Fleet Captain
10 Capítulo 10 - Furia surpresa
Notas iniciais
Mais um aí *-*
- Cecile? Cecile, meu bem, posso entrar? – Sim, sem duvidas era minha mãe. Ela estava com a voz gentil e acolhedora, porém por alguma razão um pavor percorreu minha espinha.
- Sim. – Falei contra minha vontade. Seja lá o que ela quisesse gostaria de resolver de uma vez. A porta se abriu revelando uma linda mulher no auge de sua beleza adulta. Como eu queria ser como ela.- Oh, Cecile. – Me surpreendi com seu tom de censura, o desgosto (como se eu tivesse feito algo de errado) na sua voz era visível. – O seu rosto, meu bem, como isso pode acontecer? - Eu sei, Mamãe. Papai é um monstro. – Meus olhos arderam novamente e um soluço se prendeu em minha garganta. Nunca iria perdoar meu pai por isso, nunca.- Seu Pai? Cecile, ele so estava querendo ensiná-la uma lição. Ele esta certíssimo. Você tem que deixar de ser egoísta, meu bem. – Isso foi como uma verdadeira tapa na cara. Na verdade se ela tivesse assim o feito teria doido menos.- Como? – Sussurrei ainda tentando me recuperar.- Ora querida, convenhamos. Você exagerou, e se tivesse tentado não se defender não estaria desse jeito. – Ela bufou. – E pensar que seu noivo vem aqui amanhã! Como vou esconder essas marcas? Sem dúvidas vou precisar da ajuda de Merli, Simone e até mesmo de Anne... – Parei de ouvir. Eu simplesmente não acreditava. Era obvio que Mamãe amava sua posição social e faria de tudo para mantê-la, so não sabia que era realmente tudo. Senti que minhas pernas iam falhar, pensei em caminhar ate a cama mas não conseguia me mexer. Não, eu não podia me casar com esse homem. Não, eu não podia acreditar que minha mãe estava fazendo isso. Não, eu não podia permanecer aqui. Não, eu não podia fazer nada a respeito... Ou será que podia? Minha garganta se fechou. Claro que eu não podia fazer nada a respeito. Jared nunca me levaria com ele, mesmo se eu me deitasse com ele e prometesse passar todas as noites que quisesse ao seu lado ele diria não, ele é um homem respeitável e mesmo com sua fama sei que nunca faria isso; se aproveitaria de uma jovem, de uma pobre coitada. Mas, não. Eu não podia ficar aqui, eu simplesmente não posso! Prefiro me matar a isso, prefiro me jogar de um precipício a casar-me com aquele homem. Prefiro cortar meus pulsos a aturar de cabeça baixa as coisas de meu pai, minha mãe... e de toda minha família.- Não. – Sussurrei sem nem ao menos perceber.- Como, meu bem? – Minha mãe me olhou sorrindo. Acho que ela esteve tagarelando todo esse tempo.- Não. – Falei mais forte.- Cecile, não estou...- Não! – Praticamente gritei. Ela me olhou sem entender direito.- Saia daqui, agora. – Grunhi e ela me olhou primeiramente um pouco assustada e depois com puro desdém.- Ora, menina. Não fale comigo desse jeito. Além disso, o que você pode fazer contra mim? Olhe para você, Cecile Morsson, você não esta num estado de mexer um músculo. O que você pode fazer contra mim, hem? – Não respondi, ela estava certa. Diabos. Fechei os olhos e pedi a Deus que ele mandasse um anjo ou qualquer coisa que pudesse fazer minha mãe sair dali, fazê-la desaparecer.- Ela não pode fazer nada, Senhora Morsson. Mas nós podemos. – Abri os olhos rapidamente quase dando um grito. Merli estava parada na porta com a mão na cintura, na pose de uma Deusa da guerra ou talvez proteção, e ao seu lado com o queixo trincado e as mãos em punho estava ele, na personificação de um Deus da fúria, ou talvez da beleza mesmo.- Mas o que...? – Minha mãe balbuciou, mas ele a interrompeu.- Saia agora, Senhora Morsson. – A voz de Jared não deixava duvidas de que ele não estava brincado e que iria fazer sabe-se lá o que com minha mãe. Ela olhou pra mim, depois pra Merli e por fim para Jared – esse ultimo a encarou com um olhar mortal – e se retirou as pressas do quarto. Ouvi Merli bufar.- Mulher Maldita! Que queime no fogo do inferno, essa aí. – Jared deu um risinho.- Você esta bem, Cecile? – Ele me olhava nos olhos com uma intensidade que me fez querer gritar. Acenti e continuei a encará-lo. Acho que ele percebeu o que meu olhar dizia por que fechou os olhos rapidamente balançando a cabeça de forma negativa. – Ainda preciso de tempo. Não me agüentei e gritei. Não era um grito so de fúria, era um grito de raiva, dor – emocional e física – e de agonia. O som mais terrível que já saiu de mim.- Tempo? Você precisa de tempo? – Berrei. – Esse maldito chegará amanhã. AMANHÃ! E você quer tempo para decidir se terá pena de mim ou não!? - Ceci, por favor... – Merli interrompeu com a voz frágil e delicada, aquela que ela usa quando quer deixar a pessoa tranqüila. Eu não queria ficar tranqüila.- Cale-se Merli! – Ela se encolheu no lugar. Isso fez com que me sentisse mal e fechei os olhos respirando fundo duas vezes e olhei Jared novamente, que tinha a expressão assustada como se nunca esperasse aquilo de mim. – Não preciso de você nem de sua piedade, consigo fugir sem você. – Eu ri, foi um riso seco e sem vida. Ele nada disse, so ficou me encarando como se estivesse no pior dilema do mundo.
- Cecile, por favor, tente se acalmar. É uma situação difícil para todos nós. – Merli falou com aquela mesma voz calma e tranqüilizadora.- Para todos nós? Como você é hipócrita, Merli. – Comecei a gargalhar, uma coisa que igual ao riso era sem vida e seco. – Você esta vivendo um sonho! Encontrou o homem que ama e que aceita o que você realmente é, uma escrava qualquer. – Ela arfou alto, como se eu tivesse lhe dado um soco. Eu não me importava simplesmente não me importava. Eu estava sofrendo e queria que todos sofressem também, afinal eu era a egoísta que so pensava em mim mesma.- Cale a boca, Cecile. Você vai arrepender-se dessas palavras depois. – Jared tinha a voz dura, isso so me fez rir mais.- Não, eu não irei me arrepender pelo que estou dizendo por que é a pura verdade. Ela é uma escrava, você é um canalha e eu sou uma perdida. – Mais gargalhadas. Era como se alguém tivesse tomado meu corpo e estivesse pronunciando essas palavras, mas eu não queria lutar, não tinha forças.- Ceci, por favor, eu lhe imploro, acalme-se. – Merli estava chorando descontroladamente.- Ah, vá chorar nos braços daquele otário que você conseguiu fisgar. - Qual o seu problema? – Jared grunhiu. Eu apenas rir mais. – Merli, vá embora!- Mas... - Agora! – Merli se retirou com as mãos no rosto e soluçando. Ele havia usado o tom de voz de um verdadeiro Capitão, de um alfa. Uma voz de comandando incontestável.- Que medo. – Murmurei sarcasticamente sem pensar. Jared me olhou com uma fúria que fez seus olhos azuis virarem chamas. Ele me pegou pelos ombros e me jogou na parede, abafei um grito.- O que deu em você, Morsson? – Ele estava gritando ainda naquele mesmo tom de comando. Isso realmente me deu medo. Engoli seco. – Quem você pensa que é para falar com alguém como a Merli desse jeito? Ela sempre lhe ajudou, sempre ficou do seu lado quando ninguém mais esteve e agora você faz isso? E depois chama a coitada de hipócrita! - Ora, ora, ora. Quem está caidinho pela namorada do irmão? – Falei totalmente sarcástica. Ele me encarou com os dentes trincados e por um segundo pensei que ele fosse levantar o braço e me bater, mas ele me largou e virou as costas passando a mão fortemente no cabelo como se para ver se a cabeça ainda estivesse ali.- Merli vai com Tomo. Ela vai embora com nós dois e você vai ficar aqui, você vai morrer aqui, Cecile, sozinha e sem ninguém. – Então saiu do quarto batendo a porta forte. Fechei os olhos e acho que desmaiei, porque não lembro mais de nada. Quando acordei o sol ainda estava próximo do equinócio, o que queria dizer que não havia dormido mais do que umas três ou quatro horas. Assim que abri os olhos já sabia o que tinha que fazer. Me pus de pé com muita dificuldade e meu estomago roncava. Olhei ao redor e quase gritei quando bati os olhos em Anne. Ela sorriu cautelosa.- Por favor, não grite comigo. - Não vou. – Minha voz saiu fina. Ela deu um sorrisinho normal, bem típico de Anne e levantou uma bandeja de seu colo.- Consegue vir ate aqui? – Eu sabia que não então nem me mexi. Não tinha certeza se ela era confiável. Não confiava em mais ninguém com o sobrenome Morsson, nem mesmo em mim depois do ataque que dei. Como não me mexi ela veio até mim e colocou a bandeja ao lado dos meus pés. Por um segundo pensei que a comida poderia esta envenenada, mas foi apenas por um segundo porque quando pensei novamente já estava na metade do prato de sopa. Quando terminei, ela me ofereceu um pãozinho que devorei rapidamente. Não tinha certeza de quanto tempo passei no quarto, 24 horas? Talvez mais.- Então, o que você quer? – Perguntei desconfiada, porém sem conseguir parecer irritada, esse era o poder de Anne.- Ver como você esta. Desculpe-me por não ter vindo antes minha irmã, mas é que papai nos deixou trancadas em nossos quartos. - Por isso não foram me ajudar quando estava apanhando? – Sabia a resposta, que era não.- Oh, minha irmã me desculpe em relação a isso. – Ela estava chorando. Pisquei algumas vezes para tentar organizar os pensamentos. – Mas eu rezei Cecile, rezei como nunca para que você ficasse bem. – Ótimo, agora ela estava aos prantos. Suspirei.- Tudo bem, Anne.- Não. – Ela balançou a cabeça mexendo os cachos ruivos. – Eu quero me redimir Ceci, eu pequei com você não a ajudando. - Tenho certeza que você não quebrou nenhum mandamento. – Tentei reconfortá-la, ver Anne chorando era uma coisa que ninguém conseguia ver.- Mas quebrei com meus princípios! Cecile eu quero te ajudar a fugir. – Ela me olhou com os olhos verdes cheios de lágrimas mas com uma certeza assombrosa.- Anne, tem certeza? – Ela enxugou as lágrimas e sorriu.- Absoluta. – Uma ruga se formou entre meus olhos. Como poderia saber se confiava nela? Ela pareceu ler minha mente e suspirou. – Pode confiar em mim, Cecile. Eu juro que irei te ajudar a sair daqui segura.- Tudo bem. – Suspirei e ela sorriu. – Eu já tenho o plano.- Pode falar. – Ela sorriu radiante. Ela lembrou-me muito Merli nesse momento, uma pontada atingiu meu peito, mas a ignorei.- É o seguinte...
Notas finais
E aê meu povo *--* Postei rapidinho diz aí manolo -q Qual será o plano da Cecile? -misterio- Eu tinha 7 capítulos dessa fic pronta mas apaguei todos porq uma amiga me disse que estavam horrivel e muito chatos. Cara eu fiquei bad por isso então eu reescrevi esse capítulo e vou tentar deixar a historia mais animada. Sinceramente fiquei pra baixo coom o que ela disse :/ Mas enfim. Espero que gostem e comentem de montãão! Recomendações? Beijuus, Cherry
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