Flores Para Alemanha
12 Flor de Lótus
Notas iniciais
Postando meio tarde hoje, mas pelo menos eu estou comprido o trato ^^*apanha*
No oriente, a flor de lótus significa pureza espiritual. O lótus (padma), também conhecido como lótus-egípcio, lótus-sagrado ou lótus-da-índia, é uma planta aquática que floresce sobre a água.
No simbolismo budista, o significado mais importante da flor de lótus é pureza do corpo e alma. A água lodosa que acolhe a planta é associada ao apego e aos desejos carnais, e a flor imaculada que desabrocha sobre a água em busca de luz é a promessa de pureza e elevação espiritual.
É simbolicamente associada à figura de Buda e aos seus ensinamentos e, por isso, são flores sagradas para os povos do oriente. Diz a lenda que quando o menino Buda deu os primeiros passos, em todos os lugares que pisou, flores de lótus desabrocharam.
Da rua se escutava os passos dos soldados, eles marchavam para o inferno com suas fardas bem engomadas e seus cabelos penteados; enquanto o albino olhava pela a janela aquela cena, perguntava-se quantos deles não morreriam ou quantos deles realmente queriam está ali. Para o albino era impossível aceitar as coisas que estavam acontecendo na Alemanha e no mundo, sempre soubera que as pessoas sem inteligência eram facilmente manipuladas, mas nunca pensou que a crueldade da humanidade fosse maior do que sua sabedoria.
Afinal não eram apenas as pessoas simples que estavam apoiando a guerra, mas havia também vários médicos, governantes e professores. Fechou a janela e a cortina, não queria mais assistir aquele espetáculo horroroso. Olhou em direção a cama do quarto, lá dormia Roderich tranquilamente depois da vertente e saudosa noite que tiveram.
Riu baixinho quando lembrou do abraço que ganhou do castanho por ter aparecido vivo para ele, fora ótimo sentir o cheiro do austríaco novamente e de ver o sorriso naquele rosto que o albino gostava de admirar. Chegando perto do que dormia, Gilbert tocou sua pele, lhe fazendo um leve carinho, na intenção de acordar o outro.
- Vamos levantar jovem mestre — O albino falava de forma mansa e carinhosa, não queria assustar o austríaco.
Roderich abriu os olhos devagar, se acostumando com a claridade do dia, espreguiçou-se lentamente e depois encarou o albino, ficando muito feliz ao perceber que não havia tido um sonho e que o menor ainda estava ali.
- Estamos em um hotel, então você pode escolher o que vai querer de café da manhã e...- O albino parou de olhar para a parede e encarou o namorado, vendo-o com uma lágrima no rosto.
- O que foi? — Falou desesperado tentando fazê-lo parar de chorar.
O austríaco abraçou o alemão apertado, não se importava com as regras sociais, ele apenas queria ter o albino em seus braços e poder beijá-lo e sentir seu cheiro.
Quando foi abraçado Gilbert ficou um pouco surpreso, mas logo sorriu de forma marota e correspondeu o abraço do outro, dando um leve beijo em seus lábios.
- Eu estou bem, meu jovem mestre, fique tranquilo — Ele fez um carinho no rosto do austríaco.
- Seu idiota! Eu achei que você estivesse morto. — Rod estava chorando e abraçando ele, Gilbert fazia carinho na cabeça do menor, era muito ruim perceber que Roderich tremia em seus braços.
- Desculpe, eu estava com meu pai — Ele olhou para os olhos roxos do castanho.
- Seu pai? — O outro ficou assustado, sabia que o menor não se dava muito bem com seu pai.
O albino colocou o austríaco entre suas pernas e beijou sua nuca antes de começar a contar sobre o que havia acontecido consigo durante toda a época de guerra.
O menor ouvia tudo com atenção, ficou surpreso ao descobrir as coisas absurdas que seu namorado falava, podia parecer loucura o fato que Gilbert havia declarado guerra contra Hitler. Ficou feliz ao perceber que nem todos os alemães serviam a Hitler, era tranquilizador.
Após ouvi tudo o austríaco deu um beijo na bochecha do albino, o que o fez sorrir.
Xxx
Feliciano permanecia nervoso, não havia recebido notícias de Roderich desde a tarde do dia anterior, em que o castanho sumiu sem deixar rastros. Andava de um lado para o outro e seus olhos ora miravam o relógio ora a janela ou a porta, tinha medo de que algo ruim tivesse acontecido com o outro e isso o deixava ainda mais nervoso.
O almoço já estava na mesa quando bateram na porta, aquela ação causou pânico no italiano, ele não sabia muito bem qual era a língua da Áustria ou a forma que devia tratar as pessoas, então pediu aos céus que não fosse um austríaco querendo que Roderich fosse servir ao exército.
Porém, quando abriu a porta teve seu sangue congelado, havia um soldado alemão parado lá, seus cabelos amarelos e seus fortes olhos azuis causava arrepios em Feliciano. Ele não era belo e sedutor como Ludwig, mas parecia um jovem frio com àquelas roupas.
- Em que posso ajudar? — Por sorte Feliciano sabia falar alemão, e mesmo com medo conseguiu conversar com o soldado.
- Senhor Feliciano Vargas? — O soldado não parecia se ofender com a forma de falar do menor, parecia até que já tinha sido avisado sobre aquilo. — O senhor é Feliciano Venezuelano Vargas? — O loiro voltou a repetir a pergunta de forma séria.
- Sim, sou eu — O menor estava com medo dele, mas teve que respondê-lo.
- Mandaram entregar isso para você — Ele tirou de baixo do braço um pacote. — e mais uma carta com as instruções que você deve seguir.
Feliciano pegou o que lhe foi oferecido e olhou para o jovem soldado, não entendia o que estava acontecendo, porém, podia perceber que o loiro estava cansado. Leu o remetente e ficou um pouco feliz ao perceber quem havia lhe escrito.
- Você que quer um pouco de café? — Não podia deixar o soldado lá parado.
O jovem soldado encarou o italiano por um tempo antes de responder, primeiro achou que o mais novo estava zoando consigo, mas ao perceber que o outro falava sério sorriu e disse:
- Se não for incomodar, eu gostaria sim.
Abriu-se um sorriso no rosto do menor, estava feliz em ter alguém para tomar café naquela manhã. Deixou que o outro entrasse na casa e o guiou até a cozinha.
Era um local amplo e bem organizado, afinal estavam na casa de Roderich e o austríaco não gostava de bagunça em sua casa. Feliciano enchu uma xícara com café e entregou ao loiro.
- Açúcar? — O italiano ofereceu o pote de açúcar ao alemão.
- Não, obrigado — O outro bebeu o café puro, não gostava do doce em seu café e Feliciano respeitava aquele gosto.
Ficaram lá os dois bebendo café e tentando manter um clima agradável naquela cozinha.
xxx
Lovino acompanhava Maria nas compras, Yao e as crianças asiáticas vinham logo atrás. O italiano achava engraçado como se podia comer tantas frutas de formas tão diferentes.
Naquela noite o italiano ia fazer algo de seu país e isso significa pizzas, doces e molhos italianos. Estava ficando empolgado com a sua nova vida e Antônio já estava fazendo planos para quando voltarem para a europa comprarem uma casa em Madrid para viver. Tais planos deixava a todos felizes, Maria torcia para que Lovino reencontrasse os irmãos e pudesse viver feliz ao lado daquele espanhol que mais parecia uma criança.
Era lógico que com o tempo todos iam sabendo sobre a história de vida de cada ser, foi um pouco vergonhoso para Lovino contar ao outros toda a sua história e também doloroso, principalmente quando chegou na parte sobre a gravidez de Fernanda, sentiu raiva ao admitir que havia sido burro ao deixar sua irmã sozinha e ter acontecido aquilo com ela.
Olhando para o lado esquerdo via Kiku escolhendo os peixes junto de Yao, os dois asiáticos pareciam discutir para ver qual era a melhor forma de fazer o peixe, a brasileira que os acompanhava ria daquelas cenas.
- Não precisam ficar nervosos meninos, — Ela tentava acalmá-los enquanto eles continuavam discutindo. — a gente compra dois quilos de peixe e faremos uma grande semana de peixes no jantar.
Pode não ser a melhor ideia do mundo, contudo, serviu para acalmar os ânimos dos orientais. O único problema naquele país era o clima estranhamente diversificado, o sol era forte, mas chovia tanto quanto fazia calor, as vezes o dia tinha um clima agradável e nas outras vezes o clima era um pouco frio.
No entanto, nenhum daqueles problemas superava o recente envolvimento com a guerra, graças aos Estados Unidos aquele povo estava sendo obrigado a entregar seus amados filhos para lutarem em uma guerra que não tinham nada a ver. Revoltava os imigrantes ao saber que aquele povo que havia acolhido teria que vivenciar algo que eles não deviam.
- Lovino, você vai querer levar batatas?
Maria não sabia muito o que os italianos usavam em sua culinária, então as vezes se confundia na hora de escolher os mantimentos. Ela não era uma moça ruim, apenas confundia algumas culturas e os meios, mas a culpa não era dela, a cultura asiática e européia era mesmo um pouco parecida.
- Não, acho que não precisamos de batatas — Ele sorriu ao se lembrar de como era dizer isso a sua irmã quando faziam compras na Alemanha.
- Kiku não podemos comprar tantas laranjas aru — Yao olhava para o japonês que queria carregar quase todas as laranjas que via.
- Mas elas são gostosa, Yao-nii-san.
Kiku sentia falta de seu país, mesmo sendo tão jovem e ter ficado pouco tempo lá, ele gostava de chupar laranjas.
- Deixe-o levar, Yaozinho — A voz vinha de um moço albino russo que havia se mudado para a casa ao lado há algumas semanas.
- Não me chama de Yaozinho! — Por algum motivo desconhecido o russo parecia muito propenso a perseguir o chinês.
Enquanto os dois "discutiam" a relação, Maria comprava uma sacola de laranjas para o japonês, Lovino nunca tinha pensando em participar em algo como aquilo, afinal de contas não era todos os dias que você participava de uma compra a alimentos com imigrantes de vários países diferentes.
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A Alemanha tinha praticamente declarado guerra ao outros países, então todos ficaram assustados ao ver um soldado alemão tomando café com Feliciano.
Gilbert e Roderich ficaram olhando para o loiro sentado em sua sala de estar, pela forma que estava vestido e sua aparência ele era claramente um alemão, então por que Feliciano estaria bebendo café calmamente com ele?
- Ve~ vocês já chegaram — Feliciano riu para seus amigos.
Os dois recém-chegados não sabiam o que podiam dizer, não esperavam ver aquilo.
- Eu recebi uma carta da sorella! — O menor mostrou o envelope que tinha em cima da mesa.
- Que bom — Foi a única coisa que Gilbert conseguiu falar.
- Podemos converser, Feliciano? — Roderich puxou o italiano para um canto enquanto o soldado ficava sentado no sofá. — O que ele faz aqui?!
- Ele veio me entregar uma carta, Roderich — Feliciano parecia confuso, que mal teria isso?
- Mas por que ele ainda está aqui?! — Roderich estava ficando cada vez mais nervoso.
- Eu ofereci a ele um pouco de café — O italiano era um ser gentil por natureza e não ia negar a ninguém um simples café.
Foi então que Roderich olhou para a sala, Gilbert não estava com uma face muito boa e havia uma arma apontada para a sua cabeça, pelo visto o soldado era alguém bem irritado.
- Você não percebe que Hitler está matando milhões?! — Gilbert parecia urrar de raiva.
- Não é sobre Hitler, você matou meu pai Beillschmidt! — O soldado também estava zangado com tudo, a visão do albino deu ódio nele.
- Abaixem as armas. — Pediu o austríaco tentando manter as coisas calmas.
- Não foi por querer, mas os nazistas estão matando milhões! — O albino levantou a sua arma, não estava disposto a abaixá-la.
- Não me interessa os filhos mortos, você e seu grupo de bastardos estão matando peões enquanto os verdadeiros inimigos estão vivos.
- Nós estamos tentando, já tentamos algumas vezes e acho que seu pai tinha um ótimo motivo para ser morto.
O loiro abriu a boca para dizer algo, mas antes que pronunciassse algo, um som pôde ser ouvido por uma alta sirene. Rod e Feliciano congelaram, aquela sirene significava que alguém ia bombardear aquele local e era para todos se esconderem.
As coisas estavam tensas, nenhum dos dois jovens queriam abaixar a arma e podia se ouvir explosões cada vez mais perto. O italiano e o austríaco não queriam sair dali porque estavam confusos e não queriam deixar Gilbert, mas as coisas pareciam muito complicadas.
Foi então que aconteceu, os dois atiraram e Feliciano olhou para a cima quando escutou o avião sobrevoar a casa, e então a bomba explodiu e só se pôde observar a casa do austríaco pegando fogo de longe.
Notas finais
E sobre esse final, bom eu quis demonstrar os dois lados da moeda, tipo Gilbert e seu pai são, claramente, revoltados radicais, e o soldado é um revoltado, mas ele não vê outra saída a não ser servi da forma que foi ensinado, pós aquilo que Gilbert faz é praticamente uma traição a própria Alemanha!
Me lembre das palavras do coronel von Stauffenberg agora, "Ao servi meu país, traí minha consciência.", gosto dessa frase e de outras rs
Beijos e espero comentários xD~
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