Flores De Maio
17 Esse Amor É Azul Como O Mar Azul
Notas iniciais
Disse a flor para o pequeno príncipe:
é preciso que eu suporte duas ou
três larvas se quiser conhecer as
borboletas. – Antoine de Saint-
Exupéry
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~ Estêvão ~
Fiquei preocupado quando Maria me ligou pedindo que eu fosse no seu quarto, e ainda mais porque ela disse daqui há uma hora, mil coisas passaram na minha cabeça. Enquanto essa hora não chegava, me dava um frio na barriga toda vez que eu lembrava ‘daquela ligação’.
E enfim, aquela hora interminável passou, e eu ia descobrir o que Maria queria, de repente era uma barata que apareceu no quarto, não, se fosse isso ela não ia pedir pra eu aparecer uma hora depois, ela já estaria morta, do jeito que as mulheres morrem de medo de barata. E eu estava me sentindo uma mulher, de tão curioso que estava, mas tentei ser o mais natural possível, senão, o que ela ia pensar de mim? E lá estava eu, em frente à porta do seu quarto, respirei fundo, e bati, logo obtive sua resposta.
— Entra!
Entrei, e tive a visão mais linda que meus olhos já contemplaram. Ela estava sentada em sua cama, com uma camisola preta, e um robbie por cima, passando creme em suas pernas de forma bastante tentadora, nunca a imaginei daquela forma, mentira, já sim, mas com certeza foi muito melhor do que eu pensava.
— Tranca a porta por favor. – Ela pediu, praticamente ordenando.
“Claro vossa majestade.” – Pensei atendendo seu pedido, ou melhor, sua ordem.
— Então, estou aqui – eu falei por fim, depois de ficar quase um minuto paralisado, olhando pra ela – o que quer?
— Bom – parou de passar o creme, ainda bem, já estava ficando excitado com aquela situação, e veio caminhando em minha direção – não se trata bem do que eu quero – deixou o robbie escorregar e vir ao chão – e sim de quem eu quero!
O que?! Ela não fez isso! Sim ela fez, e eu adorei! Maria passou os braços pelo meu pescoço, e me beijou de uma forma tão diferente, tão sensual, que no início tive dúvidas se era ela ou não. Mas é claro, eu gostei, e muito, e retribuí aquele beijo com maior prazer, sentir aqueles lábios carnudos, quentes, furiosos, e ao mesmo tempo doce, junto aos meus, era a melhor sensação que alguém poderia sentir.
A beijei sem medo, sem me importar com quem poderia entrar naquele quarto, ou nos ouvir, eu queria aproveitar cada momento com aquela mulher, e chama-la de minha, mesmo que por um curto espaço de tempo. Cada segundo que passava, aquele que era só um beijo foi ficando mais enigmático, e eu queria desvendar cada mistério de sua boca, de seu corpo escultural, queria descobrir os seus segredos e fazer parte de cada um dos seus desejos ocultos.
A virei de costas para mim, e coloquei seu cabelo de lado, mas antes, me permiti perder naquele cheiro, como aquela mulher conseguia ter um cheiro tão maravilhoso assim? O perfume de Maria tirava qualquer um do seu juízo normal, e eu já estava saindo do meu há tempos. Vi de novo sua tatuagem, e pensei que hoje poderia ser a minha grande oportunidade de ver aquela, bem lá em baixo. Depositei beijos molhados em todo seu ombro, subindo lentamente até seu pescoço e cheguei na orelha, onde dei uma pequena mordida, ela ficou arrepiada, e apertou a minha coxa, bom, acho que ela gostou disso.
— San Roman... – Gemeu baixinho, adorei ouvir ela falando meu nome daquela forma.
Abaixei em sincronia as alças da camisola que ela vestia, e deixei que ela caísse no chão, por um instante, observei aquele corpo de costas pra mim, era realmente escultural, ela era linda vestida, mas nua, era espetacular!
Fui descendo, passeando com minha boca em suas costas, e vi de perto o seu bumbum, nossa, era perfeitamente arredondado, e bastante avantajados, confesso, fiquei com água na boca. Abaixei um pouco sua calcinha de renda, e fui o homem mais feliz do mundo quando, finalmente vi aquela tatuagem. “Se atreva a sonhar.” Nós dois estávamos nos atrevendo demais nesse jogo, mas já não tinha como voltar atrás e fingir que nada aconteceu, pois já estávamos envolvidos nessa perigosa atração. Passei meu indicador por sua pele desenhada, e não resisti, beijei sua lombar, ela se contorceu. Eu tinha recebido a melhor das recompensas, ver sua tatuagem, era o que queria desde que soube da sua existência. Quando beijei sua tatuagem, acho que a ouvi dizer algum tipo de palavrão, mas não sei qual foi, acabei rindo discretamente, ela percebeu.
~ Maria ~
Eu estava completamente entregue a ele e queria que ele me fizesse sua naquele momento, mas não queria apressar nada, afinal, aquele era o ‘nosso momento’.
Eu sabia que mais cedo ou mais tarde ele veria aquela tatuagem, já que sempre que estávamos juntos o clima esquentava, mas se eu soubesse que seria daquela forma, teria ligado pra ele há muito tempo. Não consegui controlar um palavrão ao sentir aquela boca ardente ali, aquela boca era abençoada por anjos, só pode. Mas, como se não bastasse isso, antes que levantasse, passou seu dedo “disfarçadamente” na minha intimidade, que me fez morder o lábio inferior, de tesão.
Eu o levantei, e busquei por sua boca insaciavelmente, o beijei como uma fera, como se fosse um vulcão que acabara de entrar em erupção. Esse homem fazia maravilhas com a boca, isso era incrível, era só encostar a boca em meu pescoço, e eu me derretia, em contra partida, eu arranhava suas costas largas, e provavelmente ficaria marcas disso depois.
Fomos caminhando em direção a minha cama, sem perdermos o contado, o que eu menos queria era perder o contado com ele.
— Maria, você tá me deixando louco! – Disse no meu ouvido, me arrepiando.
— Essa é a minha intenção San Roman! – Disse com cara de sapeca.
— Maria – cessou as carícias – você tem certeza disso?
— Como jamais antes! – Nunca respondi nada com tanta convicção como nesse momento.
Ele me colocou sobre a cama, e seu corpo sobre o meu. Dei uma mordida de leve em seu lábio inferior, e ele sorriu com aquela cara de menino travesso que eu amava. Logo tratei de tirar aquela camisa, e amei o que vi, um peitoral másculo, mais uma vez mordi meu lábio, me desconheci naquele momento, não sabia que podia ser tão tarada, talvez o convívio com Lívia tenha me deixado assim, obrigada Lívia!
~ Estêvão ~
Esqueci de todos os motivos que podiam nos separar, e fiz questão de pensar somente naquele momento, o ‘nosso momento’. Admirei ela mais uma vez, ela era toda maravilhosa, um corpo perfeitamente desenhado. Após admira-la por alguns segundos, voltei a passear com minha boca sobre seu corpo. Primeira parada foi em seu seio, abocanhei-o assim como Eva fizera com o fruto proibido no jardim, não sei se o fruto era bom, mas eu fui feliz naquele momento. Enquanto me deliciava, ouvia ela gemer puxando meu cabelo, isso me deixava doido. Continuei meu tour sobre a beleza natural que era seu corpo, desci mais um pouco, mais um pouco, e cheguei onde queria, ali mesmo.
Comecei beijando o interior de sua coxa, olhei para ela, e estava com os olhos fechados, acho que estava fazendo tudo certo, beijei sua intimidade por cima daquela calcinha minúscula, e por fim a tirei, tinha que mostrar a ela que não era só um rostinho bonito e charmoso, e sabia fazer mais coisas com a boca do que somente falar.
Beijei sua intimidade com vontade, como um animal feroz, como se fosse meu fruto preferido, e que não saboreava há tempos. Via que ela agarrava o lençol, e fechava seus olhos com força, e após alguns minutos, percebi que ela teve um orgasmo.
— Saan Romaaan... – Puxava meus cabelos.
~ Maria ~
Foi a melhor coisa que senti na minha vida, se ele parece por ali, já teria valido muito a pena. Na verdade pensei sim que ele pararia por ali, mas estava enganada, ainda bem que estava. Ele tirou sua calça, e vi algo que me deixou impressionada, além de lindo e charmoso, ele era bem dotado. Por fim, tirou a única peça que faltava. Ainda não acreditava no que estava prestes a fazer, aliás, nunca pensei que eu pudesse fazer isso um dia, nem com meu marido, e menos ainda com outro homem, era uma situação arriscada porém deliciosa.
Quando senti aquele membro enrijecido me invadir, sentia que só existia nós dois no mundo, queria gritar o mais alto possível, para demonstrar o prazer que estava sentindo, mas não podia bancar a louca, tinha gente em casa.
— San Roman – minha respiração estava rápida – não para, vai mais rápido!
— Seu pedido é uma ordem!
Ele aumentou as investidas, e eu virava os olhos com aquele entra e sai divino. Após alguns instantes, trocamos as posições, eu por cima, ele por baixo. Confesso que nunca gostei de “comandar”, mas nesse dia estava me sentindo liberta. Cavalguei, rebolei, fiz o que quis em cima daquele homem, sem sentir vergonha, e não muito tempo depois, senti que mais um orgasmo estava a caminho.
— Maria, não vou aguentar por muito tempo.
— Fica tranquilo – entendi o que ele quis dizer – eu tomo remédio. – Eu menti.
Dito isso, de cavalgar com mais vontade, e em pouco tempo, chegamos no ápice do prazer.
— Ohhh Maria...
— San Roman...
Sai de cima dele, completamente suada, e me joguei na cama, do seu lado. Tudo foi perfeito!
Depois de algum tempo, ele foi o primeiro a falar.
— Se arrependeu? – Ficou por cima de mim, tirando meu cabelo do rosto.
— Não, de modo algum. Essa foi a melhor transa da minha vida.
— Sério?
— Sim. Se eu te contar uma coisa, promete que não vai rir de mim, e nem me chamar de tonta?
— Claro que não Maria! Vai, me diga.
— Essa foi a primeira vez que tive um orgasmo. – Fechei os olhos bem forte, com vergonha do que acabara de dizer.
— Você nunca tinha tido um orgasmo? – Arregalou os olhos surpresos com que falei.
— Não. Pode parecer mentira, já que estou casada há um tempo, mas é a mais pura verdade.
— Eu me sinto honrado por ter te dado seu primeiro orgasmo, sei que você nunca mais vai me esquecer. – Ele ria convencido.
— Seu bobo. – Não resisti, sorri também.
— Sérgio não tem noção da mulher maravilhosa que tem.
— Não vamos falar dele não, vamos aproveitar esses minutinhos juntos.
— Não quero que essa seja a nossa primeira e última vez Maria – tocava minha face com carinho – quero ter mais momentos assim contigo.
— San Roman, eu costumo dizer que não devemos nos preocupar com o depois, com o amanhã, e sim aproveitarmos o agora, o amanhã pode não chegar.
— Você tem razão Fernandez. – Beijou meu queixo.
— Não me chame de Fernandez, eu não gosto que me chamem assim.
— OK Maria Cristina.
— Nem Maria Cristina – o cortou – me chame de Maria, só de Maria. – Sorri. Não gostava que me chamassem pelo sobrenome, ou Maria Cristina, somente Maria estava ótimo, não sei de quem foi a ideia de colocar meu nome de Maria Cristina.
— Tudo bem Maria, minha Maria! Posso te perguntar uma coisa?
— Qualquer coisa.
— O que foi que você disse quando beijei sua tatuagem?
— Você ouviu?
— Sim, ouvi.
— Eu disse um puta que pariu, mas foi com boa intenção, você me fez fazer isso. – Ri.
— Eu? Não fiz nada, apenas fiz você ter uma noite linda e prazerosa.
Ele depositou um selinho em meus lábios, mas eu me encontrava insaciável, e logo o beijei de forma desesperadora, como se não tivesse a oportunidade de beijá-lo de novo.
— É melhor você ir agora, Sérgio pode chagar a qualquer momento, e eu não quero ter mais problemas com ele. – Por mais que eu quisesse passar a noite com ele, sabia que isso não seria possível, meu coração doeu por conta disso.
— Tudo bem, não quero ser o causador de problemas – ele se levantou catando sua roupa que estava jogada no quarto – mas se precisar de alguma coisa, me liga! – Piscou com uma cara travessa.
— Ah San Roman, você é único. – Sorri, adorava esse jeito irreverente dele.
Após colocar toda sua roupa, ele veio até mim, me beijou. Eu não queria que ele fosse, queria passar o resto dos meus dias ao seu lado, mas por enquanto, isso não seria possível, nos olhamos mais uma vez, e ele saiu, alguém tinha que tomar a iniciativa.
Aquela noite seria inesquecível, ela seria lembrada em cada uma das minhas insônias, e junto com ela também viriam sorrisos discretos, um fechar de olhos nostálgicos, e principalmente, o desejo que se repetisse outras inúmeras vezes. Acho que Enrico, onde quer que esteja, está orgulhoso de mim, não pelo que eu fiz, porque sei que não foi certo, mas porque, depois de anos, finalmente fiz algo que meu coração desejava, mesmo que me arrependa depois, mas fiz. Não tenho certeza se amo o San Roman, talvez só esteja um pouco carente, mas, e se for amor? O que eu vou fazer? Não sei lidar com isso meu Deus! Acho melhor não pensar no que vai acontecer depois, apenas viver o agora, com o tempo, as peças do quebra cabeça se encaixam, mas se realmente for amor, irei lutar pra defender esse sentimento com a minha alma, e não vou deixar que nada e ninguém me impeça.
****
Dia seguinte.
O café da manhã estava silencioso demais, e eu não fazia questão de olhar na cara do desgraçado do meu marido, queria vê-lo o mais distante possível de mim, e o que mais me irritava era a cara que ela fazia, como se não houvesse acontecido nada.
— San Roman – falei por fim, estava séria – eu entrei em contato com uns conhecidos, e falei sobre você, sobre sua vontade de estudar, e tive bons resultados.
— Meu pai vai estudar?
— Não sei querida – olhei para ela sorrindo – vai depender dele. Então – continuei – você pode receber aulas à noite, caso não queira ir a escola, e poderá ter aulas de informática também.
— Ah Maria, será que não vão rir de mim? Um burro velho estudando?
— Claro que não Estêvão! – Tia Fifi tomou a palavra. – Isso não é vergonhoso, você não parou de estudar porque quis!
— Minha tia tem razão, não é vergonha nenhuma.
— Estêvão, se você quiser, eu posso te ajudar, eu entendo bem de computador, e no que você tiver dúvida, pode falar comigo.
Minha mãe acabara de levar um tapa na cara, seu filhinho querido se dispondo a ajudar o San Roman, nunca amei tanto meu irmão como naquele momento. A indignação dela ficou estampada em sua face, meu irmão foi perfeito em suas palavras.
— Que ótimo Fernando! San Roman – olhei para ele – meu irmão é muito inteligente, apesar de não usar muito para coisas úteis, a ajuda dele vai ser ótima! – Estava entusiasmada.
— Bom, se vocês estão se esforçando tanto pra me ajudar, não tem nem como eu dizer que não.
— Oba, meu pai vai voltar estudar! – Festejou minha pequena Aninha.
— Maria – meu amável marido se pronunciou – vou ao shopping comprar umas coisas, quer vir comigo?
— Não. – Fui fria, não consegui agir de modo diferente.
— Tem certeza?
— Absoluta.
— Tudo bem. Cecília, me acompanha?
— Claro Sérgio.
Depois da saída dos dois da mesa, o café da manhã se tornou mais agradável e ainda ficamos ali conversando, rindo, e fiquei mais feliz ainda por Fernando estar ali, há muito tempo não ficámos juntos sem estar brigando, e não lembrava mais o quando isso era bom.
Depois do café da manhã, resolvi ir até o apartamento da Lívia, precisava abrir meu coração pra alguém, e ela era a pessoa mais indicada, não poderia contar isso pra tia Fifi, pois, apesar dela gostar da ideia do San Roman e eu termos algum tipo de relação, ela não concordaria com o que fizemos ontem, eu entendo, ela é dá época em que casamento era coisa séria, eu também pensei que fosse, até descobrir que meu marido é um canalha, tudo bem, eu também fui um pouquinho.
— Maria – disse surpresa ao me ver – não te esperava aqui.
— Atrapalho?
— Claro que não, vem entra. – Me puxou pra dentro do apartamento. – O que devo a honra dessa visita?
— Preciso desabafar com a minha amiga.
— O que houve? Pode abrir seu coração, sou todo ouvidos. – Ela se senta, e eu também, em seguida.
— Descobri que Sérgio me trai. – Disse sem rodeios.
— Você o que? Isso não pode ser verdade!
— Pois é. Mexi no celular dele, e acabei vendo o que não devia.
— E como você tá amiga? – Segurou minhas mãos.
— Não tô bem, mas também não tô mal, mas fiz algo que não me arrependo.
— Você não o... – Arregalou os olhos.
— Não Lívia, não o matei, apenas fiz algo que queria fazer desde que o San Roman me beijou pela primeira vez.
— Maria! – Botou a mão na boca. – Você e o Estêvão?
— Sim, eu fui pra cama com o ele, e não me arrependo nenhum pouco.
— Você tá me surpreendendo hein. E agora, como vai ficar o casamento de vocês?
— Não sei, ainda não parei pra pensar nisso, só sei que não consigo olhar na cara daquele desgraçado!
— Imagino, você ficava mal quando o gato, digo, o Estêvão te beijava, porque Sérgio não merecia isso, e descobre que ele te trai, e mal se importou com seus sentimentos. Mas a pergunta que não quer calar: como foi com o gostosão?
— Ah Lívia – suspirei – foi maravilhoso, ele é perfeito, fez cada segundo ser mágico, e eu queria que não acabasse nunca mais, nunca me senti tão mulher quanto ontem.
— Nossa, nunca te vi desse jeito. Esse homem mexeu mesmo contigo, acho que tem alguém aqui apaixonada.
— Ah Lívia, já não me importo mais com nada, só sei que se eu tiver mais oportunidades como a de ontem, vou aproveitar, não quero mais reprimir esse desejo que tá dentro de mim.
— Não acho que esteja errada, mas cuidado Maria, Sérgio pode ser imprevisível.
— Eu sei, vou ficar atenta.
— Mas e aí – sorria – tá feliz?
— Acho que sim! – Acabei sorrindo também
— É isso que importa!
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~ Estêvão ~
Aquele sábado foi bem tranquilo. Sérgio e Ciça passaram o dia fora, para a alegria de todos, porque esses dois conseguem ser chatos sem fazer esfoço, Maria, depois que chegou da rua ficou brincando com Aninha, e Fifi, vendo seus filmes românticos. Eu tentei estudar um pouco, mas foi meio difícil, meus pensamentos não saiam da noite de ontem, jamais imaginei fazer amor com Maria, ela é maravilhosa da cabeça aos pés, não sei o que ela sente de verdade por mim, mas eu sei que a amo, e vou lutar pelo seu amor, e vou fazer ela feliz, já que esse babaca do Sérgio não soube aproveitar a dádiva que a vida deu a ele.
Eram quase 18:00 h, e o sol já se punha, lindo como sempre, ultimamente ando reparando nessas coisas, deve ser porque estou apaixonado, mas não me envergonho, é lindo mesmo. Eu estava no jardim, pensando em só Deus sabe o que, mas é claro que Maria fazia parte desses pensamentos, na verdade, era nela que eu pensava quase todo o dia, pensava no presente, e no futuro, será teremos um futuro juntos?
Meus pensamentos foram interrompidos, quando senti uma mão tapar meus olhos.
— Adivinha quem é? – Disse aquela voz maravilhosa.
— Hum, a mulher mais linda, maravilhosa, e gostosa desse mundo!
— Nossa – ela foi para o meu lado – assim eu acredito hein. – Sorriu.
— Mas é pra acreditar, você é isso, e muito mais.
— E então, no que pensava? – Se debruçou na mureta.
— Em você.
— Em mim? Que honra!
— Em nós. Tava pensando em uma coisa, como Sérgio ainda não percebeu essa sua tatuagem.
— Também não sei, se ele percebeu, finge que não. Mas não duvido, ele chega, me come, vira e dorme. – Nós dois rimos. – Desculpa pelo linguajar, mas é assim mesmo com ele.
— Sem problemas, ele que sai perdendo, se eu fosse teu marido, te mimaria todas as noites, não que tudo tenha que terminar em sexo, mas uma mulher merece todo o carinho do mundo!
— Nossa, você realmente é um amante à moda antiga! – Riu. – Escuta, tenho que te dizer uma coisa a respeito dele.
— O que?
— Descobri que ele tem outra, Sérgio me trai.
— Maria, quando você descobriu isso?
— Ontem à noite, antes dele sair.
— Então... – Não, eu não podia acreditar que o que estava pensando poderia ser verdade. – Quer dizer que você me usou pra se vingar dele?
Continua...
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