Flores Para Quem?

1 Dia das Mães e Níver!


Notas iniciais
Olá, povinho bonito!

Trago cá pra vocês mais uma one, desta vez um presente especial para Helena, vulgo Yurippe. Parabéns, linda!! Espero que goste ^-^

Aproveitem e boa leitura.

Ikumatsu acordou naquela manhã ouvindo o barulho da água caindo, vindo do banheiro. Isso a poupou de qualquer surpresa ao virar-se e ver o futon vazio. Não era como se fosse tão raro Zura acordando antes dela.

Seu próximo movimento foi olhar o relógio de parede, próximo ao calendário. Já eram sete da manhã e ela deveria se levantar para preparar o restaurante para o dia, mas ao observar a data, se deteve.

Que estranho, era o segundo domingo de maio e ele não tinha vindo acorda-la? Bom, não deveria estranhar tanto, quanto mais os anos passassem, mais essa mostra de carinho direta diminuiria.

Foi tirada de seus pensamentos quando a posta do banheiro se abriu, revelando um Katsura que levava apenas uma toalha enrolada na cintura e outra que usava para secar os cabelos.

— Bom dia, Ikumatsu-dono. – Ele sorriu ao cumprimenta-la.

— Bom dia. – Ela respondeu, ficando à espera de algo mais, mas o homem apenas deu as costas a ela para pegar sua roupa do armário.

De novo, Ikumatsu ficou confusa. Ele sempre a cumprimentava por aquele dia, será que havia esquecido? Bom, não era como se Zura precisasse se lembrar.

Decidida a esquecer daquilo, ela também levantou-se e passou a se aprontar junto do marido. Quando ficou pronta, desceu as escadas; começaria a arrumar o restaurante antes de acordar o terceiro membro daquela casa.

No entanto, qual não foi sua surpresa ao ver o menino, que mais parecia um mini Zura, já sentado em uma das mesas do restaurante, comendo o que seria seu café da manhã.

— Já de pé tão cedo? – Falou enquanto se aproximava. – Eu nem precisei ir te chamar.

O garoto virou-se para ela e sorriu, engolindo o que tinha na boca antes de responder:

— Bom dia, okaa-san. Eu precisei acordar cedo hoje, afinal é um dia importante.

Ikumatsu sorriu, feliz pela ela pessoa mais importante, ter lembrado que dia era aquele. Ela ficou esperando que o filho completasse a fala com algo mais, mas o menino apenas voltou-se para sua refeição.

Ok, agora estava ficando estranho.

Suspirou; não iria forçar, que ele falasse quando estivesse pronto.

— Termine logo aí e venha me ajudar, Nagi.

— Nagi jyanai! Nagihiko da!

Aquilo fez Ikumatsu sorrir. Sendo que dia fosse, ela estava feliz por passa-lo ao lado de sua família. Não precisava de nenhum presente, nem ser cumprimentada por nada.

Ou isso foi o que pensou...

Pois enquanto o dia passava, mais coisas estranhas aconteciam e mais frustrada ela ficava. Primeiro, foi Zura olhando presentes em lojas quando foram ao mercado, depois foi Nagi, colhendo uma quantidade exagerada de flores, a não ser que planejasse fazer um buquê gigante.

Ao decorrer das horas, Ikumatsu se iludiu pensando que esses presentes eram para ela, mas ao chegar o início da noite e não ter recebido nada, suas esperanças começavam a murchar.

Agora, ela terminava de preparar mais macarrão, ao lado de Nagihiko, que lhe ajudava limpando o balcão. O garoto parecia completamente alheio ao seu estado de desânimo.

— Nagihiko, já está pronto? – Zura perguntou, descendo as escadas. E foi ao vê-lo que Ikumatsu ficou realmente preocupada: por que raios ele estava de terno?! – Vamos, onde está o seu presente? Ela vai chegar logo!

— Já vou, pai. – O pequeno falou, largando o pano que usava para limpar o balcão.

Ela? Ikumatsu largou a faca com que cortava os legumes, antes que cometesse uma loucura. Tentando manter sua calma, ela virou-se para Zura e cruzou os braços, esperando em vão que seu olhar gélido fosse o suficiente para ele se tocar do que tinha acabado de dizer.

— Ah, Ikumatsu-dono. – Ele finalmente voltou-se para ela, falando normalmente, sem perceber a aura escura que a rondava. – Você poderia preparar um lámen bem especial, o que acha?

Pronto, aquela foi a gota d’água! Ikumatsu apertou o punho, sentindo uma veia saltar em sua testa enquanto berrava:

— Quem é ela?! Foi por causa dela que você comprou presentes? Foi para ela que o Nagi colheu aquelas flores?? Foi por ela que ninguém sequer me desejou um feliz dia das mães?!

— Ikuma-

— Não, não! – A loira interrompeu, erguendo um dedo. – Eu não quero ouvir nada. Se a próxima palavra que sair da sua boca, não for o nome dessa ela, eu vou-!

— Helena.

A vozinha de Nagihiko foi que respondeu. O garoto já estava de volta e foi se aproximando dos pais, a passos cuidadosos para não derrubar o grande e colorido buquê que segurava.

— O nome dela é Helena.

O tom tranquilo e inocente do filho pareceu drenar a ira de Ikumatsu. Mas ela ainda estava chateada e queria respostas.

— E quem é essa Helena?

De novo, foi Nagihiko a reponder:

— Helena é... Uma amiga muito querida, escritora fantástica, alguém que ajudou a trazer uma legião de pessoas para o fandom de Gintama, além de ser a maior fã do otou-san e apoiar totalmente vocês dois como casal, okaa-san. E que, apesar de ter acabado de me conhecer nessa fic, já me adora.

— Resumindo: — Zura tomou a palavra. – É alguém muito querida e importante para nós, e acho certo comemorarmos o aniversário dela como se deve.

Ikumatsu passou um tempo digerindo a informação. Então era isso... Alguém especial fazia aniversário hoje. Estava meio chateada por ter sido deixada de lado, mas essa ocasião era muito mais importante do que um dia universal.

— Entendo. – Foi tudo o que respondeu, finalmente tranquila de novo. Abaixou-se um pouco para ficar cara a cara com o filho. – Então, foi para ela que você pegou essas flores? São muito bonitas, Nagi, ela vai adorar.

— Eh? – O menino ficou confuso. – Não, okaa-san, o buquê é para a senhora. – E sorrindo, estendeu as flores para a mãe. – Feliz dia das mães.

A loira pegou as flores, ainda sem crer que finalmente estava recebendo o que esperara o dia inteiro. Ela conseguiu conter o choro, mas o sorriso foi inevitável, acompanhado de um olhar cheio de carinho para o filho.

— Mas essas são. – Nagihiko mostrou três margaridas que sobraram em sua mão. – E o presente que o otou-san comprou também.

— Muito bem. – Ikumatsu voltou a se levantar e começou a rumar para a cozinha. Arranjaria um vaso para deixar aquelas flores antes de voltar ao trabalho. – Venham me ajudar, vocês dois. Esse lámen precisa ser o mais delicioso já feito nesse restaurante.

Sorrindo, Nagi e Zura assentiram e a seguiram.

E foi no tempo certo para o lámen ficar pronto, que alguém adentrou o restaurante.

— Ano... Com licença. – Pediu uma voz feminina.

— Helena-sama! – Katsura exclamou feliz ao vê-la.

— Bem-vinda! – Nagihiko imitou a empolgação do pai.

— Ora, então você é a famosa Helena. – Ikumatsu também sorria, colocando a tigela de lámen no balcão aos olhos da cliente. – Pode entrar, fique a vontade.

E então, como se tivessem ensaiado, a família inteira fez uma reverência e declarou:

— Tanjoubi ometedou gozaimasu!

Notas finais
E foi isso... Não ficou uma maravilha, mas foi kkk
Espero que tenham gostado, principalmente você, Helena ^-^ Parabéns mais uma vez!

Beijos de morango e até a próxima, pessoal!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!