Notas iniciais
Desculpem a demora.
Já aviso que esse foi um dos meus capítulos favoritos até agora, e como vocês gostaram tanto de eu ter citado livros no último, resolvi citar filmes nesse...
Também tem frases do meu filme favorito e vocês podem pular quando Elena começar a narrá-los, ok?
E tem mais...
Não vou mais pedir para que façam recomendações para a fic, pq se eu ganhar alguma a partir de agora, será porque eu mereço e não porque eu pedi, certo?
E como vocês praticamente imploraram... Essa fic n vai acabar antes de ter pelo menos uns 50 capítulos, felizes?
kkkkkk Bjs da Nana, e espero que gostem do capítulo.
Se leu até aqui, merece dois bjos! kkkk

Os lábios de Damon estavam sobre os meus, fazendo com que meu estômago desse um pulo.

Minhas mãos se ergueram instintivamente, espalmando-se em seu peito com a intenção de empurrá-lo para longe de mim e planejando um potencial protesto.

O protesto pretendido nunca chegou.

Ao sentir os músculos do peito de Damon contra as minhas mãos, percebi que eu não tinha forças para afastá-lo...

E que eu não queria fazê-lo.

Levei meus dedos até a gola de sua camiseta e, com firmeza, o puxei para mais perto, até ele estivesse completamente em cima de mim.

Damon me beijava com ferocidade contida, de forma firme e decidida, como se soubesse exatamente o que queria. Seu corpo projetava força nas curvas do meu quadril de maneira suave. Ele era esguio, dono de músculos definidos e perfeitamente desenhados... E tudo que eu queria naquele momento era tocar cada um destes músculos.

A boca dele parecia queimar a minha com sensualidade, uma mistura equilibrada de força e talento. Eu estava inundada pela adrenalina, tomada por um desejo sensual que jamais imaginei existir.

Apesar de, no começo, não haver língua nenhuma, eu me sentia tão quente que pensei que iria pegar fogo.

Esse beijo era diferente do que havíamos trocado no corredor mais cedo, de alguma forma este estava sendo melhor...

Muito melhor.

Seus lábios pressionavam os meus, chupando, mordiscando com os dentes, passando a língua onde quase começava a doer, e só então ele começou a pedir passagem por entre meus lábios com sua língua quente e macia.

Ouvi um gemido rouco, que eu não sabia se era dele ou meu, quando nossas línguas finalmente se encontraram.

Os dedos de Damon foram até a minha cintura, ele os infiltrou sob a barra de minha camiseta e iniciou uma exploração própria pela pele nua de minha barriga. Meu corpo estremeceu arrepiado diante se seu toque e, sem conseguir me conter, também levei minhas mãos até a barra de sua camiseta, passando as pontas dos dedos e unhas em cada pedaço de pele que eu ia descobrindo.

Ele aproximou mais seu corpo, permitindo que eu o sentisse por completo. Sentir, principalmente, o quanto ele estava gostando daquele beijo. Senti seu membro completamente rijo contra o meu vente...

E congelei.

Damon percebeu isso e afastou-se apenas o suficiente para me olhar nos olhos.

- O que foi? — perguntou com sua voz extremamente rouca que ecoava em meus ouvidos.

Seus olhos azuis estavam escurecidos e repletos de algo que se assemelhava a desejo.

- Eu... — comecei, mas não conseguia falar com ele olhando-me daquela forma.

E muito menos com seu membro que continuava pressionado contra meu ventre.

- Rápido demais? — adivinhou.

Assenti, sentindo minha respiração sair falha.

Damon roçou os lábios nos meus em um quase beijo e então saiu de cima de mim, ficando em pé na minha frente. Sua camisa estava completamente amarrotada, seus cabelos desgrenhados e sua calça de pijama não estava obtendo sucesso algum em tentar esconder o volume que se projetava ali.

Engoli em seco e obriguei-me a olhar nos olhos de Damon.

Ele estava passando uma mão nos cabelos, os deixando ainda mais bagunçados, e respirava fundo, buscando a calma há muito tempo perdida.

- Vamos? — falou de repente, fazendo com que eu piscasse algumas vezes, confusa.

- Para onde? — perguntei, sentando-me na cama.

O movimento fez com que meu cabelo voasse até meus olhos e Damon se apressou em tirar os fios molhados dali.

Ele estava rindo quando disse:

- Para a sala.

- Por quê?

- Porque — repetiu, — eu não quero ficar longe de você ainda e se ficarmos no quarto eu provavelmente não vou conseguir ir com calma, então, a não ser que queira transar agora...

- Vamos pra sala — interrompi, sentindo meu rosto ficar completamente vermelho.

Damon fingiu uma cara de desapontamento e rapidamente me colocou em seu colo.

- Uma pena... — comentou.

Dei um tapa de leve em seu braço, mas ambos estávamos rindo.

Ele passou pela porta e desceu as escadas sem nenhum problema, como se estivesse carregando apenas um travesseiro de plumas.

- Cuidado — brinquei em certo ponto, — posso me acostumar com esse meio de transporte.

Damon riu.

- Por mim tudo bem — disse, — mas terá que me pagar, é claro.

Sorri para ele e esperei até que me depositasse no sofá, em frente a uma enorme TV de tela plana.

Ele o fez e em seguida sumiu no corredor, deixando-me sozinha naquele lugar enorme.

Damon estava sendo perfeito naquela noite, muito diferente do cara que eu tinha praticamente espancado naquela mesma manhã.

Apenas não se apaixone por ele, Elena, falei para mim mesma em pensamento.

Mas quando Damon voltou alguns minutos depois com travesseiros, cobertas, um pote de sorvete nas mãos e um lindo sorriso no rosto, descobri que eu estava completamente ferrada.

Ele colocou os travesseiros na ponta do sofá, o sorvete e duas colheres em minhas mãos e abriu as cobertas para em seguida jogá-las em cima da minha cabeça.

- Ei! — reclamei rindo enquanto tirava a mesma do meu rosto.

Damon sorriu e andou até a estante com a TV.

- Que filme quer ver? — perguntou abrindo uma gaveta.

- O que temos hoje? — retruquei enquanto mergulhava uma colher dentro do sorvete e me deitava no sofá.

Ajeitei os travesseiros e me cobri, mantendo meu pé machucado acima da lateral oposta do sofá.

Damon olhou para a gaveta e fez cara de pensativo.

- Temos um pouco de tudo — respondeu com voz de quem trabalha em locadora, — que gênero a senhorita prefere? Romance? Comédia?

- Ação — respondi, — ou suspense.

Ele riu.

- Temos terror também — comentou.

Fiz uma careta.

- Pode ser ação mesmo — falei.

Ele pareceu estar segurando uma gargalhada e andou até onde eu estava deitada e completamente embrulhada.

- Elena Gilbert — zombou, — por acaso você tem medo de filmes de terror?

Desviei o olhar, completamente envergonhada.

- Eu não gosto — afirmei, — e não entendo porque as pessoas insistem em assistir algo assim, quando tudo é completamente dedutível... Eu descubro quem vai morrer apenas pelo jogo de luz e a música de fundo. E ainda fico assustada! — reclamei — Não vale a pena.

Damon estava calado, então levantei os olhos e o observei, ele retribuía o olhar de forma esquisita e eu não conseguia saber se ele estava segurando uma gargalhada, ou se estava realmente pensando no que eu havia falado.

- Você é estranha — disse por fim, e eu fiquei realmente tentada a socar seu rosto. Damon riu da cara que eu fiz e em seguida voltou à gaveta com os filmes — Vamos ver ação então.

Ele reuniu uma pilha enorme de filmes e levou até mim.

Ainda estava irritada com seu comentário, mas olhei todos e os separei em três pilhas: “Talvez”, “Nem pensar” e “Que merda, queime isso”.

Damon riu quando expliquei isso a ele e ainda reclamou quando coloquei os filmes “Velozes e Furiosos” na pilha do “Nem pensar”, mas eu deixei bem claro que não iria ver filmes sobre carros naquela noite... De jeito nenhum.

- E eu já assisti todos — finalizei.

Damon bufou, mas ficou calado.

Na pilha do “Talvez” eu tinha colocado Star Trek, Matrix, Senhor dos Anéis, Star Wars, Constantine...

- Vamos ver esse! — anunciei, levantando um que eu tinha achado no final da pilha.

Damon analisou o filme que estava na minha mão.

- V de Vingança? — leu o título, então sorriu para mim — Boa escolha.

Retribui o sorriso e lhe entreguei todos os filmes espalhados pelo sofá.

- É o meu favorito — falei.

Ele guardou os filmes, colocou “V de Vingança” no DVD e veio até mim com o controle remoto nas mãos.

- O meu também — disse.

Em seguida se jogou no sofá, deitando-se exatamente atrás de mim, cobriu-se com as cobertas, aconchegou-se próximo ao meu corpo, pegou o sorvete e a outra colher, me puxou até que eu estivesse colada a ele e, com uma mão em minha cintura, apertou o “play” no controle remoto...

Com a mesma mão que segurava o sorvete, de uma forma muito ninja.

E por incrível que pareça, não me importei nem um pouco com aquela proximidade, na verdade eu a achei muito boa

Damon começou a comer o sorvete e eu comi junto com ele também.

- Adoro chocolate — comentei com a boca parcialmente cheia.

Segurei a lata de sorvete, de novo, enquanto Damon rodeava melhor minha cintura e procurava uma posição confortável para ficarmos.

Os créditos iniciais acabaram e a atriz começou a narrar o começo do filme.

- “Lembrai, lembrai o cinco de novembro” — narrei junto, já conhecendo todas as falas, — ”a pólvora, a traição e o ardil, por isso não vejo porque esquecer uma traição de pólvora tão vil”.

Senti o peito de Damon tremer em minas costas enquanto ele ria.

- Devo bater palmas? — perguntou.

- Idiota.

Ele riu mais.

- Falo sério — insistiu, — vai narrar o filme inteiro?

Bati minha mão em seu braço, fingindo estará magoada.

- Eu paro — falei.

Continuamos vendo o filme e comendo sorvete, mas quando “V” salvou “Ivey” na tela e iniciou sua apresentação, eu tive que encher minha boca de sorvete para não repetir as falas junto com ele.

Então imagine a minha surpresa quando Damon começou a narrar exatamente essa parte:

- “Garanto que não vou lhe fazer mal”.

Eu sorri e narrei a parte de Ivey.

- “Quem é você?”.

- “Quem?” — Damon continuou, acertando o tempo exato de cada fala — “’Quem’ é só a forma que deve ter um porque e o que e sou é um homem de máscara”.

- “Isso eu já notei” — narrei, sorrindo amplamente.

- “Claro que já” — Damon espalmou a mão em minha cintura, adentrando minha camiseta e acariciando delicadamente a pele de minha barriga, fazendo-me soltar um leve gemido. — “Não questionei seus poderes de observação, apenas enfatizei o paradoxo de perguntar a um mascarado ‘quem ele é’”.

- “Ah... Tá”.

Damon riu, porém continuou:

- “Mas, nesta noite auspiciosa, permita-me que em lugar a uma alcunha corriqueira eu sugira o caráter desta persona dramática”.

“Voilá!” — ele disse alto, de forma literalmente dramática e acariciou minha mão, esquecendo- se de minha barriga. — “A sua vista um humilde veterano de vaudeville, trajado com vestes de vítima e vilão pelas vicissitudes do destino, este semblante não é verniz de vaidade, é um vestígio de Vox própole agora vazia e esvaecida. Porém, essa valorosa visitação de uma vexação passada encontra-se vivificada e fez um voto de vencer os vermes verazes e virulentos que se valem do vício e valorizam a violação violenta, depravada e voraz da vontade. O único veredicto é a vingança, a vendeta, tida como votiva não por vaidade, pois o valor e a veracidade de tal devem um dia vindicar o vigilante e o virtuoso. Verdade como esta vivida verborragia se torna a sãs verboso. Permita-me acrescentar que é uma grande honra conhecê-la e a senhorita pode me chamar de V”.

Encarei Damon de boca aberta, sem conseguir acreditar que ele tinha acabado de narrar a parte mais difícil do filme sem nem ao menos gaguejar.

Coloquei o sorvete no chão e voltei a olhá-lo.

- Acho que vou te beijar — falei.

Damon pareceu surpreso, mas rapidamente se recuperou e um sorriso safado despontou de seus lábios.

- Gosta de homens que usam frases de filmes? — zombou — Isso funciona para você?

Eu ri e estapeei seu braço de brincadeira.

- Parabéns — falei, — acaba de estragar um momento perfeito.

- Tenho esse dom — falou também rindo, então ele pegou o controle e colocou o filme no mudo.

- O que foi? — quis saber.

Ele sorriu e deu de ombros.

- Cansei de assistir.

Olhei para ele com uma sobrancelha erguida e um sorriso travesso em meus lábios.

- E o que quer fazer? — perguntei.

Notas finais
Algum erro de português? kkkk Gente me perdoa, escrever de madrugada é tão difícil!
Gostaram? Por favor, façam grandes comentários pra mim saber que a fic n tá perdendo a qualidade, é tão bom ir nas atualizações e passar meia hora lendo o mesmo comentário, me deixa tão feliz! E autora feliz atualiza mais rápido...