Notas iniciais
Gente, me desculpe. Fiquei sem internet por algumas semanas, e depois de uma forma muito ninja consegui partir ao meio meu Notebook onde tinha todos os meus capítulos da fic.
Eu escrevi de novo, mas não ficou muito grande e como estou de castigo não sei quando vou poder postar o resto, mas JURO QUE NÃO ESTOU ABANDONANDO A FIC!

- Elena?

Damon me encarou incrédulo e analisou meu corpo, da cabeça aos pés.

Acredito que o sorriso de satisfação que eu dei nesse momento estava prestes a rasgar meu rosto ao meio.

- Damon – cumprimentei.

Ele continuou meio abobalhado mas conseguiu segurar a mão que estendi a ele.

- Você está linda – ele finalmente pareceu encontrar sua voz., mas vendo a cara que eu fiz se apressou em se corrigir: — Não que você não era bonita antes, você era muito bonita, só que... Arrumada assim... – Arqueei uma sobrancelha – Não! Não foi isso que eu... eu...

Não consegui me controlar e ri, colocando uma mão eu seu ombro para me apoiar.

- Eu entendi – falei, — estou bonita.

- Está – ele disse aliviado. – Sempre foi.

- Parabéns – comentei, — disse a coisa certa.

Ele sorriu e se virou de lado me estendendo um braço.

- Vamos?

Minha vez de demonstrar confusão.

- Para onde? – perguntei.

- Mostrar à esses meros mortais – Damon disse, — o casal feliz que eu e você somos, Claro.

- Oh, claro, que coisa mais óbvia – zombei.

Ele riu, mas eu estendi a mão e entrelacei na dele.

- Vamos acabar logo com isso – falei.

Nos viramos e começamos a andar na frente dos convidados até que finalmente nos infiltramos nas multidões.

Os convidados haviam se juntado em pequenos grupinhos: Os executivos (provavelmente do trabalho do Damon), as pessoas mais ricas (família do Damon e conhecidos), e pessoas da minha antiga escola.

Meu Deus, que merda.

- Deu trabalho juntar toda essa gente? – perguntei no ouvido do Damon.

Ele sorriu como se estivesse guardando um grande segredo e deu de ombros.

- Na verdade – ele respondeu, — foi muito fácil – ele me olhou de lado. – Agora, sorria.

Contive a vontade de dar um chute entre as pernas dele e coloquei o melhor sorriso que eu tinha no meu rosto.

Onde Caroline havia se metido?

Olhei ao redor como se minha vida dependesse de encontrá-la, e adivinha? Eu ia morrer, porque a vadia foi engolida pela terra.

Avistei alguns conhecidos, como: Matt, Rebekah, Bonnie, April, Samantha e...

Congelei completamente no lugar.

O que diabos ele estava fazendo aqui?

Damon tropeçou um pouco antes de perceber que eu estava parada.

- O que aconteceu? – ele perguntou no meu ouvido.

Eu não respondi. Eu não me mexi. Eu não me lembrava de como fazer essas duas simples ações.

Porque, Deus? O que eu fiz de errado? Porque ele? Porque hoje?

“...”

Até minha consciência estava muda. Céus.

Ele estava vindo na minha direção.

- Olá Elena – ele murmurou com sua voz rouca ao se aproximar de mim, — faz quanto tempo? Dois, três anos?

- Dois anos – consegui sussurrar.

“Você está soando histérica, se controle”

Estou tentando.

- Você está diferente – ele continuou. – Mais bonita.

Ele também estava. Cabelos escuros, olhos verdes, corpo alto e definido... Filho de uma puta!

Damon limpou a garganta do meu lado e lhe estendeu a mão.

- Olá – Damon disse, — cara estranho que surgiu do nada. Eu sou Damon Salvatore. O noivo.

O que era isso na voz dele? Raiva?

“Eu diria ciúmes.”

Não diga besteiras.

- Bryce – ele respondeu apertando a mão estendida de Damon. – Bryce Lockwood.

Damon sorriu falsamente para ele.

- É parente do prefeito? – ele perguntou.

Bryce sorriu mais amplamente, seu sorriso parecendo genuíno.

- Sobrinho – respondeu.

Damon assentiu.

- Soube que ele desviou dinheiro da prefeitura – comentou como se estivesse dizendo que o céu é azul ou algo assim, — espero que não siga esse exemplo.

Bryce ficou levemente atordoado com esse comentário, mas se recuperou rápido.

- Claro que não – ele respondeu, — eu sempre tento fazer o que é certo.

Nesse momento não consegui me segurar e me perdi em um ataque de risos nervosos.

Damon, Bryce e até alguns convidados me olharam estranho, mas eu não conseguia parar.

- O que faz aqui, Bryce? – consegui perguntar entre uma risada e outra.

- Tyler me contou que estava noiva – ele contou quando percebeu que eu estava mais estável, — então decidi sair de Nova York para vir ver com meus próprios olhos.

- Tyler tem que aprender a cuidar da própria vida – Damon comentou baixo, quase que pra si mesmo.

- Meu primo tem uma língua grande – Bryce brincou, — mas vejo que era verdade: Elena Gilbert vai se casar – então ele se virou para mim e me analisou novamente com seus grandes olhos verdes. — Não acha que está um pouco nova para isso, meu amor?

“Mande ele ir se ferrar, Elena”

- Talvez eu seja – respondi baixo. As risadas desaparecendo por completo.

“O QUE?”

Até Damon me olhou estranho depois dessa.

O sorriso de Bryce aumentou.

- Então porque vai se casar? – ele perguntou.

Fiquei em silêncio.

“Diga que é porque está apaixonada, Elena. Faça isso. Agora.”

- Eu tinha que seguir em frente, não acha? – respondi em vez disso.

E então me desprendi de Damon e comecei a andar para longe dali, porque eu não conseguia mais respirar.

E respirar parecia ser uma coisa realmente importante no momento.

“Vamos, Elena, respire. Estou ficando preocupada.”

Eu estava tentando, mas meus pulmões não pareciam receber ar suficiente.

Desesperada comecei a correr até onde eu lembrava ser o quarto do Damon.

Então era assim que era um ataque de pânico?

- Elena? – Damon disse atrás de mim, entrando no quarto também.

Me virei para ele.

- Eu... Eu não... – arfei – Não consigo... Respirar.

Ele veio na minha direção e colocou as mãos levemente no meu rosto.

- Eu preciso que você se acalme – ele disse.

- Não consigo... Respirar – repeti.

- Eu sei – ele falou, — eu sei, mas tente se acalmar, Elena.

- Não... Posso – expliquei, — porque... Não... Consigo respirar!

Ele sorriu levemente e então acariciou minha bochecha.

- Quero que feche os olhos – ele pediu, sua voz incrivelmente calma. E eu o fiz. – Ótimo, agora preste atenção apenas na minha voz. Consegue fazer isso, Elena?

Assenti com a cabeça.

Damon tirou a mão que eu colocava na garganta e a colocou ao lado do meu corpo.

- Quero que pare de tentar conseguir ar – ele disse. – Pare de tentar respirar.

Abri os olhos e tentei o afastar de mim.

- Faça o que eu disse, por favor – pediu. – Confie em mim.

Fechei os olhos novamente e prendi completamente minha respiração.

- Bom – Damon parabenizou, — agora eu quero que você tente puxar todo o ar que você conseguir para seus pulmões.

Respirei fundo e prendi o ar.

Ouvi passos e percebi que Damon agora estava andando.

- Solte o ar.

Eu soltei.

Senti alguma coisa encostando na parte de trás do meu vestido.

- Respire fundo.

Tentei fazer isso, mas com Damon abrindo o zíper da minha roupa ficava muito difícil.

- O que está fazendo? – perguntei.

- Conseguindo mais ar para você – ele disse como se fosse óbvio. – Respire.

Respirei fundo novamente e descobri que agora, com o zíper aberto, eu conseguia mais ar. Céus, eu não tinha percebido o quanto o vestido era apertado.

- Solte o ar e faça isso mais três vezes.

Fiz o que ele disse.

Quando finalmente achei que podia respirar novamente, abri os olhos.

- Você é bom nisso – falei para Damon.

Ele sorriu e deu de ombros.

- Minha mãe – ele explicou, — antes de morrer, ela tinha Transtorno do Pânico. Ela tinha ataques e simplesmente parava de respirar, como meu pai trabalhava muito na empresa e era um homem ocupado, eu tinha que ajudá-la. Acabei ficando bom nisso.

Olhei para ele. Realmente. Muita bagagem emocional.

- Como ela morreu?

Ele deu de ombros e se sentou na cama, eu me sentei ao lado dele.

- Suicídio – ele respondeu. – É comum em pessoas que sofrem de transtorno do pânico. Eu simplesmente a achei boiando em uma banheira quando eu tinha quinze anos.

- Eu sinto muito – falei. E eu realmente sentia.

Ele sorriu.

- Todas as infâncias são difíceis, Elena.

Sorri e me deitei na cama.

- Verdade – concordei.

Ele se inclinou por cima de mim.

- Está melhor? – perguntou.

- Estou. Obrigada.

Se inclinou mais.

- Vai me contar o que aconteceu?

Eu ri.

- Se eu te contasse – falei, — eu teria que te matar.

- Vou correr o risco.

Meu sorriso sumiu.

- Vamos lá — ele pediu, — eu te contei a trágica história da minha infância, você tem que me dar algo em troca.

- O que quer saber? – me rendi.

- Quem era esse Bryce?

Merda! Ele tinha que começar logo por ai?

- Um ex-namorado.

Ele arqueou a sobrancelha, aguardando por mais detalhes.

- Garota encontra garoto – falei. – Garoto seduz garota. Garota se apaixona. Garoto vai embora. Fim.

Ele arqueou mais a sobrancelha.

- Quer mais detalhes? – perguntei, ele assentiu. –Ok! Vou te dar Detalhes.

Me sentei na cama novamente.

- Eu estava triste e sozinha – falei, — tinha acabado de perder meus pais e tia Jenna estava obcecada com o acidente, não parava de falar sobre isso. Eu estava desesperada e ele apareceu. Cara bonito, mais velho, o que mais eu podia querer? Me apaixonei quase que instantaneamente. Namoramos por alguns meses quando ele começou a querer... Bem, você sabe o que. Eu era jovem, só tinha beijado um cara na minha vida e não estava pronta para algo mais... Físico.

Damon ainda me olhava, mas eu não conseguia mais vê-lo, era como se eu estivesse contando a história para o nada e apenas me perdendo nas memórias.

- Eu tinha medo de perdê-lo, entende? Eu achei que se não desse o que ele queria ele iria embora. Então eu me entreguei – sussurrei, me sentindo suja. – Eu tentei não me mexer, achei que se eu não me mexesse... Doeria menos – travei minha mandíbula para conter as lágrimas. — Depois disso eu não vi mais ele. Durante um mês inteiro eu o procurei por todo o canto, liguei diversas vezes e até visitei sua casa, depois descobri que ele havia se mudado pra Nova York e me largado aqui, Tyler até me entregou um bilhete dele, sabia? Estava escrito: “Você foi uma boa diversão, mas estou procurando algo a mais. Com amor, Bryce.” Eu estava com tanto ódio. Me meti em brigas, aprendi a me defender e cheguei muitos dias bêbada em casa. Coisa de adolescente perdida.

“Uma noite eu simplesmente não voltei para casa. Tia Jenna foi me procurar na rua e uma bala perdida atravessou seu peito. Eu só soube dois dias depois, quando apareceu no noticiário. Sabe como é isso? Ser responsável por três mortes e um coma?”

Damon me olhou estranho.

- Coma? – repetiu.

- Meu irmão, Jeremy, está em coma.

Notas finais
Gostaram?