Fogos de artifício

1 Capítulo único


Notas iniciais
Uma OneShot que eu fiz inspirada no ano novo e_e era para ser algo alegre né? '-' mas pra que? UEHAUEHAUEHA
Sei lá por que eu tive essa ideia, foi durante a queima de fogos, e eu queria posta ela o mais rápido possível, e estou escrevendo das 3h até agora (6h -q) e to postando xD
Tem dois finais, eu sou bipolar gente x.x nao me culpem
Boa leitura :3

Eu era odiada por todos, todos mesmo, nem meus pais gostavam de mim... Diziam que eu sempre estragava as coisas, que quando eu estava por perto alguma coisa iria dar errado, que eu só atrapalho, que eu sou benzida com a má sorte.
Todos não me queriam por perto, até meus amigos se afastavam... Exceto uma pessoa... Essa pessoa está comigo desde que nasci e falou que não me deixaria por nada, meu irmão mais velho, Alex. Ele era cinco anos mais velho que eu, eu o considerava a pessoa mais perfeita no mundo. Ao contrario de mim, quando ele está por perto as coisas sempre dão certo, ele é perfeito mesmo.
Ele dizia que, para ele, eu não trazia má sorte, muito pelo contrario, que eu era o dava sorte; ele realmente nunca gostou de ficar longe de mim.
Eu parei de ir para a escola, fui obrigada... Era difícil eu sair do quarto já que até a família não gostava de mim por perto, eles apenas me davam lugar para dormir, passatempos, e comida claro... Só que quem iria até meu quarto levar comida era o Alex.
Alex que me dava aulas, ele sempre foi um gêniozinho... Eu estava até um pouco adiantada para alguém da minha idade.
Ele conseguiu se formar em engenharia aeronáutica, e ganhou bastante dinheiro com isso, quando ele se mudou de casa me levou junto, afinal, eu ficaria sem comida se dependesse dos meus pais irem levar até mim.
Eu até gostei, me sentia mais livre podendo andar pela casa e não só pelo meu quarto. Alex nunca gostou de desgrudar de mim, eu também gostava porque não me sentia muito sozinha, mas atrapalhava a vida dele, ele me levava junto para o trabalho... Claro que eu ficava quieta atrás dele, sempre tentei ao máximo não atrapalhar, afinal eu já sou benzida com má sorte, mas sempre com ele por perto as coisas davam certo.
Quando eu ainda era adolescente, ele tinha um ano de faculdade, ele me deu um presente especial de aniversário; nós viajamos para uma cidade litorânea, ficamos na cobertura de um prédio de frente para a praia, quando deu 00h, o céu se coloriu. Era de noite, mas o céu não estava no azul escuro de costume, estava roxo, vermelho, dourado, branco, verde, todas as cores; era a primeira vez que eu vi um negócio chamado “Fogos de Artifício”. Eu amei a visão, no momento eu estava apoiada na grade da sacada, Alex me abraçava por trás e cochichou no meu ouvido: “Feliz aniversário Elle, e feliz ano novo”. Sim, eu fazia aniversário dia primeiro de janeiro, eu acabei me sentindo especial... Sei que aquelas coisas no céu não em minha homenagem, mas meu irmão me trouxe aqui por causa do meu aniversário, não por causa do ano novo.
Eu realmente amei, não desviava o olhar, eu nem piscava; não queria perder nem um segundo. Meu irmão estava me abraçando por trás, com a cabeça apoiada na minha já que ele era mais alto que eu.
Eu comecei a pesquisar sobre isso, eu até aprendi a fazer uns caseiros, milagrosamente, todas as tentativas davam certo; eu achava que aquela “benção de azar” teria em fim passado, mas meu irmão sempre estava comigo... As coisas eram perfeitas perto dele.
Quando Alex acabou a faculdade, ele conseguiu pegar um bom emprego de primeira, foi quando nos mudamos e novamente ele me fez um agrado com os fogos de ano novo pro meu aniversário.
Nós viajamos em um cruzeiro, a maior e melhor queima de fogos do mundo. Não poderia ser mais perfeito, o navio em que ficamos era bem grande e luxuoso, e por mais sorte ainda, ficou na frente de todos os outros para a queima de fogos, entre uns treze navios.
A queima começou, ela durou uns quinze minutos... Eu não ligava, eu estava num lugar privilegiado na melhor queima de fogos do mundo e claro, com a pessoa que eu mais amo no mundo. Não posso falar que não, ele é perfeito desde que me conheço por gente.
Durante a queima de fogos ele ficou me abraçando por trás e dando beijos do meu pescoço à minha bochecha, nada que me atrapalhasse a ver aquele show, afinal ele sabia que era algo que eu amava, não mais que ele, claro, mas eu ficaria muito triste se perdesse um segundo daquela fantástica explosão de cores no céu.
Com ele, claro que as coisas poderiam ser mais perfeitas, no final da queima de fogos ele cochichou no meu ouvido “Eu te amo, Elle; feliz aniversário e ano novo.”, logo do “Eu te amo”, o céu explodiu em vermelho, da forma que caía me lembrava corações; quando ele falou “feliz aniversário” o céu explodiu em verde, minha cor favorita; quando ele falou “e feliz ano novo” o céu ficou branco, a cor da roupa de todos ,ou grande parte, no ano novo. Não podia ser mais perfeito, parecia até programado; logo depois do branco, que na verdade era prata, ele me deu um beijo longo na bochecha, eu via os restos da ultima explosão, acabou a queima.
Sim, parecia tudo programado. Eu me virei e olhei para os olhos dele, eu estava um pouco vermelha, nada que desse para notar já que eu também estava vermelha do sol que tinha pego nos dias anteriores naquele navio. Fiquei encarando o rosto dele um pouco, ele também encarou o meu e logo me roubou um beijo; claro que correspondi, logo que nos afastamos, eu falei: “também te amo.”
Desde então aconteceu bem mais beijos, não roubados. Eu também estudava cada vez mais sobre os fogos de artifício.
Eu ainda não estava tão velha, ainda tinha vinte anos, Alex tinha vinte e cinco; eu até pensava em criar algum novo tipo de fogo de artifício já que ainda não era tarde e eu era inteligente; Alex sempre me apoiando.
No ano seguinte, nós fomos ver os fogos de bem perto, da própria praia. No começo eu me assustava com os barulhos altos das explosões, eu me grudava nele e ele me abraçava; logo ficamos apenas de mãos dadas já que eu não estava mais com tanto medo, e achava mais lindo que nunca, ver de tão perto aquelas explosões.... Parecer estar no meio delas... Parecer que aquela “chuva” de brilho da explosão irá cair em você, o único ponto ruim é que não dava para olhar todos os lados, eu olhava só para cima.
Quando acabou a queima, estávamos abraçados e trocamos vários beijos, por iniciativa minha já que eu estava muito feliz, ele fazia minha vida cada instante mais perfeita.
Já fazia um tempo desde que nós nos desgrudávamos por completo, mesmo não se tocando estávamos conversando e sempre perto um do outro, mas quando eu fui testar um que eu tinha feito... Tivemos que nos desgrudar, não queria acabar machucando ele, já que seriam lançados seis ao mesmo tempo. Antes de nos afastar, claro que nos grudamos mais ainda, ele me abraçou forte, deu um beijo longo e um pouco mais aprofundado, não queria desgrudar nem um segundo de mim, tentou me convencer para ele ficar ali mesmo com ela; infelizmente não deu certo.
Estávamos em um lugar aberto, e eu já tinha testado um sétimo sozinho, havia dado certo. Quando lancei os seis ao mesmo tempo, eu observava o que formava com as explosões, a minha ideia era uma flor... Então eu contei... “Um... Dois... Três... Quatro... Cinco...”, “Cadê o Sexto?” eu pensava, bem que notei que havia demorado muito para começar as explosões; fui olhar se ele realmente havia sido lançado... Ela havia tombado.
Certo, ela não foi para cima... E onde que ela foi parar? Acertou Alex.
O perfeito, na verdade tinha um defeito. Ele tinha um tipo de doença que impedia ele de sentir dor e outras coisas, no caso, a queimação quando começou a pegar fogo.
Acabou desmaiando, eu apaguei o fogo e comecei a chorar, ele já não estava respirando e o coração não estava batendo. Eu matei a pessoa que eu amava e que me amava de volta, que sempre esteve do meu lado quando ninguém esteve, a pessoa que fez da minha vida um paraíso, o perfeito, o Alex, o meu irmão.
Certo, eu não sabia o que pensar naquele momento, eu estava chorando e chorando cada vez mais, olhando aquele rosto queimado que para mim ainda era lindo. No começo eu pensei que era culpa minha, afinal, quem tentou fazer alguma coisa e errou fui eu, depois eu comecei a culpar o Alex já que ele me mostrou aquelas coisas, logo culpei o ano novo, culpei os chineses que inventaram isso, culpei todas as coisas que tinham um pouco haver com a situação. A minha primeira conclusão foi de que eu realmente tinha a tal “Benção do azar”.
Ele sempre dizia que eu dava sorte pra ele, até que eu riria, mas era impossível vendo ele morto na minha frente. As coisas sempre ficam perfeitas com ele por perto... Eu nunca devia ter me desgrudado um instante dele. Isso porque o meu objetivo era protege-lo, eu não queria ficar longe dele.
Eu não ligava muito para a culpa, ou para a “Benção do azar”, ou qualquer outra coisa, eu só tinha certeza de uma coisa: sem ele, eu não viveria.
Nem teria como, o único que me suportava acabou morrendo... O gêniozinho foi burro em me manter por perto.

----------Final 1----------
Não teria como eu viver depois disso, eu nem gostaria, então foi assim que fiz.
Nós tínhamos pegado algumas coisas para passar a tarde naquele campo aberto, fui olhar na mochila. Para a minha sorte eu consegui encontrar uma faca, não era aquelas peixeiras, mas não era uma faca que usamos como talher, usaríamos essa faca para cortar algumas comidas que nós havíamos levado e no momento eu nem me importava em saber que comidas eram pra precisar de uma força a mais que uma simples faca de talher.
Fui ao lado dele, deitei no chão olhando para ele, eu ainda não consegui parar de chorar. Olhei para a faca, vi meu reflexo, a enfiei no pescoço, eu não senti dor, só fiquei olhando aquele rosto queimado e sem vida na minha frente, até enxergar o preto.

--------Final 2-------
Eu não conseguia parar de chorar, me deitei ao lado dele e assim fiquei, não sai de lá e ninguém foi nos incomodar. Meu choro tinha diminuído, mas não tinha parado. Eu dormia, e acordava, não comia, só ficava o olhando, e chorando.
Certo, eu sabia que iria acabar morrendo desse jeito, e era isso o que eu queria.
Acabei dormindo e quando eu acordei, vi que aquele rosto não estava mais queimado, não estava com os olhos fechados, e estava sorrindo.
Alex falou “Você demorou pra acordar, Elle.”.
Novamente eu chorava, por estar com ele novamente, eu estava mais feliz que nunca, mesmo quando via a queima de fogos no ano novo, nada na minha vida era mais feliz que aquilo, certo, não era bem a minha vida.
Eu acabei pulando em cima dele e o abraçando, ele se sentou e eu continuava abraçada nele chorando. “Mas você tinha morrido”, eu dizia.
Ele calmamente respondeu “Eu sei, e estamos no paraíso.”.
Eu olhava ao redor, realmente era o paraíso, não tinha ninguém fora eu e Alex.
Até eu ouvir os barulhos, olhei para cima, uma queima de fogos de artifício. Depois da morte de Alex, eu os odiava, claro que eu estava morta também.
“Um desses te matou, eu não quero ver nunca mais um desses.”, acabei falando, não estava mais abraçada nele e as lágrimas continuavam caindo, só que mais devagar.
“Sério? Eu achava que você amasse... Eu ainda amo eles.”, ele respondeu.
Certo, aconteceram bons momentos graças aquelas explosões no céu, mas ainda foi o motivo por eu ter, acidentalmente, matado a pessoa mais importante na minha vida.
“Mas você morreu, por minha culpa, por culpa deles.”, eu dizia gaguejando e soluçando, eu tinha voltado a chorar.
“Sim, e vim pro paraíso, tendo você só pra mim.”, ele respondeu e eu fiquei vermelha.
“Eu não gostei que você morreu assim por mim, mas sou egoísta eu queria você no mesmo instante, e já sabia que algo do tipo iria acontecer, me culpo por isso”, ele falou com cabeça baixa.
“Não se culpe por isso, a culpa é minha, se você não morresse nenhum de nós estaríamos aqui!”, falei.
“E se fosse você que morresse? Eu também iria me matar.”, ele me encarou sério, acabei ficando vermelha e as minhas lágrimas ainda escorriam.
“Você tem que admitir que eles são lindos.”, ele comentou olhando para o céu, tinha entendido que ele tinha falado dos fogos.
“É, são mesmo”, respondi e também olhava para cima.
“Não mais lindos que você, claro”, ele comentou, acabei ficando vermelha.
“Não vamos culpar ninguém, tá? Só aproveitar nossa eternidade juntos.”, ele falou e piscou para mim, me fez ficar mais vermelha.
“Certo!”, respondi.
Eu estava feliz, mais que nunca, ainda escorriam lágrimas, mas que depois do Alex começar a me irrita, elas sumiram; claro que depois ele se redimiu me dando atenção e carinho eternamente, e nós ainda tínhamos aquele perfeito céu colorido.

Notas finais
Poderia pelo menos comentar qual final gostaram mais? um é até final feliz, mesmo morrendo.. mas ok né xD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!