Flores de Rodório - A flor da Romãzeira
11 Epílogo
Notas iniciais
Diana estava no lindo quartinho decorado com a temática floral escolhida a dedo por ela e Oneiros para decorar o quarto da filha recém-nascida, a pequena Lyra. Sorrindo com ternura, a ninfa ninava o pequeno pacotinho cor-de-rosa com todo o carinho, cantarolando uma música de ninar antiga.
— Querida... – o sussurro veio depois que a porta do quarto foi aberta por Aquiles, o pai da moça, acompanhado das trigêmeas, Milo e Camus.
— Oi, gente. – sorriu a ninfa, parecendo cansada.
— Ah, minha Athena... – murmurou Milo, olhando para a sobrinha recém-nascida. Todos adentraram o quarto e se aproximaram de Diana.
— Ela é tão linda, Dia. – Camus sorriu, tocando a cabecinha de Lyra.
— Ela é uma deusa? – perguntou Hebe, olhando de baixo para a sobrinha nos braços da irmã.
— Ainda não sabemos. – Oneiros adentrou o quarto, trazendo consigo mais visitas, Hypnos e os outros Oneiroi. – Ela ainda é muito novinha! – sorriu ele, indo ficar atrás da esposa, olhando para a filhinha nos braços de Diana.
— Qual o nome dela? – perguntou Fântaso, olhando para a menina de penugens cinzentas na cabecinha.
— É Lyra. – sorriu Diana, olhando para Oneiros. – A bebê só se acalmava quando Oneiros tocava pra ela, então resolvemos chamá-la assim.
— É lindo, meu amor. – sorriu Aquiles, beijando a testa da filha. – Parabéns, Diana, agora você é mamãe! Passou à frente do Milo, que nem se casou ainda.
— Não me coloca no meio disso. – pediu o escorpiano, revirando os olhos.
— Mas é verdade, Milo, até o Camyu tá se arranjando e você nem pensando em casar. – Kalimera deu uma cotovelada no irmão mais velho, que a estapeou na cabeça.
— Shh. – pediu Morfeu, apontando para a sobrinha. – Vão acordar a menina.
— Fiquem tranquilos, para acordar essa praguinha precisa de muito mais. – riu Diana, baixinho. – Ela só acorda e chora quando está com fome ou para a gente trocar a fralda. – e a ninfa olhou para Hypnos, calado e apenas observando. – Sogro, quer segurar?
— Eu? – perguntou o deus do sono, olhando de Oneiros para Diana. – Bem...
— Vem cá! – pediu a ninfa, sorrindo. – Ela não quebra não. – e, com delicadeza, ajeitou a filha nos braços de Hypnos, que temia derrubar a pequena no chão.
— Ela é tão pequenininha. – comentou o deus de cabelos loiros, sorrindo levemente. – Alguém quer?
— Eu. – ditou Aquiles, já pegando a neta dos braços de Hypnos, com toda a maestria. – Oh, meu Deus, ela é igualzinha a você, Diana.
— É bom ouvir isso, Perséfone disse que ela parece o Oneiros e eu achei desaforo. Poxa, ficou nove meses dentro de mim, para saírem e dizerem que parece o pai? Faça-me o favor. – reclamou e ninfa, sendo abraçada por trás pelo marido, que a beijou na bochecha.
— Diana, trouxemos isso para você colocar no bercinho dela. – Ícelo estendeu para a cunhada um lindo móbile feito de nuvens de feltro e estrelas cadentes. – Fantasia prometeu que vai ajudá-la a dormir melhor à noite.
— Oh, eu sinto falta dela! – volveu Diana, vendo a filha passar de colo em colo. – Por favor, digam a ela que eu quero uma visita em breve!
— Pode deixar, vamos dizer. – sorriu Fântaso, balançando a sobrinha levemente. – Ah... Eu quero uma dessas...
Algumas risadas foram ouvidas na sala e Lyra acabou acordando e logo começou a chorar. Calmamente, Diana a pegou nos braços e a ninou delicadamente, beijando-a no topo da cabeça várias vezes até que a pequena caísse novamente no sono.
— É melhor nós irmos. – ditou Aquiles, com as mãos nos ombros de Kalimera e Hebe. – Você tem que descansar também.
— Ele está certo. – confirmou Hypnos. – Logo, logo ela vai estar correndo por aí e não vai haver onde vocês se esconderem, melhor descansar agora.
Depois das despedidas e dos presentes deixados no canto do quarto, todos se retiraram, deixando os novos pais juntos da filha, num silêncio confortável, quebrado pelo ressonar baixinho de Lyra.
— Ela é linda como você. – sorriu Oneiros, beijando o topo da cabeça de Diana. – Obrigado, meu amor.
— Obrigado por quê? – questionou a ninfa, confusa.
— Por ter me dado esse presente lindo e por me deixar te amar. – volveu o deus dos sonhos, olhando com carinho para a esposa.
— Eu que tenho que agradecer, me fez a mulher mais feliz do mundo!
E, naquela atmosfera de beijos, carinho e muito amor, Oneiros e Diana colocaram a filhinha no berço, observando enquanto ainda havia tempo para conservar em sua mente a imagem da linda bebê que um dia se tornaria uma mulher distinta, criada para seguir seu destino e desbravar o submundo!
***Fim***
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