Duke

Duke não estava se divertindo tanto assim, nem mesmo estava bebendo direito, não sabia o que estava acontecendo, só não queria ficar no meio daquela zoeira toda.

–Ei cara, você viu a Melly?— Perguntou Nate aparecendo do nada.

–A última vez que a vi, ela estava com você— respondeu observando o amigo— agora se você vacilou com ela, o que parece ser obvio pela sua cara de culpa e preocupação, ela ou está com a Katy ou então foi embora, ela sabe ser bem pirracenta quando quer.

–Tem razão— disse se afastando, provavelmente procurando Katy no meio de toda aquela bagunça.

Pensou em também voltar para o hotel já que não estava se divertindo ali, mas se Nate fosse pra lá atrás da namorada não iria querer ficar de vela. Então decidiu sair dali.

Caminhou pela beira da praia, surpreso com sua própria quietude, até que encontrou um lugar sossegado para sentar, e ficou ali observando a escuridão infinita do mar, não tinha noção do tempo passando até que sentiu alguém se aproximando dele.

Ficou realmente surpreso ao reconhecer quem era.

A garota sentou-se ao lado dele, sem dizer uma única palavra.

–Não devia estar se agarrando com alguém na festa?— Ela perguntou.

–Poderia — ele disse sorrindo— mas não quero. E você?

–Cansei do barulho, e olhar para o mar me acalma.

–Por isso gosta de ir para os Hamptons?— Perguntou lembrando que a garota passava pelo menos um fim de semana lá todo mês.

–Também.— ela disse. — Além disso tenho boas lembranças de lá.

–Pelo que me lembro, foi lá que deu o seu primeiro beijo— disse sorrindo.

–Ainda se lembra?— Perguntou meio que encostando a cabeça no ombro dele.

–Claro. O que há com você?— Ele perguntou surpreso tanto pelo gesto dela quanto pelo fato de começar a acariciar seus cabelos longos e negros.

–Eu realmente não sei.

–Está bêbada?— Perguntou.

–Um pouco— disse pensativa levantando a garrafa de vodca que estava pela metade.

Ele sorriu e apenas continuou mexendo no cabelo dela, nem lembrava da última vez que fizera isso. Sentiu algo molhado em seu ombro e pensou que talvez ela estivesse chorando, mas depois percebeu que era água, e não lágrimas. Grossas gotas de chuva começaram a cair, e pelo fato de estarem na praia o clima ficava mais frio por causa do vento, levantaram-se correndo e entraram no primeiro lugar coberto que encontraram. Era um quiosque de guarda-vidas, estava absolutamente vazio, ele arrombou a porta e a puxou para dentro. A garota tremia de frio então a abraçou.

–Você sabe ser legal quando quer— ela declarou ainda tremendo.

–Não conte isso a ninguém— ele pediu sorrindo.

Ela ainda tremia então Duke procurou algo que pudesse ajudar e encontrou um monte de toalhas e cobertas, espalhou algumas no chão e a entregou outras para se secar.

–Você também está molhado— ela disse estendendo uma toalha para ele.

–Mas não estou tremendo de frio— disse pegando a toalha e tirando a blusa para se secar, sorriu ao ver que ela o observava atentamente— não importo que fique me olhando assim, mas poderia se secar primeiro.

Ela revirou os olhos e colocou uma toalha em seu ombro.

–Vire de costas— pediu e ao ver que ele apenas sorria maliciosamente— sério, ou então não irei me secar e a culpa será sua.

Ele levantou as mãos em sinal de rendição e se virou. Mas não resistiu em dar uma espiada, a garota estava apenas com uma lingerie preta rendada, concentrada em se enxugar. Ao percebê-lo olhando enrolou-se na toalha imediatamente.

–Pensei que tivesse dito para que não olhasse— disse zangada e sua face corando.

–Eu simplesmente não resisti—confessou ele ainda a encarando com um olhar meio esquisito— você é muito linda.

–Isso não justifica— disse ela sentando-se sobre os cobertores e pegando novamente a garrafa de vodca.

Duke abriu a porta e notou que a chuva estava cada vez mais grossa e acompanhada de uma forte ventania, pelo visto os amigos ficariam na festa sem poder voltar ao hotel, e o mesmo valia para os dois ali naquele quiosque. Sentou-se ao lado da garota e pegou a garrafa de vodca da mão dela. Apesar de todo molhado, era possível sentir o cheiro de morango do shampoo dela, era maravilhoso.

–No que está pensando?— Ele perguntou após um curto prazo de silêncio.

–Em por que os garotos só pensam em sexo— respondeu ela dando um longo suspiro.

–Eu já deveria ter suspeitado— disse ele um tanto desgostoso— Não fazemos isso de propósito.

–Ah não?

–Não, quer dizer, as garotas são mais fáceis de se controlar. Apesar que, nem todas, acho que você não poderia entender.

–Por quê não?— ela perguntou tomando a garrafa da mão dele— Não vai me dizer que é coisa de homem.

–Não, é claro que para homem é muito mais difícil, mas o que eu quero mesmo dizer é que você não entendo, por que nunca passou por isso. Sabe o que eu quero dizer. — Respondeu.

–Então está dizendo que não posso entender o que quer dizer por que nunca transei, talvez, só talvez, você tenha razão, mas mesmo assim, ainda não entendo o porque homem dá tanta importância para esse assunto. — Disse tomando mais um pouco da bebida.

–Não sei realmente como explicar pois nunca namorei sério, mas deve ser extremamente torturante namorar com uma garota bonita como você, e não poder, bem, experimentar de tudo, sabe!

–Você me acha mesmo bonita?— Perguntou ela surpresa— Não é deboche ou...

–Fala sério, que tipo de pergunta é essa? Louco seria quem não te achasse linda. — Respondeu olhando-a atentamente— Não é uma coisa de que se pode debochar, e bem … você sempre foi linda, mas com o passar do tempo, bom...— ele parou passando a mão no cabelo sem saber o que dizer.

–Com o passar do tempo o que? — Ela perguntou sem esconder a curiosidade.

–Esquece— ele respondeu desviando o olhar— Tenho amor a minha vida.

–Responde Duke— ela pediu— prometo que, seja lá o que disser, não vou ficar com raiva— por favor— insistiu com um sorriso.

–Tudo bem— deu-se por vencido e a olhou cauteloso— o que eu queria dizer, é que você cresceu e que … bem você absolutamente linda e olhar para o seu corpo dá margem a imaginação. — Ele disse esperando que ela o xingasse ou se levantasse indignada.

–Está dizendo que…

–É impossível não me sentir atraído por você e pensar no quanto eu gostaria de tê-la …

Duke foi tomado totalmente de surpresa quando sentiu os lábios dela encostarem nos seus, desejara isso a muito tempo, e agora estava totalmente sem saber o que fazer. Ela passou os braços em volta do pescoço dele, e ele não conseguiu resistir o toque macio dos lábios dela nos seus, era algo totalmente novo o que ele estava sentindo, e não queria que parasse.

Trouxe-a para mais perto de si tentando não pensar nas consequências daquele ato. O beijo foi intensificando-se cada vez mais, e tudo o que ele não queria era que aquilo acabasse. Ela deixou que a toalha caísse, deixando a lingerie preta da Victoria Secret's a mostra. Duke não pode evitar de olhar cada centímetro daquele corpo, desde os cabelos negros um pouco molhados e bagunçados que era um contraste com a pele alva, os olhos azuis intensos e desejosos, os lábios vermelhos e provocativos, os seios fartos que ele desejava ver completamente nus, a barriga lisa e definida, pernas bem torneadas e delicadas. Mesmo desejando tudo aquilo ele teve que lutar para ser um pouco racional e perguntar:

–Você tem certeza disso?

Em resposta ela apenas o beijou, e mesmo que talvez ele sentisse culpa no dia seguinte, apenas correspondeu enquanto suas mãos passeavam em toda a extensão daquele corpo que agora ele desejava mais que nunca.

Deitou-a sobre os cobertores e tirou seu sutiã delicadamente beijando sua boca e descendo lentamente até seus seios sugando e acariciando cada um e arrancando gemidos de prazer dela, desceu beijando sua barriga e parando no limite do pedaço de pano que a impedia de estar completamente nua. Encarou-a mais uma vez e viu o olhar de aprovação, como que para não restar dúvidas a própria terminou de despir-se e ele beijou cada extensão de sua intimidade fazendo-a arfar de prazer e pedir que parasse de torturá-la assim.

Duke despiu-se e a olhou, pela primeira vez não sabia o que fazer, quer dizer, tinha experiência nisso, mas com ela, ele temia fazer qualquer coisa de errado, qualquer coisa que estragasse aquele momento que ele nunca imaginou ter o direito de desfrutar.

–Duke— pediu ela com a voz um pouco rouca.

Ele não hesitou, beijou-a de uma forma voraz enquanto a penetrava lentamente, começou com movimentos lentos para que ela se acostumasse até que a mesma pediu que ele fosse mais rápido. Duke nunca pensou que sentiria tanto prazer com uma garota gemendo o seu nome como sentira ali.

Talvez fosse pelo fato de que sempre reprimiu o desejo por essa garota e agora havia sido o primeiro cara a tê-la completamente, ou que houvesse uma tensão sexual entre os dois, ou simplesmente, por que ela era a namorada do seu melhor amigo. E talvez no dia seguinte ele se arrependesse disso, talvez amanhã, mas ele sabia que nunca esqueceria daquela noite em que ouviu Mellanie Von Pelt dizer seu nome, não com deboche ou reclamação, mas como um gemido de prazer de algo com que ela escolhera partilhar apenas com ele.

E foi com esse sentimento que ele chegou a ápice junto com ela e deitou-se do seu lado a abraçando carinhosamente como nunca fizera antes com qualquer outra garota.

….