Notas iniciais
"A morte não é o fim, mas o começo de uma nova dimensão de vida - a vida eterna (...) Pela sua ressurreição de entre os mortos, Jesus demonstrou que existe vida após a morte. - Billy Graham."

— Eu não preciso que me proteja. – Penelope disse a Derek no Alasca.

— Pois eu duvido disso. – ele a abraçou forte. – E vou continuar por mais um tempo.

— É? – Ela parecia descrente, porém sabia que era real. – E por quanto tempo?

— Até o último dia da minha vida. – Derek respondeu.

— Eu meio que te amo, Derek Morgan. – Ela se aconchegou no peito de Derek.

— E eu te amo, Penelope Garcia. – ele apertou seu abraço.

Derek não conseguia acreditar que sua Penelope estava morta. Se jogando ao lado dela na cama do hospital, ele implorou que ela voltasse.

— Baby Girl. – Derek levou a mão dela a sua boca. – Eu sinto muito não te proteger.

Ao ouvir a notícia, Rossi e correu para o quarto. Ele parou na porta do FBI pronto para gritar. Ele entrou e se juntou a Derek no choro.

— Eu sinto muito por isso. – O médico deixou ambos os homens no quarto. – Vamos vir para pegar o corpo em alguns minutos.

— Precisamos de uma hora. – Rossi pediu. – Nossa equipe precisa estar aqui.

— Certo. – O médico disse. – Se quiser, posso colocar ela na sala de despedida.

— Não. – Rossi declinou. – A funerária está vindo. Vamos levar ela para uma de minha confiança.

— Certo. – O médico não disse nada. – Eu lamento sua perda, Agente Morgan.

— Não preciso de lamentos agora. – Derek se inclinou a esposa. – Eu preciso matar alguém.

O médico saiu, deixando Rossi e Morgan sozinhos com Penelope.

— Certo. – Rossi começou. – Vamos colocar algumas coisas em pratica. Primeiro, aja como se ela estivesse realmente morta.

Derek tentou falar, mas Rossi tapou sua boca.

— Sem perguntas Derek. – Rossi tirou o telefone. – Estamos prontos para a fase dois.

— Quer me explicar o que diabos está acontecendo aqui? – Derek perguntou para Rossi. – Você quer que eu aja como se ela estivesse morta quando ela está morta?

— A verdade Derek. – Rossi começou. – Ela está viva.

Derek o olhou com cara de maluco. Começando a rir de nervoso, ele olhou para um Rossi sério.

— Sério, rossi. – Derek parou. – Não tem graça de verdade.

— Precisamos de uma desculpa para o diretor dar uma bola fora. Então forjamos uma morte. – Rossi começou. – É uma droga bloqueadora. Levaremos Garcia para minha casa, que já está pronta para fazer ela melhorar.

— Como fez isso? – Derek estava nervoso. – Olhe para ela. Está sem respirar.

— A morte dela foi forjada pelo bloqueador. – Rossi mostrou o vidro. – Ele bloqueia qualquer atividade do cérebro e coração. A respiração para e o coração tem um batimento mínimo. Ela ainda está aqui, mas tecnicamente, está morta.

— Acha que isso vai funcionar, Dave? – Morgan disse em tom de ironia.

— Podemos manter ela longe do diretor assim, Derek. – Ele colocou uma mão em Derek. – Agora aja como um marido de luto.

Ele o olhou e Derek virou seu olhar para baixo. Algumas lágrimas saíram de seus olhos.

O homem da funerária, um agente disfarçado entrou e olhou para Rossi em busca de autorização. Ele balançou a cabeça positivamente e ele começou a preparar o "corpo" de Penelope para transporte.

Eles olharam para o médico e fingiram tristeza em não poder ter sua uma hora.

Quando Penelope foi colocada em um caixão, Derek sentiu vontade de vomitar. Ele não podia ter essa sensação. Ver a pessoa que você ama, morta em um caixão.

O médico mais uma vez veio prestar solidariedade a Derek, mas foi cortado quando Derek saiu.

— Ele a amava demais. – Rossi justificou. – A filha deles ainda não sabe.

— Vão fazer um velório? – O médico quis saber.

— Íntimo. – Rossi disse. – Apenas para amigos e família.

— Certo. – O médico o olhou triste. – Ela era uma pessoa tão fofa.

Rossi não discordou. Ele tinha em primeira mão a dor do médico. Saindo do quarto, ele a viu sendo colocada em um carro fúnebre e teve que se amaldiçoar por insistir nesse veículo.

Derek estava quieto toda a viagem. Eles não tamparam o caixão e o médico do FBI aplicou o antidoto.

Eles chegaram e a colocaram em oxigênio. Derek não queria conversar com ninguém. Não era hora para isso. Até que Penelope estivesse acordada, ele ficaria quieto com Haley ao seu lado.

— Tio Spencer me contou sobre a mamãe. – Haley interrompeu o silêncio. – Sobre eles a matarem de brincadeira.

— Mesmo? – Derek se permitiu falar com a garotinha. – Sabe que isso é algo que precisava ser feito.

— Tio Hotchner e Tio Dave vão encontrar esse homem, certo? – Haley perguntou. – Ele é um homem mau. Certeza que era uma criança mal-educada na infância.

— Tio Spencer está te ensinando perfilhamento? – Derek fez cocegas na filha. – Ele vai te levar para o mau caminho.

— Eu gosto disso. – Haley confessou. – Anya vai voltar logo então podemos continuar brincando.

— Com certeza. – Derek sorriu para a menina. – Quer pegar a mão da sua mamãe?

— Deixe ela descansar. – Haley bocejou. – Eu durmo com você agora.

Manhattan, NY.

— Peter Kotsiopulos, FBI! – Hotch plantou o pé na porta do lugar onde o diretor estava. – Saía antes que tenhamos que recorrer aos métodos não convencionais.

Peter surgiu com uma arma nas mãos. Pronto para morrer ou pronto para matar.

— Nunca vou ser preso. – Ele gritou, furioso. – Eu prefiro morrer.

Ele apertou o gatilho da arma. E então caiu no chão, morto.

— Algum sinal de Solomon? – Rossi perguntou para Navabi e Cooper a sua frente.

— Não. – Ambos disseram. – Está tudo vazio. Além de uma meia garrafa de água e barras de cerais, nada.

Flushing Bay...

Aeroporto LaGuardia.

Solomon ajustou os óculos de sol pretos no rosto, a peruca cheia de caracóis na cabeça e a identidade falsa. Ele planejou isso com tanta antecedência que poderia ter sido fácil e rápido.

— Última chamada para o voo 345 com destino a Moscou e Paris. — Uma mulher soou no alto falante.

Solomon pegou sua bolsa e se dirigiu para lá. Ele olhou uma última vez e entrou.

— Tenha um excelente voo. – A garota disse, quando ele foi liberado.

— Obrigado docinho. – Ele sorriu para ela.

Entrou no avião e quando ele levantou voo ele suspirou.

Entrando em espaço aéreo Russo, o avião foi atingido por uma bomba e explodiu no ar. Não houve sobreviventes e os corpos estavam no fundo do mar. Quase todos eram da Rússia, no entanto.

Penelope foi medicada e se recuperou com sucesso de todos os traumas. O Cabal finalmente ficou rendido e desistiu das bombas.

1 Ano e quatro meses depois...

— Empurre Penelope. – O médico a persuadiu. – Você não passou bem a gravidez inteira e amarelar nessa hora.

Ela deu um olhar mortal para o homem. Ela mataria Derek por isso também, já que ele estava rindo.

— Espere até eu chegar em casa. – Ela brincou para Derek. – Eu vou te punir.

— Dá última vez você ficou grávida P. – Derek disse. – E agora estamos aqui.

— Culpe a doutora Shaw por isso. – Ela respirou quando outra contração a atingiu. – Ela fez algo que me deu essa chance.

— Está vindo senhorita. – O médico olhou para baixo dela. – Ultimo empurrão e esse garoto está aqui.

Penelope empurrou e gritou. A sala se encheu de um choro de criança.

— Parabéns papais. – O médico trouxe o bebê. – Vocês têm um garoto muito bonito.

— Aww. – Penelope suspirou. – Ele é lindo Derek.

— Então como quer chamar? – Derek pediu. – Você precisa decidir.

— Hank Spencer Garcia Morgan. – Ela declarou. – Se você quiser.

— Aw Baby Girl. – Ele beijou a esposa. – É por isso que eu sempre te amei.

Eles ficaram ao redor do bebê.

Emily e Hotch tiveram um menino quatro meses depois. Joseph Prentiss Hotchner era uma coisa tão fofo que eles não conseguiam desgrudar. Spencer teve gêmeos quatro anos depois. JJ teve outro bebê e até Rossi teve seu filho com Fran, a mãe de Derek.

Eles nunca deixaram de se amar. Viveram tão intensamente quando conseguiram pensar. Eles enfrentaram problemas, doenças, mortes e sempre ficaram juntos.

Derek morreu aos noventa anos. Penelope constantemente visitava o túmulo de Derek, deixando flores brancas. Ela sabia que em algum ponto do destino eles estariam juntos de novo. E quando esse dia chegasse ela estaria pronta.

Seu lugar na varanda, onde ficava a cadeira de Derek era o lugar onde ela queria estar perto do fim. Olhando para o sol, se pondo atrás das colinas, ela podia sentir a sua hora chegar.

Se encostando no encosto da cadeira ela apenas deixou acontecer. A paz que ela sentia era única coisa que ela poderia querer agora. Um flash de luz veio na sua direção e ela vi seu Derek se aproximando. Estendendo a mão para ela, ela decidiu que era a hora.

Ela pegou a mão dele se sentiu livre. Ele a abraçou e ela se sentiu jovem.

— Pensei que nunca fosse voltar para mim, meu chocolate. – Ela disse, olhando para ele. – Estou feliz que me enganei.

— Eu te amo. – Derek a beijou. – Estamos juntos agora.

— Nossos amigos estão aqui também? – Ela perguntou.

— Apenas esperando por você, P. – Derek respondeu. – Eu te amo, Baby Girl.

— Eu te amo Chocolate Thunder. – Ela deixou o corpo velho e cansado e foi em direção a um lugar melhor.

Seus filhos e netos a enterram ao lado de Derek. Haley parecia ser a mais abalada. Mas eles estavam juntos.

E eles ficaram juntos por toda a eternidade. Porque era assim que o destino quis.

Notas finais
"Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente. - Érico Veríssimo."
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!