Fleet Captain

18 Capítulo 18 - Tirando em pratos limpos


Notas iniciais
Nem demorei viiiiiiiiiiiiiiiiu? u-u
Capítulo em comemoração ao Aniversário da minha linda e loira BFF RamonaC. Que você tenha muitos, mas muuuitos anos de vida para que eu possa te azucrinar, bebê. sz'
Agora ao capítulo.
Boa leitura (:

Eu já havia ouvido falar em como as tempestades em alto mar são assustadoras, mas isso realmente me parecia pior do que os comentários que chegaram a meu conhecimento. O céu estava escuro e denso, e claustrofóbico, era como se qualquer um estendesse a mão o tocaria. Sim, era assustador e inquietante, mas combinava perfeitamente com o que estava sentindo.

Já fazia boas duas horas que estava em pé olhando para o mar esperando Jared me chamar e isso estava me matando. A ansiedade, o medo e a provável frustração estavam me sufocando, ainda mais por causa dessa maldita esperança que nunca quer se desligar de minha mente. Era praticamente impossível que ele quisesse algo comigo depois de tudo que fiz. Afinal, eu havia gritado com ele, invadido sua casa e ainda por cima o contrariado noite passada. Claro que ele tirou por menos, mas mesmo assim...

— Julian, o cordel agora! – Shannon gritou e o homem magro e de cabelos loiros saiu em disparada pra o grande cordel que servia como base para as velas.

As coisas estavam um pouco agitadas por aqui. Desde que o tempo de repente fechou todos estavam tentando manter o nau estabilizado para qualquer eventualidade. Pelo que entendi ainda estávamos em território Francês, mas já com meio caminho andado em direção a Espanha, o que me fazia dar graças a Deus que aquela Vadia iria embora.

Para me distrair da fúria que sempre se apoderava de mim quando pensava em Marcela virei o rosto e comecei a encarar Shannon. Esse era outro que estava a um passo de deixar de tentar entender. Desde que pisei aqui ele me ignora totalmente, não como se fosse por causa de sua posição ou porque ele tinha vergonha de mim, parecia mais que ele me odiava que tinha raiva de mim. Mordi o lábio inferior tentando conter a dor que se formou em meu peito.

Shannon era como meu anjo da guarda e era tão incrível que me dava nojo de mim mesma só de saber que de alguma forma eu o magoei. Ele pareceu perceber que eu estava o encarando porque me lançou um olhar de desprezo que machucou bem lá no fundo. Eu não iria conseguir aguentar isso por mais tempo, o que eu tinha a perder já que ele me odiava de qualquer maneira? Respirei fundo e caminhei ate sua direção. Assim que cheguei à sua frente sussurrei quando na verdade tive vontade de gritar:

- O que eu te fiz? – Ele me encarou por um segundo, mas logo desviou o olhar. – De verdade Shannon pode falar.

Ele continuou calado apenas continuando a manusear algum instrumento enorme e pesado que eu não fazia idéia do que era.

- Por favor. – Sussurrei com a voz tremula e a beira das lágrimas. Preferia mil vezes que ele estivesse gritando comigo, berrando sem pudores do que ficar me ignorando. Balancei a cabeça tentando dispersar as lágrimas que já caiam, mas foi em vão, então como única opção sai correndo e me escondi no quarto de Merli.

Ele estava vazio o que fez com que eu me perguntasse onde ela estava, acabei dando de ombros e apenas me sentei no chão, em um cantinho apertado onde pretendia esvaziar todo o meu poço de lagrimas, mas isso não aconteceu porque assim que coloquei a cabeça entre os joelhos a porta se abriu e em seguida se fechou com um estrondo que me fez da um gritinho.

- Você mentiu pra mim foi isso que você fez! – Shannon gritou com a voz rouca de tanta raiva.

- O que? – Sussurrei me encolhendo ainda mais na parede.

- Quanto tempo você pretendia ficar me enganando hem, Hannah? – Ele cuspiu o nome e só então eu percebi o que havia feito. Eu fora burra o bastante para não lhe explicar toda a verdadeira historia.

- Shannon...

- Eu salvei sua vida. EU PODIA TER SIDO MORTO, MAS TE SALVEI E ENTÃO VOCÊ MENTE PRA MIM! O QUE POSSO ESPERAR DE VOCÊ AGORA? – Ele gritava de uma forma que parecia fazer que o barco tremia. Isso me deixou louca da vida e em um segundo já me vi de pé gritando também.

- Você não me deu tempo! Como poderia lhe contar algo assim se quando dei meu primeiro suspiro de tranqüilidade você para de falar comigo?

- Você teve chances!

- PELO AMOR DE DEUS! – Passei a mão pelo cabelo com tanta força que me vi arrancando vários fios. – Eu não sabia se podia confiar plenamente em você. Sim, você salvou minha maldita vida, mas como você chega para uma pessoa e fala que fugiu de casa por uma coisa supérflua como um casamento?

- Ah, não esqueça a parte em que você se deitou com meu Capitão. – Ele falou em tom normal, mas com um nojo em seu tom que foi como um tapa na cara.

- Não seja idiota, eu nunca fiz nada demais com o Jared. Minha primeira vez foi com você seu imbecil!

Isso pareceu calá-lo. Ele sentou-se no colchão e ficou encarando a parede com a respiração rápida. Não sei por quanto tempo ficamos assim, ele calado parecendo petrificado e eu em pé com os olhos cheios de lágrimas que pareciam congeladas. Por fim suspirei e caminhei lentamente até ele.

- Shannon, olhe... – Coloquei a mão em seu ombro e isso pareceu desperta-lo. Ele se colocou de pé e então virou de costas para mim.

- Você mentiu pra mim e se tem uma coisa que eu desprezo mais que tudo é a mentira. – Shannon caminhou ate a porta, mas quando estava a meio caminho dela segurei sua mão.

- Você tem que entender, eu não fiz por mal e quem em sã consciência...

- Não quero saber. – Ele balançou o braço soltando minha mão. Agora Shannon não parecia com raiva, parecia apenas cansado.

- Mas você precisa ouvir. – Segurei seu braço novamente, mas agora para minha surpresa ele tomou meus pulsos e os apertou com força.

- Não Cecile eu não preciso. – Ele estava gritando de novo e dessa vez estava realmente me assustando. – Eu não te devo nada, pelo contrario você que...

Mas ele não conseguiu esfregar na minha cara o fato de ter me salvado porque um punho o acertou bem no nariz fazendo com que Shannon caísse no chão.

- Quem você pensa que é? – A voz trovejante de Jared estava mais assustadora que nunca. Prendi a respiração sem conseguir acreditar. – Saia daqui e nunca mais a toque de novo, caso contrario eu cuidarei para que você nunca mais toque nada. Fora!

Shannon levantou-se com os olhos arregalados. Os globos esverdeados passavam de mim para Jared e por fim para meus pulsos que agora estavam avermelhados. Ele fez esse caminho umas três vezes e então finalmente saiu. Assim que a porta se fechou tudo começou a rodar e só então percebi que ainda não estava respirando.

- Você esta bem? – Jared me encarava com os grandes olhos azuis cheios de uma doce preocupação.

Fiquei tão hipnotizada que não tive a capacidade de responder, ele criou uma pequena ruga em “v” na sua testa e então delicadamente (como nunca havia me tocado antes) pegou minhas mãos a colocando na altura de seus olhos observando meus pulsos. Assim que viu o forte tom de vermelho ali seu rosto adquiriu aquele tom vermelho que demonstrou no meu quarto quando me viu machucada.

- Esta tudo bem. – Sussurrei abaixando minhas mãos e levando as dele junto. Meu coração se encheu de felicidade quando percebi que ele não havia soltado minhas mãos.

- Claro. – Ele disse seco, mas logo deu um pequeno sorriso torto.

Ali estava, pensei, meu velho Jared parecia estar de volta. Em sua expressão havia apenas o divertimento, o ar quase superior, mas igualmente humilde que fazia com que eu tanto amasse seu rosto. Então me lembrei do sangue escorrendo do nariz de Shannon e suspirei.

- Não precisava ter batido nele. – Jared trincou os dentes e a expressão havia ido embora.

- Pensei que gostava do tipo salvador. – Cuspiu soltando minhas mãos me fazendo sentir uma idiota. Balancei a cabeça e então quando percebi já estava falando num jato.

- Desculpe-me. Por favor, por tudo. Sei que fui uma completa estúpida com você e sei que deve me odiar, mas não fiz por mau. Eu estava passando por um momento tão... – Fui interrompida por um soluço e essa foi a confirmação de que estava chorando. – Sei que não é desculpa, na verdade qualquer coisa que falar não vai justificar. Você não podia trazer uma estranha para cá e sei que estava pedindo muito a você de repente e não tinha esse direito. Mas por favor, me desculpe.

Abaixei a cabeça e esperei sua resposta. Esperei que ele gritasse que eu era uma ridícula ou que ele desprezasse meu pedido ou ate mesmo que fosse embora, mas não o que realmente aconteceu. Jared riu e então se aproximou tocando meu queixo com o dedo fazendo com que eu o encarasse.

- Cecile. – Não sei se foi um devaneio, mas pude jurar que ouvi um tom de veneração em se tom. Fiquei paralisada o encarando esperando alguma outra mudança repentina, mas ele apenas riu novamente. – Você não tem o direito é de pedir desculpas. Quem foi estúpido nessa historia fui eu, você é apenas a vítima. Eu não tinha o direito de te deixar lá como deixei, ate porque se fosse eu que estivesse passando pelo que você passou teria feito coisa bem pior do que dar uns gritinhos.

- Então você me desculpa? – Perguntei com a voz tremula e ele sorriu torto.

- Apenas se você também me desculpar. – Ele sussurrou se aproximando de meu rosto.

Seu nariz estava quase tocando o meu. Jared parecia esta querendo me provocar roçando seus lábios em minha bochecha e pescoço fazendo meu coração bater tão forte que era quase impossível que ainda não tivesse caída dura no chão.

- Estou esperando a resposta Cecile. – Sussurrou em meu ouvido fazendo com que um arrepio devastasse todo meu corpo.

- Sim. – Sussurrei tão baixo que me perguntei se ele havia ouvido, mas a confirmação veio logo quando seus lábios encontraram os meus.

No nosso ultimo beijo houve quase uma doçura, uma incerteza de minha parte e uma hesitação da parte dele, mas não dessa vez. Nenhum dos dois tinha duvida disso. Jared devorava meus lábios sem pudor enquanto minha língua tentava dominar a sua. Deus, como isso era bom. Suas mãos desceram ate o meu traseiro onde apertou com força me fazendo arfar e em resposta coloquei as mãos por dentro de sua camisa arranhando de leve seu abdômen liso e incrivelmente definido. Acho que ele gemeu, mas não pude ouvir direito porque o som das escovas e perfumes de Merli caindo no chão abafou qualquer coisa.

Tínhamos esbarrado na penteadeira, mas Jared, e minto se dissesse que eu pensei diferente, não se importou. Na verdade ele aproveitou a chance e me colocou encima da penteadeira e então sem aviso prévio ele sem nenhum pudor rasgou a camisa de algodão que usava. Um riso rouco e um tanto selvagem escapou de meus lábios e pude ver que ele deu um breve sorriso antes de voltar a atacar meu pescoço.

Jared tirou a faixa que cobria meus peitos com apenas uma mão e assim que o pano voou pelo quarto pude sentir suas mãos apertando meus seios e massageando meus mamilos suavemente. Ele queria me enlouquecer só isso. Lembrando da única experiência do tipo que tive apertei minhas pernas na sua cintura e fiquei pressionando sua notável ereção. E quando digo notável na verdade quero dizer monstruosa. Podiam existir coisas desse tamanho? Mordi o lábio inferior rindo com esse pensamento.

Jared mordeu meu pescoço com força me causando um arrepio de dor e prazer. Assim que ele se afastou para poder tirar suas calças com um sorriso que não poderia definir em outra palavra a não ser safado a porta se abriu e um grito fino atravessou o ar.

- Ai meu deus! – Merli sussurrou com os olhos arregalados e a boca formando um “o”.

Jared a encarou de olhos arregalados e eu fiquei paralisada. Então do nada ela começou a rir. Não uma risada normal mais sim uma risada de alguém que não era sã. Isso fez com que eu trincasse os dentes.

- Fora. – Grunhi e ela colocou a mão na boca tentando abafar a risada. – Merli estou avisando...

- Não precisa, eu saio. – E então em um segundo ele já estava na porta olhando para Merli sem encará-la parecendo totalmente envergonhado.

- Eu vou te bater tanto. – Sibilei e ela parou de rir.

- Desculpe esta bem? Se soubesse que estava rolando uma festinha não teria interrompido. – Disse revirando os olhos. Ela caminhou ate a cômoda e me jogou uma toalha. – Não estou a fim de ver seus peitinhos Cecile.

- Você poderia ter batido na porta. – Falei fazendo biquinho. Não era justo, porque alguma coisa sempre atrapalha esses momentos?

- Desculpe querida, mas o quarto é meu.

Suspirei e me enrolei na toalha.

- Então deveria cuidar melhor de suas posses. Onde você passou o dia todo afinal? – Ela sentou-se na cama e eu fiz o mesmo. Merli suspirou e pareceu lembrar de algo.

- No buraco dos mantimentos.

- Como assim? – A encarei confusa para só então perceber que Merli estava em prantos.

- Aconteceu uma tragédia, Ceci! – Falou enquanto passava os braços ao redor do meu pescoço me abraçando forte. Novamente fiz o mesmo.

- Merli, o que aconteceu?

- Você não vai acreditar.

Notas finais
Aêêê.
Momento hot Jared&Cecile heem? Gostaram?
Enfim, eu sei que disse que iria ter narração do Jared nesse capítulo mas eu percebi que tenho que parar com esse lance de falar o que vai ter no próximo capítulo porque em 99% das vezes acaba saindo outra coisa xD
Não me culpem, para vocs terem noção no inicio eu achei que FC iria ter apenas 25 capítulos e já estamos no 18 e apenas iniciando a metade da fic, ou seja tudo haver né? -q
Enfim, vamos esperar e ver no que vai dar.
Ps: Campanha "Rumo aos 100 Reviews". Vou sair contando e quero so ver quem vai ser o leitor com o comentário numero 100, talvez venha uma surpresa, talvez não. Lalalala-q
Beijuus, Cherry