Fobias

14 Parque de Diversões - Parte 1


Notas iniciais
Me desculpem a demora para postar o capítulo!! x_x

Era um belo dia de sol, num animado domingo. Vozes de todas as idades falavam ao mesmo tempo enquanto as duas adentravam o portão do parque de diversões.

-Não é lindo? –Naehe puxava o pulso de Sarae- Pena que só vai ficar esta semana aqui... Seria ótimo vir todo o domingo nesse lugar tão alegre!

-Como você está animada, Naê. –Sarae disse, alcançando a garota- Parece até uma criança.

-Hoje podemos ser crianças o quanto quisermos. –Naehe disse, indo um pouco mais devagar para ficar ao lado de Sarae- Vai ser ótimo: um domingo ensolarado, num parque de diversões, sem aqueles garotos todos do colégio. Podemos falar do que quisermos, não é ótimo?

-É, parece legal. –Sarae disse, nem tão animada- Não curto muito esse negócio de parque colorido, sabe?

-Ah, você tem que relaxar, Sara. Vai ser muito divertido. – Naehe disse levando a amiga para a entrada de uma montanha russa- Alec disse que estaria ocupado e Daren e Idan queriam ficar sozinhos. É impossível de virmos todos para esse parque no mesmo dia.

-Ok. –Sarae entrou no carrinho da montanha russa com Naehe.

Depois de andarem em três montanhas russas diferentes, Sarae estava se sentindo mal. As duas foram até o posto médico, que estava quase vazio. Esperaram por um tempo, até que entraram na sala do médico para perguntar quanto tempo demoraria.

-Mas... O quê? –Naehe ficou parada.

Na sala estava um garotinho de uns oito anos com um pano com gelo encostado no braço meio inchado. Do seu lado estava Alec usando um jaleco branco, sorrindo para ele e dizendo que deveria tomar mais cuidado. O garotinho saiu da sala e Alec olhou as duas.

-Alec? –Naehe acompanhou Sarae até a cadeira e se sentou no lado.

-Oi gente, bom ver vocês aqui. –ele sorriu- O que houve com a Sara?

-Acho que vou vomitar...

Ele se virou e pegou um remédio da mesa. Colocou-o num copo e misturou com um pouco de água. Voltou-se para elas e entregou o copo. Minutos depois Sarae se sentia melhor.

-Obrigada Alec. –ela agradeceu, dando o copo a ele.

-De anda. –ele olhou para Naehe, que parecia espantada- O que houve Naeh?

-O que você faz aqui? –ela perguntou sem se importar muito com os modos.

-Ah, tenho um amigo que trabalha aqui. Quando ele me pediu para ajudar no porto médico, eu aceitei. Afinal, não tenho nada melhor para fazer. –ele riu- E ele me deixa usar esse jaleco engraçado de médico.

-Mas que coincidência nos encontrarmos aqui. –Sarae disse, já com um sorriso.

-Com certeza. –Alec bocejou- Aqui tá tãão parado hoje.

-Se quiser pode vir com a gente. –Sarae convidou.

- E nós viemos especialmente para ficar longe do povo do colégio... –Naehe suspirou.

Depois de falar com o outro enfermeiro, Alec deixou o jaleco na mesa e saiu com elas.

-Espero não atrapalhar vocês. –ele disse com as mãos nos bolsos.

-Não, sem problemas. –Naehe disse, desviando o olhar para uma barraquinha.

Andaram e conversaram, até que a barriga de Naehe roncasse.

-Epa. –ela disse, com um sorriso sem graça.

-Haha, está com fome, Naê? –Sarae disse, cutucando a barriga dela.

-Um pouquinho...

-Eu também. –Alec disse- Vamos naquela barraca de comida ali. –ele apontou.

-Ok. –as duas concordaram.

Enquanto comiam sentados em uma mesa na praça de alimentação, Sarae desviou a atenção toda hora para uma mesa ali perto.

-Que houve, Sara? –Alec disse, olhando a garota.

-Eu vi aquela mesa ali do lado... Vocês não perceberam que aqueles dali parecem o Daren e o Idan?

-Ih, lá vai mais gente pra tirar a paz do nosso final de semana. –Naehe suspirou.

Os três olharam para a mesa vizinha. Lá estavam dois garotos sentados juntos dividindo uma taça de sorvete.

-São eles mesmo. –Alec disse, deitando a cabeça na mesa.

-Tem certeza? Não quero ir falar com eles e confundir com outras pessoas. –Naehe disse envergonhada.

-Quem mais usaria uma capa preta num parque de diversões? –Sarae perguntou.

O casal da outra mesa parecia nem ouvi-los, mesmo de tão perto uma mesa da outra.

-Daren, você se sujou de sorvete de novo. –Idan disse, rindo e limpando o queixo do outro com um guardanapo.

Enquanto eles riam, Daren sentiu algo bater nele. Quando viu, alguém havia jogado um pãozinho nele.

-Acertei! –Alec comemorou.

Daren e Idan viraram-se para trás, se espantando ao ver os outros três. Naehe e Alec puseram-se a rir.

-O que vocês estão fazendo aqui? –Idan perguntou.

-Viemos aproveitar o parque. Convidamos vocês, mas disseram que queriam ficar sozinhos. –Sarae disse, terminando de tomar o suco.

-Ahn, um tempo sozinhos, né? –Alec deu um sorrisinho- O que vocês fazem nesses “tempos sozinhos”, hein? –ele voltou a rir.

-A-Alec! –Idan disse, com o rosto corado.

Sarae e Naehe riram também, deixando Idan e Daren envergonhados.

-Beleza, vão ficar só zoando com a gente? –Daren disse impaciente.

-Haha, foi mal. — Alec parou de rir, ainda sorrindo.

Passaram o resto do dia juntos os cinco, indo a todos os brinquedos possíveis e impossíveis.

-Olhem! –Naehe apontou uma casa alta e preta meio separada do resto dos brinquedos.

Era grande e tinha alguns detalhes das juntas de roxo escuro. A porta de entrada estava quase coberta pelas plantas caídas e meio secas. Uma placa presa ao chão estava capenga ao lado da entrada e se lia claramente em vermelho “Brinquedo Quebrado”.

-Esse é o brinquedo que foi fechado por causa de acidentes de quem estava lá, não é? –Sarae disse, examinando a alta porta de entrada- Era um trem-fantasma.

-Sim, sim. Contam até diversas histórias dos fantasmas das crianças que morreram aí. –Alec disse, sorrindo sadicamente.

-Ah, não... A-Alec, você está pensando em entrar? –Idan gaguejou.

-Não estou só pensando, como vou entrar! –ele disse, se aproximando da porta- Alguém comigo?

-Eu vou. –Naehe se juntou a ele- Parece divertido!

-Vou também. –Sarae disse hesitando um pouco- Afinal, viemos até esse parque para nos divertimos.

-Já que vão todos, vamos Ida... –Daren parou ao olhar Idan- O que foi Idan?

-Eu... Não sei se vou entrar... Ninguém garante que as luzes daí ainda funcionem e... E... –ele desviava o olhar para umas samambaias dali de perto.

-Não se preocupe. –Daren entrelaçou o braço pelos ombros do loiro- Se não quiser entrar eu fico aqui com você.

-É Ida, não tem problema nenhum. –Naehe sorriu, apoiando-se na porta.

Idan hesitou, esperou, olhou para a porta várias vezes. Enquanto ele decidia, Alec, Daren e Naehe abriam a pesada porta.

-Ufa, finalmente! –Alec disse, tossindo pela poeira que levantaram.

Naehe entrou um pouco no brinquedo e, depois de apalpar a parede por uns instantes, achou o interruptor de luz. Ligou-o e este fez um barulho de gerador de força quase quebrado, acendendo luz por luz do vasto corredor.

Todos olharam impressionados para dentro e não resistiram a dar uma fuçada. Um carrinho vermelho tinha na parte dianteira desenhada o rosto de um demônio. Ele estava pronto para seguir a estradinha de ferro que seguia o corredor.

-Será que ainda funciona? –Alec disse, apontando uma alavanca enferrujada ali perto.

-Cabe todo mundo dentro desse carinho? –Daren examinava os bancos revestidos em vermelho que já estavam empoeirados.

-Deixa eu ver... –Idan entrou no carrinho de brincadeira, ajeitando-se no banco- Só não puxa isso daí, Alec! –ele disse, olhando a alavanca que ainda estava longe do garoto.

-Ok, pode deixar.

Cada um olhava uma coisa diferente. Era um lugar bem assustador ali, mesmo coma s luzes ligadas. O silêncio foi quebrado por novamente um barulho de gerador, como se alguém tivesse ligado algo.

-Alec, você puxou a alavanca? –Daren perguntou irritado.

-Não! –Alec disse, se mostrando longe daquela.

-Gente, me ajudem! Fiquei preso! –Idan empurrava a barra de segurança de aço, mas esta não se movia.

Antes que alguém pudesse se aproximar para ajudar o loiro, o carrinho já se movia lentamente para frente. A velocidade foi aumentando e aumentando, até que Idan desaparecesse no vasto corredor escuro, deixando como rastro somente seu grito assustado.

Notas finais
Brinquedo do demo gente :x