Fobias
16 Parque de Diversões - Parte 3
Alec segurou firmemente a arma de brinquedo e olhou para os lados. A sala estava em um silêncio completo. Ele deu um passo e já pisou num outro papel. Olhou para baixo, estava escrito:
“Cuidado, nunca baixe a guarda!”
-O quê? –ele chutou o papel.
Antes que pudesse se virar, levou um chute nas costas. Caiu no chão e só parou quando chegou à outra parede. Assustado, se levantou apressadamente.
Um homem de uniforme de guarda de segurança encarava-o, apontando uma arma para ele.
-Ei, isso não vale! Ele tem uma arma e eu tenho um atirador de alguma-coisa-de-borracha? –Alec reclamou.
O homem apontou para Alec e atirou. Por pouco Alec escapa, olhando assustado para a parede furada. Ele atira no homem, mas de sua arma só sai um esguicho d’água que faz Alec escorregar e cair sentado.
[OFF, comentário de Alec.
Alec: Vá para o inferno, autora! ¬¬
Eu: Também te amo, Alec ^^
Fim de OFF.]
O homem avança, mirando novamente em Alec. Este se espanta e toma a decisão mais corajosa: sai correndo pelos corredores.
“Essa droga de corredor não acaba nunca?”, se perguntou, já ficando cansado. Ainda correndo ele ouve o som de tiros, mas nenhum acertando-o, graças as diversas curvas no corredor. Freou desajeitosamente e pulou para dentro de uma porta meio aberta que encontrou. Fechou-a, segurando com as costas e suspirou aliviado.
Sarae estava sentada ao lado da alavanca, esperando alguém chegar. Nenhum sinal de vida saía dos corredores e na medida em que o tempo passava ela ia ficando cada vez mais preocupada. A porta do brinquedo estava aberta, deixando a luz forte do dia entrar.
Ela suspirou solitária. Espantou-se com um dueto de gritos aterrorizados vindo de dentro dos profundos e escuros corredores.
-São as vozes de Daren e Naehe. –ela virou a cabeça para tentar ver algo através da escuridão- O que eu faço Dwari?
Ela abraçou sua pelúcia firmemente, encolhida e sem poder fazer nada.
Idan parou quando se viu dentro de outra sala. Era espaçosa e iluminada, somente isso já o deixou feliz. Teve que ficar ali parado olhando tudo por uns minutos até se tocar de que estava em uma espécie de sala de controles. Olhou para os lados e viu que estava sozinho. Só ele e os grandes computadores e máquinas.
Perguntava-se quem poderia tê-lo chamado, se ali estava vazio, mas afastou seus pensamentos ao encontrar na tela dum computador as salas sendo filmadas. Quando avistou a sala em que Daren e Naehe estavam, abriu um sorriso de orelha a orelha. Ficou feliz em achar também a sala em que Alec estava.
-Não se preocupe pessoal, estou indo ajudá-los! –ele sorriu- Só não sei como vou chegar lá. –disse, cansado.
Alec havia corrido até o outro lado da sala e tentava abrir outra porta que ali estava. Fez de tudo, mas aquilo não queria abrir. Ouviu um som de alguém chutando uma porta. Assustado, virou-se devagar para trás.
O homem apontava-lhe a arma novamente. Alec já estava cansado, de correr, de espancar a porta, cansado daquele jogo e daquele cara. Olhou para suas mãos e reparou que ainda carregava consigo a arma de brinquedo.
-Vai ter que servir.
Ele suspirou longamente e, olhou o homem uns metros á sua frente. Preparou-se e, quando o outro ia dar um tiro, desviou correndo. Alcançou o outro com dificuldade e acertou o homem na nuca. Antes que este ficasse desacordado, atirou.
A bala passou de raspão no ombro de Alec, fazendo um corte em sua manga e seu ombro sangrar.
-Droga... –ele cobriu o ferimento com uma das mãos e saiu passou pelo lado do desacordado, correndo pelos corredores novamente.
-DAREN! –Idan pulou nele, abraçando o garoto fortemente.
-I-Idan? –Daren retribuiu o abraço- Onde você estava?
O loiro não respondeu, continuou abraçando o outro. Naehe olhou os dois sorrindo.
Pouco antes de Idan chegar havia ligado as luzes. Agora que o caminho estava claro, podiam enxergar por onde andavam. Naehe desceu do carrinho e foi andando pela trilha de ferro imunda, seguida por Daren e Idan.
Quando avistaram Sarae lá, sentadinha do lado da alavanca, correram e abraçaram-na. Ela olhou-os surpresa.
-Mas o quê? Como acharam o caminho de volta? O que houve lá? –ela perguntava, olhando as luzes do corredor que já haviam apagado novamente.
-É uma longa história Sara, uma longa história. –Naehe sorriu.
-Com certeza. –Idan riu.
-Mas gente, espera... Cadê o Alec? –Sarae olhou para os lados, verificando de o garoto não tinha vindo junto.
-É verdade! –Daren se espantou- O Alec sumiu quando saiu do carrinho... Para onde ele foi?
-Não faço a mínima idéia. Tem um monte de salas diferentes nessa joça de brinquedo. –Idan reclamou.
-Gente... –Naehe encolheu-se olhando o corredor escuro- Onde está o Alec...?
Uma onda de silêncio fez os quatro ficarem num clima pesado. Não conseguiam nem olhar um pra cara do outro. Eles levaram um susto quando um som metálico soou pelo corredor e chegou até eles. Fixaram o olhar para a escuridão.
Uma sombra surgiu no meio do silêncio na frente deles.
-Credo, isso daqui é mais velho que o colégio, acho que quebrei um cano ali atrás sem querer. –Alec disse, olhando os quatro- E aí galera?
-Alec!! –os quatro pularam e abraçaram-no.
-Hei, hei gente! Cuidado, tô todo quebrado aqui. –ele riu, descobrindo a mão do ferimento.
-Alec, o que aconteceu? –Naehe perguntou assustada.
-Nada de mais. –ele sorriu- Só um arranhão, não se preocupe.
Os quatro não cessaram de fazer perguntas uns aos outros durante a passada ao posto médico, onde trataram da ferida de Alec. Muitas respostas foram deixadas voando, pois algumas coisas não se tinham explicação.
O sol já estava se pondo quando eles saíram do parque juntos. Despediram-se no portão.
-Vem Idan, eu te levo pra casa. –Daren bagunçou o cabelo do loiro que riu e o acompanhou.
-Tenho que correr, vou ser repreendida se me atrasar pro jantar! –Sarae disse, despedindo-se de Alec e Naehe e correndo.
Os dois que sobraram andavam juntos pelas ruas quase vazias.
-Nossa, que dia. Né, Naê? –Alec disse futucando o esparadrapo em seu ombro.
-Aham. –ela respondeu baixo.
-Sabe de uma coisa?
-O quê?
-Acho que depois de hoje vão precisar inventar uma nova fobia para parques de diversão. –ele sorriu, pondo as mãos na nuca.
-E como se chamaria? –ela deu um doce sorriso- Parquefobia? –riu
-Bem que podia ser. –Alec cutucou a garota e riu junto dela.
Notas finais
Próximo capítulo vai ser melhor, prometo ^^
(ou será que não? o_õ)
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