Flawless

1 I just can't wait for love to destroy us


Notas iniciais
E aiii seus lindos, como cês tão? Faz 84 anos que não posto nada aqui porque passo mais tempo planejando fanfics do que de fato as escrevendo hehehe mas antes tarde do que nunca né? Essa fanfic eu dedico às meninas do coloursquad — em especial à Nat, Jess e Isa que me ouviram tagarelar por dias sobre ela — e à Fer que foi quem inicialmente me inspirou à escrevê-la. Obrigada por me fazer dar vida à ela! Amo vocês lindas, e espero que gostem! ♥ Enfim, vejam as notas finais e boa leitura!

Rose Weasley era uma controladora.

Ela e sua maldita forma natural de impor as coisas, convencendo as pessoas de que ela estava certa e em sua razão sempre. Tudo estava sob seu controle: sua vida, sua rotina, seus planos, tudo.

Sua determinação era implacável; nada fora de ordem, nada que fosse imprevisto, nada que a pudesse afetar ou pegá-la de surpresa.

Nem mesmo eu.

Não havia espaço para mim. E isso me deixava louco. Principalmente, é claro, porque eu era louco por ela.

Mas Rose Weasley não cometia falhas.

E eu, obviamente, era um erro. Eu era exatamente o oposto de tudo o que ela precisava, e então ela me ignoraria por trás de sua cortina de ferro sem fazer qualquer esforço, por toda a eternidade.

A menos, é claro, que eu cedesse.

Porra.

Então eu tinha duas opções: ou deixar com que ela exercesse seu maldito efeito sobre mim ou permitir que ela esvaísse da minha cabeça como água corrente entre as mãos.

Não havia meio termo com ela. Nunca.

Afinal, Rose Weasley era perfeita.

***

— Por que você precisa ser sempre tão ferrenha? Não pode ao menos considerar sua decisão? — resmunguei encostado na prateleira de livros de braços cruzados, enquanto Rose estava à minha frente devolvendo alguns volumes no lugar.

— Não, Scorpius, não posso. — respondeu ela calmamente — Eu preciso ser ferrenha porque não posso me dar o luxo de deixar que uma boa oportunidade passe sem que eu ao menos tente. Tenho quase dezoito anos, não posso simplesmente não ter planos extras caso o primeiro não dê certo.

Ah, essa calmaria infernal.

— Justamente por isso, Weasley! Temos apenas dezessete anos! — grunhi fazendo uma careta — Como pode esperar sair de Hogwarts com um “futuro promissor” sem ao menos viver experiências que possam te fazer ter certeza de que é o que quer fazer?

Ela virou-se pra mim, deixando os livros na bancada ao seu lado, me encarando com seus olhos azuis brilhantes.

— Não é porque você tem medo, Malfoy, que eu não vou me arriscar.

— Eu não tenho medo — disse dando um passo à frente — Mas acho que você está sendo precipitada — continuei — Você está sendo quase inconsequente se inscrevendo para esse emprego sem ao menos ter ideia de como fazer isso. O que você aprendeu nas aulas de trato de criaturas mágicas aqui não te capacita pra esse tipo de trabalho sem ter uma especialização!

Eu devia estar fazendo uma careta ridícula porque ela franziu a testa, também cruzando os braços.

— Eu não estou sendo inconsequente coisa nenhuma — ela respondeu também dando um passo a frente. Estávamos há um metro de distância e seu olhar me cortava, decidido, o que não impediu meu coração perder uma batida — Você é que está sendo egoísta, sabia? Só porque você tem opções aqui, não significa que os outros tenham. Eu não sei se vou conseguir entrar para o Instituto de Curandeiros, mas e aí? Ficar de braços cruzados esperando? Nem fodendo. Então se me chamarem pra cuidar de dragões no Brasil, eu vou sim.

— Você está sendo ridícula! É claro que você vai conseguir entrar pro Instituto, Rose, você é a melhor do nosso ano! E ainda tem alguns dias até sair a sua classificação — rebati sem muita paciência — O que é que o Albus diz sobre essa sua ideia maluca de ir pro Brasil?

— As minhas notas saem essa semana, a classificação eu ainda não sei. E ele não sabe, ainda. Ele contaria pro meu tio e em dois minutos estaria recebendo um berrador da minha mãe, o que, sinceramente, eu não preciso agora — suspirou ela, vacilando por uns três segundos — Então se você contar a ele, eu arranco a sua língua lentamente pra fora, entendeu? — sua expressão irredutível estava de volta.

— Eu só quero que veja que está sendo estúpida em tomar uma decisão desse porte só porque está insegura!

— Eu não estou insegura — respondeu ela revirando os olhos enquanto voltava a dar atenção os livros que precisava carregar — Eu estou sendo realista.

— Está mais pra pessimista, se quer saber. Por que não espera até ter ao menos uma resposta do Instituto, então? — sugeri irritado.

— Porque eu prefiro ter algo certo a criar expectativas vãs — explicou-se ajeitando os livros por tamanho — Sinceramente eu não sei por que você está tão preocupado com minha decisão, afinal.

— Porque somos amigos, talvez? E você querer se mudar pra outro país do outro lado do mundo pra cuidar de dragões é algo muito fora da realidade até pra sua perspectiva, Rose, embora não admita isso.

— Ah, por favor Scorpius! — respondeu virando-se pra mim — Já acabou? As pessoas estão olhando. — falou ela com a voz baixa.

— Que olhem! — resmunguei de novo, notando que algumas pessoas da biblioteca estavam prestando atenção em nossa discussão.

Rose suspirou novamente, nada afetada pela nossa conversa.

— Eu só não tenho nada que realmente possa me prender aqui, você deveria saber — terminou ela, voltando a me encarar.

Não tive resposta pra isso, então apenas fiquei encarando como pior olhar de decepção que eu poderia fazer, sentindo meu estômago afundar.

Alguns segundos se passaram e, como sempre, sua face continuou impassível.

— É claro, vou me lembrar disso — respondi ríspido. Ela arqueou uma sobrancelha — Não, quer saber? Foda-se. Faça o que quiser.

E virando as costas fui em direção à saída, deixando-a para trás com seu olhar frio e decidido caindo sobre mim.

xxx

— Hey Scorp! Finalmente você apareceu! Eu estava pensando... Cara, o que aconteceu?

Albus estava sentado em uma das poltronas do salão comunal quando me viu atravessar a porta, e então ele me seguiu para o dormitório quando passei direto por ele. Eu estava irritado, afrouxando a gravata e suando feito um trasgo.

— Nada — respondi, me sentando inquieto e arrancando a gravata fora.

— Não parece nada — disse ele parando próximo à minha cama e fazendo sua típica cara de preocupação — O que foi?

Maldito insistente.

— Sua prima aconteceu — resmunguei sem olhar para ele — É oficial, a Weasley enlouqueceu.

— Ah, então realmente houve alguma coisa — disse ele sentando-se ao meu lado — E por qual motivo dessa vez?

— Não fale como se eu estivesse exagerando, Potter — reclamei olhando feio para ele — O motivo é um problema que você deve descobrir com ela, mas basicamente ela está planejando ir pra outro país quando se formar.

— Como assim a Rose quer sair do país? — Albus exclamou, o queixo caído em surpresa — Ela enlouqueceu?

— Foi o que eu disse.

— A tia Hermione nunca vai permitir isso!

— E alguma vez alguém impediu a Rose de fazer alguma coisa depois que ela decidisse?

— É, você tem razão — respondeu ele desconcertado.

Além de primos, os dois eram melhores amigos, nós três éramos. Desde o primeiro ano, mesmo em casas diferentes — Al e eu pertencíamos à Slytherin, e a Rose à Gryffindor — sempre fizemos tudo juntos. Não era possível sequer imaginar uma vida ser ter a insuportável da Weasley por perto, então eu entendia muito bem o que Albus estava sentindo.

Depois de alguns instantes, ainda sentados pensando sobre o assunto, acabei entregando o que mais me incomodava.

— Ela disse que não há nada que possa prendê-la aqui — confessei — Você acredita nisso?

Albus me encarou, seus olhos brilharam. Merda.

— Isso foi meio rude da parte dela, considerando que ela tem você — sugeriu ele.

Não tive outra reação a não ser baixar os olhos pra gravata que estava torcendo na mão.

— Não faz diferença se ela decidir ir embora — murmurei. O lado bom de ter um amigo como Albus Potter depois de tantos anos é que eu não precisava, basicamente, explicar nada pra ele.

— Faz diferença se você pedir a ela pra não ir.

— Não vou prendê-la aqui, Al.

— Não seja burro, Malfoy. Não estou dizendo isso — disse ele balançando a cabeça — Você seria a última pessoa do mundo a querer prender alguém, não é da sua natureza. Apenas mostre a ela que ela tem uma boa razão pra querer ficar.

Pensei nisso alguns instantes.

— Talvez você esteja certo — acabei admitindo.

— Eu geralmente estou, você que é otário em não me ouvir — respondeu ele levantando-se para sair — Agora se me dá licença, devo procurar saber porque raios minha prima quer desaparecer sem ao menos me contar porque. Me deseje sorte para voltar vivo.

Minha última reação foi revirar os olhos, antes de sorrir.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

Scorpius Malfoy era um convencido.

Ele e sua maldita natureza de persuadir o mundo a girar ao seu redor e de suas vontades, sempre influenciando as pessoas a prestar-lhe favores com aquele charme próprio simplesmente porque ele estava afim.

Suas técnicas eram infalíveis: ele sabia o que queria, focava naquilo, e não desistia até que conseguisse. Nada era capaz de pará-lo se ele decidisse conquistar algo.

Nem mesmo eu.

Não havia chance para mim. Ele estava certo de que era o melhor e isso me deixava enfurecida. Principalmente porque eu gostava desse idiota.

Mas Scorpius Malfoy era um conquistador.

E eu, claro, não era um alvo para ele. Eu era um obstáculo, exatamente o oposto daquilo que ele procurava, e me provava isso implicando com cada maldita decisão que eu decidisse tomar porque não lhe agradava.

A menos, é claro, que eu me deixasse levar.

Inferno.

Então, eu tinha duas opções: ou deixar com que ele me fizesse de idiota com aquele sorriso encantador, ou puxar firmemente as rédeas do meu autocontrole para evitar qualquer transtorno.

Não havia como voltar atrás com ele. Nunca.

Afinal, Scorpius Malfoy era um problema.

***

— Eu vou matar o Scorpius! — exclamei baixinho diante das acusações do meu primo, que estava nesse momento à minha frente querendo tirar satisfações — Por que raios ele tinha que abrir a boca?

— Porque eu o forcei para falar — Albus resmungou de volta com os braços cruzados — Sério mesmo que você não ia me contar sobre isso, Rose? Qual o seu problema?

— O meu problema, Albus — comecei, desviando dele e retomando minha caminhada em direção ao salão comunal da Gryffindor, onde casualmente ele não poderia entrar — É que eu fui amaldiçoada com dois péssimos melhores amigos que não sabem cuidar da própria vida e não aceitam que eu faça isso com a minha.

— Não seja idiota. Você não pode simplesmente sair do país... Por que é que você quer ir embora afinal de contas? Achei que quisesse entrar para o Instituto para Curandeiros! — continuou ele andando ao meu lado, ainda me encarando com a cara fechada.

— Eu quero Albus, mas eu tenho outros planos pra caso isso não aconteça — suspirei, cansada por ter que me explicar — E pelo que vejo do tio Charlie, cuidar de dragões não é assim tão ruim.

— E desde quando... Cuidar de dragões? No Brasil? Você está mesmo falando sério?

— Tenho cara de quem não está?

— Não! Mas e seus pais sabem?

— Ainda não, e também não vão saber porque você não vai contar — concluí lançando-lhe um olhar mortífero — Entendeu?

Albus parou de andar e ficou me encarando, depois de mais alguns passos, virei-me para encarar sua expressão dura, os braços tensionados ao lado do corpo.

— Por que você está tão determinada a fugir da sua vida aqui? — perguntou ele franzindo o rosto.
Revirei os olhos, ajustando a mochila nas costas.

— Eu não estou fugindo, só estou assegurando o meu futuro, coisa que você deveria fazer também. Vocês não podem questionar minhas escolhas sem ao menos entender os motivos que me levaram a tomá-las, Al — acabei falando, mais como um desabafo.

— Pensei que fossemos amigos.

— Somos amigos, você muito mais que isso!

— Scorpius também é muito mais que isso.

— É claro… Como é? — exclamei, meu coração de repente disparado.

— Por favor, Rose, você sabe. Não que você se importe — Albus rebateu cruzando os braços.

— É claro que eu me importo, Albus. Me importo com vocês dois!

— Olha só, nós somos primos e sei que vamos continuar tendo contato independente do que você decida, mas ele também vai sentir sua falta. Além de mim você é a única pessoa com quem o Scorpius se importa de verdade. Não desapareça de Londres só porque está com medo do que pode acontecer quando a gente se formar, principalmente sobre ele! — brandiu ele relaxando os braços com um movimento — Eu sei que está preocupada, insegura e ansiosa. Eu te conheço, mas essa sua mania de controlar tudo vai te deixar louca! E sinceramente, você não pode controlar o que você sente pra sempre, então não seja orgulhosa demais pra admitir isso.

Pela primeira vez eu não sabia o que dizer para o garoto à minha frente. Ele não podia estar certo... Mas parcialmente estava.

— Olha só, eu não quero mais falar disso, tá? Será que podemos apenas não falar mais sobre? — falei, relaxando os braços em súplica. Senti que um peso imenso se instalou sobre mim, nem mesmo consegui controlar minha expressão facial, já que Albus pareceu mais convencido de seu bom trabalho pela minha reação.

— Só se prometer que não se precipitar antes de receber sua carta do Instituto — disparou ele arqueando uma sobrancelha.

Bastardo maldito. Fuzilei-o com os olhos.

— Fechado.

Meu primo sorriu levemente começando a andar em direção oposta à minha enquanto retomei minha caminhada com a melhor cara de séria que eu conseguia naquele momento, com meu coração ainda batendo rápido.

Droga.

xxx

As palavras de Albus continuaram girando em minha cabeça nos próximos dias, o que não me impediu de evitar ele e o Scorpius na espera até que a resposta do Instituto finalmente chegasse. As provas finais haviam passado e apenas uma semana nos separava da tão esperada formatura.

Eu ainda não sabia o que esperar do meu futuro pós Hogwarts; depois de sete anos da minha vida nessa escola era difícil de imaginar. E por mais que eu odiasse admitir, em uma coisa sobre mim Albus estava certo: eu estava com medo. Não só pelo que viria adiante, mas também pelo que deixaríamos para trás.

Eu tinha plena consciência do que sentia pelo meu melhor amigo desde o quinto ano, mas todas as nossas diferenças e divergências de opiniões e comportamentos me fizeram manter o controle sobre a situação. Eu sabia que se eu o deixasse ir agora, de qualquer forma que fosse, seria para sempre.

Por isso que eu o estava evitando nos últimos dias, não precisava incluir mais nenhum drama nessa história. Estávamos a exatos sete dias da nossa despedida e então cada um seguiria seu caminho em paz.

Era sábado e eu estava esperando que minha resposta chegasse durante o café da manhã no grande salão, enquanto eu estava disfarçadamente fazendo minha refeição longe do campo de visão que os meninos poderiam ter da mesa de sua casa, mas nada. Decidi que minha melhor aposta seria, talvez, verificar o corujal.

Suspirando, abotoei meu casaco e segui para meu destino, esperando que qualquer que fosse o meu futuro, estivesse lá.

***

— Scorpius — meu estômago deu um solavanco quando percebi que era ele quem estava encostado próximo à porta de entrada da torre. Seus cabelos loiros estavam bagunçados, caindo sobre os olhos; seu olhar cinzento, distante, combinando com o clima da manhã.

— Achei que pudesse encontrá-la aqui hoje, então por algum motivo decidi arriscar — respondeu ele, as mãos enfiadas no bolso me encarando — Você está me evitando, Weasley?

Merda.

— É claro que não — menti, me aproximando. Percebi que ele não se moveu, apenas ficou ali encostado me olhando. Estávamos a uma curta distância agora, acabei suspirando — O que você está fazendo aqui?

— Queria saber a resposta de uma coisa.

— Então pergunte — arqueei uma sobrancelha, sem imaginar o que viria a seguir.

Scorpius tirou as mãos do bolso e se aproximou de mim numa velocidade próxima da que ele usava como apanhador, e depois de me olhar nos olhos por um segundo, colou sua boca na minha, me pegando de surpresa.

Fechando os olhos, tive certeza que não havia remotamente me preparado pra isso. Suspirei sem saber direito como reagir, enquanto Scorpius levou uma de suas mãos para meu cabelo solto enquanto a outra me puxava para mais perto pela cintura. No começo ele foi calmo, mas no instante seguinte em que eu levantei meus braços para abraçar seu pescoço, ele pediu passagem com sua língua e sem hesitar, eu deixei.

Uau.

Confesso, eu imaginei algumas vezes como seria beijar Scorpius, mas agora que realmente estava acontecendo eu não sabia como me sentir. Claro, podia identificar a revolução que estava acontecendo no meu estômago e provavelmente meu coração ia pifar de tão rápido que batia. Nem mesmo meu cérebro era capaz de computar o que era aquilo, mas eu sabia que era apenas... certo.

Nós nos beijamos pelo que pareceu uma infinidade de tempo, mas no instante que ele separou seus lábios dos meus para tomar fôlego eu percebi que não havia sido o bastante.

Nunca seria o bastante.

Permaneci com os olhos apenas para abri-los segundos depois e encontrar os olhos cinzas de Scorpius cravados em mim.

— Essa era minha pergunta, Rosie — confessou ele dando um fraco sorriso de lado, sua mão ainda firme em minha cintura enquanto a outra me acariciava o rosto. Pensei ter sentido minhas pernas fraquejarem, adorava quando esse maldito me chamava assim.

— E qual a sua resposta? — arrisquei, o medo da minha voz falhar ali presente.

— Me diga você — respondeu ele de imediato. Baixei os olhos.

— Scorpius, eu-

— Rose, olha pra mim — ele me cortou, e eu o encarei de volta — Eu sei o que está pensando, que isso é uma loucura e realmente é, mas porra, o que eu acabei de sentir aqui é... inédito, e eu sei que você sentiu o mesmo.

— Se você sabe, por que agora Scorp? — perguntei, intimamente temendo sua resposta.

— Porque não vou te deixar ir tão fácil assim pra longe de mim, não te deixaria ir embora sem te mostrar que há motivos pra você ficar — ele não hesitou — Mesmo que as coisas saiam dos eixos, mesmo que a gente se perca um pouco mais antes de se encontrar, mesmo que as coisas são sejam como a gente planejou, fica — seus olhos não me deixaram — Eu sou apaixonado por você, Weasley. E acho que talvez você também seja por mim.

O brilho em meus olhos depois dessa declaração teria me entregado antes mesmo de eu proferir uma palavra, ele havia me vencido e sabia disso. Seu sorriso de lado se abriu completamente e não pude me ajudar a não ser puxá-lo pra mais perto.

— Eu te odeio — sussurrei em negação antes dele me beijar profundamente de novo. Talvez eu pudesse me acostumar a perder o controle assim, mas só talvez.

Dessa vez, foi a lembrança do meu principal objetivo que me trouxe à realidade.

— Scorpius, minha resposta da Instituição deveria chegar hoje, mas não recebi nada do correio no café. Preciso verificar se está aí dentro! — acabei dizendo de uma vez só.

— Oh sim, claro. Hm, não surta ok? — ele me olhou com um ar culpado, uma de suas mãos ainda na minha enquanto a outra puxava um envelope do bolso de trás, me entregando em seguida — Eu precisava mesmo enviar um bilhete ao meu pai hoje de manhã, mas como sabia que você deveria receber essa carta hoje eu resolvi verificar. Com sorte, cheguei aqui uma hora antes de você, mas aqui está.

— Pelas barbas de Merlin, Malfoy! — exclamei puxando a carta de suas mãos, tremendo enquanto lia meu nome no envelope — Eu deveria matar você! — resmunguei começando a abrir a embalagem.

— Eu precisava ter certeza que conseguiria conversar com você antes — admitiu ele, a culpa ainda presente. Não que eu realmente o estivesse odiando agora.

— É, estou vendo como seu tipo de conversa é eficaz — acabei proferindo, sem olhar pra ele enquanto desdobrava o papel.

— Leia isso logo, Weasley! — apressou ele, me fazendo ficar ainda mais nervosa. Levei alguns minutos pra ler tudo e absorver o que estava escrito, antes de olhar pra ele novamente.

— Scorpius! — as lágrimas foram inevitáveis.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

INSTITUTO REGIONAL PARA CURANDEIROS

LONDRES, 10 DE JUNHO DE 2024.

Prezada Srta. Weasley,

Temos o prazer de informar que V.S.a atingiu um nível excepcional em nossa prova de admissão, e que, portanto, tem uma vaga garantida em nosso Instituto Regional para Curandeiros de Londres.

Estamos anexando ineditamente seu gabarito de notas; e uma lista dos documentos, materiais e equipamentos necessários para seus estudos em nossas dependências.

O ano letivo começa no dia 5 (cinco) de setembro, portanto estaremos aguardando sua coruja até 31 (trinta e um) de julho no mais tardar.

Atenciosamente,

Anya McGregor, Diretora do Instituto.

—

P.S.: fiquei pessoalmente impressionada com as suas notas. Em meus anos de Instituto, jamais vi alguém alcançar uma pontuação e classificação tão perfeitas.

Notas finais
Vocês acreditam que eu amo Scorose com a minha alma desde o livro de Relíquias da Morte? Pois eu juro! Hahah algo na ideia desses dois opostos juntos sempre me encantou muito e há tempo tenho vontade de escrever sobre, então voilà! Aqui está um pouquinho de como imagino os dois: a Rose com um coração de pedra, e o Scorpius provando que esse coração não é tão de pedra assim. Também gosto de divagar sobre a amizade que os dois tinham juntamente ao Albus; e principalmente na Rose em busca de provar que pode ser o que quiser ??“ por isso a ideia de cuidar de dragões, rs. Enfim! Espero que tenham apreciado tanto quanto gostei de escrever! ♥ Vocês podem (por favor?) deixar aí um review dizendo se gostaram, se não, se também shippam scorose loucamente, ou se não hahah e claro, me encontrar no twitter (@lubsfoot) pra conversarmos sobre. Obrigada à quem passou por aqui, e até muito breve seus bonitos! xxx
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!