Fogo

11 Capítulo Onze – Ciúmes X Tesão


Notas iniciais
Yay! Quanto tempo hein. Espero que gostem e que comentem :D Se não, eu simplesmente paro de postar. É horrível postar para o nada :(

ANTERIORMENTE...

– Oi Vinni. – a amiguinha dela, Alicia surgiu em sua frente aparentemente bêbada. Ele estreitou os olhos. – Seja bem-vindo ao seu novo lar... – e estendeu os braços, como se esperando um abraço.

Ele a ignorou grosseiramente e apressou-se em direção ao seu quarto. Infelizmente, como ele temia havia um casal se agarrando ali. Vinicius fechou os olhos com força. Maldita fosse Manuela Lohmann.

E AGORA...

Vinicius soltou inúmeras pragas ao fitar o casal em sua cama. A garota era a sua noiva e, não fazia idéia de quem fosse o cara. Mas não se importava, em alguns minutos ele estaria morto de qualquer forma. Seus dentes estavam trincados em fúria quando ele puxou o sujeito pelo pescoço, jogou-o contra o guarda-roupa e acertou um belo soco na cara dele.

– Seu desgraçado. – cuspiu a palavra rangendo os dentes, enquanto voltava a socar o cara. Atrás de si, Manuela protestou.

– Seu idiota! O que pensa que está fazendo?! – perguntou a loira aos gritos, completamente indignada. Colocou-se na frente do menino que beijava, e empurrou o noivo com força. O fazendo cambalear para trás.

– O que eu estou fazendo?! – replicou ele, explodindo. Seus olhos estavam escuros de um jeito que ela nunca viu antes. – O que você pensa que está fazendo se agarrando com esse pedaço de merda!? – vociferou, ainda com os punhos cerrados.

Ela olhou para o garoto, que limpava indiscretamente o sangue com a blusa. Ele esboçou um sorrisinho sádico, e fitou fixamente o Albers.

– Pedaço de merda que a sua garota curte beijar...

Vinicius avançou, pronto para socá-lo mais uma vez. Mas novamente Manuela interveio, o empurrando. Dessa vez para a cama. Virou-se rapidamente para encarar Arthur.

– Se manda ou quem vai te socar vai ser eu. – avisou mordaz. O maldito ainda teve a cara de pau de mandar beijinho para ela antes de sair do quarto. Deixando o Albers cada vez mais bolado, furioso. Virou-se para encarar o “noivo” – E que porra foi essa?! – indagou, sentada no colo dele.

Ele fechou os olhos, inspirando e respirando lentamente. Manuela franziu o cenho.

– Você é minha noiva. – ele exclamou, sagaz como uma cobra inverteu as posições, ficando por cima da garota. Segurou firmemente os dois pulsos dela acima da cabeça. – Não pode sair beijando outros caras por ai. – disse, sério.

A loira sentiu as bochechas enrubescerem e um sorriso divertido floresceu em seus lábios.

– Está com ciúmes, Vinni? – aquele maldito sorriso malicioso fez o coração do marrento disparar.

– Não. – apressou-se em dizer, desviando os olhos para um ponto qualquer do quarto. Aquela cretina conseguia tirá-lo do sério rápido demais para o seu gosto.

– Está sim. – ela voltou a insistir, rindo marota. Puxou-o pelos cabelos, obrigando-o a olhá-la nos olhos. Roçou de leve sua perna na dele, e ele arqueou a sobrancelha curioso. – Até que o ciúmes fica bem em você. – Manuela livrou-se das mãos que prendiam seus pulsos, e novamente inverteu as posições. – Fica gostosinho. – disse maliciosamente, roçando seus lábios nos dele bem lentamente.

Vinicius prendeu a respiração, encarando-a. Como uma mulher podia ser tão bipolar?!

– Fico é? – ele colocou as mãos atrás da cabeça, querendo ver até onde aquilo ia. Ela assentiu.

– Fica... Dá vontade... De te beijar. – e sem dizer mais nada, ela encaixou sua boca na dele em um beijo quente e nada carinhoso. Só aquele leve pressionar foi o suficiente para deixar o Albers excitado. Levou uma mão até as nádegas da garota, enquanto a outra usava para segurar com firmeza a cintura dela.

A loira soltou um suspiro durante o beijo e ambos se arrepiaram com isso. Ela levou as mãos até o rosto dele, segurando enquanto ambas as línguas brigavam por espaço, em uma dança agitada e bastante competitiva. Vinicius sorriu, mordiscando a parte inferior do lábio dela. A mão que antes estava em sua nádega, ele levou até os cabelos, puxando-os com firmeza. Suas respirações estavam alteradas, e os olhos fechados.

O poder de dominar é tentador
Eu já não sinto nada
Sou todo torpor

Beijavam-se alucinadamente, totalmente perdidos com as sensações inebriantes e tóxicas que um emanava do outro.O tesão falava mais alto. E naquele momento, Manuela teve a certeza de que não importasse o quanto Vinicius fosse um imbecil...Ela sempre ia ceder a ele. O loiro puxou seus cabelos para trás, a fazendo inclinar o pescoço e depositou um beijo suave e ao mesmo tempo quente ali. Foi beijo a curva de seu pescoço lentamente, até deixar alguns chupões feios. Enquanto mordiscava a pele alva da garota, sorriu.

É tão certo quanto calor do fogo
É tão certo quanto calor do fogo
Eu já não tenho escolha
E participo do seu jogo, participo

A Lohmann e futura Sra. Albers tinha os olhos entreabertos, assim como a boca e gemia baixo cada vez que ele a apalpava. Seu subconsciente sabia que aquilo era errado de infinitas formas e, que ao invés dela reagir daquela maneira tão descaradamente pervertida, deveria chutar as bolas dele e socar sua cara. Mas era mais forte do que ela. E desconfiava que fosse o mesmo com Vinicius. Embora estivessem plena ciência do quanto se detestavam, não conseguiam resistir um ao outro...

– Manuela? – uma voz soou atrás da loira. Ela virou-se para encarar quem era, amaldiçoando-se por não ter fechado a porta.

Vinicius bufou,parando o que estava fazendo e tombando a cabeça no colchão.

– Bryan? – os olhos da loira brilharam de empolgação. E um sorrisinho divertido iluminou todo o seu rosto.

O amigo coçou a nuca, desconfortável.

– Estou interrompendo algo?

– Sim! – Vinni fez o favor de responder por ela. – Agora dê o fora daqui antes que eu te mate. – rosnou ele.

Manuela revirou os olhos e, sorrindo, voltou sua atenção para Vinni. Em meio a risadinhas, abaixou-se para dar um ultimo beijo no noivo antes de sair de cima dele, e em seguida, do quarto juntamente de Bryan. Vinni mordeu os lábios com força. Aquilo não podia acabar daquele jeito, merda.

–--X---

A loira surpreendeu-se ao chegar na sala. Isso porque a festa havia esvaziado e um terço dos convidados já haviam ido embora. O restante ela própria teve de expulsar. Ficou se perguntando quanto maldito tempo passou ao lado do noivo e concluiu que se agarraram a tarde toda, já que a lua começava a aparecer do lado de fora do apartamento. Parecia uma cena cinematográfica. Perfeita. Virou-se para Bryan.

– O que você está fazendo aqui Baby? – ela dizia, arrumando a alça do sutiã que estava para baixo.

– Vim fazer uma visita surpresa para minha amiga, oras. – ele sorriu. Tinha os cabelos ruivos até os ombros, o rosto era cheio de sardinha e seus olhos verdes-claro. Na opinião da loira, seu amigo era a perfeição humana. E tinha umas tatuagens bem bacana nas costas.

– E seus pais deixaram? – ela brincou. A família Sydyney era bem convencional. Um pé no saco. Era por motivos daquele que ela odiava gringos no Brasil. Ah,sim, Bryan tinha descendência britânica. Por isso na maior parte do tempo era um grande estraga-prazeres.

Ele revirou os olhos e a abraçou-a de lado. Por mais “educado” que fosse, o aspirante a motoqueiro selvagem não tinha pretensão nenhuma de seguir carreira política. Também não se importava em acabar com climas românticos ou preliminares. Ele não tinha vergonha nenhuma.

– É. Deixaram. – ele riu. Ele e Manuela já aprontaram mais do que seus pais gostariam.- Escuta, você vai se casar com o Vinicius? Sério? – ele perguntou estupefato. Acompanhou de perto a desavença entre os dois e, até chegou a incentivar.

– Sim. – ela suspirou fundo, bebendo o resto de vodka que havia em um copo. – Foi coisa dos meus pais. – ela novamente suspirou. – Mas até que não vai ser tão ruim assim... Você sabe, eu posso incentivá-lo a cometer suicídio. – e sorriu.

Bryan discordava daquilo, mas não atreveu-se a dizer nada. Apenas assentiu em concordância, enquanto olhava as coisas a sua volta. Tinha de reconhecer que o apto era bem bacana. Um pouco careta, mas com toda certeza Manuela daria um jeito naquilo.

– A Alicia gosta dele. – ele disse, após um longo tempo em silêncio. A loira franziu o cenho,perguntando-se como ele... – E sim eu sei disso. Na verdade, todo mundo sabia. Menos você. – ele abriu uma garrafa de vinho, que com toda a certeza estava quente ao julgar pelas horas que passou em cima da mesa sem alguém incomodar-lhe.

– Eu nunca havia reparado. – ela deu de ombros, de repente pensando em como era uma péssima amiga. Bateu a mão na própria testa. – Ela estava aqui na festa... Você por acaso a viu?

Antes que ele pensasse em uma resposta coerente ou minimamente satisfatória, Vinicius surgiu no ambiente. Com bermuda larga e os cabelos molhados, ostentando um olhar enigmático, sentou-se entre Manuela e Bryan. Os dois nunca se deram muito bem e, algo dizia a Lohmann que as coisas dali em diante só piorariam ainda mais.

– O que pensa que está fazendo Vinicius? – a loira indagou, irritada. Ele olhou-a de soslaio, concentrando-se mais em Bryan.

– O horário de visitas acabou. Você pode sair daqui com as próprias pernas, ou voando pela a janela. A escolha é sua. – e forçou um sorrisinho.

Manuela ficou perplexa. Por essa ela realmente não estava esperando.

– O que? Ele não vai embora coisa nenhuma! – replicou, irritadiça pela intromissão e pelo tom imperativo do garoto. Quem ele pensava que era para ficar dando ordens?!

Vinicius voltou sua atenção para sua noivinha, com os olhos febris de desejo. Levou a boca até a ponta da orelha, onde lançou uma mordidinha marota e bastante sugestiva. Ela sentiu um frenesi apossar todo seu corpo lentamente. Mas não se entregou aquela caricia leviana. Ao contrário, levantou-se bruscamente e disse.

– Quer saber Bryan? Vamos dar o fora daqui. Faz tempo que a gente não sai e...

– Você não vai sair com esse idiota. – por algum motivo desconhecido e muito suspeito, o Albers estava muito calmo. Calmo até demais para o gosto afinado da garota.

Bryan olhou para a loira e em seguida para o Albers. Voltou a olhar para a garota.

– Deixa pra lá, Mannu. Outro dia a gente conversa. – ele deu de ombros e levantou-se, dirigindo-se a porta.

– O que? Não! – a garota segurou o pulso de Bryan, mas ele gentilmente se afastou. – E de qualquer modo, acho mesmo que vocês precisam conversar.

E como num passe de mágica, ele se foi. Deixando a loira completamente desamparada e sozinha... Com Vinicius. Ela respirou fundo, passando as mãos pelos cabelos. Por que ele tinha que ser tão tão imbecil e ao mesmo tempo gostoso? Revirou os olhos e, frustrada, deixou-se cair no sofá.

– Você é um idiota. – limitou-se a dizer, bufando.

Vinicius esboçou um sorrisinho, mas ele logo se desfez.

– Eu só quero saber uma coisa. – seu rosto estava bastante sério. A loira olhou-o. – Aquele carinha mais cedo... Foi você que o beijou?

– Não. – ela negou depressa. Falava a verdade. – Ele parecia que ia vomitar, eu ia ajudar ele eu juro. Mas então ele me agarrou e você chegou.

Ele franziu o cenho.

– Não teve língua?

– Por Deus Vinni! Claro que não. Você acha que eu sou assim tão fácil é? – rebateu irritada, praticamente aos gritos.

– Eu sinceramente acho que você é louca. – ele respondeu. E então voltou a olhar o apartamento. – O que está esperando para começar a limpar?

Ela o olhou como se ele sofresse algum tipo de distúrbio mental e, ao invés de responder, voltou a beijá-lo ardentemente. Não tinha coisa melhor para fazer mesmo.

Surpreso com a atitude impulsiva da garota, ele resolveu tomar as rédeas da situação para que ela não fugisse novamente. Inverteu as posições, ficando por cima dela. Segurou em seu rosto com ambas as mãos e começou a beijá-la calorosamente, explorando todo o interior de sua boca. Manuela sorriu, extasiada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.