Flaws and All
7 Capitulo 7 : Descobertas
Notas iniciais
Buenos Aires , ARGENTINA. Sábado 03 de Janeiro 2015.
POV VIOLETTA.
11:59h
Acordei com um sorriso nos lábios. Abri as minhas pálpebras e praticamente saltei da cama. Peguei o meu celular para ver as horas e o mesmo indicava 12:00h , claro que a maioria das pessoas estariam dormindo , hoje , sábado , sem nenhuma aula. Me lembrei o porque da minha felicidade e caminhei em direção ao armário e passei a mão no fundo aonde eu guardava as minhas blusas e encontrei.
Peguei a o meu álbum aonde deixava algumas lembranças. Sempre carregava ela comigo mas eu nunca mais folheei aquele álbum. Abri o álbum e de frente havia uma foto minha com a minha mãe e meu pai , quando eu havia acabo de nascer , sorri passando os meus dedos pela a foto.
Virei a página e agora tinha de uma lado uma foto em minha sorrindo em pé com o cabelinho todo arrepiado e de outro lado havia uma foto minha no meu primeiro aniversário totalmente suja de bolo.
Pulei algumas páginas para mim deixar para ver depois , pois o meu objetivo não era outro. Fui quase no final do álbum e finalmente encontrei. Sorri boba ao pegar em minhas mãos três fotos especiais. Uma era minha e do Lê quando éramos pequenos. " Gatinho e Bilu " estávamos no escorregador em uma das fotos. A outra estava rasgada pela a metade , ele mesmo havia rasgado e dado aonde estava ele para mim e aonde estava eu na minha foto ficou com ele. A fota juntando revelava nós dando "bitoquinha" , falávamos assim antes. E a ultima era em nossa despedida , chorei horrores para a minha mãe tirar a foto , meu pai apenas ficava emburrado , "super-protetor". Estávamos com os olhinhos cheio de lágrimas , mas o sorriso permanecia.
16 Anos atrás ..
– Bilu , não vai — choraminga o meu namolado.
– Mamãe , pute não posso ficar com o Lipe ? — pergunto.
– Não , filha seu irmão vai ficar com o seu vô — explica.
– Tenho que ir gatinho — falo tristonha.
– Não esquece de mim , namolada — pedi.
– Nunca , e também não esquece de mim , namolado — peço.
– Tchau , Bilu — fala.
– Tchau , Gatinho — falo e demos uma bitoquinha.
– Angeles , isso está ridículo — fala meu pai.
– Fofo — apenas fala a minha mãe.
Dias atuais ..
Meu sorriso desmanchou ao pensar que o Lê não deve ter guardado nenhuma das nossas fotos , não o culpo , éramos praticamente bebês naquela época.
– Ah , eu lembro desse menino , era o .. como é mesmo — aparece Fran atrás de mim — o gatinho , isso , você achava que Leão era um Gato — riu e ri junto com ela — Luh , ela depois que voltou da viagem era gatinho aquilo , gatinho isso , até falei para ela que se ela queria um gato era só pedir para a mãe dela , mas depois a Tia Angie explicou que era um "namolado" que ela teve em 5 meses — fala rindo.
– Ih , eu lembro dessa história — fala Luh rindo também.
– Meninas — viro-me — o gatinho é o Lê.
– Vilu , sabemos que ele é um gatinho — revira Fran os olhos.
– Pois é , não somos cegas — foi a vez de Ludmila.
– Não , vocês não entenderam , o Lê era o gatinho , o meu "namolado" — falo sorrindo e as mesmas se assustam.
– Como você tem tanta certeza ? — indaga Fran.
– Ele me disse sobre a "Bilu" , eu era , aliás , sou a Bilu — falo sorrindo abobada.
– Bom , talvez seja ele — fala Luh pensativa.
– Hoje eu irei descobrir — falo me levantando e colocando as três fotos em cima da cama e o álbum no armário.
– Mas vai com calma Vilu , imagina que gelo séria se você perguntasse e ele nem imaginasse quem era — fala Fran fazendo uma careta.
– Verdade — concordo — mas de um jeito ou outro vou descobrir — falo convicta.
Ouço o meu celular apitar e Ludmila pega-o e passa para mim e olhei no visor era uma mensagem de um numero desconhecido. Abri a caixa de mensagens Tens uma hora e meia para me encontrar no portão da Universidade. Fico confusa ao ler e as meninas não entende e mostro para elas e as malucas ficam confusa junto comigo , logo chega outra mensagem. Pequena , é o Lê , peguei seu numero com as meninas. Fala e agora entendi , iríamos hoje comprar a fantasia. Olhei a hora era 12:30h.
– É o Lê , vamos comprar a fantasia — falo animada.
– Não esta muito animada não ? — indaga Ludmila.
– Estou , porque vai ser o dia perfeito para tentar descobrir — explico-as e deixo o meu celular no criado-mudo e rumo para o banheiro.
Adentro no banheiro e me dispo e fitei-me no espelho estava com um sorriso que tentava desmanchar mas não era possível , era um sorriso bobo , completamente bobo. Adentrei no box e tomei uma ducha de agua bem gelada para me despertar totalmente.
Fiquei por um tempo no banheiro cuidado da minha pele. Sim estava cuidado dela , uai , sou vaidosa um pouco , não vai fazer mal ser um pouco né. Saio do banheiro e vejo no celular que são 13:10h. Tudo bem , tenho cinquenta minutos para me produzir , fui correndo para o meu armário e as duas folgadas estavam mexendo no celular e só me fitavam de vez em quando.
Trajei uma blusa regata branca , um shorts jeans rasgados , uma blusa College vermelha e com as mangas brancas e no pé trajei um snickers , não , não era um chocolate e sim o sapato com salto. Fui até a penteadeira e deixei o meu cabelo liso com cachos na ponta e fiz uma maquiagem simples pois não seria nada especial.
Olhei no visor do celular e eram 13:55. Dei um beijo na bochecha de cada uma das meninas , peguei a minha bolsinha aonde havia o meu dinheiro em que meu pai deixava comigo todo o mês e aproveitei e peguei as três fotos minha e do meu "gatinho". Ri. Rumei para fora do dormitório e andei em passos largos e apressados em direção ao portão da escola.
Cheguei rapidamente e lá se encontrava o Lê com uma .. moto ? Acenei para ele e o mesmo me mirou e logo deu um sorriso largo. Fui em sua direção e o mesmo deu um beijo em minha bochecha.
– Esta linda — fala me girando.
– Você também não esta nada mal — falo e olho ele da cabeça aos pés. Lê trajava uma calça jeans branca , um all star vermelho uma regata azul e uma blusa xadrez vermelha e preta.
– Eu sei que sou muito gostoso — fala dando uma volta.
– Esqueceu do — finjo estar pensando — convencido — falo rindo.
– Hoje vamos viver adrenalina — fala me entregando um capacete.
– Você sabe dirigir , né ? — indago receosa.
– Claro né Vilu — fala rindo.
– Vai saber — dou de ombros. Lê ajuda-me subir na moto e ponho o capacete.
– Bom , para você não cair vai tem que segurar aqui — fala conduzindo as minhas mãos em sua cintura.
– Tudo bem — falo envergonhada.
Lê da uma acelerada na moto e tira os pés do chão e da partida. Deito a cabeça em suas costas , não posso mentir , sou muito medrosa , estou morrendo de medo , sério mesmo. Cerro as minhas pálpebras fortemente e ouço o Lê ri e abro as minhas pálpebras o mesmo estava olhando pelo o retrovisor e lanço um olhar mortal para ele e o filho da mãe ri mais ainda.
Foi uma hora , uma hora quase me cagando de medo , uma hora quase querendo matar o Lê por dar umas curvas completamente perigosas . Achei que íamos para a sua casa primeiro mas não , fomos direto para o shopping.
– Princesa — fala estendendo a mão para me ajudar a descer. Não falei nada , recusei a sua gentileza e desci sozinha tirando o capacete — ué — fala.
– León , você poderia ter matado a gente com aquela curva — falo tentando empurra-lo mas o mesmo fica parado. Nossa , como sou fraquinha.
– Calma , desculpa , não pensei que ficaria brava — fala e tentei dar mais um empurrão só que ele puxou o meu braço fazendo-nos se abraçar.
– Tá , vamos logo — falo desfazendo do seu abraço e o mesmo envolveu seu braço em meu pescoço me puxando mais para perto e beijando o topo da minha cabeça.
Subimos a escada rolante. Uma frescura danada , para adentrar no shopping tinha que subir uma escada rolante , nossa , tão empolgante. Fomos em uma loja que era especialmente para festas do tipo assim , festa a fantasia.
– Vamos do que ? — indago confusa olhando para as roupas.
– Que tal princesa — fala fitando-me sorrindo — e príncipe — fala girando e apontando para si mesmo. Ri com isso.
– Não — falo me lembrando da Ludmila — Luh e Federico já vão assim , não quero nada igual — falo vasculhando tudo.
– Que merda — fala desanimado.
– Que tal de policial , pou pou — falo fazendo uma arma com as mãos e fingindo dar dois tiros nele.
– Hmm .. não — fala balançando a cabeça negativamente — que tal do Chuck lá , você vai da noiva do Chuck — sugere animado e olhei com uma cara feia para ele.
– Você acha que vou de noiva do Chuck ? — falo cruzando os braços e o mesmo ergue as sobrancelhas — não León , é tipo um xingamento essa personagem "Nossa , você parece a noiva do Chuck" "Aquela ali parece a noiva do Chuck" , já ouvi isso mas não para mim , então não quero ser a Noiva do Chuck 0 falo revirando os olhos.
– Então piratas — fala e sorri — igual nos piratas do caribe , Jack Sparrow e a Angélica Teach — sugere.
– Ai eu gostei , amo esse filme — falo batendo palmas.
– Então vamos lá — fala.
Vimos algumas fantasias de piratas e cada um escolheu a sua eu simplesmente amei a minha. Lê fez questão de comprar duas armas de mentira para combinar , uma ficaria com ele e a outra ficaria comigo.
– Vilu , não eu pago as nossas fantasias — retruca mais uma vez.
– León , eu quero pagar a minha — falo bufando.
– Dessa vez nem vai adiantar me chamar de León , pode falar a vontade , eu vou pagar — fala pegando o seu cartão de crédito.
– Então quem é que .. — tenta falar a moça.
– Quieta — dissemos juntos.
– Tá — se encolheu.
– Francesca ? — indaga parecendo confuso e não entendi.
– Hãn ? — indago confusa.
– Ela foi para a loja ao lado com um garoto e não era o Diego — falou confuso e fiquei curiosa.
Sai correndo da loja e fui a loja ao lado que era uma joalheria e fiquei mais surpresa ainda. Adentrei a joalheria e fiquei olhando para os cantos e não encontrava Francesca , apenas uns casais adultos. Decido perguntar para a moça que ficava em frente a loja.
– Com licença — chamo-a e a mesma da um sorriso — é , você viu uma garota mais ou menos da minha idade , cabelo nos ombros , olhos esverdeados , acompanhada , ela acabou de entrar — falo ao ver a moça balançando negativamente.
– Desculpa , mas ninguém assim adentrou agora aqui — fala a moça e mordi os lábios mas logo me dei conta.
Voltei correndo para a loja de fantasias e na hora em que ia entrando o Lê saia com as sacolas e deduzo que ele pagou sozinho. Fuzilei-o com um olhar mortal e o mesmo deu um sorriso vitorioso.
– Trapaceiro — falo batendo o pé e pegando uma das sacolas.
– Eu sei — fala sorrindo e dando um beijo em minha bochecha. Não tinha como não sorrir com aquilo.
– Vamos lá em casa , minha mãe esta fazendo lasanha — falo e mordi os lábios e só foi falar de lasanha que minha barriga reclamou.
– Vamos , vamos — falo já puxando-o para a saída — amo lasanha — falo sorrindo ao ver a expressão dele confusa.
– Percebi , comilona — fala saindo correndo.
Corri atrás dele e o mesmo desceu a escada rolante correndo ainda. Algumas pessoas murmuravam algo com certeza xingando nós e apenas ria e mandava sabe para aonde ? Tomar naquele lugar aonde o sol não bate.
Paramos com o nosso momento infantil e rumamos para aonde ele havia estacionado a sua moto. Lê me deu novamente o capacete e peguei colocando-o e subindo na moto. Coloquei as sacolas entre mim e ele e colei mais ainda os nossos corpos , uai , é para as sacolas não cair. Segurei em sua cintura e ele colocou a chave na ignição e deu partida.
Dessa vez o Lê não foi voando como havia ido quando estávamos indo para o shopping , até que dessa vez ele foi .. calmo.
Em poucos minutos chegamos na nossa rua né , pois morávamos um do lado do outro. Tirei o capacete e entreguei ao trapaceiro e o mesmo quando lhe chamei assim novamente começou a ri.
– Vou falar com os meus pais e já vou , tudo bem ? — indago e o mesmo assenti.
– Daqui a quinze minutos , janela — fala e fiquei confusa mas o mesmo aponta para a minha janela e havia uma árvore entre a nossa casa e depois apontou para a sua janela. Dava para atravessar fácil aquilo.
– Tudo bem — falo colocando a chave da porta na maçaneta e girando-a e revelando os meus pais almoçando e a Lisa dando papinha para a Julietta.
– Filha — grita minha mãe ao me ver e vem em minha direção me dando um abraço super apertado.
– Mãe — falo tentando respirar — sou humana , preciso de ar — falo dando um tapinhas em seu ombro.
– Oh , perdão , é a saudades — fala sorrindo.
– Só foram dois dias e meio — falo rindo.
– Dois loooongos dias e meio — fala dramática. Puxei a minha mamis nisso.
– Filha — fala meu pai agora me abraçando.
– Papai — falo retribuindo o abraço.
– Parece que eu ouv.. pequeninaaa — grita Olga me pegando no colo e girando. Arregalei os olhos pela a força da Olga. Meu Deus.
– Olga , o que isso — falo rindo — me põe no chão — peço-lhe e a mesma assenti.
– Desculpa — fala sorrindo sem graça e voltando para a cozinha.
– E você coisa gostosa — falo indo em direção a Julietta e a mesma da uma risada sapeca ao me ver — quem é a coisa mais gostosa da Vilu ? — indago fazendo cócegas nela.
– Ilu — fala e me surpreendi.
– Vilu. — repito
– Ilu — repete tirando o V e sorri dando um beijo em sua bochecha.
– Filha vai almoçar ? — indaga a minha mãe.
– Lê me convidou para almoçar na casa dele , passei aqui para matar a saudades de dois dias e meio , hoje mesmo volto para a Universidade — explico e vejo minha mãe ficar animada e ao mesmo tempo desanimada.
– Quem é Lê ? — indaga curiosa me puxando para o sofá.
– Quem é Lê ? — repete meu pai só que sério. Ri.
– Meu amigo , León. León Vargas , mora aqui ao lado — falo revirando os olhos.
– León Vargas , hmmm — fala meu pai pensativo — acho que conheço esse rapaz — completa.
– Sério — falo mas logo desisto pois meu pai quando começa não para mais — bom , já vou indo , depois visito vocês novamente , irei voltar hoje pela a festa a fantasia , beijos — falo dando um beijo na bochecha de cada um e indo subir as escadas.
– Filha — chama a minha mãe — a porta é daquele lado — fala apontando para a porta.
– Eu sei — dei de ombros.
Subi completamente as escadas e já fui em direção ao meu quarto e encontrei-o vazio , digo , sem minhas fotos , roupas , só havia minha cama , a minha escrivaninha , meu armário , TV e o meu teclado. Sim , amo a musica , canto até um pouco. Vou até a janela e o Lê já estava lá sentado.
– No horário certinho — fala sorrindo — já avisei a minha mãe para por um prato a mais na mesa.
Lê me ajudou a atravessar a árvore e não foi tão difícil. Adentrei no seu quarto e não estava muito diferente do meu , havia só o que não se podia levar para a Universidade. Logo saímos do seu quarto e demos em um corredor imenso. Descemos a escadas e encontramos os pais do Lê.
– Pai , mãe — pigarreou o Lê.
– Ah. Oi filhão — fala meu pai.
– Essa é a Violetta. Violetta esse é o meu pai , Carlos. e a minha mãe .. — tenta falar mas interrompi-o
– Esmeralda Di Pietro , a estilista mais famosa do mundo — dou uns gritos parecendo a Francesca e a Ludmila — tenho uma coleção só das suas roupas , minha amiga , Ludmila. Tem praticamente tudo , ela esta cursando moda também , me da um autografo , por favor — vou em sua direção e a mesma sorri. Ouço a risada do Lê — ai perdão , estão me achando uma louca né ? — indago coçando a nuca.
– Que nada — fala ela anotando alguma coisa — aqui , coloquei dois , um para você , outro para essa Ludmila — fala sorrindo.
– Muito obrigada mesmo — falo guardando na minha bolsinha.
– Vamos almoçar ? — indaga o Lê
– Vamos — responde a minha mãe.
Fomos para a sala de jantar e o tempo todo ficamos ente conversas e risadas. Os pais do Lê eram extremamente divertidos.
– Aonde você mora , Vilu — fala Esmeralda.
– Aqui ao lado mesmo — responde — sou filha de Germán Castillo e Angeles Saramego — falo tomando um pouco de suco.
– Germán , oh grande Germán , conheço-o é um homem de confiança — fala Carlos.
– Angeles .. — fala tentando se lembrar de algo , Esmeralda. — Angeles Saramego , já desenhei suas roupas para sua turnê — fala ela sorrindo animada.
– Sério ? — indago sorrindo.
– Sério — responde rindo.
– Vilu está fazendo Clínico Geral também — fala Lê e sorri em concordância.
– Sério ? Que interessante , vocês dois já tem suas vagas reservadas no Hospital Central de Buenos Aires — fala Carlos dando uma piscada e Esmeralda sorriu para ele.
– Não precisa senhor .. quero dizer , Carlos , quero conseguir com meu esforço — falo firme.
– Ficar 5 anos estudando medicina e ainda em uma área tão importante já é um esforço enorme , eu exijo — fala ele e sorri em agradecimento.
– Vou lavar a louça — fala Esmeralda se levantando.
– Eu lhe ajudo — me levanto.
– Não precisa — fala balançando a cabeça negativamente.
– Agora eu que exijo — falo sorrindo e recolhendo os pratos.
– Filhão — fala ela fitando o Lê e dando uma piscadinha e o mesmo sorri. Demorei um pouco para sacar mas depois corei por completo.
Eu e Esmeralda ficamos conversando na cozinha enquanto o Lê e o seu pai jogavam video-game na sala. Dava muitas risadas com a mãe do Lê.
– Sabia , ele tinha uma namoradinha , aos seis anos , era Bilu o nome dela — ri , mais ri muito , não por ter agora certeza que era ele e sim porque acharam que meu nome era mesmo Vilu , qual é , tinha quatro anos , não sabia apresentar meu apelido direito.
– Sério ? — indago me fazendo de confusa.
– Juro , ele chorou tanto quando ela foi embora , deu muita dó do meu pequeno — fala ela sussurrando e ri.
– Que dó. Meu Deus — falo rindo.
– Obrigada por ajudar — fala ela guardando o ultimo prato e desliguei a tornei secando as minhas mãos.
– Nada — falo — com licença — falo saindo da cozinha e o Lê estava sentado no sofá agora e o seu pai sumiu de vista.
– Oi pequena — fala ele batendo a mão em seu lado no sofá sinalizando para mim me sentar.
– Lê , você se lembra ? — indago lhe entregando a foto que estava somente ele rasgada mas nada para ver uma parte de meu braço.
Lê ficou confuso ao olhar a foto de primeira. Depois pareceu relaxar e a sua feição agora mudou para surpreso. Lê ficou fitando nos meus olhos me analisando parecendo não acreditar no que via.
– Lê ? — indago chamando-o.
Lê pegou em minha mão e me puxou fazendo-me levantar e correu me puxando para o andar de cima. Subimos todas as escadas e logo adentramos no seu quarto. Fez um sinal para mim sentar-me na cama e assim fiz , fiquei confusa ao ver ele vasculhando algumas coisas em um criado-mudo.
Quando achou era um papel , sentou do meu lado e ergueu em nossa frente. Era eu , quando era pequena , era a outra metade , não estava acreditando que ele guardou , sorri abobada e levantei a outra parte encaixando-as e formando a foto direitinho. Virei meu rosto ainda com a foto erguida fitando-o sorrindo e o mesmo me fitou retribuindo o sorriso.
– Gatinho — falo suspirando ainda com o sorriso bobo em meu rosto.
– Bilu — fala sorrindo e se aproximando mais ainda. Nossos lábios estávamos próximos , nossas respiração ofegante , nossos sorrisos bobos , fitei em suas íris e o meu retribuiu o olhar , sua respiração quente indo de encontro para minha pele. Fitou meus lábios e depois voltou o seu olhar para mim ...
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