisfeito.
— Fico feliz que gostou. — Digo colocando meu vestido no lugar. Depois me deito sobre ele e digo em seu ouvido — Mas da próxima vez, não quero ficar só nas preliminares. — Ele arqueia as sobrancelhas surpreso.
— Pode deixar! — Maxon presta continência.
Ele sorri e eu retribuo. Nos beijamos e logo uma vontade de fazer tudo de novo ressurgiu. Mas não podíamos, havia pessoas à nossa espera. E eu não faço a menor ideia de quanto tempo estamos trancados nesse quarto. Temo que tenha passado tempo demais a ponto de irem nos procurar, pois nesse momento alguém batia na porta.
— Max! — O olho assustada quando uma voz fina o chama — Max, você está aí?
— É a minha irmã — ele diz calmo.
— E agora!? — Pergunto quase entrando em desespero. Não seria legal que alguém que não devesse nos encontrasse no nosso atual estado.
— Fica tranquila, minha irmã não vai dedurar a gente.
— Max? — A irmã dele insiste na porta.
— Oi Brice! — Maxon grita. Vou até o espelho para me ajeitar.
— Papai está lhe procurando. — A menina grita em resposta.
— Tudo bem, diga que eu já vou. — Ninguém voltou a dizer nada. — Acho que ela já foi.
— Eu estou muito feia? — Pergunto me virando para ele.
— Você nunca está feia meu anjo. — Maxon me abraça e beija minha testa.
Respiro fundo curtindo esse nosso momento. Ainda desacreditada do novo passo que demos no nosso relacionamento.
— Obrigada, foi incrível. — Ele sorri e me beija. Como eu amo os seus beijos.
— Eu agradeço também. Nunca ninguém me fez sentir o que você me faz sentir. — Lhe dou um abraço apertado e ficamos ali alguns segundos. — Temos que ir — Maxon me solta. — Talvez estejam te procurando também.
— É, claro… devem estar.
Seguimos para a porta e assim que a abrimos advinha quem estava lá… May.
— Ora, ora… o que temos aqui? — A ruivinha sorri batendo de leve o indicador no queixo.
— May! — Maxon exclama e logo a gira no ar com um grande abraço. — Estou tão feliz em ver você novamente.
— Maxon! — Ela exclama toda alegre — eu também estou muito feliz em ver você.
— Oi… — uma mocinha de cabelos morenos me cumprimenta.
— Oi princesa. — Respondo sorrindo e ela me retribui.
— Brice, essa é America. — Maxon me apresenta a sua irmã.
— Seu cabelo é lindo. — Sua voz doce enche meu coração de ternura.
— Obrigada Brice, o seu também é muito bonito. — Ela encolhe seu rostinho envergonhada.
— Brice você tem que ver o cabelo dela quando está arrumado, porque agora — May me analisa — está em um bagunça e sabe sei lá o porquê né. — A sabichona diz irônica.
Maxon leva a mão à boca para conter a risada depois da séria encarada que lancei a ela.
Ah May… um dia você me paga.
— Ela é sua namorada Max? — Brice pergunta na maior inocência. Admito que também fiquei curiosa para saber a resposta.
— Ainda não Brice, mas logo será. — Ele diz respondendo mais para mim do que para a irmã.
— Muito lindo, estou aguardando ansiosa por esse namoro, porque acredite Maxon, eu não aguento mais ser conselheira dos problemas de vocês. — Falou quem diz ser a salvadora da pátria.
— Não exagera. — A repreendo antes que me faça passar vergonha.
— Eu agradeço pela força May. — Maxon enche o ego dela para que eu a suporte depois.
— Por nada cunhadinho, mas agora, tem uma Magda cuspindo fogo no andar de baixo. — Só fecho os olhos imaginando a fúria da minha mãe por eu ter sumido.
— Brice diga ao nosso pai que eu já vou falar com ele. — Ela apenas concorda e sai saltitando pelo corredor. — Vamos lá falar com sua mãe? — Maxon estende sua mão.
— Eeé… — estou receosa — será uma boa ela ver você hoje?
— Vamos lá America, para de adiar esse encontro. — Maxon insiste.
— É America, eu to esperando por esse momento a dias. — May diz juntando minha mão com a de Maxon — Será que ela vai te matar? — A sem graça pergunta rindo.
— Você está ansiosa por isso, não é? — Meus comentários servem apenas para fazer os dois ao meu lado rirem.
— Claro que não… quem mais eu vou atormentar?
Dou um tapa no braço dela e logo seguimos para o local onde todos estavam. Muitos já haviam ido embora e de longe avistei meus pais falando com um casal. Que eu já vi antes.
— São seus pais, não são? — Pergunto e vejo Maxon engolir em seco.
— São sim. — Ele franziu o cenho quando nossos pais apertaram as mãos parecendo fechar um acordo.
— Sério que aquele homem asqueroso é seu pai? — May pergunta sem travas na língua.
— May! — A censuro pela falta de filtro.
— Tudo bem… — Maxon diz com um sorriso fraco — ela não disse nenhuma mentira.
Senti o peso de suas palavras. Sabia que Maxon não tem um bom relacionamento com o pai, e lamento muito por isso.
Conforme nos aproximamos, Maxon e eu soltamos nossas mãos. Nossos pais logo deixaram seus olhares caírem sobre nós. Não gostei nenhum pouco da cara que o pai de Maxon tinha sobre ele. Mamãe e papai sorriam abertamente ao perceberem que ele me acompanhava.
— Maxon! — Mamãe exclamou maravilhada vindo o abraçar em seguida. — Que bom revê-lo querido.
— É ótimo revê-la também senhora Singer. — Suspiro de alívio pela boa recepção de minha mãe. — Senhor Singer, é bom vê-lo também.
— Digo o mesmo meu rapaz, como está? — Papai aperta sua mão.
Sorria feliz com o reencontro. Não sei porque fiquei tão aflita por isso. Claro que ainda tenho coisas a explicar à dona Magda, mas isso dá para encarar depois.
Queria muito poder dizer que o motivo do sumiço do meu sorriso, é explicar o retorno de Maxon a minha mãe, mas não é. O pai de Maxon me encara enfurecido, como se eu fosse um problema na vida dele. Aquilo me encheu de medo.
— Vejo que já se conhecem meu filho. — O senhor Schreave diz tirando seu olhar de mim e pousando sobre meus pais.
— Sim, sim — minha mãe responde alegre — conhecemos Maxon em uma pousada no Canadá.
— Ah, certamente — Clarkson diz debochado, com um sorriso imensamente falso — me lembrei da senhorita Singer no nosso último dia de viagem. — Ele encara Maxon, que se aproxima mais de mim em sinal de proteção.
— Vocês tem um ótimo filho, um menino de ouro. — Mamãe diz, não deixo de notar o brilho nos olhos da mãe de Maxon pelo elogio que recebeu de seu filho. Clarkson parecia uma pedra.
— Não me lembro da sua menina, mas é inegável a beleza que ela tem, aliás, as duas. — Ela diz se referindo a May também, que se encontrava calada agarrada ao meu pai. — Muito prazer querida, me chamo Amberly, sou a mãe do Maxon.
— O prazer é todo meu senhora, me chamo America. — Aperto sua mão estendida.
— É um prazer, senhorita America. — Clarkson estende sua mão assim que solto a de Amberly. Maxon toca meu ombro gentilmente, parecia querer se certificar que seu pai não jogaria nenhuma praga em mim. — De fato, como disse minha esposa, a senhorita tem uma beleza inigualável. — Sorriu com desdém, retribui da mesma forma.
— Que incrível coincidência não é mesmo? — Diz mamãe alheia aos acontecimentos recentes, assim como Clarkson e Amberly.
— Realmente, uma grande coincidência. — Amberly diz sorrindo.
— Bom, nós agradecemos pelo jantar — papai se pronunciou, cortando qualquer assunto que podia se iniciar. — Clarkson, fico no aguardo do seu assessor.
— Amanhã mesmo ele entra em contato Shalom. — Clarkson responde com autoridade.
— Amberly estava tudo maravilhoso. Estamos muito agradecidos. — Mamãe se despede da senhora Schreave.
Mas agora, nenhum deles me interessava, o único capaz de chamar minha atenção é um loiro de olhos castanhos que me admirava assim como eu a ele.
— Nos vemos amanhã? — Maxon perguntou com expectativa.
— Nos vemos amanhã. — Respondo pegando suas mãos e deixando um beijo no seu rosto. Maxon manteve os olhos fechados por alguns segundos aproveitando meu último beijo da noite.
Me despedi do senhor e da senhora Schreave. Meu coração se apertou ao lembrar que Maxon teria que ficar e provavelmente aguentar o idiota do pai. Nunca conheci uma pessoa que transmitisse tanta ruindade quanto aquele homem.
— Filha, que surpresa encontrarmos o Maxon! — Mamãe exclamou empolgada enquanto meu pai dirige a caminho de casa. — Você deve estar tão feliz meu amor.
Deus! E quando ela souber que eu o escondi esse tempo todo?
Talvez eu não precise contar, ela pode continuar sendo feliz assim como está. Não precisamos estragar a noite dela.
— Sim mãe, eu fiquei muito feliz. — Só enxerguei o olhar inquisitivo do meu pai pelo espelho do carro.
— Mãe sabia que a Ames escondeu o Maxon da senhora desde o primeiro dia de aula dela?
May! Sua filha da mãe!
— Como é? — O tom de voz dela já mudou.
Socorro Deus!
— Pois é, pois é, pois é… — May eu acabo com você! — A danadinha reencontrou ele desde o primeiro dia de aula, acredita?
— May sua dedo duro!
— America eu não acredito que me escondeu isso! Olha menina…
E assim foi nossa ida até chegar em casa e até a hora de ir dormir. Dona Magda me questionando repetidas vezes do porque não avisei do Maxon. Me recriminou, me julgou e deixou insinuado que estou para ganhar o prêmio da pior filha do século.
Enquanto isso, a praguinha ruiva, ria da minha desgraça, e quer saber o pior? Meu pai ria junto do surto da minha mãe. Minha família está contra mim, só pode.
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