Notas iniciais
► cнαρρү ◄ Olá, olá amores! Mais um mesito com capítulo HK| Este é meio especial, logo irão entender o por quê, ih ih ih. Para o próximo mês, as actualizações já regularizam outra vez. Para os mais atentos, houve uma fase que só postava a Sun-chan, e agora tenho postado mais eu. Nos primeiros capítulos, era uma de cada vez. Porque digo isto? Para esclarecer que o trabalho continua igual... Os capítulos que tenho publicado não são de total autoria minha. O trabalho sempre foi dividido desde o começo, o Spirit por norma especifica só uma autora -aquela que posta o primeiro capítulo- e desvaloriza a outra logo como a co-autora. Sim, tem esses casos, mas FL não é um deles. Gosto de deixar claro isso, porque é chato para mim responder a reviews que me considerem a mim por estar mais eu a postar agora. Só o tenho feito para igualar a Sun-chan, já que tive uma época que era quase impossível aparecer por aqui. Agradecemos de coração os vossos comentários, elogios, favoritos. Esperemos que continuem a gostar! E tenham um FELIZ NATAL e um BOM ANO NOVO.// #HEART

“A preocupação é a prova de que existe zelo pelas nossas maiores riquezas.”

— Paloma Prado.

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Quarto Bantai, Sete Semanas Atrás:

Os cabelos achocolatados caiam sobre seu rosto suado, bagunçados. Seus dedos contornaram, sem grande interesse, os cabos dos fios ligados em seu peito e abdômen. Mantinha um sorriso frouxo, disfarçando seus reais pensamentos.

Imagens do ataque. Seu sorriso macabro ainda a fazia tremer… O terror de encarar suas vestes negras manchando-se em sangue, e não conseguir estancar o ferimento. Foi como um recuar no tempo… Da mesma forma, que ele golpeou-a sem piedade, sem caridade. O sorriso de ambos os homens que quase a destruíram, dançavam em sua mente, torturando-a. Seus braços tremiam, e quis chorar. Mas não podia, não da frente de quem sempre se preocupou por si. Era ela que devia cuidar dele, porém, sempre foi o oposto.

Agora, era a vez dela, iria protegê-lo também. Inclusive, de si própria.

“— De certeza que se sente melhor, Hinamori?” —O tom apático de seu rosto forçava-o desconfiar da resposta dela, segundos atrás. Na verdade, a não acreditar minimamente no que lhe fora dito.

“— Shirou-chan, não precisa se preocupar. Estou bem, mas fico contente por saber que está preocupado.” — Toushirou ruborizou, arregalando os olhos, desviando imediatamente o olhar do sorriso da amiga de infância.

“— Não seja idiota, Hinamori. Só quero ter a certeza. O golpe foi profundo, e você perdeu muito sangue. Isane-Taicho disse que um minuto mais tarde, e seria irreversível.” — As íris de tonalidade turquesa escureceram num verde sujo opaco. A tenente não respondeu, contornando tenuamente seu ventre, recordando a lâmina rasgar seu corpo. A maior dor não fora física, mas onde suas memórias conduziram ao grande traidor da Sociedade das Almas. —“Me perdoe, não estive lá para a proteger.”

“— Shirou-chan, não somos mais crianças. Eu posso defender-me sozinha. Agora, você é um capitão e não pode estar sempre ao meu lado.”

Hinamori manteve o olhar doce e fraterno, apaziguando ligeiramente a culpa que consumia fervorosamente o peito do capitão do décimo esquadrão. Alertaram-se com o aumento da movimentação nos corredores do esquadrão médico. Mais algum ataque? Outro shinigami ferido?

Toushirou suspirou fundo, poderia ser um de seus subordinados, como capitão seu dever era averiguar caso fosse assim. Mas não podia deixar Hinamori sozinha naquele momento, sabia que ela estava escondendo algo… Que um remoinho sentimental a inquietava, sobre ele…

A porta foi aberta contudo o jovem capitão manteve-se na mesma posição. Somente ao constatar o olhar incrédulo e estupefacto de Momo, ele encaminhou o olhar na direcção do poder espiritual.

“—Kuchiki?! O que aconteceu?” — Nunca. Nem em mil anos, previu encontrar o líder da família Kuchiki, um nobre, e dos capitães mais fortes do Gotei 13, totalmente desalinhado e coberto de sangue. Inclusive, seu rosto tinha marcas salientes.

Os amigos de infância perante aquela visão, preocuparam-se pelo estado alarmante de Byakuya. Porém, só uns segundos depois notaram a reaitsu estável, causando confusão. Como ele mantinha-se em pé, calmo e sereno, se estava machucado com gravidade?

Hitsugaya aprimorou sua visão, e percebeu que suas vestes, apesar de sujas, não estavam rasgadas. Concluindo que todo aquele sangue não era dele, mas de alguém, que possivelmente ele carregou.

“— Hitsugaya-Taicho, preciso que mantenha a calma.”

Aquele pedido só reforçou as incógnitas nas duas essências. Contudo, como uma batida que faltou em seu peito, o fez raciocinar em seguida. A única alma do Sexto Bantai, que faria o capitão do mesmo dirigir-se a ele, era a…

“— Shirou-chan!”

Hinamori assistiu flocos de gelo acumolarem nos objectos metálicos, incluindo os aparelhos que a ajudavam a respirar. Porém, Hitsugaya não a escutou. Não sentiu a fraqueza imediata de da reaitsu da amiga quando este aumentou a sua, resultado dum descontrolo emocional.

O coração de Toushiro esmurrava seu peito, mil possibilidades com uma única fonte: Karin. Transtornado, as pernas do capitão começaram a se mover, ignorando os protestos de Hinamori e quaisquer explicações que o líder dos Kuchiki poderia lhe oferecer.

O gelo começou a se proliferar sob suas pegadas, um frio intempestivo e pungente começava a rondar pela divisão médica, se alastrando exponencialmente. Os olhos turquesa buscavam incessantemente pelas madeixas negras da Kurosaki, algum comentário zombeteiro sobre sua altura ou a voz que sempre lhe afastou a solidão, desde seus primeiros contatos.

Toushiro sentiu um gosto amargo na boca, enquanto uma leve tremedeira lhe repercutia pelas veias. Sua respiração estava descompassada e muito provavelmente estava parecendo túrbido, todavia não cessou sua busca.

Apertando o passo, correu mais um pouco pelos corredores da quarta divisão, até achar Isane-taicho concentrada sobre um corpo ensanguentado, dando ordens para que estancassem os sangramentos e verificassem as principais artérias. Mais atrás da platinada, Hitsugaya achou uma cabeleira laranja trêmula, sendo segurada pela irmã mais nova do capitão Kuchiki.

Foi então que deu-se conta… Era Karin.

Naquele instante, o universo parou. Não importava a Guerra que ainda repercutia fora do quarto bantai, não importava que Byakuya havia o alcançado ou que estivesse explicando o estado de sua pupila e muito menos que Ichigo estava caminhando em direção a si.

A única coisa que estava em seu campo de visão era Karin, sendo levada para longe de si, rumando para seus momentos de salvação… Ou seus últimos suspiros.

Seu coração se contorce, enviando ondas de dor por todo seu corpo. Ichigo parou a seu lado com uma feição agoniada, enquanto Rukia o acompanhava com uma expressão repleta de pesar. A tenente ficou ao lado de seu irmão, esperando Byakuya se pronunciar por todos eles.

“— Ela vai ficar bem. — “ O Kuchiki encarou as portas que sua jovem subordinada havia passado. — “Não subestimamos Kurosaki Karin e sua força. Ela nunca falha para com ela. E Karin nunca falha para conosco.”

Hitsugaya fechou os olhos, encarando o teto congelado sobre sua cabeça. Ele jamais havia desejado com tanta força que Byakuya estivesse certo.

O gelo que ainda percorria a divisão médica não fora questionado. De certo, pouco haviam notado-o. Naquela noite, muitos enfrentavam o inferno tempestuoso.

E quando a chuva começou a despencar do céu, sequer um ceifeiro se pronunciou.