Flores Para Alemanha
9 Flor de Açucena
Notas iniciais
Espero que gostem ^^
Essas flores têm coloração que vai do vermelho ao salmão e do rosa ao branco e são muito usadas para decoração. Muitas pessoas conhecem esta flor — que muitas vezes cresce nas margens dos rios e riachos — como "Bella Donna".
A açucena pode simbolizar a angústia ou tristeza causada pela perda de uma pessoa amada. Também pode significar altivez, elegância, graça. A açucena branca também pode estar associada à pureza.
O frio trazia consigo as estrelas e a luz do luar dava um ar belo àquela noite, mas aquilo não chamava mais a atenção do que a bela italiana que transitava pelo navio; vestida com roupas caras e com enfeites mais caros ainda ressaltando ainda mais a sua beleza.
Fernanda Vargas Beillschmidt andava com passos calmos e leves até a grade do navio, seu vestido de seda da cor vermelha lhe cabia muito bem, mas não era apenas por sua beleza que a senhorita Beillschmidt era o motivo das conversas, e sim o fato de está com uma barriga de sete meses dentro daquele navio.
Todos ali a achavam uma jovem moça muito bonita, então, de certa forma, aquela gravidez era motivo de conversa, afinal, com toda aquela juventude, podia está vivendo a vida em vez de ter filhos. Algumas senhoras acharam estranha essa decisão da mais jovem, elas nunca que iam estragar seu corpo para ter um filho.
E era por causa daquelas ideias que Fernanda não se misturava com eles, na verdade ela não tinha assunto para conversar com essas pessoas ricas e esnobes, para ela seria melhor estar em casa cozinhando macarrão! Um sorriso bobo pôde ser visto em seus lábios, sentia falta de seus irmãos e queria revê-los.
– Vocês estão bem? — Ela olhou para a lua pensando em seus irmãos, um frio percorreu por seu corpo, fazendo-a estremecer.
Porém, o frio que sentia se esvaiu, pois seu corpo foi coberto por um grosso casaco de pele branco; não precisou se virar para ver quem era, aquele perfume marcante misturado ao cheiro suave de vinho o denunciava.
Ficaram em silêncio por alguns minutos, ela estava feliz e quentinha e ele sorria com a taça de vinho na mão.
– Você não devia ter vindo para cá. — As palavras do loiro saíram de forma repreensiva.
– Eunãoestoucomfome.– A resposta foi simples e dita em sua língua natal.
– Mas o médico disse para você comer a cada três horas — Darem não podia ser o pai biológico do bebê que Fernanda esperava, contudo, ele estava agindo como se fosse um pai legítimo que morre de preocupação.
– Ele disse para eu comer coisas leves e não um prato de comida a cada três horas, Darem. — Ela soltou um suspiro, seu marido era um pouco paranoico, porém admitia, Darem era fofo preocupado.
O loiro não disse mais nada, apenas ficou com a cara fechada e mirando a lua, não tinha palavras para continuar aquela conversa e ela tinha razão.
Fernanda se perguntava como era possível as pessoas ricas viverem daquela forma? O mundo em plena guerra e eles ali bebendo e comendo, passeando em um navio como se nada daquilo fosse em seu mundo. Era absurdo pensar e viver daquela forma.
– Já está ficando tarde, que tal irmos dormir? — Ele já falava de forma mais calma e tranquila, sabia muito bem o que ela pensava de locais como aqueles.
Ela sorriu como resposta, uma boa noite de sono podia fazê-la ficar mais tranquila e esquecer que era motivo de conversa naquele navio. Andando com passos calmos ao lado do marido, ela ia para a sua cabine, pedindo a Deus para que seus irmãos ficassem bem.
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Lovino estava impaciente, viajar de forma clandestina não estava em seus planos. Para início de conversa eles tinham conseguido embarcar dentro de um navio que levava vinhos para as Américas, era composto por cinco tripulantes que trabalhavam lá: um turco, um egípcio, um grego, um português e um brasileiro, e para o jovem italiano todos eles eram loucos.
No entanto, Lovino não podia ficar apenas reclamando, afinal de contas aquelas pessoas estranhas estavam lhe dando abrigo e comida enquanto fugia.
– Tsc — Foi o barulho que soltou após perceber que Antônio demorava a aparecer com a comida.
Olhando para cima via a parte de madeira que o cobria; podia parecer estranho, mas ele estava dormindo dentro de um grande barril de vinho, como os barris são muito grandes foi esvaziado e colocado uma prateleira para dividi-lo ao meio, para que os passageiros colocassem a bagagem embaixo e dormissem em cima.
No começo foi desconfortável e estranho, mas quando lhe foi explicado que aquela era a única forma de burlar a guarda marinha da Alemanha, ele aceitou melhor. Era lógico que para economizar o dinheiro, Antônio alugou apenas um barril para eles, o que forçava Lovino a dormir com ele todos os dias, deixando assim o italiano muito bravo.
A primeira impressão que Lovino teve foi de terror, pois ele não sabia se era seguro confiar naquelas pessoas, entretanto, agora já estava mais calmo, afinal eles realmente não fazia mal a ninguém e arriscavam perder a vida para ajudá-los. Ouviu passos se aproximando de seu barril e colocou a cabeça para fora, viu um pequeno asiático com roupas que ele chamava de "kimono", era Kiku, um menininho japonês que também viajava naquele navio.
– Kon nichi wa* — Falou o menor ao vê Lovino.
– Para você também. — Lovino não entendia absurdamente nada do que o menor falava, mas tentava agir de forma delicada e educada.
– Kiku, não suma assim aru! — A voz vinha de um chinês que segurou a mão do menor.
Lovino se lembrou do que havia sido dito sobre eles, ao todo eram sete asiáticos que estavam ali, todos resgatados e fugitivos de seu país. O chinês, eles chamavam de Yao, era o que cuidava dos outros; os menores, os dois coreanos, o japonês e a tailandesa haviam sido retirado das ruas pelos próprios marinheiros e, pela cultura ser próxima, decidiram dá-los a Yao. O chinês aceitou as crianças, ele viajava com dois parentes, sobrinhos era como podia chamá-los, pelo que Lovino sabia um era de Macau e o outro de Hong Kong, e tinha mais uma asiática — em ternos — só que ela era do Vietnam. Como o barril de Yao não ia caber todo mundo, ela deixava que a tailandesa dormisse com ela enquanto os outros cuidavam dos dois meninos.
O italiano ficava feliz com o bom coração dos asiáticos e pela as boas intenções daqueles transportadores de vinho, afinal Lovino sabia que em muitos barcos aquilo não ia ser aceito tão facilmente. Estava tão concentrado em seus pensamentos que apenas reparou Antônio quando este puxou seu braço.
– Você demorou. — Foi o que disse ao se ajeitar para comer.
– Desculpas, mas Sadick e Heracles começaram a brigar de novo, então tive que ajudar a separá-los. — Ele tinha seu pleno sorriso no rosto, e entregou a vasilha de comida para o outro.
– Idiota. — Foi a resposta que Antônio recebeu, porém, Lovino acreditava na palavras do namorado, aliás aqueles dois brigavam como cão e gato.
A comida naquele navio era algo estranho, muitas vezes algum dos transportadores resolvia fazer alguma comida típica de seu país — lê-se sempre — o que dava comidas diferentes todos os dias, isso quando algum dos hóspedes não resolve agradecer fazendo o almoço.
Então não era mais surpresa para Lovino quando ele recebia um prato diferente, na maioria das vezes era Luciano que fazia a comida, com a intenção de fazer todos se acostumarem com os pratos do Brasil, o que às vezes causava um pouco de espanto no italiano por ele misturar tantos temperos.
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O dia já tinha nascido, mas não tinha Sol, quando se olhava para o céu apenas se via um amontoado de nuvens cinza que parecia não ter fim, o ar gelado aumentava ainda mais o clima triste e abatido do local.
A farda militar em seu corpo estava bem colocada, como sempre Ludwig Beillschmidt estava em perfeitas condições. Quando ele andava podia ver os olhos de admiração dos soldados menores, ele ajudava a liderar o partido e sua fama era de um homem que vivia para servir a Alemanha, sussurra-se entre os soldados que o próprio Hitler havia elogiado ele. Mal sabiam eles que na verdade aquele general amava um homem e também Ludwig não queria está ali, só servia ao partido alemão por ordem de seu pai.
– Em posição! — O grito foi alto para que todos obedecessem, afinal ninguém ali queria fazer feio para o grande general alemão.
Enquanto Ludwig examinava a tropa, seus duros passos e olhar rigoroso não demonstrava que sentia um grande aperto em seu coração, não era apenas com Feliciano que ele estava preocupado, e sim com seu irmão, Gilbert Beillschmidt, que devia estar a quilômetros dali obedecendo as ordens de seus superiores, isso se já não estivesse preso por descobri-las. Um simples suspiro saiu de si, o que deixou alguns soldados um pouco nervosos, mas o loiro não se importou com isso, na verdade ele tinha que confiar no irmão.
"Se seguíssemos as regras europeias de guerra* ele estaria seguro agora" foi seu pensamento, podia parecer triste e até zangado, no entanto, ele sentia que aquilo ia ficar muito difícil se a guerra se prolongasse tanto. Assim que terminou a inspeção, caminhou calmo para a sua sala deixando que todos voltassem a treinar ou descansar.
Ao chegar a sua sala, sentou-se, por causa de seu posto ele não ia ter um combate direito naquele momento, na verdade as primeiras batalhas seriam apenas entre a infantaria* alemã do que qualquer outra coisa. Sentia pena daqueles rapazes que via pela janela, pareciam leões* prontos para a batalha e seus superiores eram os cordeiros que se escondiam atrás de suas fardas e comida abundante, aquilo era certamente um insulto!
Um insulto não apenas à Alemanha, mas também a qualquer família a que pediam seus filhos por um ideal falho e sem sentido, era impressionante como o ser humano podia ser tão vulnerável daquela forma, Adolf Hitler sem necessitar de forma brusca havia conseguido controlar a Alemanha inteira apenas com suas palavras.
Estava tão perdido em seus devaneios que não havia percebido que uma alemã havia entrado em sua sala, por causa de sua posição ninguém podia falar com o general sem que ele dissesse primeiro.
– Salve Hittler! – Desde que aquele cara havia se tornado governador da Alemanha aquele era o comprimento tradicional, e era lógico que Ludwig ia retribuir o cumprimento da mulher.
– Salve Hittler! – Embora desconfortável, ele ainda fazia. — Desculpe-me, Olga, não havia te visto aí — Mesmo tendo um posto importante, Ludwig não deixava de ser educado e gentil com as pessoas, mesmo sendo com seus subordinados.
– Tudo bem, o senhor deve estar muito estressado por causa de tudo. – Ela se mantinha séria, na verdade Olga queria mesmo era comandar todos aqueles soldados contra toda a Europa, mas primeiro ela ia precisar ter a certeza que eles estavam agindo da forma adequada.
– O que a senhorita deseja me informar? — Ele a encarou, sabia que no fundo ela era tão doida quanto qualquer outro seguidor de Hitler.
– Chegou uma carta falando de seu irmão, ele vai está marchando para os países frios essa semana. — Ela sabia que o bem estar de Gilbert era muito importante para o seu general.
Após alguns minutos de reflexão Ludwig disse:
– Eu entendo, espero que ele aja de acordo com os planos de Hitler. — Era tudo um jogo de aparências, enquanto ele fingia ser leal a Hitler, tentava a todo custo atrasá-lo para deixar que seu amado Feliciano e seus irmãos chegassem bem em seu destino.
Ela saiu de sua sala se perguntando o que podia significar àquelas palavras, era lógico que Ludwig sempre foi um homem frio, então o que seria o motivo daquele olhar triste e desorientado? Talvez ele tinha sido chutado pela mulher que amava.
Um sorriso bobo se formou nos lábios dela, quem em sua sã consciência ia chutar um dos melhores partidos da Alemanha?
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Lovino não gostava muito daquele navio, eles sempre ficavam na parte dos barris — o que era aceitável, já que podiam ser pegos pela patrulha nazista – e, além disso, não era legal ficar ali. Naquele lugar faltava luz, não tinham espaço adequado para fazerem suas necessidades e, por mais que os transportadores se esforçasem para manter tudo limpo, não ajudava muito.
Contudo, o outro não tinha do que reclamar, afinal de contas ele sabia como Antônio estava e ambos estavam seguros. Às vezes ficava imaginando como devia ser ter que se separar de seu amado espanhol, imaginar se ele estava comendo ou se ele estava morto; colocou a mão no peito e tentou não chorar. Imaginar o corpo ensaguentado de seu amado dava uma vontade de chorar descontrolada.
Deitado em sua "cama", ele tentava imaginar todos bem, sabia que nada de mal ia acontecer com Ludwig e Gilbert, eles eram fortes, e sua querida irmã Fernanda estaria segura com Darem, e nem se preocupava tanto com Feliciano, porque Roderich ia cuidar bem dele.
Cansado de ficar deitado naquele pequeno lugar, seguiu para o banheiro; ele não estava com muita vontade de tomar banho, mas ficar apenas trancado num barril de madeira que cheirava a vinho não era muito bom. Foi tirando a roupa lentamente e quando entrou debaixo da água fechou os seus olhos. No entanto, ele não ficou sozinho por muito tempo, pois ele havia percebido que estava sendo seguido, não precisava olhar para reconhecer o belo espanhol, e quando foi abraçado pelo maior agiu de forma já costumeira.
– Antônio eu quero tomar meu banho, seu viciado estúpido por tomates. — Ele sabia que seu namorado não ia deixá-lo em paz.
– Não sou apenas um viciado em tomates, meu doce e lindo Lovino. — O maior começou a beijar o mais novo, suas mãos entravam na roupa deste enquanto atacava o pescoço do menor.
Lovino teve que se controlar para não gemer ali dentro, tinha medo que alguém pegasse eles fazendo aquilo. Antônio ria com a ação do menor, Lovino era sempre tão doce e fofo, voltou a beijar o italiano enquanto tirava a roupa dele, mal sabia Lovino da força que Antônio fazia consigo mesmo para não atacá-lo e penetrá-lo naquele momento.
Antônio beijava e lambia todo o peito exposto do menor, observando Lovino corado e gemendo e dizendo seu nome. Aquilo era tão bom que o outro não queria parar, esfregando seus corpos e tirando a calça do outro eles iam aos poucos ficando cada vez mais excitados.
– Antônio, eu vou... — A voz do menor saiu como um grunhido quando o maior abocanhou seu membro.
Não demorou muito para que este se derretesse em sua boca, engolindo tudo e encarando o menor, com certeza não ia até o fim com Lovino, apenas queria dar prazer ao amado e saciar um pouco a sua vontade de sexo. Mas Lovino ficou preocupado, não gostava de ser o único que recebia carinho naquela relação, engoliu um pouco seu orgulho e se abaixando, abriu a calça do outro e olhou para seu membro pulsante.
– Hey! Lovino o que você está fazendo? — Foi o que conseguiu dizer antes de ter seu membro dentro da pequena e doce boca do menor.
Primeiro Lovino encostou a língua naquela parte sensível, apenas para saber como era, e depois colocou a boca e começou a subir e descer de forma devagar, mas logo sentiu a mão do maior em sua cabeça o empurrando para baixo para que todo o membro fosse engolido.
Antônio estava amando aquela cena, como era sempre ele que buscava o menor, então aquele momento além de ser raro era algo maravilhoso, enquanto gemia o espanhol ditava a velocidade ao menor, não ia demorar muito para que chegasse ao orgasmo e quando chegou Lovino teve um pouco de dificuldade para engolir tudo.
Após aquele estranho momento, suas respirações iam normalizando aos poucos e, como Lovino havia se masturbado enquanto chupava o membro do espanhol, também estava bastante cansado. A face de vergonha do mais novo não chegava aos pés da alegria do mais velho, quando Lovino se pôs de pé não tinha coragem para olhar para o maior, mas Antônio levantou seu queixo com cuidado e o beijou de forma suave.
– Você é tão doce e fofo, Lovino — Falou sorrindo.
– Cale-se Cazzo!
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Não tinha muito que fazer naquele local, estava frio e nevava muito, isso dava um desconforto para quem andasse a pé, era quase isso que o irmão caçula dos Beilschmidt sentia, a neve podia ser branca, macia e fofinha, mas naquelas condições ele tinha a impressão que podia ficar preso nela ou até mesmo morrer congelado; sinceramente, ele não queria está ali. Para dizer a verdade, Gilbert gostaria de morrer em vez de lutar numa guerra idiota, por motivos idiotas, ele só não tinha dado um jeito para morrer ainda por causa de seu amado Roderich, afinal de contas quem ia cuidar do austríaco se ele morresse? Quem ia ter paciência quando ele fosse para a cozinha? E quem ia elogiá-lo e abraçá-lo quando este tocasse sua música predileta?
Não tinha ninguém apto o suficiente sem ser Gilbert para tal coisa, então ele ia ter que sobreviver até o fim para conseguir ver o seu amado novamente. Sempre que pensava nisso, um sorriso sereno e amável se estalava em seu rosto, se fosse pela segurança e amor de Roderich ele ia viver e ia conseguir voltar para a casa, e ver novamente o belo jardim que Feliciano sabia fazer, depois de comer a comida de seu namorado.
Como já havia dado uma olhada na areia, resolveu voltar para chamar os outros, ele tinha ido a frente apenas para conferir se não tinha ninguém do exército inimigo esperando por eles, e pelo visto realmente não tinha. Por ser um dos mais rápidos, ele ia voltar logo, mas como tinha outros que ia fazer o mesmo do que ele, Gilbert não tinha pressa. Foi então que reparou em algo estranho, parecia ser uma briga de longe e quando se aproximou percebeu que um soldado parecia está batendo em uma mulher.
O corpo do albino gelou, a mulher estava sendo sufocada e pelas roupas que vestia dava para se perceber o que tinha acontecido ali. Sem pensar duas vezes Gilbert bateu com a sua arma na cabeça do cara, era lógico que o outro ia revidar, porém, assim que Gilbert o jogou no chão subiu em cima dele e pegando uma pedra que estava perto começou a socá-lo com ela, bateu uma, duas, três a quatro vezes com a pedra na cabeça do estuprador.
Quando se levantou estava sujo de sangue, a mulher estava morta, mas ele havia conseguido vingá-la, infelizmente quando ficou de pé foi cercado por armas. “Merda, é agora que morro” pensou ao ver alguns soldados o cercando. Ficou de joelhos e suas mãos estavam algemadas para trás, não iria lutar, não tinha motivos para se defender, mataria aquele homem quantas vezes fosse necessária, então não ia fazer nada para mudar a sua situação.
Com a arma apontada para a sua cabeça, mirando o chão ele pensou pela última vez em Roderich rindo para ele, foi então que algo inacreditável ocorreu, o soldado que parecia ser o líder ficou de frente para ele e disse:
– Você sabe o que acabou de fazer soldado? — Gilbert estremeceu ao ouvir aquela voz, a conhecia, mas não acreditava no que ouvia. — Responda, soldado! — Falou de forma autoritária. — Você tem ideia do que você fez?
– Tenho. — O albino respondeu a contragosto, aquela voz grave era incrivelmente familiar.
– Você sabe o que Hitler mandaria fazer com soldados como você, não sabe? — Aquele homem de voz famíliar continuava a falar com aquele tom de voz autoritário.
– Aquele viado arrogante mandaria me matar. — Disse com toda a sua raiva, não queria está naquele local mesmo.
Os cinco soldados começaram a rir, Gilbert ficou confuso, devia ser enviada uma bala em sua cabeça por dizer tal coisa sobre Hitler, então por que as risadas?
– Solte ele! — A voz do chefe parecia ser mais calma e até mais amável.
Quando as correntes foram tiradas de seu pulso Gilbert pôde olhar para cima, sentiu um pequeno calafrio percorreu seu corpo quando encarou aqueles brilhantes olhos azuis.
– O que pensa que está fazendo, pai?
– O que você e eu fazemos de melhor, matar nazistas. — Havia um sorriso sarcástico em seu rosto, com certeza ele não estava pensando em algo divertido.
Notas finais
*Apos a Primeira Guerra Mundial a Inglaterra e outros países europeus tiveram um alto aumento em órfãs e por isso, quando a Segunda Grande Guerra começou a idade máxima para as pessoas se alistarem aumentou, apenas a Alemanha não seguiu essa regra.
*Para quem não sabe infantaria são aqueles soldados que vão na frente, geralmente jovens e inexperientes, em suma, a infantaria nada mais é do que os piões da guerra.
* Isso é uma citação de um "poeta" de guerra, quando a guerra acabou e todos voltaram para a casa um dos soldados americanos deixou escrito que "Nunca tinha visto tamanhos leões serem governados por tão fracos cordeiros", eu não me lembro da frase completa agora, mas na hora que eu tinha escrito lembrava (Ç-Ç), mas irei achar e mostrarei a vocês, tá?
Beijos e eu vou esperar os comentários, ouviram? rs
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