Flor do Sol
1 Prólogo
P R Ó L O G O
Uma visão de Alec Volturi.
Volterra, Itália.
Observo a taça em minha mão, o líquido vermelho sangue estava quase pela metade, enquanto contemplava o 'doce' sabor em meu paladar. Os olhos de Heide, em pé no canto da biblioteca, se puseram sobre mim. Atenta a cada movimento tedioso meu, tentava se comunicar com o olhar. Mas, para ela, permanecia concentrado poupando secretamente meus ouvidos de ouvi-la falar, outra vez, sobre a noite passada.
Sede. A taça, quase pela metade, em mão tinha toda minha atenção.
Ela estava certa, afinal. Minha mente estava vaga nas mais belas lembranças guardadas de minha garotinha.
Minha flor do Sol.
Morta!
Transformado a 800 d.C, acompanhei a evolução dos humanos. A raça progredia noite e dia, e nada os impede de se desenvolverem o suficiente para eliminar os vampiros. Mesmo condenado a eternidade, me sentia aprisionado as lembranças. Constantemente, eu me perdia no passado. Andar pelos corredores do castelo, ambiente onde me era cedido moradia eterna, só dava força a tais pensamentos.
— Vejam só! — Aro nos chamou atenção. Notei Jane erguer o queixo de seu livro para vosso mestre; acompanhei apenas com minha audição. Desejava cessar minha sede, deste modo, carrego a taça até meus lábios tomando grandes goles do sangue. Tinha a sensação que aquilo estava me deixando mais fortalecido e não pararia até que pudesse enxergar o fundo do copo. — Ao que parece, nossos amigos Cullen's adotaram mais um membro à família.
O sorriso malicioso tomou conta de seus lábios, nos dando a entender o que eles chamavam de "família", nós chamávamos de clã. Os fazendo cada dia mais fortes.
O vampiro sabia que mostrando a carta endereçada, atiçaria a curiosidade dos irmãos. Não podia negar que o conteúdo me deixava igual, pois seus olhos percorreram sob todos os presentes na sala. Em especial, a mim!
Gelei! O mesmo olhar que recebi, após ver aquela quem amei morta por suas mãos, esteve presente conosco.
Aro estava interessado, de novo. E aquilo já não era novidade para a guarda. De certo modo, devolvi a intensidade do olhar. Sua sobrancelha arqueou e sua boca se entreabriu a procura de palavras.
— Edward está familiarizado com a paternidade. Ele adotou uma híbrida.
Seus olhos escuros cairam até o envelope, decidido das próximas ações, a pondo em minha direção. Escorregando sobre a mesa polida uma fotografia, de quem reconheci ser Renesmee atingindo seus 05 anos de idade. Porém, muito mais desenvolvida para a idade.
E ao seu lado...
Oh dio*. Só podia ser coincidência. Precisa ser! — Prendi a respiração, a qual não me fazia falta, incapaz de expressar qualquer sentimento diante todos. Era idêntica... Sol! Minha garota. Mas como?! Não existia explicações.
Ergui o olhar a Aro, tão interessado quanto ele. Entretanto sua pose de rei nunca desmancharia. Contudo, sabia que sua preocupação estava a tona.
— Os Cullen estão aumentando seu número. — O Volturi gira os calcanhares dando as costas para todos, ignorei-o por alguns instantes atento a imagem enviada mais uma vez; meu interior estava numa montanha russa, ha muito tempo não tinha essa sensação. — Se nossas pesquisas estiverem certas... Preparem-se para visitar nossos colegas. E Alexander
Ao ouvir o som brando e rouco do mestre contra mim, enrijeci o corpo me colocando de pé e em piscar de olhos, Aro posicionou em minha frente. Seus dedos gélidos tocaram lentamente meu pescoço como um aviso, seu olhar se encontrou com o meu. E eu devia temer.
Pude notar pelo canto dos olhos as duas mulheres presentes, Heide e Jane, me encarando. Os olhares deles queimavam minha pele tanto, ou mais eu diria, que o próprio sol.
— Alec! — repetiu. Soltando um suspiro nasal teatral. — Não esqueça quem te deu a vida.
Além de me chantagear mentalmente sobre o dia como quase fui morto junto a minha irmã, senti seu polegar pressionar o colar com o brasão Volturi que caia em meu pescoço. E, trocando olhares com aquele que me salvou e devo a eternidade ao seu lado, só conseguia pensar em uma pessoa.
Minha flor do sol não estava morta.
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