Follow Your Heart
16 Capítulo 15
Notas iniciais
O capítulo tá pequeno porque sou má mesmo e pronto e acabou, kkkkkkkkk.
Espero que gostem.
Saí do prédio de advogacia do Ruby a pé e com Damon atrás de mim. Quando fiz questão de ir na direção onde eu morava, Damon me parou, me segurando pelo braço.
- O que é? — perguntei, mais alto do que normal.
- Onde pensa que vai? — ele perguntou ignorando minha pergunta.
- Como assim "aonde eu vou"? — retruquei — Para casa, óbvio — e para demonstrar minha chateação: — Idiota.
Soltei meu braço e voltei a andar.
- Espera!
Continuei andando.
- Que droga, Elena! — ele disse correndo atrás de mim agora.
Ele me ultrapassou e parou na minha frente, bloqueando meu caminho. E como se já não tivesse me irritado o suficiente, ainda cruzou os braços e me encarou em forma de desafio.
- Sai da minha frente! — grunhi irritada.
Ele apenas continuou me encarando.
De repente tudo voltou, ele beijando Samantha — e provavelmente dormindo com ela, — ele batendo no Stefan, ele dizendo que eu não sou nada, ele fazendo sexo por telefone ao meu lado e aquele seu sorriso debochado que tanto me irritava.
Meu punho estava indo em direção ao seu rosto antes que eu pudesse me conter, mas Damon tinha reflexo rápido pois ao invés de acertá-lo no nariz, consegui apenas metade de seu maxilar.
Seu sorriso de deboche se desfez e sangue inundou sua boca, imediatamente ele cuspiu para tentar parar o sangramento e aproveitei esse meio tempo para lhe dar uma ajoelhada entre as pernas.
Damon caiu no chão e rolou de dor. Ainda não estava satisfeita e chutei ele na barriga.
Ele ficou em posição fetal, gemendo de dor. As pessoas ao redor pararam para olhar horrorizadas essa cena.
- Não. Me. Diga. O. Que. Fazer! — gritei. Cada palavra um novo chute. — Você não é meu dono!
Damon grunhiu alguma coisa do chão.
- O que? — zombei — Mordeu a lingua?
- O que eu fiz? — ele conseguiu perguntar. Finalmente eu parei de chutar e ele conseguiu se equilibrar, ficando de joelhos para em seguida se levantar e ficar cara-a-cara comigo. — O que eu fiz? — repetiu.
- O que você fez? — berrei na cara dele — Você me tratou feito lixo! — enfiei um dedo em seu peito, Damon fungou para conter o sangramento e me olhou de forma estranha — Eu ajudei você! ACEITEI ME CASAR COM VOCÊ, INFERNO! SALVEI O SEU MALDITO TRASEIRO DA POBREZA! E O QUE VOCÊ FAZ? VOCÊ BEIJA A PRIMEIRA VADIA QUE APARECE, ME CHAMA DE NADA E DEPOIS FAZ SEXO POR TELEFONE DO MEU LADO! — respirei fundo para me acalmar um pouco. — Eu não me importo com o que você faz longe de mim. É a sua vida e eu não ligo para a forma como você a joga fora, mas se vou desperdiçar um ano da minha vida com você então você deveria pelo menos me respeitar e mostrar que vai valer a pena.
Ele piscou por um momento antes de responder:
- Mas os duzentos mil que...
- Não me importo com a droga do dinheiro, ou com quantidade que você vai me dar! — gritei novamente, — por mim você pode ficar com cada centavo. Não quero a porcaria do seu dinheiro!
"Cuidado, Elena. Não faça uma besteira."
FIQUE CALADA!
"Jeremy, lembra?"
Congelei, como eu sempre congelava ao lembrar de meu irmão. A raiva passou, e as lágrimas — que eu não sabia que estava contendo, — vieram.
- Eu sei que não é de verdade — sussurrei, — mas faça valer a pena... — enfiei o dedo novamente em seu peito — Tem que valer a pena.
Ele engoliu em seco, então fez uma careta de dor.
- Sinto muito — sussurrou.
- Só pare de mandar em mim — pedi. — E comece a me respeitar.
E com isso dei as costas para ele e continuei a caminhar.
POV — Damon
Elena tinha me batido... E estava doendo.
Cuspi novamente sangue no chão e comecei a caminhar pelo lado oposto. Algumas mulheres que haviam ficado observando balançaram a cabeça para mim em forma de desprezo.
- Idiota — uma disse.
- Bem feito — disse outra.
Uma morena sorriu pra mim e falou:
- Me liga.
Deus, o mundo estava perdido.
Continuei cuspindo mas o sangue metálico não saia da minha boca. Elena era uma mulher muito forte, eu teria que tomar cuidado.
As palavras dela ficavam voltando enquanto eu andava.
"Faça valer a pena".
Ok, Elena, vou fazer...
Peguei o telefone do meu bolso e disquei um dos números da chamada rápida.
- Alô — atendeu no terceiro toque.
- Rose? — falei — Preciso de um favor seu...
POV — Elena.
Cheguei em casa possessa de raiva. Caroline havia saído e deixado uma mensagem na secretária eletrônica, algo do tipo: Hey, Eleninha, desculpe sair assim, Tyler me ligou e... Bem, já sabe, né? Não me espere, chegarei tarde. Beijos e abraços, amo você!
Pelo menos alguém estava feliz.
A secretária eletrônica clicou e passou para a próxima mensagem:
- Caroline? — era Matt — Apenas ligando para confirmar nosso encontro. Pode ser sexta a noite? Me liga.
Meu Deus, eu teria que ter uma pequena-longa conversa com Car.
A secretária clicou novamente:
- Olá, Elena? Aqui é Meredith, ligando apenas para avisar que não tem nada de novo no estado de seu irmão, mas estamos pensando positivamente aqui. Conseguiu o dinheiro para o tratamento?
Clique.
- Elena Gilbert? Aqui é o policial Jonas Martin , temos novidades sobre o acidente que...
Apertei para a próxima mensagem, eu não queria ouvir isso.
Clique.
- Elena — uma voz que não reconheci disse, — querida? Soube do que aconteceu, você está bem? Eu...
Finalmente reconheci a voz. Não, Deus, ela não.
Em uma agilidade que nem eu sabia que tinha, estiquei a mão e apaguei todas as mensagens da secretária eletrônica.
Sério? Depois de três anos, agora que ela foi saber?
As lágrimas voltaram mas eu as contive, eu não iria voltar a chorar agora, mesmo estando sozinha.
O telefone começou a tocar, mas eu não atendi, com medo de ser ela de novo.
A secretária eletrônica clicou e minha voz apareceu dizendo: Olá, está ligando para Elena Gilbert ou Caroline Forbes, não podemos atender agora, mas deixe um recado. Então Caroline: Menos se for um dos caras que eu dei um fora. Perdeu playboy. Beep.
- Elena? Está ai? — era Stefan — Se estiver, atenda, preciso falar com você sobre hoje a noite e...
Sem poder conter minha curiosidade, estiquei a mão e peguei o telefone.
- O que tem hoje a noite? — perguntei.
Stefan riu do outro lado da linha.
- Sua festa de noivado, claro. Damon já preparou tudo, a única coisa que deve fazer é ficar bonita e vir para cá ás 20:00 horas. Pode fazer isso?
- Festa? — repeti.
- É, ele mandou eu ligar para avisar — ele disse, — ah propósito: Belo trabalho que fez nele, o coitado está com a barriga toda roxa.
Culpa me atingiu, mas mandei ela imediatamente embora.
- Ele te contou? — perguntei.
Stefan riu.
- Quer saber se ele me contou que uma mulher bateu nele? — ironizou — Claro que não, ele é orgulhoso de mais para isso.
- E então como você sabe?
- Ele chegou em casa cuspindo sangue, e quando foi tomar banho eu vi as marcas — ele respondeu. — Agora me diga que aqueles roxos são socos e não chupões.
Eu ri, mas no fundo eu queria vomitar. Eu? Depositando chupões? No Damon?
"Não seria má ideia..."
Opa, segura a malícia.
"Não dá, tem muitos homens gostosos ao seu redor."
Deus? Por que não me deu uma consciência com cérebro?
- São chutes, Stefan.
Ele respirou aliviado do outro lado da linha.
- Pensou na minha proposta? — ele perguntou de repente.
Me engasguei com minha própria saliva e demorei um pouco para me recuperar.
- Proposta? — repeti.
- É, termos um relacionamento, pensou?
- Relacionamento?
- Sim, Elena, eu e você.
- Eu e você?
Ele se irritou do outro lado da linha.
- Céus, Elena. Pare de repetir tudo o que eu digo.
- Parar de... Ah! Ok, desculpe — falei. — Achei que me daria um tempo.
- Já dei.
Respirei fundo e pensei por um momento.
Consciência, me ajude.
"Isso é um pedido?"
É.
"Não sei, é tão divertido ver você se ferrando sozinha."
ME AJUDE!
"Tá, ok" ela disse na defensiva, "não se pode nem mais brincar hoje em dia?"
Vai me ajudar ou não?
"Você gosta dele?"
Ele é legal.
"Não foi isso que eu quis dizer."
Gosto. Como amigo.
"E isso pode virar algo mais?"
Duvido muito.
"Quer ter um relacionamento com ele?"
Defina relacionamento.
"Gostar, beijar e transar."
CÉUS! NÃO! CADE SEU ROMANTISMO??
"Que porra de romantismo o quê! Relacionamento é isso mesmo, você quer ou não?"
Com ele não.
"Então você tem sua resposta."
- Stefan... — comecei hesitante — Não vejo como isso pode dar certo...
"AI, ELENA! PARA DE CU DOCE!" Consciência berrou na minha cabeça "STEFAN NÃO É CRIANÇA, SÓ DIZER QUE NÃO QUER E PRONTO!"
Posso fazer isso do meu jeito? Obrigado.
- Você é um amor — continuei, — mas eu vou casar com seu irmão e...
- É um casamento de mentira, Elena - ele me lembrou.
"Falei para não fazer cu doce."
- Eu sei, eu sei — falei, pedindo ao céus por mais paciência, — mas como eu vou fingir que amo seu irmão se eu estiver namorando com você?
- Pode ser um namoro escondido.
- Você é louco.
- Eu sei, mas isso tudo começou quando conheci você. Gosto de você e quero tentar.
- Me dê uma semana — falei antes de conseguir me conter.
"O QUE?"
- Claro. Uma semana.
"FALA PARA ELE QUE É BRINCADEIRA!"
- Tchau, até de noite — ele disse.
"PARA COM ISSO!"
- Até.
E ele desligou.
"FICOU MALUCA?"
Para de gritar.
"Por que fez isso?"
Por que estou confusa e quero um tempo para pensar.
"Acabou de ferrar com a sua vida."
Deus, pare de ser tão pessimista.
Consciência ficou muda. Ótimo, agora deixei uma parte do meu próprio cérebro chateado.
Olhei a hora no relógio ao lado do telefone e descobri que eu ainda tinha algumas horas antes de ter que ir para "minha festa de noivado".
Peguei um pacote de Chips na cozinha, então me joguei no sofá e liguei a televisão em qualquer canal.
Fui passando os canais até que chegou em Logan Fell e meus dedos se recusaram a mudar de canal novamente. Logan era um ex namorado de minha tia, eles quase se casaram e então... ela... ela...
Finalmente mudei de canal, meu dedo afundando no botão mais do que era necessário.
Decidi deixar no canal de culinária.
Uma hora depois Caroline chegou descabelada e batendo a porta.
- Está tudo bem? — perguntei.
Ela me ignorou e foi direto até o telefone, checando as mensagens de voz.
- Você não tem novas mensagens — a secretária eletrônica disse com sua voz robótica.
- Que droga! — ela gritou.
Me levantei do sofá e caminhei até ela.
- O que aconteceu, Car?
Ela se virou para mim e eu notei seu batom borrado.
- Matt ligou? — ela perguntou.
- Ligou para confirmar o encontro de sexta a noite — respondi mecanicamente.
Ela respirou fundo para tentar se acalmar.
- Tenho que ligar para ele — Caroline disse dando as costas para mim.
Ou melhor: Tentando. Pois eu a segurei pelo braço no menor movimento que fez.
- Quem te estuprou? — perguntei olhando ela de cima a baixo.
Caroline riu.
- Credo, Eleninha. Que linguajar é esse?
Ignorei ela e continuei esperando por sua resposta.
- Tyler — ela disse baixinho.
- EU SABIA! — gritei.
Ela se encolheu e tentou arrumar o próprio cabelo.
- Eu disse que queria terminar e ele me atacou — ela explicou, — está feliz?
- E aposto que você odiou — brinquei.
- Não foi tão ruim — ela disse maliciosa.
Eu ri da cara dela.
- Vá desmarcar o encontro com Matt — mandei lhe entregando o telefone, — e depois volte aqui e me ajude a escolher uma roupa.
- Roupa? — ela repetiu — Pra que?
- Para minha festa de noivado, é claro.
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