Antes de eles chegarem ao começo da feira os cavalos mestiços de Stella estavam dentro da feira à procura deles e Stella assoviou e os animais vieram em direção dele e ela saltou para cima do enorme animal e fugiu dali olhando ara trás e certificando que os outros dois pegaram o pai e Caleb que corriam em alta velocidade por entre as barracas e pessoas que jogavam coisas e tentavam segurar os cabelos a força.

—- Eu teria ficado mais tempo, mas ser famoso é complicado! – disse Steve desviando de uma tenda aberta.

Eles fugiram para fora da feira o mais rápido que conseguiram e pararam dentro de uma floresta de pinheiros secos e Stella encarou a sua volta em desespero e a direção da feira e começou a chorar.

—- A gente estava tão perto... – disse ela colocando ambas as mãos do rosto e soluçava e Steve a tirou do cavalo e abraçou a filha que chorava copiosamente e encarou Caleb que desceu do cavalo e os encarava.

—- Ela passou por muita coisa nos últimos meses – murmurou Caleb tocando o cabelo de Stella -- A ultima coisa que ela precisava era de uma multidão de imbecis correndo atrás dela – disse ele olhando em direção a feira.

—- Outra coisa que eu não faço certo em meses – disse Stella se soltado dos braços do pai e limpando as lágrimas de seus olhos e bochechas e se afastou um pouco olhando na direção da feira de bizarrices ali.

—- A única coisa que nos resta agora é tentar refazer os últimos passos da mamãe a partir da pista que tivemos na gráfica – disse ela olhando para o desenho do panfleto, mas sem realmente acreditar nele.

—- Acho que deveríamos ir pra casa... – murmurou Steve Ryan a filha que o encarou furiosamente.

– Você quer desistir?! – gritou ela assustando Caleb e o pai que encarou a filha impressionado com a raiva dela.

—- Estivemos fora por muito tempo Stella e seriamos mais sábios em voltar para casa e descansar – disse ele

Stella rosnou chutando uma pedra ali próximo e se sentou numa rocha que tinha ali procurando se acalmar

—- Steele, prometo que nós não vamos desistir, mas concordo com o Steve precisamos de descanso – disse

Stella encarou Caleb com os olhos ainda úmidos pelo choro, mas concordou ambos precisavam descansar.

Eles pegaram as bagagens e se disfarçaram de viajantes comuns e voltaram para a feira, já que a próxima cidade era muito longe e além deles os cavalos também precisavam de descanso, todos precisavam disso.

Ao chegarem novamente na entrada da cidade a procura de uma estalagem Steve parou no caminho.

—- Vou ficar algum tempo aqui fora, a estalagem fica há alguns quarteirões logo encontro vocês dois – disse.

—- Seu pai é tão dramático às vezes – murmurou Caleb a Stella enquanto iam até a estalagem próxima.

—- Concordo plenamente – disse Stella olhando para trás e vendo o pai se misturar com as pessoas dali.

Algumas horas mais tarde, no meio da madrugada, Stella, Caleb e Steve estavam no povoado do castelo de Inácia e assim que passaram pelos portões que por incrível que pareça não tinha guardas estranharam.

—- Inácia? – disse Stella assim que desceu do cavalo e abriu a porta do castelo e a viu surgir no corredor.

—- Stella? Oh minha nossa sejam bem – vindos ao meu reino – disse ela indo em direção a eles sorrindo feliz

Stella sorriu e abraçou a mulher de cabelos esverdeados e ela retribuiu o abraço fortemente ainda sorrindo

—- Alguma novidade na busca por sua mãe? – perguntou Inácia tocando o rosto de Stella que negou triste.

—- Seu castelo está ficando magnífico – disse Stella olhando para as torres de mármore e Inácia riu alto.

—- É um trabalho exaustivo, mas estamos progredindo há algum tempo – disse Inácia olhando para a “casa”

—- Vamos entrem, vocês devem estar exaustos da viagem – disse ela indicando a porta aberta e Caleb riu.

—- Você não faz ideia – murmurou Caleb e Stella lhe deu um tapa e ele riu da amiga – Falei a verdade ué.

—- Onde está seu pai? – perguntou Inácia notando que Steve Ryan não estava com eles e Stella suspirou.

—- Meu pai quis andar pelo povoado sozinho, ainda está processando o acontecido e acha que se passando por turista e falando com as pessoas do povoado vai encontrar alguma pista sobre o paradeiro da mamãe.

—- Caleb, pode ir até a sala de banho, preciso conversar a sós com a Stella – disse Inácia e Caleb assentiu.

Stella caminhou com Inácia para os fundos do castelo e dentro de uma grande sala viu o marido de Inácia, o príncipe demônio dormindo dentro do que parecia ser um caixão de cristal mágico e respirou fundo.

—- Parece que seus encantos mágicos estão demorando para surtir efeito – disse Stella ano notar um pouco do que parecia ser “pó mágico” em volta do cristal do príncipe demônio e Inácia assentiu entristecida.

—- Não sei mais o que fazer, estou tentando de tudo um pouco para trazer ele de volta – murmurou – Assim como você tentando procurar a sua mãe incansavelmente – disse Inácia tocando o ombro de Stella.

—- Entendo perfeitamente – murmurou Stella olhando para o corpo do homem que jazia a sua frente.

—- Venha, vamos te levar para os seus aposentos – disse Inácia levando Stella dali e a garota suspirou a acompanhando e depois de alguns metros de onde estavam Inácia abriu uma grande porta branca.

—- Receio que não vou ter quartos o suficiente para vocês dois, já que metade de meu castelo foi demolido, mas tem esse aqui que está razoavelmente pronto para uma estadia, se não se importam em dividi – lo.

—- Não se importe com luxo Inácia – disse Stella sorrindo ao olhar para o ambiente um pouco bagunçado.

—- Estou feliz de finalmente depois de meses na estrada poder dormir numa cama de verdade – disse Caleb.

Uma nuvem branca apareceu flutuando no quarto assustando Caleb que ficou em posição de defesa.

—- Oh, não se assustem, é apenas um encanto para manter a Athenodora confortável e próxima de mim.

-- Você tem certeza de que esse bebê não vai virar um monstro como antes? – perguntou Caleb a Inácia.

—- Claro que não – disse Inácia tocando o rosto da filha que dormia profundamente – Eu espero que não.

Stella suspirou e saiu dali, precisava além de um banho demorado pensar em onde a mãe poderia estar.

Assim que saiu da casa de banho com a roupa trocada e secava seus cabelos numa toalha encontrou Alaric.

—- Alaric, por favor, preciso que você responda algumas perguntas que venho me fazendo há meses – disse.

—- Diga – disse Alaric subindo em cima da mesa do que seria um escritório e Stella se aproximou dele.

—- Creio que a razão pelo qual as pistas para encontrar a minha mãe estão cada vez mais difíceis foi porque aconteceu alguma coisa antes que eu pudesse chegar na dimensão mágica onde ela estava reclusa.

—- E você não se lembra como voltou de lá certo? – supôs Alaric e eu apenas assenti e respirei fundo.

—- Sabe me dizer o que a magia fez com minhas memórias e com a minha mãe? – perguntou Stella a Alaric.

—- Pra inicio de conversa, o que você uma adolescente de quinze anos estava fazendo na dimensão mágica?

—- Eu tive que ir até lá para encontrar a minha mãe! – gritou Stella se afastando bruscamente da mesa.

—- Você foi mandada pra lá quando Sharkbear atacou o reino e isso foi muito, mais muito errado, é muito perigoso ir até a dimensão mágica e você Stella correu um serio risco e se arriscou novamente, agora sua mãe está em extremo perigo, pois não sabemos o que a magia faz com quem passa tempo demais nela.

Na lavanderia do castelo Inácia separa algumas roupas de cama com a ajuda de Caleb e os dois conversam.

—- Estou tão preocupada com a Stella... – começou Inácia dobrando um lençol verde claro -- Se Stella não teve êxito nem procurando a Valerie sem usar magia isso não me parece ser uma boa noticia – disse ela.

—- Ela estava na dimensão mágica e perdeu a mãe depois que a encontrou, não sei houve algum incidente ou algum tipo de interferência no salvamento da antiga rainha Valerie e a Stella não se lembra do motivo.

—- Isso não muda muita coisa Caleb, apenas coloca mais duvidas e suposições na situação – disse Inácia entregando as roupas de camas para Caleb e suspira encarando o garoto que está pensativo – Tenho medo de que alguma coisa horrível tenha acontecido com Valerie e com isso indica que algo pior está a caminho.