Flores e Facas

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Essa oneshot era uma ideia que eu tinha desde que eu descobri que Mai trabalha numa floricultura, e como eles sempre brigam muito (S&S taí pra comprovar isso) eu achei legal misturar as coisas aê. Espero que gostem da minha tentativa de um diálogo mais elaborado!

Trabalhar na floricultura era chato.

Ela sempre tinha que estar atrás de um balcão, atendendo clientes alegres e vibrantes. Casais felizes celebrando datas especiais com seus braços entrelaçados e as cabeças quase se tocando em um abraço lateral idiota, garotos nervosos tentando fazer uma boa impressão com os cabelos lambidos e velhos homens que não queriam deixar a chama do amor apagar em seus casamentos.

Ela odiava todos eles.

Mai era provavelmente a pior escolha para trabalhar ali, mas a sua tia sempre iria receber alegremente a sua ajuda, pensando que ficar entre tantas flores fosse deixá-la menos ‘tenebrosa’.

Não iria.

Ela suspirou. O lugar era chato, mas ao menos era um bom lugar para ficar fora de vista indesejada.

Ao menos por um tempo.

— Com licença, — o cliente mais indesejado entrou e ficou frente a ela com um sorriso pateta forçado, — Eu estou procurando por um buquê que significa “Eu sinto muito mesmo por ter sido um babaca, por favor, me perdoe”.

— Eu tenho esse que significa “Dá o fora daqui agora”. Serve?

Zuko engoliu em seco, tentando parecer corajosa diante do olhar desconcertante de Mai e de sua faca afiada, perigosamente perto do seu pescoço.

— Eu acho que não, — ele respondeu em uma voz trêmula, mas ainda animada, — Mas eu felizmente aceitaria um que significa “Por favor, podemos pelo menos conversar?”. Eu creio que esse seria o bastante para mim.

Ela cruzou os braços e ele suspirou aliviado quando ela recolheu sua arma.

— E então? — Mai ergueu uma sobrancelha.

Primeiro ele piscou confuso. Ele tinha um discurso inteiro decorado para essa situação toda, mas agora ele não poderia saber por onde começar.

Maldita Mai e aquela carranca assustadora.

— Você não fala comigo tem três dias... — ele começou.

— Eu ignorei você por três dias, é diferente, — ela o cortou.

Bem, esse não foi um bom começo, ele se xingou e seu terrível discurso antes de tentar outra estratégia.

— Nós não podemos conversar? — Ele implorou.

— Ah, agora você quer conversar? — Ambas as suas sobrancelhas se ergueram dessa vez.

— Mas Mai...

— Eu sei o que você quer dizer, e eu não quero ouvir. — Ela virou as costas para ele e continuou a trabalhar nas flores. E apesar da faca em sua mão não possuir nenhum propósito ameaçador ele ficou mais nervoso.

Ele abandonou seu discurso pré-preparado e grunhiu. Céus, porque ela tinha que ser tão teimosa mesmo?

— Então o quê? — Ele murmurou, — Você vai terminar comigo?

Ela parou o trabalho e suspirou pesadamente.

— Não, — ela disse sem olhar para ele.

Um sorriso tímido cresceu no rosto dele.

— Então, que tal aquele buquê do “Eu sinto muito mesmo por ter sido um babaca, por favor, me perdoe”? — Ele arriscou, mais otimista dessa vez.

O rosto dela ainda estava severo quando ele virou para ele, mas ela parecia mais apaziguada.

— Se você for esperto você vai aceitar esse “Vou pensar no caso”, — ela ergueu uma única e quase murcha flor para ele — A menos que você queira o…

— Esse tá ótimo, fico com ele.

Notas finais
Opiniões são bem-vindas. Elogios sempre aceitos. Críticas apreciadas. :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!