Florescer
1 Prólogo - Achados e Perdidos
Prólogo – Achados e Perdidos
–Evie, está tudo bem? – Rick perguntou nervoso, tocando a barriga de Evelyn.
– Sim, só fiquei um pouco enjoada.
– Isso foi muito perigoso, você deveria ter ficado em Londres!
–Eu já disse que estou bem, e ainda está no comecinho. O Bebê esta seguro e...
Ardeth olhou para eles. Sabia que mulheres na condição de Evelyn, apesar de precisarem de cuidados, eram mais fortes do que pareciam.
– Ela está bem, além disso precisamos dela...
Um som de tiro preencheu o ar. Ardeth então soube que Hórus estava morto.
–Preciso ir e avisar as 12 tribos...
– Não, preciso de você para achar meu filho! Por favor!
Ardeth olhou para os seus rostos. Eles estavam implorando e ele não podia recusar. Eram seus amigos e precisavam encontrar o filho, e ele podia imaginar esse sentimento desesperador e desejava nunca sentí-lo.
–Está bem, irei ajudá-los primeiro.
–Meu senhor, quando iremos até o Oásis? – Perguntou Hafez, em reverência ao poder de Imhotep.
–Em breve, iremos andando. Não é muito longe.
Anck su namun sentou perto no Nilo Azul, tonta. Sua cabeça estava latejando. Imhotep se aproximou dela.
–O que houve, amada?
–De repente eu fiquei tão cansada. Este corpo parece fraco.
–Acho que não dormiu o suficiente noite passada... Imhotep beijou seu pescoço. Era tão bom tê-la de volta. –Descanse agora, logo estaremos na pirâmide.
–Você está tão poderoso. Mal posso esperar para vê-lo esmagar aquele escorpião.
Eles sorriram. Ele tocou o seu rosto e a beijou, então se virou para os seus servos.
–Fiquem prontos, logo estaremos na pirâmide onde eu irei destruir o Escorpião-Rei. Disse e abraçou Anck su namun.
Alex se sentiu desesperado. Ele não podia acreditar no que tinha visto. Seus pais... Seu irmãozinho… ou irmãzinha? Tio John... Ele quis chorar, mas dentro dele ele soube que todos estavam bem. Seria o poder do bracelete lhe dizendo algo? Ele teve esperança.
Os O’Connels já haviam conseguido seu filho de volta, quem neste momento já estava livre do bracelete, são e salvo na pirâmide agora. Evelyn e Johnathan chegaram logo depois. Evelyn sorria. Como ela pode duvidar de seu homem?
A força de Rick sempre foi incrível para Imhotep. Ao ver a reencarnação de Nefertiri , um antigo ódio se acendeu em Anck su namun. Eles os viram chegar.
–Devemos matá-los.
–Preciso lidar com o Escorpião-Rei primeiro – disse Imhotep, quase indiferente.
–Então eu irei mata-los, ou pelo menos ela...
–Isso seria útil, mas não podemos perder mais tempo.
– Todas os filhos de Rá estão mortos porque ELA pode reencarnar enquanto eu queimava? Ela o enviou sua imortalidade para o submundo! Ela deve morrer!
–Sim. Você sabia que ela carrega uma criança?
–Sim, irei matar as duas.
Imhotep sentiu um pequeno calafrio. Era um ato cruel que ele não esperava vir de sua amada. Mas de qualquer jeito, eles morreria mais cedo ou tarde e sem Evelyn para manda-lo ao submundo as coisas seriam mais fáceis
–Como quiser meu amor, pouparei minha força para o Escorpião Rei.
Disse enquanto Ancksunamun desembainhava sua adaga e ia até Evelyn. Imhotep agarrou Johnatan e o jogou como um boneco. O Antigo Sumo-Sacerdote andou rápido, tentando não olhar para o fim sangrento da antiga princesa. Para Evelyn houve uma dor e então tudo além de Anck su namun foi ofuscado. Ela pode ouvir Rick e Alex gritando. Anck su namun parecia triunfante com a faca em seu ventre.
–Meu bebê... Ela sussurrou.
Anck su namun finalmente removeu a adaga. Enquando ela olhou para baixo se sentiu enjoada. Esfaquear um ventre e olhar para ele não foi a melhor ideia. Ela saiu acenando para o garoto. Ele estaria com a mãe em breve. Evelyn caiu de joelhos. Rick estava desesperado. Sua esposa estava ferida, seu caçula estava perdido. Seu mundo havia caído.
–Evy! Esta tudo bem você vai conseguir, você vai ficar bem, o bebê irá... – Evelyn sentia aos mão deles tremendo enquanto ele segurava a sua cabeça. Ela nunca o tinha visto tão assustado. Era muito difícil respirar.
–Rick... cuide do Alex...
Ele olhou para os olhos dela muito perturbado para dizer qualquer coisa.
–Não. querida, não!
–Eu te amo...
Os olhos suaves e verdes dela se fecharam. Ela se fora. Rick chorou como uma criança, talvez seu filho não nascido tivesse chorado assim se tivesse tido a chance de respirar. Tudo o que Johnathan pode fazer seu segurar seu sobrinho e chorar com ele. Evy se fora. Nada mais importava além de matar os malditos que fizeram isso. Não porque o mundo precisava ser salvo, mas porque ele precisava de vingança.
Anck su namun sentia as coisas de um jeito mais intense naquele corpo. Talvez porque um assassinato sempre fosse intenso. Ela olhou para as suas mãos por um momento, havia um brilho diferente em sua pele. O que estava acontecendo com ela? Às vezes se sentia forte e às vezes tonta e fraca. Ela estava doente? Mas ela parecia radiante. Ela e Imhotep estavam nos corredores da pirâmide agora.
Num momento, parecia que algo minúsculo se mexia dentro dela. Poderia ser um... Impossível! Ela escutou um som... seria uma pequena batida de coração ou apenas do eco do seu próprio?
–você esta bem? Imhotep perguntou
Ela deveria contar a ele? Mas ela não tinha certeza...
–Estou, eu...
–ótimo! estamos perto.
Talvez quando tudo isso terminasse ela contaria a ele.
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Evelyn abriu os seus olhos. Não estava mais machucada.Ela se sentia muito leve. Ela estava flutuando. Não podia ver mais nada além de um chacal negro. Ela o seguiu. O chacal a levou para um lugar diferente. Muitos sussurravam ao redor dela. À sua frente ela reconheceu 4 deuses antigos. Eles não tinham cabeças de animais como nas pinturas. Osíris, o Deus dos Deuses era um homem alto, com roupas verdes. Thoth, Deus da sabedoria, tinha um Íbis no seu ombro, barba e cabelos grisalhos, estava escrevendo num papiro. Perto dele havia Maat, uma linda mulher de aparência madura com uma grande e vistosa pena em sua cabeça. Alguém se aproximou de Evelyn. Era um homem alto, com roupas negras. Ele acariciou a cabeça do chacal perto dela e a pegou pela mão. Ele parecia com Osíris. Com certeza aquele era Anúbis, o deus dos mortos. Evelyn viu uma enorme balança. Ela estava na sala do julgamento.
–Criança, você não deveria estar aqui. Evelyn ouviu alguém dizer a ela, seria Osiris? Ela tentou responder mas sua voz não fez som.
–Ela está morta. Anubis falou.
–Mãe e criança mortos por Anck su namun – leu o Thoth. Seus destinos foram interrompidos... O filho dela esta planejando ressuscitá-la.
– Ela precisa voltar, ainda tem problemas de uma vida passada. — Disse Maat.
Evelyn escutou mais sussurros, uma multidão que ela não via sussurrava.
–E a criança não nascida? – perguntou Osíris.
–Não pode voltar. Não se pode ressuscitar o que nunca viveu. – respondeu Anúbis.
– Não, por favor! Deixe eu ter o meu bebê, por favor! – Evelyn gritou, sua voz estava forte agora, ecoou e ela sentiu todos os olhos sobre ela.
– Chega! Esta mulher ajudou a equilibrar o universo uma vez, merece uma chance de ter sua criança. – A deusa Maat disse com autoridade, se levantando.
–É verdade, ela foi justa e virtuosa. Osíris assentiu.
–Mas a criança não pode voltar, isso é impossível minha querida. – O Thoth disse pacientemente para sua esposa. — Só pode nascer em outro mundo.
Os Deuses se olharam. Anúbis rosnou.
– Ainda estariam separadas, isso não resolve. Muitas mães perdem seus filhos no útero, porque com ela deve ser diferente? – Anúbis estava impaciente, ele tinha negócios a tratar na Terra com seu exército e aquela “negociação” estava demorando.
–não reclame Anúbis, você quem bagunçou o Equilíbrio com seus pactos.
Anúbis revirou seus olhos. Osiris tocou seu ombro.
–Como a Ordem verdadeira, Eu decido que esta criança nascerá em outro mundo e em 18 anos ela voltará. Esta será a chance de se reunir com a sua mãe novamente.
–Perfeitamente certa, como de costume. – Disse Thoth
–Eu concordo, mas ela precisa servir tão heroicamente quanto a sua família.- disse Osíris. –Filho?
–Eu concordo, vamos acabar com isso.
–Eu quero ter minha garotinha agora.
Evelyn sussurrou para a Deusa Maat enquanto ela se aproximava. A deusa levantou suas mãos e do útero de Evelyn saiu um luz linda e multicolorida que seguiu até as mãos de Maat.
–Não se preocupe criança, o que te pertence sempre retorna a você. Disse Maat, com compaixão.
–Anúbis soltou da mão de Evelyn. Ela ouviu a voz de seu filho e voltou para o seu corpo.
–O que é escrito é para ser visto. – Disse Thoth,virando uma página.
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