-Então... Te pego às 19h?

-Pode ser...

-Então... Até domingo!

-Até!

Despedi-me dele com um beijo no rosto e fui completamente às nuvens para o trabalho. Quando estava entrando no meu setor, eu vi Janaina. Droga! Avia esquecido, devia ter pedido um autografo para ela. Estava passando no corredor, então ela veio falar comigo.

-Vey! Você demorou demais, o Carlos tava te procurando!

-Que?! O que ele quer?

-Provavelmente saber por que você não estava aqui trabalhando!

-Ai meu deus...

-Vai logo lá na sala dele! Qualquer coisa grita!

-Kkk.... Besta!

Aquilo não era bom. Mas logo no dia que eu me atrazo ele resolve me procurar. Chefe é a pior coisa que existe. Fui até a sala dele, não estava lá. Perguntei para a secretária dele, disse que ele avia ido até a cantina me procurar. Fui até a cantina e lá estava ele, falando com a atendente, fui até ele e o cutuquei.

-O Senhor estava me procurando?

-Oh, Kris! Sim estava, você pode me acompanhar até a minha sala?

Ele agradeçeu a moça e fomos até a sala dele, chegando lá, pediu para que eu me sentase e fechou a porta.

-Aonde você estava?

-Desculpa, mas é que hoje eu tive que buscar meu irmão no colégio!

Não contei, nem ia e nem podia contar sobre o Manson. O que ele diria? Me despediria na certa!

-Oh! Tudo bem, só pesso que me avise sempre que precisar buscar seu irmão. Mas emfim, eu lhe chamei aqui para lhe dar um caso... Eu pensei muito antes de decidir se eu lhe daria esse caso ou não. E provavelmente se eu não lhe desse, você iria fazer de tudo para ter ele, ou no minimo ia querer todas as informações.

-Tudo bem, agora você ta me deichando nervosa. Qual é o caso?

-Caroline, 16 anos. Assassinada e estubrada, encontrada três dias após o assassinato.

Terminou de falar e jogou a ficha na minha frente.

-Acusado... Mickel Couries.

O que!? Não acredito! Comecei a folear rapidamente até encontrar a ficha do acusado, era mesmo ele. Não podia acreditar! Era mesmo ele! Finalmente eu ia colocar ele atráz das grades!

-Vai aceitar o caso?

-Lógico! Claro!

Me levantei...

-Você não sabe como sou grata pela oportunidade! Eu juro que não vou desapontalo!

Ele apertou minha mão e se sentou.

-Não sou o grande ponto. E a você mesma que você não pode desapontar!

-Sim... Obrigada!

Fui para a minha sala, sentei-me e olhei por um momento aquela pasta... Finalmente aquele desgraçado ia pagar pelo o que ele fez. Nunca tinha ficado tão intrigada a um caso, me infiei nos relatorios e ao meu caderno e fui ao grande final.