Fly
2 Capítulo 2
Não tinha como a aula ser pior. Como de costume, o professor, falou, falou, e falou mais um pouco, o que seria bom se o assunto não fosse à peça que os formandos apresentam no meio do ano letivo, quando as férias estão prestes a começar.
O problema resumidamente é: Harry Judd estará na peça.
Não que isso seja para mim, até porque, ele nem sabe que eu existo, mais sim um problema para Gaby. Há um ano mais ou menos, ela e ele eram bem mais do que amigos, eles estavam tendo um tipo de romance não assumido, saindo pelos bares de noite, se pegando em salas vazias e coisas do tipo, mais eu não estava feliz com isso, afinal para mim, ele não passava de um idiota querendo chamar a atenção. Estava tudo bem até o menino que até então eu julgava idiota começar a me chamar a atenção, fosse pelo cabelo bem arrumado,ou com o corpo bem definido.
Mesmo que me custasse minutos a menos de conversa com
a minha melhor amiga, eu passei os intervalos seguintes trancado no banheiro fumando ou na sala de aula fingindo estudar para um curso qualquer.
O problema era que parecia que ele estava em todo o
lugar, que mesmo quando eu me isolava na sala a cabeça dele estava lá na janela.O fato era que eu o via com mais frequência, reparava nos seus músculos com mais frequência, e por o desejava intensamente mais e mais, então, como se eu fosse um vilão qualquer de alguma novela tosca armei para que Gaby pega-se ele com outra na esperança de que se ele separa-se dela, eu o veria menos e os pensamentos toscos sairiam da minha mente,o que não faz muito sentido para mim hoje já que estudamos na mesma escola e seria praticamente impossível eu não o ver – e deis de então, Gaby e Harry agem como nunca tivessem sido apresentados.
De certo modo me sinto culpado pelo que fiz mesmo que eu consiga olhar para a Gaby sorrir e dizer que ele nunca foi bom o
suficiente para ela. Mais talvez isso só aconteça porque eu o amo, e....
- Sr Poynter, talvez você queira repetir para o seus colegas o que
eu estava dizendo minutos atrás...
Senti minhas bochechas extremamentes brancas corarem
no exato momento em que o professor Roberto chamou a minha atenção. Fiz que não com a cabeça, tirando os cabelos loiros de cima do olho. O professor mais gordo que eu já tinha visto na vida estava parado a mais ou menos 3 passos de distancia, lançando-me um olhar de advertência. Ele odiava chamar a atenção do aluno prodígio dele.
- Como eu estava dizendo, a peça dos formandos deste
ano retratara a Segunda Guerra mundial – Eu fiz uma pequena careta. Guerra não é la meu assunto predileto. – E como trabalho bimestral, eu quero uma resenha detalhada da peça incluindo entrevistas com o diretor e codiretor da peça.
Elvin Mars, um magricelo sentado aminha frente ergueu
a mão quase que um segundo depois do professor terminar de falar, as costas eretas.
- E como é que eu vou saber quem é o diretor e o
codiretor? – Questionou ele assim que foi lhe concedido abrir a boca.
- Ah, eu esperava por essa pergunta... – Exclamou um
professor feliz colocando a mão na longa pança – Dougie é o representante dessa sala certo? – Ouve um coro de concordância – Então Dougie, eu quero que você vá à sala do terceiro ano e peça para o professor liberar os alunos Danny Jones e Harry Judd!
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