Flower

1 Ver você de novo


ANTES DE LER A FANFIC EU GOSTARIA DE AVISAR ALGUMAS COISAS

01° A FANFIC É BASEADA NESSE RELADO http://imgur.com/a/7An6p, ENTÃO NEM TUDO QUE ESTÁ AQUI ACONTECEU DE VERDADE. (INFELIZMENTE)

02° COMO EU NÃO SEI INGLÊS, MUITO MENOS COREANO. ENTÃO O QUE TIVER EM NEGRITO É EM COREANO E O QUE TIVER EM INGLÊS ESTÁ EM ITÁLICO. Boa leitura

Gustavo ® POV

Achei que nunca sentiria a falta de alguém que não conheço. De uma pessoa que por poucos minutos junto a mim, marcou minha vida. Fez de um dia qualquer algo inesquecível. Aquele sorriso que apenas admirava por fotos, pude finalmente presenciar.

Lembro-me como se fosse agora o sentimento que tive ao saber que você poderia estar no mesmo shopping que eu. Do outro lado do mundo para simplesmente alguns metros de distancia.

— Mano!!! — Gritou de longe um amigo que vinha de encontro conosco pelo corredor do shopping.

O shopping estava lotado, todos olharam para nós. Tentei disfarçar, até mesmo fingir que não o conhecia. Mas não teve como, já que ele a cada passo que dava parecia mais eufórico do que antes e ainda por cima, gritava nossos nomes. A única coisa que podia explicar tanta animação da parte dele, seria se tivesse ganhado na loteria.

— Vocês não vão acreditar quem está aqui no shopping! — Ele parou em nossa frente. Pra ser sincero eu não fazia ideia de quem poderia estar ali para acarretar tanta felicidade.

Não morava no rio, estava ali apenas para assistir a final do MSI. Então aquela pergunta dele para mim não fazia muito sentido. Já que eu não sabia quem frequentava aquele tipo de shopping.

— Eu vou lá saber, fala ai quem está aqui— Disse Victor, um dos meus amigos.

Estávamos entre três amigos. Victor, Thomas, Rodrigo e eu Gustavo. O único que é do Rio de Janeiro era Thomas, e sim, foi ele que veio todo eufórico para o nosso lado. O restante de nós, bem como eu somos do Rio Grande do Sul.

— Não, não, sério adivinhem. — Ele não tirava o sorriso dos lábios.

— Para de frescura e fala logo. — Falei já sem paciência para joguinhos de adivinhação.

— Vocês provavelmente vão pirar como eu. — Olhei para a face dos outros garotos que estavam com um olhar de desconfiados, aquilo soava como uma zoeira. — Os meninos da SKT — Thomas falou pausadamente e destacando cada palavra.

— A claro, vão sim! Provavelmente estão treinando. Acha mesmo que vão ter tempo de vim no shopping sabendo que sábado já terão a grande final? — Ironizamos, as chances de aquilo acontecer eram mínimas. Não botamos fé nas palavras de Tom, mas ele continuou insistindo.

— É serio, não estou mentindo. Fiquei sabendo que eles estão aqui. O lugar que eles estão é próximo, então vieram apenas para se distrair um pouco. Eles não ficam 24 horas por dia na frente do computador. — Uma mulher esbarrou em mim, já que estávamos no meio do corredor tendo aquela discussão.

— Melhor irmos andando. — Falei andando um pouco á frente enquanto os garotos discutiam se era ou não verdade aquilo. Mas ele estava sendo tão convincente que eu acabei acreditando nele, até porque, se aquilo fosse mentira, seria uma puta atuação de quem deveria fazer filmes.

— Se isso for verdade, vamos atrás deles antes que vão embora. — Disse Rodrigo caminhando aceleradamente.

O shopping era grande demais e cheio de lojas, eles poderiam estar em qualquer parte. Mas iriamos caça-los de qualquer forma. Não iria perder a oportunidade de conhecer o Peanut, o jogador de league of legends que eu mais admirava, na verdade é a única pessoa que eu admiro como jogador. O jeito dele encanta qualquer um, até aqueles que não convivem com ele, já que simpatia e meiguice praticamente eram os sobrenomes dele.

Procuramos pela parte superior do shopping, mas nada dele ou de qualquer outro membro do time. Aquele sentimento de ter sido enganado começou a tomar conta de mim. Mas não quis transparecer o que estava sentindo. Preferi continuar acreditando nas palavras do Tom. Provavelmente eu estava me iludindo e sonhando alto demais, desejando que aquilo realmente fosse real.

— Vamos comigo na cacau show comprar alguma coisa para dar pro Peanut.— Falei parando de andar e fitando os garotos que olhavam para todos os canto.

— Rápido então— Disse Rodrigo olhando as redes sociais do time da skt para ver se haviam postado algo sobre a saída deles.

Passei na frente de pelo menos duas lojas de lembrancinhas. Mas nenhuma daquelas coisas chamou minha atenção. Queria algo que ele lembrasse sempre de mim e que gostasse também. Pensei em todas as possibilidades, mas nenhuma era convidativa. Ele é meu jogador preferido, mas não sabia exatamente o que dar, pois nunca li ou vi alguma entrevista que ele tenha falado sobre essas coisas. Sem contar que provavelmente ele já tem de tudo do bom e do melhor. Fiquei quebrando a cabeça até que veio uma ideia.

— Flor de chocolate que vende na cacau. Perfeito é isso ai— Todo mundo gosta de chocolate, seja Coreano, Chinês, Italiano ou até Indiano. Raramente alguém não goste de chocolate ou tenha alergia.

— O que você está falando sozinho ai? — Victor deu um tapa em meu ombro.

Apenas sorri para ele. Fomos para a loja e logo na entrada o que vejo? Exatamente a flor de chocolate. Achou que fosse o Peanut né? Pois é bem que eu gostaria que fosse. Dirigi-me até as flores de chocolate, e por breves minutos escolhi a que eu achei que seria digna de entregar para ele, assim que eu o encontrasse. Era uma rosa dentro de uma caixinha branca.

Descemos para o último andar do shopping, era também a última esperança. Ou ele estava ali ou já tinha ido embora, o que seria um tremendo azar. Resolvemos nos separar, o grupo que encontrasse primeiro algum membro do time da skt, ligaria avisando o outro. E foi o que fizemos, Tom ficou comigo e o restante foi para o lado direito do shopping. Seguimos reto, olhávamos para dentro de todas as lojas possíveis. Até mesmo as de perfumes e roupas femininas. Poderiam estar em qualquer lugar, não queria perder eles.

Quando já estávamos no final do shopping e eu quase perdendo as esperanças de encontrarmos eles. Es que vejo Bang e Huni á alguns passos na frente andando em direção da praça de alimentação.

— Não estou acreditando, puta que pariu. É o Huni e o Bang ali! — Falei empolgado

— E vocês acharam que eu estava zoando. — Disse Tom arqueando uma de suas sobrancelhas e dando um sorriso de lado, do tipo “Eu avisei”

— Eu não desconfiei de você. — Estava com um sorriso largo de orelha a orelha. Peguei meu celular e enviei uma mensagem aos outros garotos. Não sabíamos como chegar neles e muito menos sabíamos falar coreano. Mas seria a hora perfeita para usar o inglês qual aprendi no meu cursinho.

— Vai vamos lá. — Disse Tom me puxando pelo braço. O garoto cutucou Bang e tanto ele quanto Huni virou para trás com um sorriso nos lábios. Provavelmente já sabiam que seriam fãs.

Oi — Falei sorrindo.

Oi— Disse os dois em coro. O que iria mais nos atrapalhar naquele momento seria a barreira linguística. Tentei fazer o máximo de gesticulação que eu podia para facilitar a compreensão. Já que assim como nós, eles também possuíam uma dificuldade em entender inglês.

Não quero atrapalhar o passeio de vocês, mas podemos tirar uma foto? — Perguntei balançando o celular. Eu não conseguia desfazer aquele sorriso. Era um momento que eu não iria esquecer tão facilmente.

Sim, claro. — Disse Huni puxando Bang para mais próximo dele.

Fiquei ao lado de Bang enquanto Tom ficou no meio dos dois coreanos. Estendi a mão o máximo que eu conseguia e tirei aquela foto. Olhei para os lados tentando ver se Peanut estava por perto. Mas infelizmente ele não estava, fiquei decepcionado. Estava triste mais ao mesmo tempo feliz por ter encontrado Bang e Huni. No dia da final do MSI, provavelmente eu não iria ter essa chance que estou tendo agora. Muitas pessoas gostariam de estar no nosso lugar nesse momento.

— Puta que pariu. Não é verdade mesmo o que o Tom disso. — Gritou Victor chegando perto de nós praticamente sem fôlego, já que veio correndo.

Bang é o jogador preferido de Victor, então imagine a felicidade que ele não estava nesse momento. Faltou apenas pular no colo do atirador da skt.

— Tira uma foto nossa — Falou Rodrigo dando o celular dele para mim. Os jogadores ficaram sem entender muito bem o que estávamos falando. Mas compreenderam o que queríamos ao ver o celular em minhas mãos e os garotos fazendo pose para a fotografia.

Tirei a foto e devolvi o celular para o menino. — Muito obrigado. — Falei dando uma leve encurvada. Eles sorriram de uma maneira meiga.

Eu não estou acreditando que são vocês mesmo. Eu sou mega seu fã Bang! — Bang ficou sem graça, não sabia como reagir. — Me inspiro em você para jogar de ad carry

Agradeço. E fico feliz em saber que você se inspira em mim. Sempre tento dar meu melhor. — Assim como nós, ele não desfez o sorriso.

Huni você é o melhor Toplaner que existe. Você é um deus— Tom era péssimo jogando top, mas era a rota que ele mais gostava.

Estamos torcendo pro vocês. — Falei os cumprimentando. Não poderia sair de lá, sem antes tirar uma dúvida. — Peanut está aqui no shopping? — Eu precisava saber para pelo menos ir embora sabendo que havia tentado.

Não, ele está treinando. — Diz Huni

Naquele momento todas as minhas esperanças de conhecer meu jogador preferido vai por água abaixo. Quais eram as chances desse encontro acontecer? Mínimas, mas assim como era mínimas as chances de encontrar qualquer um da skt ali, e isso aconteceu. Poderia sei lá, ter acontecido alguma coisa e o Peanut ter vindo ao shopping sem Bang e Huni saber. Porém não iria alimentar essa esperança.

— GoSKT— Disse Victor levantando sua mão direita para cima.

Os dois coreanos levantam suas mãos e riram. Deixamos eles continuarem o passeio, e voltamos para o que viemos fazer ali, andar atoa. Tinha sido uma noite emocionante e especial. Poderia ter sido mais? Com toda certeza.

— Porque você não deu a flor de chocolate pra eles darem para o Peanut? — Perguntou Rodrigo me fitando.

— Você acha mesmo que o Huni ou o Bang iria dar o chocolate para o Peanut? Eles iriam é comer escondido. E entre comer eu ou eles, eu prefiro comer. —

Seguimos para o mc donalds, queríamos comer antes de voltarmos para o Hotel. Estava sendo minha primeira noite no Rio de Janeiro. A cidade era bem diferente do que eu imaginava e do que parecia nos noticiários. Provável que eu tenha achado bela, por estarmos em um lugar muito bem localizado. Mas isso não tirava a beleza da cidade.

Terminamos de comer e fomos embora. Eu estava entristecido, queria ter visto Peanut. Agora apenas poderei vê-lo por um telão e se eu der muita sorte iria poder tirar uma foto.

— Faz muito tempo que não vou a nenhuma praia — Falou Victor, os assuntos eram os mais diversos. Entre música, banda, jogo, garotas que já pegaram e que queriam pegar. Já eu apenas pensava no quão feliz eu iria estar se tivesse encontrado o Peanut.

Já estávamos saindo do shopping, quando Rodrigo me cutucou e sussurrou— Acho que aquele ali é o Peanut. — Apontou para o garoto que estava com uma camiseta do flamengo.

Olhei para frente e pude o reconhecer. O garoto havia passado por nós e eu não havia notado. Meu coração acelerou, minhas mãos começaram a soar e tremer.

— Peanut! — O chamei. A reação dele foi parar de andar e olhar para trás.

Aproximamos dele e logo ele abrir um sorriso. — Oi — Disse ele acompanhando a nossa chegada.

Ainda bem que te achamos. — Só de me aproximar dele e pensar que iria falar com o jogador que mais admirava me dava um enorme frio da barriga. Minhas mãos pareciam batedeiras, mas estava tentando me controlar para não pirar como uma mulher.

Estavam me procurando? — Perguntou o amendoim

Sim, ficamos sabendo que a skt estava no shopping. Encontramos o Huni e o Bang e eles disseram que você não estava. Mas eu tinha esperanças de te encontrar também. — Eu queria era pular de alegria e sequestrar ele em seguida.

Eu só vim comer alguma coisa. —

Eu não estou acreditando que realmente é você. — Disse Rodrigo com um sorriso que cortava seu rosto.

Posso tirar uma foto com você? — Perguntei já retirando o celular do bolso da calça.

Claro — Ele afirmou com a cabeça

Entreguei a flor de chocolate para ele, me posicionei perto suficiente pra sentir o cheiro do perfume que ele usava. Ele deu um sorriso sem mostrar os dentes, segurou a flor de uma forma que parecesse na fotografia. Tirei o selfie e agradeci e o abracei. Ele parecia tão frágil e delicado, que tive medo de aperta-lo.

Posso tirar uma foto também? — Perguntou Rodrigo

Mas é claro — Peanut me entregou flor de chocolate. Balancei a cabeça negativamente e apontei para ele.

É para você! — Falei sorrindo

Pra mim? Obrigado — Ele ficou totalmente sem jeito, suas bochechas ficaram avermelhadas. Seus olhos chegaram a fechar por inteiro por conta do largo sorriso que deu.

Se posicionou para tirar foto com os outros garotos. Peanut balançou sua cabeça para o lado forçando alguns fios de cabelo saírem de seus olhos. Até aquele movimento que ele fez foi charmoso. Enquanto as fotos eram tiradas, Huni e Bang se aproximavam de nós.

Peanut! Ainda bem que está aqui — Disse Huni.

Eu não entendi exatamente nada, já que estavam falando em coreano. Apenas fiquei olhando para eles tentando entender alguma palavra. Mas infelizmente não obtive sucesso.

Oh! Porquê? — Perguntou o garoto amendoim serrando suas sobrancelhas.

Ficamos sabendo que a praia é aqui perto. Vamos lá! — Bang parecia animado.

Praia? — Não sei sobre o que estavam conversando, apenas sei que estavam falando alguma coisa sobre hora, já que Peanut olhou para o relógio do celular.

Está cedo, temos que aproveitar pelo menos essa noite livre. —Respondeu Huni dando um tapinha no ombro de Peanut

Ta bom. Mas onde é a praia? — Disse Peanut. Huni e Bang se olharam e deram de ombro.

Vocês sabem onde fica a praia? — Perguntou Bang para nós. Somente com essa pergunta dele eu pude entender sobre o que estavam falando.

— O que eles disseram? — Perguntou Tom olhando para mim, o garoto não entendeu a pergunta, pois estava distraído no celular admirando as fotos.

— Eles querem saber onde fica a praia. — Tom era a melhor pessoa para responder aquela pergunta, já que conhecia aquela região como a palma de sua mão.

Que engraçado, estávamos indo para lá agora! É aqui perto, levamos vocês. Se vocês quiserem. — Disse Tom

— Estávamos? — Rodrigo arregalou seus olhos de uma forma discreta.

— Claro que estávamos indo para lá. — Falou Victor sorrindo

— Vamos poder passar mais um tempo com eles. Puta que pariu que empolgante. — Falei dando pulos por dentro.

Não sei se devemos aceitar. Nem os conhecemos. — Disse Bang com a face seria.

São fãs, eu confio neles. Não parecem ser perigosos. — Disse Peanut olhando para o presente.

E você Huni? O que acha? — Perguntou Bang olhando para o menino

Eu estou com o Peanut. Não parecem ser criminosos.

Pode ser então. — Bang balançou a cabeça enquanto falava.

Fomos andando até o carro no estacionamento. A nossa sorte, era que Tom havia vindo com um carro de 7 lugares, o chevrolet spin. Parece que o destino pensou em exatamente tudo. Desde o momento do encontro até a ida para a praia.

Tom foi dirigindo, enquanto Rodrigo estava ao lado dele. E atrás ficou da seguinte forma da esquerda pra direita, Huni, Bang e Victor; eu e o Peanut ficamos atrás. Puxava assunto sobre todos os tipos de coisas, desde anime, música até pedi dicas para tentar subir de elo. A nossa comunicação era bem complicada, nos dois mal falávamos inglês. Mas isso não nos impediu de ficarmos conversando.

Após 15 minutos dentro do carro, Tom estacionava no calçadão. Saímos do automóvel e logo de cara e fiquei admirado pela beleza da paisagem. Fazia anos que eu não ia à praia, tinha até esquecido como era bonita, principalmente anoite, Pois a lua refletia nas ondas.

Andamos junto pelo calçadão, os olhares dos meninos brilhavam assim como o meu. Provavelmente eles já haviam visto praias e lugares mais belos do que esse, mas isso não tirava a beleza da natureza das terras brasileiras.

Vamos para lá— Apontou Bang para a direção do mar.

A água está fria. — Disse Victor esfregando as mãos nos braços.

Está com medo de se molhar? — Brincou Huni enquanto saia do calçadão e entrava na areia.

Não tenho medo. — Victor ficou sério, mas logo deu um sorriso e seguiu Bang e Huni.

Fizemos o mesmo, fomos em direção aos garotos que cada vez mais aceleravam seus passos como se aquilo fosse uma corrida. Peanut acabou entrando na brincadeira e foi junto dos outros.

Huni e Bang chegaram primeiro, tiraram tudo de valor, assim como a camiseta e o tênis que estavam vestindo. Deixaram na areia e foram se jogar no mar. Victor, Tom e Rodrigo foram em seguida, Peanut e eu fomos os últimos a entrar na água.

Estava gélida, mas nada exagerado. Dava para aguentar, e se ficássemos nos movimentando bastante, logo iriamos nos esquentar e nem notaríamos mais o frio da água. Nadei até os outros garotos que começaram uma brincadeira de jogar água um no outro e de pular o pé. Ficamos nessa rindo, se divertindo e zoando por horas. Ninguém estava se importando com o horário pra ser sincero.

— Vou pegar uma bola e algumas toalhas. Já volto — Tom saia da água e ia até o carro, mas voltou às presas. Ele tinha toalhas e bola de praia no carro. Ele não saia da praia praticamente, então andava sempre prevenido. — Vamos jogar bola. — Disse gritando e balançando a mão nos chamando.

Não somos muito bons jogando futebol. — Peanut e os outros garotos pararam de jogar água um nos outros.

Vocês estão no Brasil, é obrigatório jogarem um pouco de bola. — Falei sorrindo e saindo da água. Meus lábios já estavam ficando roxos de tanto frio que estava sentindo.

Hora de nós darmos dicas para vocês. — Saíram todos da água. Peguei uma toalha, me sequei da maneira que dava e entreguei para o Peanut que estava ao meu lado. O garoto agradeceu.

Enquanto estávamos nos ajeitando, Tom pegou os tênis e fez marcações das traves. Como estávamos em um número desigual, um de nós ficaria sentado apenas olhando, até a partida acabar ou semelhante a isso. Eles sabiam jogar bola, só não eram ótimos. Mas eram melhores do que muitos amigos meus pernetas, que nem se quer chutar reto conseguiam.

Os times ficaram assim, Eu, Huni e Tom, no outro Victor, Bang e Peanut. O primeiro gol foi nosso, segundo, terceiro e até o quarto. Mas depois disso, começou a ficar muito complicado pegar na bola. Bang e Peanut pareciam que estavam com sangue nos olhos. Acho que o espirito competitivo entrou neles. Mas mesmo assim, não conseguiam jogar bem ou fazer gol.

— Vamos pegar leve. —Tom sussurrou para mim.

— Ok — Deixei com que eles fizessem uns três gols.

Já estava começando a ficar cansado, não havia descansado suficiente da viagem. E depois de um dia inteiro no shopping, e de termos nadado, já não restava com muita energia para jogar bola.

— Vou sair, preciso sentar. — Minha respiração estava ofegante, o suor escorria pela lateral do meu rosto. Minha calça já estava praticamente seca, só com muita areia colada.

Vou sentar. — Falei caminhando em direção aos objetos, que Rodrigo estava cuidado.

Ele estava afastado, já que não queríamos que a bola batesse nos objetos e acabasse quebrando. — Vai lá jogar, já cansei — Me sentei em cima da toalha vermelha que estava estendida. Rodrigo saiu e foi jogar. Me deitei na toalha, tentando estabilizar a respiração e descansar nem que fosse um pouco.

A brisa era extremamente refrescante, a única coisa ruim era que o vento trazia com ele a areia. Estava tão distraído e quase pegando no sono que nem se quer notei que alguém estava sentado ao meu lado.

Hmm... Obrigado novamente pela rosa. — Era uma voz doce e suave.

Não precisa agradecer. É o mínimo que eu posso fazer você é o jogador que mais me inspiro e sem contar que é lindo também. — Abri meus olhos e sentei na toalha, quando eu terminei de falar ele deu um sorriso encantador.

Eu? — Ele apontou para si.

Sim você, não deveria ter elogiado? — Engoli a seco, ele poderia não gostar disso e achar ruim. Fiquei com um pé atrás naquele momento. Um arrependimento tomou conta de mim. “Droga não deveria ter elogiado, agora ele vai me xingar, e pior que nem vou saber.”

Tudo bem, eu... — Ele ficou em silêncio, desviou o olhar para a água e voltou a olhar para mim. — Você também é muito bonito. — O garoto olhou para os meninos que estavam distantes jogando.

Lindo aqui, não é?— Tentei mudar de assunto, pois assim como ele eu havia ficado sem graça. Falei enquanto olhava as ondas que estavam mais agitadas por conta do vento.

Sim! Você vem muito para cá? — Peanut deu um suspiro, parecia mais como se estivesse em paz.

Na verdade eu moro em outra parte do país. Só vim para o rio, para assistir a final do MSI e te conhecer, tirar uma foto ou até mesmo te abraçar. Porém parece que o destino sorriu para mim, e agora estou aqui, falando com você, parece um sonho. — Essa maldita dificuldade de nos comunicar, era a pior coisa. Eu deveria era ter feito um curso de coreano. Isso sim!

Eu que tive o prazer de te conhecer. Normalmente não temos esse contato com os fãs. Mas ainda bem que com você foi diferente. — A luz que refletia no garoto, apenas destacava ainda mais sua beleza. — Uma pena termos que ir embora logo mais. Eu realmente gostei de sua companhia. Você parece ter alguma coisa de diferente que chama minha atenção. Não sei explicar... — Peanut serrou os olhos e ficou me encarando com um olhar sério. Minhas mãos voltaram a ficar geladas e meu coração a bater mais rápido.

E essa coisa diferente é boa? — Minha voz saiu quase falha, mas deu para entender perfeitamente bem.

É — Disse ele sorrindo e balançando a cabeça positivamente.

O garoto coreano começou a se incomodar com alguns fios de cabelo que estavam começando a entrar em seus olhos. Levou então o dorso da mão até sua testa com a esperança de tira-los, mas não teve muito sucesso em sua tentativa. Ele não queria usar seus dedos, já que a mesmas estavam com areia, e iria sujar sua testa. Ao notar que ele não estava conseguindo tirar, eu levei minhas mãos até o rosto dele e lentamente deslizei meus dedos sobre a testa retirando os fios.

Passei minha mão delicadamente ao redor de seu rosto até seu queixo, onde com meu dedão o acariciei. Meus olhos ficam fixos ali, senti a respiração dele bater em minha mão. Levei meus olhos até os dele, e pude perceber que o garoto estava olhando para meus lábios assim como eu. Ele se aproximou um pouco com o corpo, e eu fiz o mesmo. E sem perceber fizemos isso até chegarmos onde queríamos.

Quando dei pro mim, já estava com os meu lábio colado no dele. E eu não queria retirar, o que é estranho, já que eu nunca tive um sentimento ou muito menos vontade de beijar outro cara. Naquele momento nem me importei se algum dos meus amigos visse, estava com uma enorme vontade de sentir o gosto do beijo dele, sem me importar com o que iriam dizer ou pensar. Se seria zoado ou se iriam se afastar de mim.

Ele levou sua mão até minhas costas, e eu coloquei as minhas mãos na nuca dele, com a intenção de aprofundar aquele beijo. Seus lábios eram macios como eu imaginava, e sua língua dançava no mesmo ritmo que a minha. Senti um frio na barriga de nervosismo. Estava tão envolvente aquele beijo que nós esquecemos tudo ao nosso redor. Não queria que aquele beijo terminasse, mas já estava ficando sem ar. Separei lentamente nossa boca, apenas finalizei com um selar.

Ele sorriu e eu retribui, parecia que eu estava sonhando acordado, mas não, aquilo realmente estava acontecendo. Será que iriamos nos beijar novamente? Será que eu devo beija-lo novamente? Olhei em direção aos meninos, e para minha infelicidade, eles estavam se aproximando.

Os garotos — Falei apontando o dedo para trás dele, onde os meninos se aproximavam. Aparentemente eles não viram o que aconteceu. Menos mal tanto para mim quanto para ele.

Melhor irmos. Está ficando tarde. — Disse Huni pegando seu tênis e outros objetos que estavam jogados ao lado do Peanut.

Sim. — Respondeu Peanut se levantando.

Eu me levantei logo em seguida, e bati a mão em minhas roupas para que a areia caísse. — Levamos vocês. — Falou Tom pegando suas coisas.

Não precisam, vamos pegar um taxi. O hotel também não é tão longe. — Bang sorriu e nos cumprimentou.

Tudo bem então...

Obrigado por tudo. E posso dizer por todos que foi uma noite muito divertida. — Disse Peanut enquanto nos cumprimentava e logo em seguida o Huni fazia o mesmo.

Fomos juntos até o calçadão e ficamos ali esperando o taxi deles chegar. Assim que eles subiram no carro, fomos para o nosso. Chegando ao hotel, fui correndo para o banheiro, queria ser o primeiro, pois dessa forma não iria ter que esperar eles terminarem. Tomei um banho longo para tirar toda a areia, me perdia na lembrança daquele beijo e daquela noite que ficaria marcada por toda minha vida. Rodrigo desferiu vários socos na porta para me acelerar, o que me fez cair na real e sair logo do banheiro.

Fui dormir, ou pelo menos tentar. Estava tão animado que tive um pouco de dificuldade para dormir. No dia seguinte seria o tão grandioso evento de LOL. E se eu tivesse sorte, iria ver o garoto novamente. Acordei no dia seguinte já bem tarde, mas no horário exato para me arrumar e ir junto com os garotos assistir os jogos.

Quando chegamos ao evento, fomos direto para nossos acentos marcados. Era uma ala que ficava atrás da área onde o time da SKT ficaria para jogar. Porém seria o lado onde eles entrariam e sairiam entre os intervalos. Assim que deram 15 horas exatas, o evento começou. Os times começaram a ser apresentados. E pelo telão pude ver Peanut, não tive como não conter um sorriso. Ele tem um jeito tão cativante e apaixonante.

O primeiro jogo quem ganhou foi a SKT, o segundo a G2, terceiro e quarto SKT. Não tinha dúvida de que eles mais uma vez seriam os campeões. Eu estava completamente feliz por eles. Meu time do coração ganhou mais um campeonato internacional de LOL. Eu estava feliz tanto como torcedor como para um fã em ver seu jogador conquistando seu primeiro prêmio mundial.

Eles levantaram o troféu e em seguida receberam as medalhas. Era uma gritaria só, de todos os cantos. Ninguém ali seria louco suficiente para apostar contra a SKT, todos sabiam que eles iriam ganhar mais um mundial. Eles deram o melhore deles, e mereciam aquele prêmio. Seria mais um? Sem dúvida, mas isso não quer dizer que aquele prêmio não era especial para eles.

Na saia da arena, Peanut olhou para todos os lados, até que me encontrou. Acenou para mim com um enorme sorriso nos lábios. Aquela foi à última vez que tivemos algum contato. Voltei para o hotel após o evento. Estava cansado demais, mas ainda me sentia em êxtase.

Tive uma excelente noite de sono, dormi melhor do que nunca. Acordei bem cedo no dia seguinte. Iria aproveitar meu último dia naquela cidade. E foi o que fiz, sai com meus amigos. Fomos para vários lugares turísticos. E mesmo sabendo que eles poderiam já ter sido embora, eu estava torcendo para que nosso destino fizesse nos cruzar novamente.

É mas a sorte não bate mil vezes na mesma porta. Voltei para o hotel, arrumei minhas coisas para deixar tudo pronto pro dia seguinte pegar o avião logo de manhã e voltar para casa, para minha vida. Acabou conto de fadas, estava triste mais ao mesmo tempo feliz, pois aquilo havia acontecido. Essa viagem foi melhor do que eu poderia imaginar, mas infelizmente eu não iria ver mais meu amendoizinho, nunca mais. Voltarei apenas admira-lo por fotos, assistindo stream ou vídeos no youtube. Mas nada se comparava ao contato que tive com ele.

Durante aquela noite eu nem se quer dormi, já que queria ir dormindo no avião para que o tempo passasse mais rápido. Para me manter acordado fiquei olhando o twitter tanto do Peanut quanto da SKT. E na outra metade do tempo assistindo stream e filmes pela netflix. Tentei manter minha mente ocupada, para não ficar lembrando toda hora daquele beijo. Porém era quase impossível, aquela cena ficava se repetindo em minha mente todo hora, e o pior eu conseguia ainda sentir o beijo dele.

Assim que deu a hora, fui para o aeroporto. Durante a viagem inteira de volta para casa passei dormindo. Ao chegar em casa, fui arrumar minhas coisas no lugar, comer e tomar um banho para relaxar. Não achei que iria ter notícias sobre ele tão cedo, mas eu estava enganado. Assim que tomei um banho e deitei na cama, olhei algumas notificações no facebook. E vi que um dos meus amigos quais viajou comigo, havia me marcado em uma foto, achei que fosse uma das fotos quais havíamos tirado ou até mesmo algum memes. Por curiosidade abri aquela imagem, só não sabia que iria mexer tanto comigo.

Era um print da conta do Peanut, o garoto havia mudado seu nick no serve Brasileiro para “ver você de novo” e um ícone de rosa. Sabe quando você sente que aquela indireta foi para você, sem precisa marcar seu nome? Pois é, foi dessa forma que me senti. Aquela mensagem havia sido para mim, não tinha sombras de dúvidas.

Foi nesse momento que notei que aquele beijo, havia significado algo para ele, assim como para mim. E foi onde minha ficha caiu que nossa historia ainda não havia acabado. E sim apenas se iniciado.

Notas finais
Essa historia em partes realmente aconteceu. Só não aconteceu a praia e afins. Eu queria ter esquentado mais essa fanfic :3 porém como o próprio Gustavo iria ler, eu preferir maneirar já que ele é hétero e provavelmente acharia super estranho ler um yaoizão dele POKSAPOS Mas eu gostei de como ficou.
Peanut também tem uma outra pessoa qual todos shippam ele, um jogador do seu próprio time Faker. E creio eu que semana que vem já postarei um inicio de uma fanfic dos dois.
pesquisem no google para matarem suas curiosidades :3
Espero que voces tenham gostado ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!