Flores Para Alemanha

15 Flor de Dente-de-Leão


Notas iniciais
Olá!^^

Sexta a noite como sempre rs

A flor Dente-de-leão possui o significado de liberdade, otimismo, esperança e luz espiritual.

Para os cristãos da Idade Média, a flor Dente-de-leão estava associada a Cristo e à Virgem Maria, possivelmente pelo formato da flor e pela cor amarelo-brilhante que lembra os raios de sol.

O nome pelo qual a planta Dente-de-leão é popularmente conhecida parece ter origem na aparência da planta: as suas folhas são muito dentadas e as suas flores amarelas parecem com a juba de um leão.

Em determinada fase, quando a flor é soprada ela se desfaz com facilidade. As sementes são levadas pelo vento, se espalham e, no período certo, florescem novamente.

Devido a essa característica é também conhecida pelo nome "esperança". A frase "abre as janelas e deixa a esperança entrar na tua casa trazida pelo vento da tarde" é uma referência ao Dente-de-leão.

Há quem diga que ao soprar uma pétala da flor deve-se fazer um pedido sobre o amor ambicionado. Se o vento trouxer de volta a pétala é sinal de que o desejo será brevemente realizado.

A planta Dente-de-leão pode ser encontrada com mais facilidade em locais úmidos e é apreciada popularmente pelos seus efeitos medicinais. O chá favorece a digestão e alivia a prisão-de-ventre. É utilizado para purificar o sangue, estimular o apetite e no tratamento de problemas de fígado e vesícula.

O Dente-de-leão pertence ao gênero de plantas "Taraxacum" palavra que deriva do árabe,"tarakshaqum", que significa erva amarga. O nome "dente-de-leão" é de origem francesa e foi atribuído pelo povo Normando. Em Francês, "dent-de-lion" tem pronúncia semelhante a "dandelion", nome pelo qual é designada em Inglês.

O céu já estava limpando, ainda não podia se ver o belo azul, mas também se observava que não havia tantas nuvens cinzas quanto há algum tempo. No etanto, não era aquilo que chamava a atenção das pessoas e, muito menos, para o inusitado grupo de jovens que saía da estação na pequena cidade alemã.

Gilbert guiava a turma, seu canário amarelo estava em cima de sua cabeça e havia um grande e belo sorriso em seu rosto, Roderich ia logo atrás segurando a mão de Vash que segurava a mão de Lili, Feliciano vinha, em seguida, com os dois gatos dentro de uma cesta e com a outra mão tinha a mala. Tudo parecia feliz e tranquilo para eles.

Ainda estavam em guerra e Vash não parecia feliz em segui-los, mas o fazia por causa de sua "irmã". Percebia que a cidade era uma típica do interior alemão, as casas bonitas e velhas, os gramados bem cuidado e algumas pessoas velhas na varanda.

Mesmo com todo aquele ar antigo, Feliciano estava encantado, era tão belo o local que podia ser posto em um quadro de artes, as pinceladas deviam ser dadas com cuidado para deixar transparecer a suave beleza de lá. Roderich riu com a face do menor, ele já havia ido ali com Gilbert, corou ao lembrar que naquela casa havia sido a primeira vez deles.

Quando pararam de andar, depararam-se com uma grande casa, ela estava um pouco empoeirada e havia raízes subindo pela escada da frente, mas nada que uma boa faxina não resolvesse. Gilbert foi o primeiro a entrar, com passos cautelosos, adentrava cada vez mais. sendo seguido pelos outros. Chegaram a estremecer quando ouviram o barulho de Feliciano colocando a cesta no chão.

– Ve~ Está muito escuro — O italiano reclamou da falta de iluminação do local.

– E tem muita poeira, vamos ter bastante trabalho aqui — Vash tocou em um móvel que estava perto da parede e sentiu a grossa camada de sujeira que tinha.

– Bom, primeiro que aja luz — Gilbert resolveu tirar uma cortina da janela para deixar a luz entrar naquele escuro e mofado lugar.

Assim que o albino tirou a cortina subiu tanta poeira que todos começaram a tossir, mas a ideia de abrir a janela foi boa. Logo todos estavam varrendo e arrumando a casa para poderem descansar depois.

Gilbert sorria sem graça, não pensava que a sua casa ia está tão bagunçada assim e se sentia culpado por dar tanto trabalho aos "visitantes".

– Isso é divertido, né irmão? — Lili ria enquanto tirava o pó dos móveis.

– É, é — Vash não gostava muito da tarefa que havia assumido, tirar os tapetes e limpá-los não era uma tarefa muito agradável.

Feliciano limpava a cozinha, não tinha muito trabalho já que ele já estava acostumado a limpar a cozinha alheia, sempre ajudava seu irmão gêmeo a cuidar da cozinha do general quando era necessário. Os dois gatos brincavam de explorar a casa nova, eram tão fofo juntos.

xxx

Ludwig estava prestes a ter um ataque nervoso, Francis cozinhava algo na panela usando um avental cor de rosa, Arthur parecia conversar sozinho, Luciano dormia no sofá e Alfred fazia uma grande bagunça na sala. O alemão se perguntava como era possível viver em tamanha bagunça, a louça estava suja, Alfred não sabia se comportar na casa dos outros e Luciano parecia está totalmente a vontade.

Não entendia como Francis parecia está tão calmo mesmo sua casa estando uma bagunça; não aguentando mais aquilo, resolveu fazer alguma coisa. Foi até onde guardavam os materiais de limpeza e os pegou, ele ia arrumar aquela casa!

Quando Arthur viu a face séria do alemão teve um pouco de medo, a face decidida e séria de Ludwig podia assustar qualquer um. Não demorou muito para que todos fossem parar do lado de fora da casa, Ludwig precisava limpar a casa sem ter interrupções.

– Será que ele vai demorar muito? — Luciano ainda estava com sono, mas não havia se importado de ficar sentado na escadaria da casa.

– Espero que não, ainda tenho que preparar meu jantar — Francis, que ainda estava com o avental, sorria pensando no que devia fazer para todos comerem.

– Ele podia pedir minha ajuda, eu ia gostar de ajudá-lo — Alfred tinha seu sorriso confiante, mas logo sumiu de seu rosto ao perceber a face séria que todos faziam ao encará-lo. — Eu sei organizar as coisas — Disse em sua defesa, porém baixo.

Ficaram em silêncio por mais alguns instantes, apenas observando o céu e pensando em suas vidas. O inglês pensava em como sua vida havia mudado durante a guerra, agora não dava mais para ver, mas desde que a guerra tinha começado, ele e o Francis haviam abrigado tanta gente em sua casa que achava difícil se acostumar a ter apenas Francis e ele lá.

Eles escondiam imigrantes de todos os tipos, mas havia algo que fazia ficar feliz naquela guerra. Podia parecer absurdo, mas ele entendia porquê do povo gostar de Hitler, ele havia aumentado a segurança, lutado contra as drogas e construído hospícios especiais para os drogados se recuperarem.

O que era meio óbvio, já que ele lutava para um povo perfeito, então não ia permitir viciados em seu povo. Arthur gostava daquela ideia, mesmo vindo de alguém tão louco quanto Hitler admitia que era uma boa ideia e sabia que o seu namorado — nunca ia admitir em voz alta — Francis concordava.

Ficaram ali conversando sobre assuntos banais, sobre seus países e suas vidas calmas antes de tudo, falaram sobre família e comidas, até que Alfred tocou num assunto delicado, que causou um certo clima tenso entre eles.

– Eu sempre achei que os franceses e os ingleses não se davam bem — O americano não mentia, era isso que aprendia nas escolas.

– Meu jovem, os ingleses nos amam, só não sabem admitir — O francês respondeu usando seu forte sotaque, teve que se controlar para não dizer em sua língua natal.

– Pare de dizer besteiras frog!

Antes que Arthur pulasse em cima do francês para estrangulá-lo, ou tentar, a porta foi aberta e Ludwig os encarou.

Todos, com exceção a Luciano, ficaram preocupados com o que o loiro poderia fazer, porém, o brasileiro, como já foi dito, parecia ainda se divertir já que o seu sorriso era grande e seus olhos brilhavam em uma intensidade grande.

Respirando fundo, disse em voz calma, tentando disfarçar o constrangimento.

– Já podem entrar.

Quando entraram na casa viram tudo limpo, arrumado e cheiroso. Os olhos de Francis chegaram a brilhar ao ver sua casa em perfeito estado, Arthur também ficou feliz pela gentileza que o outro teve e um pouco de vergonha também, afinal a casa era dele e ele devia manter aquele local arrumado.

Ludwig foi até a cozinha e quando voltou trouxe uma bandeja, onde continha xícaras de café para todos, mesmo gostando muito de chá, Arthur aceitou e todos levaram à boca. Mas aquilo não demorou muito para todos colocassem para fora o café, por algum motivo o café do alemão tinha um amargo gosto de sabão.

xxx

Maria estava doente, não era nada grave, apenas uma febre que a deixava mole, contudo, causava um grande alvoroço na casa. Antônio achava engraçado o fato de seu italiano estar nervoso por qualquer espirro que a outra dava, era tão fofo ele se preocupando com os amigos.

Lovino não gostava de ver aqueles sorrisos no rosto do outro, se achava um idiota, porém, sempre aceitava quando o outro o abraçava. Apenas uma coisa não agradava o italiano, era quando o espanhol vinha agarrá-lo no meio do dia na frente das outras pessoas da casa, aquilo era muito vergonhoso.

– Já disse para você parar com isso! — Berrou o italiano quando foi abraçado pela quinta vez no dia.

– Mas eu estou de folga hoje, mi tomate — O espanhol falava usando seu velho sotaque e bem perto do ouvido do menor.

– Não me chame assim! — Lovino ficou ainda mais vermelho, odiava ser chamado de tomate.

– Então, mi corrazón? — As vezes Antônio queria que Lovino aceitasse os apelidos fofos que ele dava.

– Vá se catar, cazzo! — Lovino estava prestes a ter um ataque nervoso.

Ambos estavam tão concentrados que nem reparavam no japonês que estava sentando no sofá olhando para eles, Kiku achava interessante observar os dois europeus, gostava de tentar entender as manias ocidentais de carinho e afeto, mesmo que algumas fossem muito estranhas para ele.

Para o asiático era tudo ainda muito estranho e novo, mesmo tendo passado tanto tempo com eles ainda se surpreendia quando faziam algo como beijar, morder o pescoço um do outro e até fazerem barulhos de noite.

Levantando-se do sofá foi para a cozinha, lá encontrou Yao fazendo sopa. O chinês tinha seus cabelos presos e sua roupas eram da cor vermelha, havia um russo observando ele sentado na cadeira da mesa de jantar.

– Boa noite senhor Ivan-san — Mesmo já sabendo português ainda mantinha certas manias de seu país natal.

– Boa noite Kiku-kun — Ivan sorriu, mas não desviou o olhar do chinês.

O japonês se sentou na cadeira ao lado do russo, mas ficou comendo uma laranja, gostava muito daquela fruta. De todos ali o chinês era o único que não estava calmo, não gostava de ser observado pelo russo e se sentia estranho com aqueles olhos em si, até parecia que o outro estava analisando ele para devorá-lo.

– Logo o jantar estará pronto — Falou um pouco constrangido, tentando não olhar para o russo.

– Eu amo sua comida, Yaozinho — O russo tinha um estranho sorriso no rosto.

– Não me chame assim aru!

xxx

– Ve ~ nós terminamos — Disse o italiano sorrindo ao terminar de limpar a casa.

– Sim, que bom — Gilbert se sentou no sofá, estava sujo, suado e precisava de um banho, mas sua preguiça parecia vencer.

Vash e Lili estavam quase dormindo no sofá, os dois loiros estavam encolhidos e abraçados, até parecia que alguém ia machucá-la se ele a soltasse.

Olhando a cena Roderich achava que era a coisa mais bonita do mundo, queria poder ter filhos, no entanto, seu relacionamento com o alemão albino não ia deixar aquilo acontecer, talvez adotasse algum animal quando a guerra acabasse.

Não estava reclamando, amava o albino e queria passar o resto de sua vida com ele, apenas queria poder cuidar de uma criança, sabia que o outro seria um ótimo pai. "Como é de se esperar, Gilbert ia ser incrível" pensou dando um leve sorriso, fazendo o albino encará-lo e sorrir também.

– Feliciano, quando for dormir apague a luz da sala — Gil, ainda sorrindo, puxou o austríaco pela mão e o levou para o quarto no segundo andar.

O italiano sorriu para ele como resposta, viu que Vash e Lili estavam descobertos e ajeitou o cobertor no corpo deles. Não ia dormir naquele momento, não conseguia dormir direito há dias.

Estava preocupado demais com Ludwig para conseguir dormir, estava tão nervoso com a possibilidade do outro poder morrer que nem mesmo macarrão o animava mais. Recebeu um carinho na perna, era Lu, o gato preto que tinha ganhado do austríaco quando foram embora. Pensando bem foi aquela a última fez que viu o alemão, e foi a primeira vez que tinha ouvido àquelas palavras.

– Eu te amo — Disse olhando pela janela e observando as estrelas. — Amo — colocou a mão no peito, queria poder dizer aquilo para o outro.

Notas finais
Olá!^^ ( de novo )

Logo chegaremos ao final^^"
Beijos~