Flatmates (?) By A Time

13 Back To Where You Belong


Notas iniciais
Finally tenho enorme prazer de lhes apresentar the last capítulo! Agradeço de coração imensamente todos que acompanharam essa fic ♥ foi um prazer escrever e espero que tenha lhes agradado; peço perdão pela demora com o último capítulo, tive problemas com minha inspiração >< (a danada foi se esconder nas Bahamas hahaha) Dedico especialmente as lindas Mari, Rê, Bia, Rô, Ma, Nana, Amanda, Lê e a my consulting beta Jojo ♥ ♥ ♥ Enjoy o último capítulo, boa leitura!

Mais um dia normal seguia em Londres, depois do meio dia Molly estava no laboratório do St Barts organizando alguns papéis, era plena sexta-feira e ela tinha dispensado o convite de Thomas para irem ao cinema, queria ficar sozinha em paz no conforto de seu apartamento.

Terminou seu expediente e foi para casa, a temperatura tinha voltado a cair, antes que pudesse controlar seus pensamentos eles voaram direto para Sherlock, suspirou, apesar do frio decidiu ir caminhando até seu lar, assim distrairia sua mente.

Acendeu as luzes ao chegar, notou uma corrente de ar que não devia existir circulando, sua pulsação acelerou, não era possível que seu apartamento tivesse sido invadido, no mínimo era sua imaginação que resolveu começar a lhe pregar peças.

Jogou seu casaco e bolsa no sofá, cada passo era dado com muito cuidado, sentia-se idiota por estar fazendo isso, não havia sinal de arrombamento, mas não sossegaria até que tivesse certeza de que era tudo culpa da sua imaginação.

Checou todos os cômodos com cautela, ia sentar-se no sofá quando notou o tapete que ficava na porta que dava acesso ao telhado perfeitamente em seu devido lugar, tinha certeza que de manhã ao sair as pressas tinha tropeçado nele e deixado um dobra.

Foi até lá e subiu as escadas lentamente. Se tivesse algum problema de coração com certeza teria enfartado de susto quando abriu a porta.

Parado, próximo ao peitoral e de costas para si Sherlock Holmes fumava...

Trinta segundos se passaram e Molly percebeu que sua respiração tinha ficado presa na garganta, emoções se misturavam em seu interior, encarava as costas de Sherlock, teve certeza que ele notou a presença atrás de si quando o viu apagar o cigarro.

Virou-se lentamente, ambos os olhares encontraram-se, um silêncio ensurdecedor preenchia o espaço entre eles.

— Olá Molly... – o tom de barítono soou.

— Quando voltou? – a legista perguntou assim que conseguiu encontrar sua voz, o tom não tinha emoção alguma.

— Hoje.

— John já sabe que você está vivo?

— Ainda não, aqui é o primeiro lugar que vim assim que voltei para Londres, só Mycroft sabe onde estou.

Sherlock não disse mais nada, deixou que Molly processasse tudo com calma, nunca em sua vida o silêncio de alguém o incomodou tanto quanto o que vinha dela naquele momento, e não conseguir deduzir algo sobre sua postura o incomodou mais ainda.

Viu-o se aproximar passo a passo até que esta de frente pra ela a uma distância possível de sentirem o perfume um do outro, “o que exatamente ele faz aqui?” Uma vozinha perguntava cada vez mais alto na mente de Molly, inspirou e expirou o ar.

Sherlock não previu que Molly faria o que fez, mas também não se surpreendeu quando os dedos da mão da legista lhe atingiram o rosto com um tapa, pela expressão dela era óbvio o que ela fez era porque ele não tinha se despedido. Suspirou, tinham muito que conversar.

— Acho que mereci... – comentou esfregando o rosto — Molly... Poderia por favor, me ouvir? – a legista cruzou os braços, antes que desse por si já tinha o esbofeteado, no momento tinha sido a melhor maneira que encontrou para expressar a confusão em seu interior.

— Estou ouvindo... – O detetive encurtou a pequena distância entre eles e surpreendeu-a a puxando para um abraço, enterrou seu rosto nos cabelos dela inspirando o perfume.

— Você não faz ideia de como senti sua falta – disse com a voz baixa, próxima a seu ouvido, conteve um arrepio involuntário, não era o momento. Ele se afastou para olha-la, manteve as mãos nos ombros dela enquanto continuava o que dizia — Me desculpe Molly, eu sei que deveria ter me despedido antes de ir, mas eu sabia que não iria conseguir, não sem acabar te convidando a ter vindo comigo, e a esse perigo eu não poderia te expor.

Molly não dizia nada, escutava atentamente cada palavra, Sherlock continuou:

— Sabe qual foi o erro de Moriarty? A única pessoa que ele pensou não ser importante para mim, era a única que mais me importava. Eu sempre confiei em você, apesar de ter sido um perfeito idiota na maioria das vezes contigo, era porque eu sabia o que significava me importar e demonstrar isso, eu não me perdoaria se algo acontecesse a você...

— Sherlock... – Molly não sabia como se expressar diante do que ouvia, precisava dizer que tinha sentido a falta dele, muita para ser sincera, porém tudo o que conseguia fazer no momento era se deixar prender naquele olhar nem azul, nem verde, mas que tinham a combinação perfeita e descarregavam toda intensidade em cima de si naquele segundo.

— Os dias que fiquei em seu apartamento, achei fosse ser fácil ignorar meus sentimentos assim seria melhor para lidar com tudo depois, eu não planejei, simplesmente quando percebi já tinha me entregado aos sentimentos que até então não tinham importância para mim. Percebi que não é como se existisse um botão que eu pudesse desligar quando se está apaixonado...

Por um segundo a legista chegou a pensar que estava sonhando, mas sentia as mãos dele em seu ombro, um sonho não seria tão realista assim. Abriu a boca para dizer algo, mas foi interrompida.

— Já estou terminando... Sei que fiquei dois anos longe sem mandar qualquer notícias, é porque queria que seguisse sua vida normalmente, seria egoísmo de minha parte pedir que me esperasse sendo que eu não sabia quanto tempo levaria até desmanchar toda a teia... Sei sobre Tom, e imagino que ele mereça ter você ao lado dele...

— Como você...?

— Mycroft – explicou — Pedi que ele tomasse conta de você.

— E não podia ter me mandado um recado por ele?

— Posso terminar? – ela cruzou novamente os braços e balançou a cabeça — Molly, você é a melhor pessoa que eu conheço, e merece uma ótima pessoa a seu lado e se Tom é ou não essa pessoa eu não sei, mas saiba que eu não irei desistir de você, quero ser uma pessoa melhor porque você vale a pena, para só então poder lhe pedir que me ame de volta.

— Já terminou Sherlock?

— Acho que sim.

— Então agora você vai me ouvir... Sim Sherlock, fiquei muito chateada por você ter ido sem se despedir, no fundo eu sempre soube que naquele dia eu não te veria mais... Confesso que no começo esperava uma versão 24 horas sua de como sempre agia comigo, mas aí você começou a demonstrar...

Sherlock continuava tentando deduzir algo, porém não conseguia, tinha receio de que a qualquer momento Molly dissesse que nunca mais iria querer vê-lo, estava cada vez mais ansioso.

— Eu fiquei preocupada, com medo que algo de ruim tivesse acontecido, eu senti muito a sua falta, admito que no começo não foi fácil, mas aprendi a lidar aos poucos, eu nunca saberei o que aconteceria se as coisas tivessem sido diferentes...

— Molly...

— Já ouvi tudo o que queria me dizer, agora você vai terminar de me ouvir – inspirou e expirou o ar novamente de maneira lenta — Sherlock... Não precisa insistir em mim, Tom é sim uma ótima pessoa, mas ele é só isso: uma ótima pessoa que conheci com que divido uma amizade, meu coração sempre foi e sempre será seu...

O detetive a encarava como se não acreditasse no que tinha ouvido, sua Molly, a pessoa que mais importava, depois de tudo e todo esse tempo ainda o amava? Não pôde deixar de sorrir, a partir daquele momento faria de tudo para retribuir e ser merecedor desse sentimento. Não pensou duas vezes, puxou-a para outro abraço a erguendo do chão dessa vez.

— Molly Hooper – disse a colocando no chão, manteve as mãos em sua cintura — Vou lhe provar que não foi algo ruim ter se apaixonado por mim, minha voz será a última que você ouvirá a noite e tem todas outras noites pelo resto das noites que existem, de manhã quero vê-la olhando para mim, então se não for pedir demais – ele entrelaçou os dedos na mão esquerda dela e trouxe ambas ao peito, ela podia sentir nas costas de sua mão as batidas irregulares — poderia não sair do meu lado, nunca mais?

— Eu te amo Sherlock Holmes – disse, ele levou suas mãos ao rosto dela e aproximou seu rosto.

— Eu te amo Molly Hooper!– Nunca antes tinha se abrido dessa forma com alguém, sentia-se aquecido por dentro, já tinham ouvido tudo o que precisavam, encostou seus lábios nos da legista, ela se agarrou a ele e em pouco tempo ambos estavam sem fôlego.

Sherlock a carregou para dentro do apartamento, ele e Molly se tocavam, sentindo um ao outro, mãos por toda parte, tocando cada centímetro do corpo. Moviam-se juntos, apertando, puxando um contra o outro até serem arrastados pela onda de sensações extasiantes.

– — — — — — -

Molly abriu os olhos para a manhã nublada de sábado, virou-se na cama e Sherlock não estava lá, antes que se perguntasse onde ele poderia estar, ouviu um barulho vindo da cozinha, sorriu da imagem do detetive brigando com as panelas que se formou na sua mente. Levantou-se, pegou a camisa roxa no chão para vestir e foi checar se sua cozinha estava inteira.

Sherlock tinha uma assadeira em mãos quando Molly apareceu na cozinha, ouvia música no notebook, não se assustou em vê-la parada observando o que fazia, deixou a assadeira em cima da bancada.

— Desde quando você cozinha? – perguntou analisando os cookies recém-saídos do forno, pareciam bons.

— Eu descobri que o forno não serve só para fazer minhas experiências – respondeu com um meio sorriso, estendeu a mão para a legista que o olhava encostada no batente da porta.

— Não sabia que gostava de Elvis – comentou enquanto segurava em sua mão, ele girou-a e a trouxe para perto de seu corpo.

— As pessoas não o chamavam de Rei por acaso... – ele conduziu-a alguns passos de dança – Your kisses lift me higher like the sweet song of a choir, you light my morning sky with burning love, ooh, ooh, ooh – cantou acompanhando a letra.

Molly começou a rir, não era todo dia que se podia apreciar Sherlock Holmes vestindo só calças, descalço, cozinhando e cantando na cozinha, ele beijou-a calorosamente nos lábios antes de se separarem.

— Vou precisar ir ao hospital daqui a pouco.

— Na verdade não vai, Mycroft se encarregou de avisar que você iria se ausentar porque tinha assuntos importantes a tratar.

— Assuntos importantes é? – perguntou indo em direção á bancada — Hmmm... Estão bons – a legista comentou após morder um cookie — Quando ficarão sabendo que está de volta?

— Não sei, Londres ficou dois anos sem mim, acho que consegue se virar mais uns dias – ele foi até a bancada e abraçou Molly pela cintura, distribuiu alguns beijos por seu pescoço, ela encostou o corpo no seu apreciando o carinho.

— Uns dias? Sim – admitiu já com a respiração alterada, ele agora estava com os dedos no meio de seu cabelo, virou-se de frente para ele e passou braços por seu pescoço, enrolou seus dedos nos pequenos cachos da nuca dele.

— Definitivamente – concordou antes de cobrir os lábios dela com os seus.

Sherlock estava de volta a sua Londres, com a sua Molly, todo o resto poderia esperar.

Notas finais
Sei que não foi um gran finale, mas comentem anyway quero saber suas opiniões sobre :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!