Foi por você
2 Two
Notas iniciais
Narração de Terceira Pessoa
— Foi um fracasso! – Concluiu muito relutante T-BO – Se eu ao menos soubesse que aquele pivete era alérgico a canela não teria sugerido o mini hambúrguer no espeto. Canela é um dos meus ingredientes requintados e secretos no molho berbecue – Informou – Aquela gostosona da mãe dele é mais escandalosa que o grito que Michael Jackson fazia no final de todas as músicas – Fez a comparação, dando uma mordida na rosquinha recheada com cream cheese.
— Como diz Winston Churchill : O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo – Citou Freddie enquanto tomava seu milkshake de pistache, maça verde, pimenta rosa e chocolate suíço vendado provavelmente no mercado negro.
Era uma combinação mais que estranha pra uma bebida que era considerada doce e gelada, mas que estranhamente e surpreendente a bebida era boa – Você acha que Moreno Cedroni virou um dos chefs mais criativos do mundo á ponto de abrir um restarurante num iate, em cima d’água com os tubarões mais perigosos do mundo da noite pro dia? Lembro até hoje em 2012 antes dele abrir o Madonnina del Pescatore quando ainda era o seu agente que teve que preparar muitos Le’Porcion um prato com cenouras em formatos de tubarões respingo de molho de pimenta mexicana para simular o ‘sangue’ e asas de patos Ruiz.
— Até hoje não entendo por que um cara iria abrir um restaurante num iate abaixo tubarões assassinos. Esse cara não bate bem, não é?
— Ele só achou que o perigo e tendo boa comida fazia uma junção boa para atrair clientes de toda parte do mundo. E deu certo! – Deu de ombros – O que quero dizer é que da próxima vez será melhor. Confie nesse seu agente aqui! – Pediu – Afinal sou eu que caço talentos e é meu trabalho reconhecer quando vejo um – Piscou o olho.
Ajudou o homem africano de tranças guardar os produtos, objetos e pratos dentro da garagem que alugou de um adolescente pra morar depois de separar-se da esposa que cansou de esperar que o T-BO arranja-se um emprego que fosse útil e ajudasse a pagar as contas de casa de acordo com suas palavras.
Freddie chegou ás 21h00 em casa, depois de tomar banho e passar a pomada em seu corpo foi dormir.
Acordou escutando o toque estridente de seu celular denunciando que estava recebendo uma ligação.
Quem poderia ser que ligaria pra ele tão cedo?
— Alô – Atendeu ainda sentindo-se sonolento – Agente Benson falando – Se sentia igual aqueles filmes de ação no estilo 007.
— Freddie é T-BO e estou com um problemão daqueles – Falou sem esperar o outro se pronunciar novamente – A Aubrey deixou a Hattie aqui pra cuidar e eu não poderei está de olho numa criança, mesmo que ela seja minha filha e a criança mais estranha que já vi. Acordei inspirado e seria um dia produtivo para criar outros milk shakes ou comida no espeto .
— Estarei á caminho – Avisou encerrando assim a ligação e levantando-se da cama.
T-BO e Aubrey tiveram um casamento conturbado. No começo estavam apaixonados e Aubrey gostava desse ar livre e engraçado de nosso amigo de tranças, ainda mais por ela está levando uma vida séria demais por ser Advogada Criminal. Mas com o passar do tempo as coisas foram mudando e esse jeito e sonho de T-BO de ser famoso e ter seus milk shakes Gourmet e diversas comidas no espeto conhecidos por todos. Aubrey cansou-se disso ainda mais pelo peso de pagar todas as contas de casa já que o mesmo ainda estava em andamento como gostava de falar ou pensar e grávida. E assim que Hattie nasceu deu um fim na relação que já não á mesma.
Assim que Freddie chegou e estacionou o carro em frente à garagem bateu na porta sendo atendido rapidamente.
— Ainda bem que chegou! – Exclamou suspirando aliviado – Estou aqui colocando as minhas ideias em ordem, mas fiquei meio intimidado por conta do olhar dela me seguindo em todo o lugar que ia – Disse.
— Eu lembro que também fiquei intimidado e impressionado com o olhar penetrante que Carol Brookes me dava quando lhe falei que Hornor Ivy queria a presença dela no Talking Show Hornor – Falou – E isso foi quando ela tinha 10 anos e conseguiu aquela magnitude com tão pouca idade.
— Pensei que Ivy tinha 08 anos – Olhou-o estranhamente – Pelo menos foi o que ela respondeu na última entrevista no tapete vermelho da CDW.
— Ah, sim. Como estava dizendo na época ela tinha 06 anos – Corrigiu fingindo não perceber o olhar estranho que o seu cliente dava pra ele, mas deu de ombro – E então Hattie. O que acha de uma tarde no Kill Central Park? Um pouco de diversão pra variar? – Perguntou para a menina de 06 anos.
— Demais! – Exclamou animadamente – Podemos levar a Amber? – Perguntou.
— Quem é Amber? – Indagou, mas adivinhou que seria uma amiguinha dela de escola ou algo assim – Não creio que os pais de Amber deixariam, Hattie. E assim tão em cima da hora.
— Por favor tio Freddie, eu juro que a tia Kate e o tio Alfred irão deixar sim – Insistiu, pedindo.
— Ok, iremos ligar para perguntar. Sabe qual é o número – Perguntou.
— Tio eu só tenho seis anos – Respondeu, como se só esse argumento bastasse.
O moreno olhou para o pai da criança e seu cliente. Quando percebeu que estava sendo observado:
— Ei, nem olhe pra mim! Seja o que for não sei de nada –
Freddie tinha vontade de balançar a cabeça em sinal de repreensão, mas não fez limitando-se a apenas pensar no assunto e suspirar.
— Ok. Já foi na casa dela alguma vez? – A menina de cabelos castanhos escuros acenou – Saberia me mostrar onde é? – Perguntou e mais uma vez acenou a cabeça em sinal positivo – Ok, vamos até lá pergunta cara-á-cara mesmo – Pegou a mão na mão da menina indo em direção do carro apenas falando um tchau para o amigo que não respondeu por já está absorvido em alguma de suas ideias, inveções.
Mais tarde...
Depois de saímos da montanha russa ao qual Freddie mesmo tendo um leve incômodo na barriga de medo, distraiu-se lendo as notícias no jornal da cidade.
Estava andando mantendo um olhar bem atento nas meninas que pareciam estar numa conversa animada á respeito da sensação que sentiram no brinquedo alto e rápido que foram e quais seriam os próximos quando viu mais á frente.
Havia um palco de madeira ali já montado. Parecia estar rolando um teatro, mas ao invés de está retratando contos de fábulas ou histórias de princesas com um príncipe encantado era personagens como comida.
Bizarro?
Estranho?
Talvez, mas a voz da mulher presunto era encantadora.
A música contava sobre a importância de se alimentar bem e comer verduras e legumes o que era aprovado pelos pais que estavam ali assistindo com seus filhos.
Mas o que chamara a atenção do Freddie Benson ali foi a voz e olhos extremamente azuis daquela mulher.
A voz era suavez, tinha melodia.
Esperou o concerto terminar, os companheiros/personagens saíram do palco.
A mulher presunto desceu a curta escadinha ali do palco sentando-se ali enquanto abria o que parecia ser um sanduíche de presunto, bacon e queijo.
— Vem meninas – Chamou enquanto aproximava-se da onde estava a artista principal da peça – Meio contraditório, não é? – Apontei para o seu sanduíche e a música que havia cantado antes.
— Ninguém nunca te falou? A vida é bem contraditória e uma droga, por sinal – Respondeu voltando sua atenção ao sanduíche.
— Você tem uma voz maravilhosa, por sinal. Sei que isso sooa talvez além de estranho, mas é a verdade dos fatos – Recebeu um olhar estranho da loira.
— Por acaso está me cantando? Porque se tiver vai perder o seu tempo ou ganhar um soco no olho – Ameaçou.
— Não seria de mim ‘canta-lá’, moça. Porque não acredita que tem uma voz maravilhosa, digna de cantora profissional.
— Não tem como você saber já que me ouviu á o quê? Vinte minutos? E cantando uma canção de comidas e como se saudavél. Tudo o que meu chefe diz que os pais querem ouvir e as crianças precisam.
— Na verdade tenho sim. Sou o Fredward Benson – Apresentou-se erguendo a mão á qual a loira rejeitou cumprimentar – Sou agente e caça-talentos – Vendo a mulher em silêncio, continuou a falar – O que quero dizer é que é minha especialidade caçar talentos como mesmo o nome diz e sei reconhecer quando vejo um. Além de como agente tenho como maior função cuidar da agenda e do bem estar dos meus cliente – Explicou.
Quando a loira terminou seu sanduíche foi jogar o embrulho na lata de lixo e voltou a ficar cara-á-cara com aquele homem estranho e com cara de nerd que ela denominou.
— Isso é uma pegadinha? – Indagou olhando para os lados – Cadê as câmeras escondidas? –
Fale com o autor