Flying In Blue Jay Way

1 why dont we do it in the road?


[POV LEAH]

É, estamos eu e Jim aqui em São Francisco. Mas está na hora de ir.

– Jim! Vamos logo, porra!

Ele terminava de fumar sua maconha, mas isso estava demorando demais.

– Você fica aí usando essas drogas e vai perder a carona...

– Ah, como se você não usasse... – disse Jim, fazendo um esforço para se levantar e chegar até o nosso carro. Nosso carro que estava em péssimo estado. Mas dava pra ir até Blue Jay Way.

Entramos no carro e como eu estava mais normal, fui dirigindo.

– O que tem demais nessa Blue Jay Way, Leah? – perguntou Jim

– Todos dizem que Janis e Jimi são de lá.

– Mas a Janis não é do sul?

– E nós não estamos no sul, porra?

– Eu sei lá...

Nós dois demos risada e continuamos viagem em silêncio. Fiquei pensando no que tinha demais em Blue Jay Way... Eu sabia que Janis e Jimi não eram de lá. Aliás, ninguém famoso era de Blue Jay Way. Minha mãe havia me falado daquela cidade uma vez... Disse que todos que queriam viajar para algum lugar desconhecido iam pra lá. Não sei se lá é um ponto de venda de drogas... Mas acho que ela se referia à viagem até cidade, não para outro plano espiritual.

Um tempo depois, vi uma menina, com um vestido florido, cabelos loiros bagunçados, óculos redondos, sentada na beira da estrada olhando para o alto.

– Hei, você precisa de carona pra algum lugar? – perguntei, encostando o carro.

– Hm... Não... Eu só fui abandonada aqui.

– Como assim? – perguntou Jim, pulando a porta do carro.

– Os merdas dos meus amigos estavam indo pra Nova York e me deixaram aqui.

– Nova York não é pro outro lado?

-- Ah, sei lá...

– Ah, vamos, sobe aí e vamos com a gente. – eu disse

– Pra onde?

– Blue Jay Way.

– Você está indo pra cidade mais louca dos Estados Unidos?

– Hm... Acredito que esteja. Mas vamos logo, porra.

Ela pulou a porta do carro com a ajuda de Jim, que subiu em seguida.

– Ah, é, qual é o seu nome mesmo?

– É Sadie Clearwater.

Eu liguei o carro e lá fomos nós para a cidade que era a mais louca dos Estados Unidos.

[POV JIM]

– Alguém quer? – eu ofereci um pouco de Coca com ácido.

– O que tem nessa merda, Jimmy? – perguntou Leah

– Só ácido. Juro. – eu já tinha oferecido a ela uma bebida com ácido e Rophynol. Ela caiu no chão depois de tomar o copo inteiro e foi pro hospital. Sorte minha ela não ter me matado.

– Eu vou querer! – disse a tal Sadie. Eu a entreguei o copo – Então vocês namoram... – tomou um gole –... Ou só se fodem mesmo?

– Não nos fodemos nem namoramos. Somos só amigos, certo Jim?

– Certo. Nos conhecemos lá em São Francisco. Ela estava na rua cantando uma música do The Doors e eu estava tocando no violão a mesma música, no mesmo ritmo que ela cantava. Foi simplesmente o destino. Tentamos alguma coisa além da amizade, mas realmente nosso destino é parceria musical e nas drogas ferradas. – eu e Leah demos risada.

– Eu não tenho nenhuma porra de amigo, nem parceiro musical ou de drogas ferradas. Só tinha aqueles merdas que me deixaram pra trás.

– Por que eles te abandonaram, Sadie? – eu perguntei

– Eu estava em paz, tomando meu ácido e quando me dei conta, estava na estrada. Quem sabe me botaram pra fora, quem sabe eu saí do ônibus...

– Vocês tinham um ônibus? – perguntou Leah, espantada.

– Sim. Era um ônibus lindo... Colorido, absolutamente colorido. Só eu me lembro de quando pintamos aquele ônibus, assim que o pegamos. Eu não estava tão maluca quanto o resto do pessoal, podia lembrar de gente pintando o ônibus, gente usando cocaína e todos os tipos de drogas, gente se fodendo, gente pulando... Eu estava no meio das drogas... Normalmente, eu era mais maluca de todos, mas naquele dia tiraram as minhas drogas de mim.

Eu olhei espantado pra ela. Tirei meus óculos que me faziam enxergar tudo distorcido e vi a cara dela. Ela me parecia familiar...

– Mas porque vocês precisavam de um ônibus?

– Era muita gente na banda... Precisávamos de um ônibus.

– Uma banda... Hei, você é a vocalista da... Silver Hammer, certo?

– É, isso mesmo.

– Eu sabia que reconhecia sua cara de algum lugar... Vocês tocavam no Huh? Cafe, lá em São Francisco, certo?

– Isso mesmo.

– Caralho, é você mesma! Agora que você não sai do carro! – disse Leah – Eu sua fã, porra! Nós todos vamos até Blue Jay Way!

E continuamos a viagem, gritando para ninguém... Como aquilo era bom!

[POV SADIE]

– Caralho, eu tenho fãs e nem sabia! – eu disse. Aqueles caras eram bem normais comparado ao resto da Silver...

– É, você tem uma fã devota que ia todo dia ao Huh? Café pra assistir vocês. – disse Leah

– Você também, Jim?

– É, nós frequentávamos o clube sempre...

– HEY! VOCÊ! Para o carro, Leah...

Eu tinha visto um cara acenando, pedindo carona. Assim que paramos o carro, ele parou e olhou pra gente.

– Hey, cara, precisa de carona pra onde? – perguntou Jim, acendendo mais um cigarro.

– Pra porra de Blue Jay Way. Mas parece que ninguém vai pra lá...

– Nós três vamos. – eu disse – Sobe aí e vamos lá!

Ele abriu um sorriso. Um sorriso bem feio, aliás. Dentes de inglês.

– Você é da Inglaterra, hm... Qual é seu nome?

– Matt Buelberg.

– Ah, tá. Eu sou Sadie, ela é a Leah e ele é o Jim.

– Falou então... E eu sou da Inglaterra, sim. Aquela porra de país... Não tem nada que preste por lá.

– Aham, vai contando sua história no caminho porque a gente ta perdendo tempo... – disse Leah, ligando o carro.

E lá fomos nós de novo. Sabíamos nosso destino, e não cabia mais ninguém no carro. Éramos nós até o caminho pra Blue Jay Way. O que iria acontecer?

Notas finais
essa vai ser uma looooooooonga história. vou postar toda terça, eu acho. farei o possivél 8D. obg por ler