Floresta Vermelha

2 Conspiração Vermelha


Notas iniciais
A partir desse capítulo, a história será contada por PDVs (pontos de vista)/POVs (points of view) dos personagens na primeira pessoa.

POV FRED

Quando vimos o monstro,a única coisa que podíamos fazer era correr,e foi o que fizemos. Corremos,corremos muito, aquele monstro tinha habilidades sobrenaturais,corria demais e tinha um super pulo. Por instantes pensei que não conseguiríamos escapar,aquela floresta era muito escura,não era possível enxergar praticamente nada,apenas os olhos vermelhos e sombrios daquela criatura,que eu já tinha quase certeza que era um lobisomem,ou algo ainda mais sanguinário.

Depois de tanto percorrer aquela floresta que não acabava mais,enfim conseguimos abrigo numa caverna perto de um lago. Ficamos lá até o amanhecer,Salsicha e Scooby cochilaram um pouco,e era o que eu e Velma deveríamos fazer também,pois tínhamos que estar descansados e dispostos pra procurar Daphne logo de manhã.Mas eu simplesmente não conseguia dormir,só conseguia imaginar como ela estaria naquele momento,Velma não fez diferente,ficou no canto sem falar nenhuma sequer palavra,com um olhar triste e solitário.Por mais que devesse,não interferi,talvez ela estivesse sentido mais falta da Daph que eu,afinal,ela era a única amiga que Velma conseguia conversar abertamente,sem segredos.

Logo quando amanheceu,saímos e fomos em busca de pistas. Começamos por onde achamos o celular dela,um pouco mais pra frente,achamos um pedaço de tecido roxo enroscado em alguns espinhos,foi aí que todos nós ficamos mais aflitos. Torcia para que ela tivesse conseguido fugir,então resolvemos explorar o lado mais pantanoso da floresta.Andamos bastante,e logo avistei alguém caído no chão,fomos correndo,mas a lama nos impedia de andar tão rápido.Quando finalmente chegamos,lá estava ela sua roupa estava rasgado,toda suja de lama,em seu rosto,pálido,arranhões e uma lesão séria na testa.Estava totalmente desesperado,assim como todos,mas não desisti,peguei ela no colo e voltamos pra caverna.Deitei ela no chão,chamei,chamei,tentamos de tudo e ela não acordava.Mesmo abalada,Velma notou que na sua roupa havia um fio de cabelo ruivo,curto demais para ser da Daphne.

Poderia não saber quem estava por trás de tudo aquilo no momento,mas tinha certeza de uma coisa quem quer que fosse ia pagar.

E então,olhos azul-elétricos abriram-se confusos e interrogatórios.