Flor de Tangerina
1 Capítulo 1
Mabel
Mabel estreitou os olhos para a vista privilegiada que tinha da praia de frente para sua casa. Queria sentir-se grata, mas raiva era tudo que conseguia materializar em sua cabeça. Respirou fundo, sentindo o vento bagunçar seus cabelos cacheados, e a maresia contra seu rosto lhe trouxe uma forte sensação de paz.
“O que estou fazendo aqui?” — a garota pensou, enquanto perdia o olhar na imensidão azul a sua frente.
Por muitas vezes a jovem se perguntou como era a morte, e agora, ao reparar em suas próprias roupas pretas, não conseguia entender o significando daquela vestimenta.
Mabel olhou ao redor, reparando em seu novo quarto.
“Vá se acostumando, você irá morar aqui a partir de agora...” era o que sua madrasta delicadamente lhe dissera, na frustrada tentativa de lhe agradar. Obviamente que não dera certo; o quarto era rosa demais, com os mesmos traços de quando ela tinha apenas cinco anos de idade; sem falar no calor que sentia a maior parte do tempo, como se seu corpo estivesse constantemente próximo a labaredas gigantescas, o que na maioria das vezes lhe permitia poucos momentos felizes fora do ar-condicionado.
Não que Mabel odiasse o Brasil e o lugar que nasceu, mas passara os últimos treze anos da sua vida habituada ao clima nada caloroso do Inglaterra.
Olhou-se no espelho, tentando desfrouxar parte do vestido e sentindo uma gota de suor escorrer por suas costas; Quando enfim se livrou do pano preto e quente, respirou aliviada e observou-se de sutiã em frente ao espelho. Era uma jovem bonita e na maior parte do tempo chamava atenção: tinha os cabelos cacheados e volumosos; seios fartos; pele parda por conta da descendência indígena e lábios carnudos. Seu nome era Mabel de Araújo Albuquerque; ah quantas vezes seu pai viera lhe falar sobre a importância daquele nome e o quanto Mabel deveria se orgulhar dele; Afinal, fora em cima daquele nome que sua família construiu uma bilionária indústria alimentícia com fazendas e sedes por todo país e no exterior.
“Um dia, Bel, tudo isso será seu” – Ele lhe dissera há três anos atrás, quando ela fizera quinze anos e ele a levara pela primeira vez para conhecer a sede das Indústrias em São Paulo.
Mabel só não imaginou que o momento de assumir responsabilidades poderia estar chegando tão perto; tinha acabado de ser admitida no curso superior de Agronomia, e quando mal tivera a chance de ingressar na faculdade, tivera que retornar para o Nordeste com a cortante notícia de que seu avô havia acabado falecer.
Silvério Albuquerque fora um dos homens mais respeitados do Brasil; era o que seu pai dizia. Vindo de família de oligarquistas e dono de fortunas que atravessaram mais de dez gerações, Silvério falecera aos 95 anos, deixando apenas um filho e uma neta para trás.
“Um filho e uma neta para administrar 2 bilhões de reais? Boa ideia, vovô!”— Mabel pensou com sarcasmo, ao terminar de arrancar aquela maldita roupa que lhe pinicava o corpo inteiro.
Por fim, fez aquilo que tanto ansiou desde que pisara em Beberibe e avistara a Praia Morro Branco: vestira seu biquini, colocou um vestido leve sobre o corpo, calçou os chinelos e fugiu em direção a praia, sem que ninguém lhe visse sair de casa. O que não era muito difícil, afinal uma casa com 8 quartos as pessoas se desencontram o tempo todo.
Ao abandonar a mansão e afundar os pés na areia, Mabel tentou absorver todo frescor que vinha do mar. Estivera tão afastada do Brasil que esquecera a sua melhor parte. Com um sorriso no rosto e uma memória viva do seu avô, jogou o vestido sobre a areia e correu em direção ao mar.
Miguel
Aquela era a terceira vez que Miguel contou a quantidade de sacos de feijão dentro do caixote. De acordo com seus cálculos, caso conseguisse vender toda a mercadoria de hoje, faturaria o suficiente para pagar a contas do próximo mês e ainda conseguiria comprar a nova bomba de irrigação que seu plantio tanto precisava.
Com um sorriso nos lábios, colocou o último caixote de madeira na traseira da caminhonete e se adiantou para chegar na cidade o mais rápido possível. Enquanto avançava pela estrada de chão, o agrônomo recém-saído do doutorado sentiu-se grato por suas últimas conquistas. Mesmo com o falecimento do seu pai, há três anos atrás, conseguira tomar conta do pequeno pedaço de terra que lhe ficou de herança, e construíra ali um sistema agroecológico de referência para a região, mesmo com todas as dificuldades que encontrava pela salinidade do solo e pela vegetação semi-árida. Sentia-se sozinho na maior parte do tempo, o que era normal. Pai e mãe mortos, filho único, e residente de um pequeno sítio isolado próximo a Beberibe, Miguel sabia que não podia esperar grandes aventuras em sua vida.
Quando chegou até o centro do município, viu a lista com todos endereços que deveria fazer as entregas e por ordenação das ruas, Miguel foi de casa em casa, deixando suas riquíssimas cestas com vegetais que sempre faziam sucesso entre casa de rico e entre casa de pobre; porque assim era seu negócio: alimentos de qualidade, por preços que as minorias pudessem pagar.
Um pouco mais de uma hora depois, Miguel enfim chegara no último endereço, a qual estava destinado três cestas; ao ver o nome do pedido, lembrou-se do porquê faziam pedidos tão grandes: era a casa dos Araújo Albuquerque, a rica e influente família nordestina, que acabara de perder Silvério Albuquerque, o patriarca, para a morte.
Secando o suor do rosto com um lenço, Miguel apertou o interfone, enquanto aguardava resposta de frente para um grande portão eletrônico. Não demorou para se identificar e ter acesso a residência, e imediatamente se encaminhou para os fundos, onde adentrava com as compras.
— Oh, de casa! – Miguel falou em palavras animadas e o rosto amigável de Antônia, a governanta dos Araújo Albuquerque, apareceu na porta da cozinha.
— Olá, Miguel! Como é que tu vai? Venha, entre, vamos tomar um café.
Miguel sorriu e adentrou na grande e luxuosa cozinha, colocando os três caixotes de madeira empilhados sobre um canto, enquanto aceitava de bom grado a xícara de café oferecida por Antônia.
— E como estão as coisas aqui? – Miguel perguntou baixinho para a governanta, que apenas suspirou e deu de ombros.
— Agora que meu patrão morreu, eu acredito que as coisas irão mudar um pouco. O filho e a neta estão aqui, e pelo o que estou vendo, vão demorar bastante até irem embora.
— Muita coisa pra ser resolvida né? – Miguel riu – Esse homem foi o coronel desse lugar por muitos anos, Antônia.
— E olha que coronel foi pouco, vice? Esse homem mandou foi é no nordeste inteiro – Antônia falou baixinho, enquanto servia um prato de broa para Miguel.
— E eu aqui, lutando todos os dias pra pagar minhas contas no final do mês – Miguel soltou um suspiro, enquanto dava uma boa mordida na broa.
— Não se apresse, menino. Sua hora vai chegar – Antônia declarou para ele – Vou arrumar um pote para você levar essa broa pra casa.
— Não precisa, Antônia.
— Vice, mas precisa sim. Você fica sozinho naquela casa no meio nada; só acompanhado de bicho e planta, vai saber como é que se alimenta. Tu precisa também é de uma namorada, vice?
Mas antes que Miguel pudesse contestar, o pote abarrotado de broa já estava montado e sendo entregue em suas mãos. O rapaz, aproveitando a deixa, segurou as mãos de Antônia e beijou cada uma delas, em agradecimento. Conhecia Antônia desde que tinha sete anos de idade, pois a mulher fora uma grande amiga de seus pais.
— Antônia, tu sabe que eu amo papear contigo, mas tenho muita coisa pra resolver hoje ainda, vice? É impossível pra mim vir até Morro Branco e ir embora sem dar um mergulho nesse mar.
— E eu não sei? – Antônia riu – Não demore para voltar. Sinto falta do meu menino.
Miguel sorriu, tirando a bandana vermelha e ajeitando os cabelos compridos e cacheados, enquanto saía porta afora.
Animado e com dinheiro no bolso, Miguel arrancou com sua caminhonete em direção a estrada, afim de encontrar um bom lugar para estacionar e poder dar um mergulho no mar. Com facilidade, deixou seu carro próximo aos primeiros quiosques da praia, e sorriu com a imensidão azul. Na maior parte do tempo, Miguel sentia-se privilegiado. Primeiro porque vivia em um dos lugares mais bonitos do Brasil; segundo porque não podia ser mal-agradecido quanto a nenhuma de suas conquistas. Com empolgação, saiu do carro e caminhou pela areia até chegar o primeiro quiosque, que desde sempre conhecia muito bem.
Aproximou-se do balcão e viu Dona Santa, a proprietária daquele ponto há mais de vinte anos, sorrir para ele e acenar para que se aproximasse.
— Bom dia, Miguel! Veio fazer as entregas dos Albuquerque? Eu já estava esperando por você.
De forma animada, Miguel se acolheu debaixo da sombra do quiosque, jogando a chave do carro sobre o balcão.
— É até um desaforo eu vir até Morro Branco e não dar um mergulho no mar, vice?
— E eu não sei? Quer aquela branquinha de sempre?
Miguel riu, afirmando com a cabeça, enquanto Dona Santa servia-lhe uma dose de cachaça. Com rapidez, Miguel virou o líquido na boca, que desceu até seu estômago quente como o fogo.
— Eita que essa é da boa! – ele diz, fazendo uma careta — Obrigado, Santinha. Você vigia minhas coisas? Vou dar um pulo no mar.
— Pois vá, que esse mar hoje tá mais bonito do que o de costume.
— O que quer dizer?
— A patroinha, dona dessas terras todas aqui, tá andando por aí.
Miguel estreitou os olhos para Dona Santa, tentando entender sua afirmação.
— Quem?
— Mabel, neta do Coronel Albuquerque.
— Eu não tenho certeza se quero me esbarrar com essa gente não, Santinha. Gente com dinheiro demais não sabe o que nós, que batalhamos todos os dias, sofremos para conquistar o básico.
— É, meu filho. Mas de nada adianta não, vice? Esse povo quer mais é ganhar dinheiro e subir nas costas da gente. Agora vá, dê seu mergulho e volte para almoçar comigo, vou preparar um peixe fritinho pra você.
Miguel sorriu, tirando a camisa e os sapatos e correndo em direção a areia. Seus pais foram famosos agricultores, donos de uma das cooperativas agropecuárias que mais influenciou o início da agricultura sintropica no Brasil. Infelizmente, a cooperativa fechou um pouco antes da morte dos dois, que pareceram não aguentar ver o projeto que deram sangue e alma para construir ser massacrado pelo agronegócio e a monocultura; e talvez fosse por isso que Miguel tivesse tanto rancor pelos Albuquerque.
Mabel
Quando Mabel enfim teve coragem de abandonar o mar, conseguiu se sentir um pouco mais felizes por estar de volta ao lugar que nasceu. Enquanto sentia a areia tomar conta dos seus pés, lembrou-se do pedido que seu pai lhe fizera naquela manhã:
“Adie um semestre da faculdade para você se reestruturar de novo ao Brasil; nós não vamos voltar para a Inglaterra.”
Mabel pensou em todos os amigos que deixara para trás, dizendo que iria para o velório do avô, mas sem dizer que nem tão cedo voltaria. Com um pouco de rancor, chutou a areia. Já era maior de idade, teoricamente seu pai não podia mandar nela, mas quem iria contra a palavra dele? Toda vez que Emanuel Albuquerque abria os lábios, suas palavras soavam em tom de ordem, e ninguém parecia ser louco de desobedece-lo. Exceto talvez, por sua madrasta, a colombiana Frida, que criara Tereza como sua própria filha desde que a garota tinha 4 anos de idade.
A mãe de Mabel falecera no parto, e sobre ela a garota só ouvia histórias; boas histórias. Lembrava-se vagamente de quando Frida entrara em suas vidas; seu pai fizera uma viagem de negócios e retornara com Frida nos braços. Mabel nunca nutriu nenhum rancor pela madrasta, muito pelo contrário. A maior parte do tempo sentia-se agradecida, pois fora Frida quem lhe ensinara absolutamente tudo.
Ao sentir seu corpo começar a se secar, Mabel colocou novamente o vestido, enquanto caminhava em passos vagarosos até um dos quiosques. Ao se aproximar, sentou-se em uma cadeira e pediu uma água de coco para um jovem garoto que trabalhava ali. De onde estava, podia ouvir a conversa animada de Dona Santa com um rapaz que estava de costas para ela. Ele servia-se de peixe frito e um copo de cerveja, e de repente Mabel sentiu seu estômago roncar.
— Mas eu que não vou discutir com você, Miguel, que já é doutor, vice? Que já tem não sei quantos diplomas...— A atenção de Mabel fora despertada ao ouvir Dona Santa proferir aquelas palavras para o rapaz, que imediatamente balançou a cabeça, negando.
— A senhora não é só uma raizeira, Dona Santa. É uma parabotânica.
— Para o que?— Dona Santa o questionou, sem entender, fazendo o rapaz rir.
— Parabotânico, na universidade, é como a gente chama os mateiros, os raizeiros, como a senhora. É quem tem o saber prático, sabe? E olha, a universidade demorou foi tempo para reconhecer vocês.
— É mesmo, é?
— E já não era sem tempo. Dona Santa, a senhora é doutora na prática. Muito mais que esses doutorzinhos de livro por aí.
Ao ouvir uma conversa tão curiosa, Mabel pegou sua água de coco e levantou-se de sua mesa, aproximando das duas pessoas que conversavam de forma engajada e ao mesmo tempo tão simples.
— Olá, Dona Santa – Mabel chamou a atenção para si, enquanto a mulher morena e com a cabeça completamente grisalha sorriu ao vê-la.
— Olha quem está aí de novo. Esse é Miguel, vice? É quase que meu filho, vi esse menino nascer.
Até então, Mabel não tinha visto o rosto do rapaz que falava tão respeitosamente sobre parabotânicos e a quem Dona Santa se referira como doutor; mas no momento que ele levantou seu olhar, a garota sentiu suas bochechas corarem. Era um homem espantosamente bonito; seus cabelos negros eram mais grandes que o de costume e caíam em cachos pelo seu rosto, emendando na sua barba espessa e em seu perfeito moustache francês; seu peito, desnudo de camisa, tinha alguns pelos espalhados; ele não tinha um corpo escultural, mas tinha o rosto mais bonito que Mabel já vira em sua vida, sem citar do sorriso. Se ia falar alguma coisa, no mesmo instante a garota se esqueceu e abaixou o olhar, pois ele e encarava de maneira quase que penetrante, como se pedisse para enxergar através dela.
Miguel se levantou, galanteador como era, e sorriu para a jovem a sua frente. Ela tinha os cabelos mais cacheados que Miguel já vira, caindo em cascatas longas até o meio das costas; vestia um biquini vermelho por debaixo do vestido e tinha uma feição quase que angelical em contraste com os belos olhos verdes misteriosos e quase dissimulados.
— E você, quem é? – ele a questiona, oferecendo-lhe a mão.
— Mabel – ela responde um tanto quanto sem jeito, retribuindo o gesto e sentindo a mão firme de Miguel pressionar a sua. Por um segundo se perdeu no olhar dele, mas logo dispersou os pensamentos e abaixou a cabeça, se afastando e pegando sua água de coco novamente.
— Ela é filha dos Albuquerque; morou no estrangeiro por muitos anos, não é?
— É sim, Dona Santa – a garota afirmou, um tanto sem graça, vendo o semblante de Miguel mudar ao ouvir o nome Albuquerque. Odiava quando seu nome chamava tanto atenção; aqui todos conheciam a ela ou a sua história; em Londres, ela era só mais uma garota rica e desconhecida – Eu ouvi a conversa de vocês. Você é formado em que? – Mabel tomou a iniciativa de puxar assunto com Miguel, que sorriu para ela e deu um gole em sua cerveja.
— Fiz Agronomia, moça.
Se antes Mabel estava cabisbaixa e sem graça, agora um grande sorriso brotara em seu rosto.
— Miguel é doutor. Fala pra ela, Miguel. – Dona Santa afirmou, gesticulando para que os dois se aproximassem.
O rapaz balançou a cabeça para dona Santa, sem tirar o sorriso dos lábios e confirmou aquela afirmação para Mabel.
— Eu defendi minha tese faz poucos meses. – ele diz, modestamente, abaixando o olhar.
— E sobre o que você estudou? – Grande curiosa que era, Mabel o indagou, arqueando as sobrancelhas, demonstrando-se completamente interessada no assunto.
— Eu estudei a substituição do convencional – o sotaque das palavras de Miguel fazia com que o coração de Mabel acelerasse, e ela precisou se concentrar muito para não deixar que sua mente vagasse para longe enquanto interpretava suas palavras – Fiz minha tese em cima da agricultura sintropica.
— Agricultura sintropica? – ela estreitou as sobrancelhas, sem saber o que exatamente aquilo significava, e Miguel sorriu, gesticulando com a mão para que sentasse em sua mesa.
— É a maneira da própria natureza produzir – ele diz, quase que de forma inspiradora – Do jeitinho dela, vice? Respeitando a lógica da vida, da abundância, e não da morte; não dessas monoculturas pobres que a gente vê em tudo quanto é canto por aí...
Quando Miguel terminou sua frase, de repente passou pela cabeça de Mabel que ele poderia estar claramente se referindo a sua família e o monocultivo de soja e milho espelhado por várias regiões do país, mas não se permitiu abaixar o olhar ou ficar sem graça mais uma vez; tinha interesse pelo assunto e não tinha opiniões de fora sobre o negócio da família; era muito esclarecedor e curioso ouvir uma opinião completamente diferente de tudo que crescera escutando.
— OLÁ! MABEL!
E num susto, a atenção da garota fora tirada ao ver a governanta da sua casa, Antônia, calçada de sapatos sobre as dunas de areia, acenando para Tereza desesperadamente.
— Acho que Antônia quer falar contigo – Miguel afirmou, num sotaque nordestino acentuado e quase que arrastado, rindo dos acenos escandalosos da mulher.
— Você conhece a Antônia? – Mabel o questionou, estranhando a situação.
— Quem é nova por aqui é você, moça. Agora se apresse, senão Antônia vai vir aqui te buscar.
Mabel riu, balançando a cabeça e entregando uma nota de cinco reais nas mãos de Dona Santa, enquanto se despedia; antes de se virar e correr em direção a Antônia, ela lançou um último olhar em direção a Miguel, tentando fixar cada detalhe do seu rosto. Sorriu para si mesma: talvez esse período em Beberibe não fosse tão ruim assim. E no caminho de volta pra casa, Mabel estava decidida que veria Miguel novamente.
Fale com o autor