Follow Your Soul
3 When I Fall On You
Notas iniciais
Estou correndo para tirar o atraso.
Fazia um século que não postava a fic.
Gomen ne?
Boa leitura.
Eu não consegui me impedir de cair. Eu simplesmente parei no colo dele. O garoto tinha cabelo azul-escuro e olhos da mesma cor, profundos.
Fiquei vermelha.
- Me desculpe! — pedi. Realmente, era uma completa idiota por fazer esse papelão.
Ele sorriu.
- Sem problemas. — disse.
Rin me puxou antes que eu ficasse parada sabe se lá por quanto tempo.
- O que foi aquilo? — perguntou.
Balancei a cabeça. Não sabia o que estava acontecendo.
- Enfim, Miku, eu vou passar a sentar com Len, não me leve a mal, eu sei que você sempre sentou comigo e que, ah, deixa quieto. — Rin começou a estalar os dedos na minha cara. — Oooi, tá me ouvindo?
Assenti. Na realidade não estava. Quem era aquele garoto?
- Está tudo bem, Rin. Se me der licença, eu já sei até onde vou sentar. — falei.
- Miku, para de perseguir esse garoto! — guinchou Rin. Revirei os olhos. Esperava um sermão sobre como não podemos perseguir garotos lindos com olhos profundos.
- Não vou persegui-lo. Só vou... Sentar do seu lado. — me movi até a fileira da frente do ônibus. O lugar estava vazio.
O menino tocava uma guitarra imaginária e imaginei que música estaria ouvindo. Cutuquei-o. Ele se surpreendeu e tirou os fones.
- Posso sentar aqui? — perguntei.
Ele assentiu e me sentei o mais rápido que pude. Era estranho que ninguém estivesse babando por esse garoto. Ele era simplesmente perfeito.
- Você é da Sakuragi High School? — perguntou ele.
Acenei com a cabeça.
- Legal. Vou começar a estudar lá hoje. — ele disse, apontando para o brasão no blazer que não percebera antes.
Eu sorri.
Isso estava ficando interessante.
- Eles são bons? — perguntou.
Assenti.
Na verdade as pessoas que estudavam na Sakuragi HS eram idiotas cruéis. Lá importava se você tinha dinheiro ou não, e se eram pessoas sem qualquer tostão, como eu, eles pisavam em cima todos os dias.
Não queria espantá-lo.
- Que bom que eu já fiz uma amiga. — ele sussurrou.
Aquilo me pegou de surpresa. Amigos?
- Acho que está exagerando um pouquinho. — sussurrei de volta.
- Desculpe. — pediu e se encolheu.
Dei um tapa na nuca dele.
- Ai!
- Pare de agir desse jeito. — ordenei. — Desse jeito não seremos amigos nunca.
- Ei, você caiu em cima de mim! Isso é um contrato pré-amizade. — disse.
Eu sorri.
- Eu sou mais do tipo que quebra contratos. — falei.
- Há alguns que não poderia quebrar. — ele respondeu, olhando para a janela.
Me arrependi de ter falado com ele.
Mas a cada vez que me arrependia, queria ficar mais próxima. Não era só a beleza ou o jeito, ele tinha algo de diferente, especial.
E eu descobriria o que era aquilo. Nem que custasse a minha vida.
E custou...
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