Flor Doce

1 Flor doce - Capítulo único.


Notas iniciais
Sim, eu devo estar muito animada para postar duas fics seguidas! Mas eu estava realmente empolgada em escrever esta fanfic...Mesmo que seja de um gênero que eu nunca escrevi na vida!

Lembrando que esta fanfic é YURI. :)

Fic feita especialmente para a La Angel-sempai, que é minha diva e me inspira muito na hora de escrever sobre o fandon de Naruto! *-*
Claro, os outros também são bem vindos!

Recomendo esta leitura no som da música "Sweet Blossom" da Emilie Simon. Não é exatamente uma songfic, mas essa música me ajudou bastante na escrita.

Boa leitura! ♥
(perdoem possíveis erros, fic não betada!)

As estações são preguiçosas... Está me deixando louca... Flor doce, onde está sua árvore?

– Emilie Simon

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Pétalas de coloração rosada caiam a todo instante naquele exato momento. Eram semelhantes às flores de cerejeira, porém, tinha certeza que não era.

Aquelas pétalas eram diferentes, tinham uma cor mais viva.

E por falar em cores vivas, não eram apenas as flores que tinham tais colorações chamativas. Todo aquele estranho ambiente era demasiadamente atrativo.

O caminho do que antes era apenas um simples bosque, havia se transformado em um arvoredo de tom rosado, com flores que caiam a todo instante, deixando a trilha do local cheia de essências em tons pastéis.

Konan não sabia onde estava, e nem para onde estava querendo ir. Ela apenas seguia os passos que as pequenas e delicadas pétalas indicavam-na a ir. Os olhos dourados da garota percorriam o local desconhecido, analisando-o minimamente, tendo cada vez mais a certeza de que nunca esteve ali.

Mas que lugar é esse...? Como eu vim parar aqui? – Se perguntou em pensamentos, prosseguindo com os passos sigilosos. Não se lembrava de nada, absolutamente nada. Apenas acordou no meio do bosque que mostrava uma natureza majestosa, usando essas estranhas roupas de tecido caro, roupas nas quais nunca teria dinheiro para comprar, devido a sua situação financeira.

O longo vestido de linho na cor escarlate fazia contraste com os detalhes azulados, que tinham o mesmo tom de suas madeixas. Os longos cabelos estavam soltos, dançando no ritmo que o vento determinava. Uma pequena e bela rosa branca estava em seus cabelos, dando-lhe um toque especial. O vestido deixava seus ombros à mostra, concedendo-lhe uma essência de sensualidade juntamente com a oposição do tom carmesim do vestido com a tez branca.

A pele alva de Konan logo ficou arrepiada ao sentir o toque de uma mão gelada em seu ombro direito. Virou-se rapidamente, um pouco assustada, pois estava no meio do nada, sozinha. Os olhos banhados em cor de mel mergulharam no mar violeta que era os olhos da mulher a frente de si. Ela a olhava fixamente, deixando ambos os olhares ligados sobre um grande fascínio.

Konan nunca tinha visto um olhar tão vazio como aquele. E aquelas orbes eram estranhamente bonitas. Pareciam duas esferas de vidro cheias de reflexos indecifráveis. A outra mulher era um pouco mais baixa e mantinha uma expressão séria no rosto. Era ruiva e os cabelos alaranjados estavam presos, deixando apenas a franja cair parcialmente sobre os olhos violáceos.

– Venha. – Sussurrou a garota desconhecida, estendendo uma mão em direção de Konan.

– Quem é você? – Perguntou cheia de dúvidas, afinal, não iria para qualquer lugar com uma desconhecida.

– Eu sou a dor... E sou a cura para a mesma. – Sua voz era baixa, parecia falar sempre em sussurros. Aproximou-se mais da garota e tirou o capuz da longa bata negra que usava, deixando seus olhos ainda mais revelados, fazendo Konan notar que a coloração arroxeada era ainda mais cheia de brilho.

Konan por sua vez estava totalmente confusa. Mas misteriosamente aceitou a mão da outra mulher desconhecida, ponderando um pouco antes de segurar a outra mão delicada.

– Onde estamos...? – A maior perguntou.

– Estamos no sonho próximo.


o♥O♥o


Em um ímpeto, a azulada já se viu sendo jogada ao chão coberto de pétalas rosadas. Protestaria aquele ato da menor, se a mesma não tivesse se colocado acima de si, mantendo cada braço ao lado de seu rosto.

Franziu o cenho e abriu os lábios para reclamar do fato de ter sido jogada ao chão daquela forma, afinal, estavam andando de mãos dadas e repentinamente a outra lhe joga ao chão... Mas foi surpreendida com um beijo caloroso em seus lábios finos.

Abriu mais os olhos, surpresa com tal ato. Era estranha a sensação de beijar outra mulher, mas era uma sensação reconfortante. Os lábios se separaram e a garota acima de si a fitava com a mesma expressão vazia.

Ela passou os dedos pela face da maior, acariciando-a com delicadeza até parar nos lábios, deixando seus olhos fixos nos olhos cor mel. Konan ainda estava surpresa diante daquela ação. Não conseguia formular nada naquele momento, não estava sequer se entendendo.

Os lábios finos da garota de cabelos alaranjados pousaram novamente sobre os de Konan, que agora, mesmo achando estranho, correspondeu ao ósculo desejoso. As mãos da menor alisavam o busto da maior, procurando desabotoar o belo vestido. Aos poucos, foi desabotoando, enquanto sua língua continuava o trabalho de envolver a língua da maior em uma dança calorosa.

Parou o ósculo quando finalmente deixou os seios fartos de Konan a mostra, admirando o corpo da maior. Sem ponderar, deixou sua língua pousar sobre o mamilo direito dela, vendo-a estremecer. Sentiu-se excitada com o leve gemido abafado que a maior deixou escapar e começou a passar a língua cálida com mais intensidade, levando a própria mão até sua própria intimidade, tocando-se.

Com a outra mão, levantou o vestido da azulada e abaixou a calça da mesma, deixando a intimidade úmida à mostra. Konan apoiou-se nos cotovelos e fitou o rosto da ruiva, que voltou a olha-la e aproximou o rosto novamente, roubando mais um beijo erótico. Ao parar o óculo, uma pequena linha de saliva ainda as ligava, deixando o momento mais intenso e luxurioso.

A ruiva desceu o olhar por todo o corpo alvo de Konan, percorrendo o belo corpo lentamente, admirando-a, ate chegar a sua intimidade. Lambeu os próprios lábios e ficou entre as pernas da maior, levando a língua até o local úmido e desejado da outra, tocando sua intimidade com a língua, fazendo a maior arfar em meio ao prazer.

A língua ardente da ruiva deslizava por toda aquela extensão úmida, enquanto aos poucos a penetrava com dois dígitos, movendo os dedos de forma rápida e ritmada, na mesma intensidade em que sua língua brincava com o clitóris da outra, fazendo-a sentir sensações de calor, desejo e loucura em uníssono.

– Ahwm.... E-Eu... – Konan gemeu, arqueando mais as costas e fechando os olhos, abrindo ambas as pernas por instinto. O corpo esquentava a cada segundo que a menor sugava sua intimidade. Levou as mãos aos cabelos ruivos da outra, soltando-os e apertando o couro cabeludo alaranjado como uma medida desesperada para chegar ao prazer.

A língua calorosa continuava a rodear aquele local prazeroso e os dedos eram movimentados de forma rápida no interior de Konan, logo a fazendo chegar a um nível de prazer total, notando que a maior havia estremecido e deixado escapar um grito de êxtase.

Levantou o rosto, ficando de joelhos e fitando o rosto alvo, que agora tinha um leve tom carmesim na face. Lambeu os próprios lábios, saboreando o gosto da azulada e aproximou-se mais, ficando com os rostos bem próximos.

– Sua dor será sanada... – Sussurrou rente aos lábios da maior e deu-lhe um ultimo beijo nos lábios, antes de vê-la se entregar ao sono profundo.


o♥O♥o


Abriu os olhos lentamente, sentindo o corpo pesado e suado. Virou o rosto, observando detalhadamente o local onde se encontrava, e para sua surpresa, estava em um lugar completamente diferente.

Sentou-se com dificuldade sobre a cama nada confortável e logo desviou a atenção para seu próprio braço, notando aquele estranho aparelho ligado em sua veia, onde recebia soro diretamente no sangue.

Aquele quarto de hospital estava longe de parecer o local de momentos atrás.

Sentiu uma leve brisa fresca em sua pele e olhou para o outro lado do quarto, vendo a janela que parecia estar parcialmente aberta, com algumas cortinas brancas que evitava sua visão em relação ao ambiente lá fora. Porém, o vento forte a ajudou, fazendo a janela abrir ainda mais e as cortinas esvoaçarem no compasso que o vento as cadenciavam.

O dia parecia estar terminando, mas não se importou com isso, apenas mordeu o lábio inferior levemente, mirando a arvore de cerejeira majestosa que havia lá fora.

Sentia que estava ficando louca.

Levou uma mão até os cabelos azulados, afundando os dedos ali, tentando voltar para a realidade. Avistou o botão que servia para chamar alguma enfermeira e sem pensar duas vezes, apertou o mesmo, esperando de forma ansiosa alguma ajuda.

– Eu estou... Ficando louca. Calma Konan... Calma... – Sussurrava para si mesma, não querendo ser derrotada por um desatino. Virou o rosto rapidamente em direção à porta do quarto que foi aberta, vendo que era apenas a enfermeira.

A mulher fechou a porta atrás de si e aproximou-se em passos calmos, parando bem próximo da cama onde a azulada estava parcialmente deitada, observando atentamente o rosto assustado, que mesmo com aparência adoentada e pálida, continuava bela. Retirou a máscara hospitalar que usava, revelando o rosto da ruiva desconhecida de momentos atrás.

Konan ficou surpresa e estática, fazendo a ruiva dar um risinho de canto. Era a mesma garota, apenas com uma pequena diferença: Os apliques de metal pelo rosto. Ela não usava os brincos estranhos pela face, mas seus olhos arroxeados fazia a maior estremecer da mesma forma.

– Eu estou... Sonhando? – Perguntou em tom de sussurro, mirando atentamente as orbes violetas de brilho cristalino.

– Não. O sonho está apenas começando... Agora. – A ruiva falou, aproximando mais os rostos e colando os lábios nos de Konan.

A sensação doce dos lábios da ruiva sobre os seus a fez fechar os olhos novamente, deixando-se levar naquele sentimento de sonho realizado. Sentia aquela sensação estranha por todo o corpo novamente, como uma flor no meio da primavera; doce e livre para sentir quaisquer sensações.

Queria apenas voltar a sonhar novamente, e aquele beijo primaveril faria seu subconsciente voltar a reinar sua realidade.


Fim.

Notas finais
Gente, eu sei que o Orange deve ter ficado péssimo. Eu nunca escrevi yuri na vida, me perdoem de coração! Pra falar a verdade eu mal sei como duas garotas transam! kkk (brincadeirinha)

Novamente, desculpem-me os erros! Não esqueçam de comentar, deixar seus elogios e críticas construtivas.

Beijinhos da Juh ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!