Pov Violetta.

– Violetta. — exclamou León se levantando e limpando a sua bunda. Lancei-o um olhar decepcionante.

Ele estava em um estado deplorável, eu nunca imaginei o León fazendo umas coisas dessas, minha mente estava distante porém conseguia ouvir os gritos histéricos de Francesca.

– Violetta, deixa eu me explicar. — ele vai se aproximando e ao mesmo tempo vou me afastando.

Balanço a cabeça negativamente.

– Não. Se afaste. — coloco as minhas mãos em minha frente como defesa.

– Violetta, sou eu. Violetta, eu não vou te machucar.. — olho para os seus olhos vermelhos e aparentemente cansados, ele não estava sóbrio, não estava mesmo. — não faz isso comigo, ainda sou eu aqui meu anjo.

– Você. — respiro fundo — você me decepcionou muito, não quero falar com você, apenas vá para o quarto, ou não, faz oque você quiser — olho para o Jack que está nem ao menos se importando com nossas presenças — aproveita ai.

Dou meia volta e me perguntando como fui tola, não conheço muito do León, mas peguei uma afinidade, um carinho por ele e me decepcionei bastante com isso.

– Violetta!!! — ouço o León me chamar mas resisto e continuo o meu caminho agora dessa vez para o meu dormitório.

Subo as escadas da Faculdade com os pensamentos a mil, não vou me importar, não mesmo, reconheço que sou um pessoa difícil de lidar e até devo irritar as pessoas com o meu jeito de me proteger dos garotos.

Aonde o León estava com a cabeça de aceitar maconha? Aonde?

Entro em meu quarto ainda com Ludmila agarrada ao Federico e sorrio de canto apenas me jogando na cama e fechando os meus olhos.

Eu precisava dormir.

2 Semanas Depois ..

Abro os meus olhos e olho para o relógio acima do criado-mudo e estava marcado exatamente 06hr00.

Nessas 2 semanas que passara eu e o León não nos falamos muito, acabou que a Diretora descobriu sobre esse lance da maconha que no caso é totalmente proibido aqui. Jack foi imediatamente embora, León e Diego por sorte não foram expulsos.

Mesmo por León ter falado que reconheceu que errou eu ainda fiquei grilada mas dei uma brecha, mas não voltamos aos mesmos, não posso deixar de falar que eu sinto muita falta de nós dois juntos.

Levantei-me da cama pondo um ponto final nesses pensamentos que não iria me levar exatamente a nada. Fui em direção ao banheiro e me apoiei na pia olhando para o meu reflexo em frente ao espelho e pelo milagre de Jesus eu não estava tão acabada. Sorri.

Despi-me e adentrei no box abrindo o registro e logo sentindo o jato de água morna cair sobre o meu corpo.

Pov Leónard.

– Vocês dois são uns babacas mesmo. — Federico fala rindo.

– Para bro, Fran ainda esta brava. — Diego bufa penteando o seu cabelo.

– Duas semanas. Duas semanas. — repito.

– E ela ainda estão bravas, vai entender. — Diego revira os olhos.

– Deram mancada, agora aguentem. — Federico murmura mexendo no celular.

– Estou quase desistindo da Violetta, não sei se estou amando, não sei, mas ela não me da chance, ela não deixa eu dar um passo a mais e se eu dou eu mesmo estrago. — murmuro e Diego apenas fita-me através do espelho.

Talvez não seja para acontecer.

– Só não magoa ela, cara. Violetta é uma garota incrível — fala Diego já pegando as suas coisas.

– Eu sei, eu sei, vou conversar com ela. — coço os meus olhos e me levanto — bora enfrentar mais um dia.

Levanto-me deixando eles para trás, eu queria conversar com Violetta, estava disposto deixa-lá.

Você é um idiota, não faça isso, corra atrás dela seu ímbecil.

Meu coração gritava de um lado do meu ouvido.

Não escute ele, você sabe que isso não vai acabar bem, depois não diga que não avisei, escutar o coração só da merda, depois a única coisa que você sente é: dor.

Meu cérebro contrariava do outro lado.

E eu me via encurralado, como em filmes, aonde aparece o anjo e o diabo, o anjo pede para mim continuar, já o diabinho pede para mim parar, não sei oque eu faço, eu realmente não sei.

Fui para o meu armário e coloquei a senha pegando o meu jaleco e o resto das minhas coisas, hoje estava cansado, não queria sair da minha cama.

Não cruzei com Violetta no meio do percurso até a sala. Adentrei a sala e olhei para o nosso lugar e ela também não estava lá.

Ela precisava vim.

Fui para o meu lugar e abri o meu caderno apenas rabiscando-o, fazendo qualquer coisa que me distrair.

Ouvi o sinal tocar e a sala se encher aos poucos e ela não adentrava aquela maldita sala, ouvi o meu celular soar e olhei para o retrovisor e o mesmo indicava um numero que eu já conhecia bem.

O que ela queria comigo?

Desbloqueei a tela do meu celular e abri a mensagem.

"Olá meu docinho, com saudades?"

"Não precisa mais okay?"

Não entendi muito bem mas logo outras mensagens veio.

"Te verei em breve."

"Estarei pronta para pegar de volta o que era meu, opa, oque é meu."

"Lembra? Só meu e da minha irmãzinha."

"Bebê, estarei pronta para matar."

"Então acho melhor se afastar da piveta"

"Não é uma ameaça meu amor, é um aviso, e quem avisa? Claro que amigo é."

Ela só pode ter ficado louca.

– León? Terra chamando. — ouço uma voz distante e olho para Violetta e pensei em até conversar porém ela só me chamou porque a professora pediu para abrir na página 247 e as luzes se apagou.

Professora iria começar uma leitura.

– Quero que façam anotações, esse livro é tudo sobre medicina, se forem espertos esse livro pode adiantar muito e fazerem dar um grande passo, vou dar cinco minutos para se organizarem. — finalizou.

– Hey — sussurrei para a Violetta. Ela apenas me olhou. — me empresta um lápis?

Nossa León, que clichê. Havia um lápis comigo, apenas queria tentar falar com ela.

– Aqui está — sussurrou e me entregou o lápis. Ela não queria muito papo, e eu entendi o recado.

Decidi voltar prestar atenção e ouvi o meu celular soar de novo, sabia que era ela, mas que saco viu.

(...)

As luzes se acenderam e o sinal tocou e todos nem esperaram a professora falar e saíram rápidos.

Violetta guardou o seu material correndo e tentei acompanha-lá para alcança-lá.

Vi ela saindo e segui-a, aproveitei pegando o meu celular e olhando as mensagens.

"Leónard, bebê, eu sei que você está vendo."

"Não queria que nosso namoro chegasse nesse ponto."

"Mas essa menina se aproximou de você, não vou deixar ela tocar em você, irei te proteger"

Resolvi mandar uma mensagem falando para ela me deixar em paz, como uma velocidade maior do que a luz obtive respostas.

"NUNCA"

"Chega, você provocou, você é meu.."

"Por bem, ou por mal"

Bloqueei o meu celular e caminhei até o dormitório da Violetta.

(...)

– Fran.. León? — indagou confusa.

– Violetta, olha, eu queria muito conquistar você, mas você longe de mim é como se eu tivesse feito a pior coisa do mundo, decidi que vou parar com isso, melhor ter sua amizade do que nada. — beijo a sua testa e saio sem falar nada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.