Flores Murchas e Queimadas
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Japhde contou-lhe da guerra.
Contou-lhe dos seres da floresta e das sereias, dos dragões e dos humanos, e de como aliaram-se uns contra os outros procurando destruição. Contou-lhe da batalha no mar, e de como as sereias foram trucidadas pelos homens. Contou-lhe da chacina das árvores, e de como os elfos foram mortos um a um.
Contou-lhe de quando os dragões vieram enfim atrás dos cervos. Contou-lhe de como perceberam, horrorizados, que a morte deles significava também a morte da floresta — e como, sem a floresta, de nada valia a guerra.
E então contou-lhe do fim. De como foi poupado apenas um. De como toda a magia foi transferida para uma única pessoa.
— Mas havia um problema — continuou. — Eu era forte demais. Eu era uma ameaça. Então arrancaram minhas galhadas com seus dentes e seus feitiços, para que jamais voltassem a crescer e eu jamais fosse capaz de controlar toda a magia.
Ergueu os olhos para Zahse, que o encarava com uma expressão enleada.
— Foram todos forçados a testemunhar. E, logo que terminaram comigo, foi a minha vez de assistir enquanto todos os que eu amava eram massacrados.
Japhde não desviou o olhar.
— E, mesmo assim, eu cuidei de você.
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