Fofocas I Carinhos - Fic
1 Capítulo 1 - Eu e minha boca grande
Notas iniciais
Letícia POV
Eu estava achando o Mikey muito estranho ultimamente. Desde que ele foi para o colégio do irmão mais velho ele fica me dando bolo dizendo que tem que fazer atividade, parou de sair com os nossos antigos amigos, me tratava diferente quando estávamos em público, mas continuava sendo um fofo comigo quando estávamos a sós. Isso já estava começando a me preocupar, e se ele fosse viajar para nunca mais voltar, se ele tivesse uma doença gravíssima que só curasse com uma cirurgia arriscada? Eu só sei de uma coisa, eu o amava muito, então se ele fosse viajar para nunca mais voltar eu compraria uma passagem, se ele tivesse doente eu estaria lá segurando a mão dele e rezando. Eu não sou idiota e já assisti novela o suficiente para aprender que quando os homens agem diferente é porque algo o está perturbando. Um dia eu não consegui segurar as palavras e perguntei:
- Por que você anda tão diferente ultimamente? – ele pareceu um pouco surpreso com a pergunta repentina, mas mesmo assim respondeu sorrindo:
- Eu não estou diferente, é só impressão sua, bobinha – ele disse dando um beijo na minha bochecha. Eu não sei se era instinto feminino ou se era só paranóia minha, mas eu não acreditei em nenhuma palavra que ele tinha falado, mas mesmo assim deixei pra lá. Afinal, se fosse importante mesmo, o assunto voltaria a tona, aprendi isso com a minha mãe, eu só torço para que eu não saia ferida — nem ele – dessa história toda. Eu não sabia era que eu não sairia ferida dessa, eu sairia muito ferida.
Um dia eu resolvi fazer uma surpresa para ele, indo vê-lo na saída do colégio, mas a ultima coisa que eu imaginava ver era ninguém mais, ninguém menos, do que o meu namorado beijando uma piranha – de mini-saia! O pior é que ninguém pareceu se incomodar ou notar nada de novo naquela cena, então isso era uma coisa velha, só era nova para a pamonha que atendia o nome de Letícia.
Agora eu sei porque existe tanta música de dor de cotovelo de forró, isso é realmente ruim, dá uma vontade de gritar para todos ouvirem e ir arrancar todos os míseros fios de cabelo daquela loira lambida nojenta, mas a fúria não ia me vencer agora, eu não ia sair por baixo como a barraqueira do ano, eu ia falar umas verdades na cara dele e sair com o nariz empinado.
- Desculpe a intromissão, mas eu precisava dar uma informação para você – eu disse olhando com cara de nojo para Mikey.
- Ãn... Lê... você por aqui?... não é isso que você está imaginando – ele tentou se explicar em vão.
- Ainda bem que eu não preciso imaginar nada, a lógica já diz tudo — eu disse indo embora e me virei dizendo: — e não preciso te avisar que está tudo acabado, não é?
Eu fui embora de vez agora, eu sou uma boba mesmo de pensar que ele ia dar importância a uma namoradinha adolescente. Me amaldiçoei por ter me apaixonado por ele, coração maldito que não obedece a razão!
2 anos depois...
É claro que Mikey não terminou com a piriguete, como ele havia falado que ia fazer dois dias depois daquele terrível incidente, além de traidor é mentiroso, eu acho que se eu tivesse voltado com ele, como ele implorou para eu fazer, ele teria mantido aquela cachorra em segredo, eu só não entendo como o meu Mikey mudou tanto, deve ser alguma coisa daquele colégio, e nesse tempo todo minha curiosidade só fez aumentar.
Tentei nesse tempo todo esquecer ele, tentei com todas as minhas forças, até tirei tudo que me lembrava ele do meu quarto, e depois guardei tudo numa caixa, o problema é que eu não joguei a caixa fora, eu botei em baixo da minha cama e todo dia eu via todo o conteúdo da bendita caixa.
O pânico começou a me dominar quando os meus pais vieram me dizer numa linda tarde de verão (lê-se: de noite no meio da maior tempestade das férias de verão) que eu ia estudar na escola do Mikey no ano seguinte, é claro que eu não ia querer virar uma pessoa fútil, manipuladora e mudar totalmente igual a Mikey, fiquei uma semana me corroendo por dentro. Mas o dia finalmente chegou e se eu não posso evitá-lo, vou enfrentá-lo de nariz empinado e peto erguido, o pior é que falar é uma coisa, mas fazer é uma coisa completamente diferente e devo admitir que também é muito mais difícil, eu estava triste, para baixo, mas devo admitir que uma parte bem lá no fundo de meu coração adormecido e enferrujado estava na esperança de tudo voltar ao normal. Eu só não sei o quanto esse meu tolo coração irá me levar longe...
- Filha, vamos logo se não você vai chegar atrasada no seu primeiro dia de aula – minha mãe disse entrando no meu quarto e vendo que eu ainda estava de pijama.
- Mãe eu não quero ir, as pessoas de lá não são legais – eu disse fazendo cara de cachorrinho sem dono.
- Eu sei muito bem porque você não quer ir, e não é por causa das pessoas, você tem que enfrentar isso, já se passou dois anos – minha mãe disse olhando preocupada para mim.
- Mãe você não sabe nada, só porque eu não quero ir para aquela escola, por causa daquelas pessoas fúteis, não quer dizer que eu não queira ir por causa dele – eu disse me sentando na minha cama cruzando os braços bruscamente.
- Então como é que você sabe que eu estava me referindo a ele? Ãn? Seu pai e eu estamos fazendo isso para o seu bem, não queremos ter uma filha que vive se lamentando por uma caixa velha, você tem que enfrentar isso logo, e ver que tudo é só coisa do passado, conhecer gente nova, sem julgá-las antes – minha mãe falou indo embora, deixando uma dúvida imensa dentro da minha cabeça, eu odeio quando minha mãe tem razão, e ela sempre tem razão, isso me irrita.
Resolvi me arrumar logo para ir viver o meu inferno particular, ou não tão particular, chamado de escola. Eu acho melhor fazer o que a minha mãe tinha dito enfrentar aquilo, ver se era tudo do passado mesmo ou se ele ainda mexia comigo, botei uma blusa de manga justa, azul escuro, uma calça jeans colada, e meu all-star vermelho que eu uso tanto. Cheguei pronta perto da minha mãe e falei:
- Estou aqui mãe, se você quer tanto ir ao enterro da sua filha, aqui estou eu – eu disse.
- Ótimo, estava cansada de esperar – ela disse sorridente, ignorando o meu comentário provocante e foi pegar um casaco e a chave do carro.
Finalmente chegamos a Edwardsville High School, ou como eu gosto de chamar: inferninho pessoal. Desde pequena eu odeio aquele lugar, famoso pelo comportamento dos alunos, eles eram todos mesquinhos e idolatravam a popularidade. Uma coisa que eu não posso negar é que era um colégio em si bonito, parecia mais um shopping do que uma escola [N/A: A cidade Edwardsville existe e o colégio também, mas essas características são fictícias]. Atravessei o campus e a primeira coisa que eu vi quando entrei no prédio foi o irmão de Mikey, Gerard, brigando verbalmente com uma garota que eu nunca tinha visto:
-Seu canalha, os garotos vão detonar vocês no sábado – a garota disse.
- Você não vai torcer pelo time do colégio só porque eu estou nele? – Gerard rebateu.
- Não, eu vou torcer pelo time adversário porque o “meu namorado” está nele – ela disse dando destaque a parte: meu namorado, de cara deu para ver que eles já tinham tido alguma coisa.
- Eu sei que você me ama – se eu fosse essa garota eu teria dado uma tapa bem dado no rosto dele nessa hora.
Avistei Mikey encostado em um armário, olhando a cena de longe, pela expressão dele deu para ver que aquelas brigas já tinham se tornado rotina, me aproximei um pouco dele. Ele merecia pelo menos um sustinho de nada, a gente não se via há dois anos e eu tenho quase certeza que não sabia que eu tinha me matriculado nesse colégio esse ano.
- E ai? Está torcendo para quem? – perguntei chegando perto de Mikey, mas olhando diretamente para a briga.
- É óbvio que eu estou torcendo para... Espera um pouco... LETICIA? – ele gritou o meu nome depois que se virou e me viu.
- Quem mais poderia ser? – disse sarcástica apontando para mim.
- Bem, podia ser todo mundo, menos você. Desde quando você estuda aqui? – acho que ele ainda estava um pouco impressionado.
- Desde agora.
- Não tem noticia melhor que essa! Meu deus faz muito tempo que eu não te vejo... você...
- Por favor, não diga que eu cresci. — o interrompi desajeitada.
- Bem, eu ia dizer que você está linda, mas você cresceu mesmo.
- Há ha engraçadinho, se você estava com tanta saudade porque não foi lá em casa? Não seria muito esforço já que eu moro na casa vizinha a sua.
- Eu fui à sua casa, cinco vezes, mas você não me deixou entrar. — ele olhou para as mãos que mexia, nervoso.
- Ok... acho que vou embora antes que eu seja obrigada a ter que ficar no mesmo metro quadrado que a sua namoradinha – eu disse apontando para um canto do corredor de onde a Tifany, namorada, piriquete traira, nova de Mikey, estava vindo em nossa direção. No mesmo momento que eu falei isso Mikey fez uma expressão que demonstrava cansaço e se virou para onde eu tinha apontado.
- Oi amor, eu estava indo para a minha sala e resolvi passar aqui só para dar um oi – Tifany disse toda feliz e foi embora depois de dar um beijo na bochecha de Mikey.
- Ela parece ser legal, vê se não a trai também. – eu já estava indo em direção a minha sala quando a mão dele segurou o meu braço me fazendo girar e voltar a olhá-lo.
- Você sabe que não é dela que eu gosto – ele olhou diretamente nos meus olhos.
- Não é o que aparenta – eu falei fria e comecei a me virar (novamente) para ir embora, mas ele segurou (novamente) meu braço me obrigando a virar.
- Você sabe que é só você me querer de volta que eu largo ela e fico com você – dava para perceber em seu olhar que ele estava falando sério.
- Eu não sei de nada disso que você está falando. E se eu soubesse iria dizer que é melhor você ficar logo com ela porque eu nunca vou querer você de volta. — falei fria.
Ele estava pronto para rebater o que eu tinha acabado de afirmar quando ouvimos o barulho de alguma coisa se quebrando, me lembrei da briga que estava acontecendo bem próximo de onde nós estávamos conversando até então. Corremos para onde Gerard e a garota que eu ainda não sei o nome estavam. Fui acalmar Gerard e Mikey foi segurar a garota que estava procurando todos os utensílios que poderia ser encontrados em uma escola para jogar no ser cafajeste que eu estava tentando acalmar.
- Julia, você vai pagar por isso. – Gerard disse indicando a sua cabeça, que só agora eu fui perceber que estava sangrando. Acho que isso explica o barulho e o fato de ter cacos de um vaso no chão, vaso que provavelmente veio da recepção, foi arremessado por aquela garota e tinha parado diretamente na cabeça de Gerard.
- Que bagunça todo é essa aqui? Primeiro dia de aula e vocês já estão destruindo a propriedade escolar? – uma senhora que ainda não tinha sido apresentada a mim, mas que aparentemente devia ser temida por todos, explicando assim o silêncio repentino que aconteceu logo após a sua chegada...
Resultado do meu cálculo mental = ela devia ser a diretora.
– Detenção para os quatro, AGORA! – ela prosseguiu e saiu andando, imaginei que era para segui-la e a segui.
- Quatro? Que injustiça! – eu resmunguei baixo de um jeito que não fosse possível ela ter me escutado, mesmo assim continuei seguindo-a. Gerard, Mikey e a garota que deduzi que se chamava Julia, se você considerar que Gerard estava olhando diretamente para ela quando a chamou de Julia.
- Gerard Way, por favor, dirija-se a enfermaria para cuidar desse seu ferimento horrível e não fique achando que essa sua negligência será esquecida. Ela também irá, como todas as suas outras negligências, para o seu currículo escolar. – a diretora falando com cara de tédio, parecia que aquela não tinha sido a primeira nem a última vez que ela iria ter que encaminhá-lo para a detenção. – os outros me acompanhem, vou procurar um professor para ficar cuidando de vocês durante a detenção.
Seguimos a diretora até uma sala onde tinha escrito em letras azuis: Professores. Lá tinha uma mulher de aparência um pouco excêntrica sentada numa poltrona lendo um livro que eu nunca tinha visto antes.
- Professora Susie? Você poderia ficar na detenção com esses jovens? – a professora olhou entediada para nós e confirmou com a cabeça.
- Esses jovens de hoje em dia... – ela falou e saiu para a sala que devia ser a de detenção.
Eu, Mikey e Julia nos sentamos nas cadeiras do fundo da sala, apesar de todas estarem vazias. A professora Susie não se importou com isso e sentou em sua cadeira abrindo em seguida o mesmo livro que estava lendo na sala dos professores.
- Não se preocupe, detenção com a Susie é fácil, ela nos deixa conversar porque acha que devemos discutir porque estamos em detenção com pessoas da nossa idade para aprendermos a nos comportar melhor. – Mikey puxou conversa comigo.
- Qual é a linha de raciocínio que isso segue? — se a detenção não era uma punição o que faria os alunos se redimirem dos seus erros?
- Eu ainda não descobri. — ele olhou pensativo para o teto de uma forma engraçda.
- Você freqüenta tanto a detenção para saber de todas essas ciosas?
- Aqui é todo dia assim! – eu entendi que ele estava se referindo as brigas e fiz uma cara de espanto. Ele riu quando viu a minha careta.
- Quer dizer que todo dia eu vou levar detenção sem ter culpa?
- Só se você tiver sorte, geralmente você vem tendo culpa e assim é pior pode ter certeza.
- Você está começando a me convencer a sair dessa escola, acho melhor mudarmos de assunto. Porque essa tal de Julia estava tentando matar o seu irmão? – falei baixo para a garota não ouvir.
- Ah! Isso é porque ela e meu irmão já foram namorados, o famoso casal do colégio, eles gostavam um do outro desde a educação infantil e certo dia ela descobriu que ele traia ela com três garotas ao mesmo tempo. Depois da briga deles o colégio se dividiu em dois blocos enormes (o do Gerard e o da Julia) não existe meio termo ou você apóia um ou outro. E eles vivem brigando em tudo, mas como já se passou uns três anos eu acho que agora é tudo encenação mesmo. A briga de hoje eu acho que só serviu para mostrar que nada mudou do ano passado para esse.
- Nossa, o seu irmão faz você parecer um santo. Espere um momento, você não me traia com outra garota não é? – agora eu estava meio em dúvida em relação a isso, se safadice EXTREMA (percebam o extremo) fosse de família? Ninguém sabe... -
Não – ele falou seco ao mesmo tempo em que uma expressão séria e fria invadia o seu rosto.
- Bom mesmo, viu? – meu tom foi de ameaça e brincadeira– se fosse assim eu não te perdoaria nunca!
- Você estava pensando em me perdoar? – um brilho novo apareceu nos seus olhos.
- Um pouco... Digamos que a sua sentença passou de perpétua para uns 50 anos, quem sabe essa sentença diminui mais...
- Olhe que eu vou cobrar viu?
- Você não me esperaria por 50 anos – revirei os olhos.
- Se você acha isso, então você não me conhece... — ele falou misterioso.
- Então pode ficar ai com seus mistérios que eu tenho coisas melhores para fazer. – levantei-me e fui em direção da garota que estava em detenção conosco, ela estava com a cabeça deitada na mesa com uma expressão que poderia ser de sono ou chateação.– oi, meu nome é Letícia, posso te ajudar? Você está bem?
- Oi, meu nome é Julia, eu estou bem, essa minha cara é só resultado de uma noite mal dormida.
- Está bem.
Silêncio
- Se por acaso você estiver interessada no Way, é melhor desistir, eles não são muito fiéis... – ela ficou pensativa novamente.
- Quem? O Mikey? Pode acreditar que eu já senti isso na pele... – me sentei ao lado dela.
- O que você quer dizer com isso? — ela levantou a cabeça que estava deitada na carteira, agora, mais interessada na conversa.
- Sabe a namorada dele nesse momento? – ela confirmou com a cabeça. – bem, digamos que eu já estive no lugar dela.
- Então quer dizer que você é aquela garota que o Mikey traiu com a Tifany? – eu fiz uma cara de: como você sabe disso? Mas nem precisei perguntar, ela mesma já concluiu: – você sabe não é? Cidade pequena todo mundo sabe do que acontece na vida de todo mundo.
- Ah! É eu sou mesmo aquela garota – abaixei os olhos, triste.
- Largou ele?
- Claro, eu não sou de levar chifre.
- Duas – nós começamos a rir da situação. Duas garotas que não se conhecem ficarem lamentando as mágoas que já sofreram por causa de dois irmãos safados é mesmo hilário. – gostei de você, qualquer dia nós conversamos mais – Julia finalizou a nossa longa conversa me dando um tchau e saindo da detenção. Nem tinha escutado o toque.
Na conversa que tivemos, ela tentou algumas vezes me convencer a entrar para o seu lado do colégio, mas desde o momento que Mikey tinha falado dessa divisão idiota eu resolvi não tomar partido, não ir para nenhum dos lados, simplesmente ficar na minha, eu não tomo partido em brigas que não são minhas.
Já tinha pegado os horários e resolvi ir logo para a minha próxima aula.
- E ai? Virou BFF? – Mikey chegou atrás de mim furioso. Logo vi que ele estava se referindo a minha conversa com a Julia.
- Não, ela só foi gentil comigo. E porque eu estou te respondendo isso? Você não tem nada a ver com a minha vida, ou com as amizades que eu faço. Agora por favor, me deixe em paz. – me virei e sai andando furiosa pelo corredor, mas Mikey segurou o meu braço e me virou para que eu olhasse para ele.
- Essa garota pode ser gentil e legal, mas também manipuladora e pode fazer coisas horríveis quando quer. – agora o olhar dele estava mais furioso ainda e estava me dando medo.
- Que peça o destino nos prega, olha quem está tentando me proteger da dor – eu disse apontando mais furiosa ainda para ele.
- Por favor, não esfregue na minha cara os meus erros do passado.
- OLHE SE VOCÊ ACHA QUE EU VOU SAIR TE PERDOANDO E FAZENDO TUDO QUE VOCÊ ME MANDAR FAZER, SÓ PORQUE EU AINDA GOSTO UM POUQUINHO DE VOCÊ, ENTÃO VOCÊ ESTÁ MUITO ENGANADO. – merda, eu e minha boca grande.
- O que você disse?
- Nada, eu não disse nada, agora vá embora e me esqueça – eu me virei para ir embora, mas ele me virou bruscamente. Senti os seus lábios encostando-se aos meus.
CONTINUA...
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