Notas iniciais
Bloom clap the sound in my heart, the beat goes on and on and on and on and

– É O QUÊ, HEIN? — Kenji grita, surpreso.

– Shhh, Kenji, se acalme... — sussurro.

– ME ACALMAR?! VOCÊ ESTÁ DE BRINCADEIRA! VOCÊ ACABOU DE ME DIZER QUE ESTÁ...

– KENJI! — Grito, parando-o — Fale mais alto, os pinguins da ANTÁRTIDA ainda não te ouviram!

– E POR QUE EU NÃO POSSO GRITAR? — ele pergunta, avaliando-me. — AH! TALVEZ PORQUE VOCÊ NÃO TENHA CONTADO PARA ALGUÉM AINDA.

– Pelo amor de Deus, Kenji, será que você...

– EU NUNCA PENSEI QUE TIVESSE QUE TE ENSINAR COMO SE PROTEGER. MAS É CLARO, VOCÊ CONHECEU OS PRAZERES DA CARNE E ENTÃO PERDEU O JUÍZO E

– CHEGA! EU VOU EMBORA! — Digo, saindo de perto dele.

– Tá bom, tá bom, me desculpe — ele me alcança — mas caramba, J! Eu esperava que você dissesse qualquer coisa, menos isso! Sei lá, talvez um "estou com cólica, Kenji" o que eu particularmente não acho que exista, mas tudo bem. Ou até mesmo um "estava com tanta saudade de você que fiquei assim", o que seria bem melhor, na verdade, e totalmente compreensível, mas isso! — ele para, respirando. — Você... vocês... planejaram isso?

Olho para ele, emburrada.

– Ok, tudo bem. — ele respira fundo — Você quer esta criança?

Se eu quero esta criança?

eu quero esta criança?

quero esta criança?

esta criança...

Uma imagem aparece em minha mente: uma criança saltita por um parque, na minha frente. De costas, vejo apenas seu cabelo loiro e curto. É um garoto. Seu jeito me lembra Aaron. Sim, é o Aaron mais novo. Porém, quando ele vira, seus olhos são acinzentados, como os meus. Ele sorri, reconhecendo-me. Diz — Venha brincar comigo, mamãe.

Venha brincar comigo, mamãe.

Venha brincar comigo, mamãe.

Mamãe.

Estou emocionada.

Estou chorando.

Estou soluçando e mal respirando e desamparada.

Porque este sentimento

é

tudo.

Venha brincar comigo, mamãe.

Esta imagem, de onde quer que ela tenha surgido, me encheu de amor e carinho e adoração e simpatia e uma emoção acima de qualquer outra. Uma emoção que não conheço, não sei seu nome nem de onde veio, só sei que ela me encheu de luz.

Sim, luz.

Senti-me iluminada e repleta e ampla e cheia de vida. Senti-me completa e abastada e plena e inteira e esplêndida e abundante e sortuda.

Mamãe.

Tenho tudo agora.

– Sim — Venha brincar comigo, mamãe.

Ponho a mão em minha barriga.

Você quer esta criança?

– Sim, Kenji. Eu quero esta criança.

Sim, filho. A mamãe mal pode esperar para brincar com você.

Notas finais
Sinto que falhei consideravelmente em retratar o sentimento materno que surgiu na Ju. A questão é que não sei como fazê-lo, realmente. Mas espero mesmo assim ter agradado, nem que seja um pouco. O capítulo mais emocionante para mim, é o próximo.