Notas iniciais
Este capítulo é uma transcrição de um trecho de "Inferno na Terra", de Stephenie Meyer. Não deixe de ler este conto, no livro Formaturas Infernais. Os próximos capítulos serão de minha autoria, uma fiction baseada neste conto. Espero que gostem! Abraços e Boa Leitura!!!

“Quem é você?” ela perguntou numa voz rouca.

“Gabe- Gabriel Michael Christensen,” ele elaborou com um sorriso. “E
você?”

“Sheba,” ela disse, abrindo seus olhos escuros. “Sheba...Smith.”

“Bem, então você gostaria de dançar, Sheba Smith? Se você estiver
bem o suficiente.”

“Sim,” ela sussurrou, metade para si mesma. “Sim, porque não?”
Seus olhos nunca abandonando os dele.

Não se movendo de onde estavam, Gabe e Sheba começaram a se
balançar no ritmo de mais uma música miserável. No entanto, a
música horrível não ofendeu tanto a Gabe desta vez.

Gabe, então, juntou as peças. Garota nova. Vestido estupendo. Sheba.
Esta era a acompanhante de Logan, aquela que o convidou para o
baile e então não quis mais saber dele. Por um segundo, Gabe se
preocupou se não era errado da parte dele roubar a acompanhante de
seu amigo. Mas a preocupação passou rapidamente.

Por um lado porque Logan estava feliz com Libby. Não havia sentido
em interromper uma coisa que claramente estava destinada a
acontecer. Por outro porque Sheba e Logan definitivamente não tinham nada a
ver um com outro.

Gabe sempre teve um bom instinto para isso – para personalidades
que se combinavam, para naturezas compatíveis que se
harmonizavam perfeitamente. Ele tem sido o alvo de muitas
brincadeiras sobre ser cupido, mas ele não ligava. Gabe gostava de
fazer as pessoas felizes.

E essa garota intensa com grande profundidade em seus olhos –
Sheba – não combinava com Logan.

Aquela sensação desesperadora de necessidade havia se acalmado
quando Gabe tocou nela. Gabe se sentia bem melhor com ela em seus
braços – abraçar ela parecia suavizar o clamor. Aqui ela estava
segura, não mais se afogando, não mais perdida. Gabe tinha medo de
em solta-la, preocupando-se que a ardente necessidade voltasse.
Primeiramente, foi estranho para Gabe, essa sensação de estar
exatamente no lugar certo, de ser o único que devesse estar aqui. Não
é como se Gabe não tivesse tido namoradas antes – garotas gostavam
de Gabe, e ele teve muitos relacionamentos ocasionais. Mas eles
nunca duravam. Sempre havia alguém a quem elas pertencessem.
Nenhuma delas realmente precisava de Gabe, exceto como amigo. E
eles sempre ficavam bons amigos.

Nunca havia sido como isso. Era aqui que Gabe pertencia? Protegendo
essa garota magra, deixando-a segura seus braços?

Era idiota pensar tão de forma tão fatalista. Gabe tentou ao máximo
parecer normal.

“Você é nova em Red River, não é?” ele perguntou para ela.

“Só estou aqui há algumas semanas,” ela confirmou.

“Eu não acho que a gente tenha alguma aula juntos.”

“Não, eu me recordaria se já tivesse estado perto de você antes.”

Era uma maneira estranha de se dizer isso. Ela encarou seus olhos,
suas mãos abraçando gentilmente seus ombros. Instintivamente, ele
a puxou um pouco mais para perto.

“Você está tendo uma boa noite?” ele perguntou.

Ela suspirou, um suspiro profundo do fundo do seu ser. “Estou tendo
agora,” ela disse, estranhamente triste. “Uma ótima noite.”