Flamel

9 Uma Batalha Real


Notas iniciais
Olá pessoal, estou aqui atualizando mais um pedaço do que eu chamo de surto de uma mente relaxada. Espero que vocês estejam gostando de tudo. Saibam que estou fazendo os capítulos com muito carinho.
Welldone, Boa leitura.

Não posso dar-me o luxo de vacilar nessa luta. Vou por a prova todo o ensinamento que Mary me deu e ainda por cima, manterei minha promessa de nunca desaponta-la, não importa o que aconteça.

Ele vem em minha direção com um ataque frontal, me esquivo para o lado e bato com o pomo da Eligor em seu rosto e giro para dar um ataque lateral, mas num piscar de olhos ele dá um mortal para trás e sai do meu alcance.

– Parece que você foi treinado corretamente. – Disse Wesley enquanto limpava o filete de sangue que escorria pelo canto de sua boca.

Novamente ele vem com a mesma técnica de ataque frontal e repeti meus movimentos, mas dessa vez ele abaixou, movimentou-se rapidamente para frente, me deixando de costas para ele e me cortou diagonalmente. Meu sangue começava a tingir a cor do meu uniforme, mas minha vida estava em risco ali, não posso fraquejar agora.

Apoio Eligor no chão para me levantar e rapidamente retorno a ataca-lo, tudo que eu consigo fazer é me defender, seus movimentos são muito mais rápidos que os meus e todos os meus ataques são facilmente esquivados. Preciso atraí-lo para fora da casa, minha sala está ficando totalmente destruída.

Em outro de seus ataques frontais, eu uso a Eligor para tirar a lâmina de Wesley de minha direção, cravo minha flamel no chão e usando-a como apoio e dou o chute mais forte o possível. Logo o vejo longe de sua lança e no lado de fora de minha casa. Finalmente tenho a vantagem e não vou disperdiça-la. Chuto a lança de Wesley para o canto da sala e vou em sua direção para finalizar toda essa história.

– Parece que você realmente não conhece nada sobre as flamels e seus portadores. Venha Abad, pode mata-lo.

Em uma fração de segundos a flamel de Wesley vem em minha direção, rápido demais para que eu me defenda. Morrerei aqui ? Não conseguirei manter minha promessa ? Mary, me desculpe por te decepcionar.

Uma chuva de cabelos vermelhos como a chama mais intensa de um vulcão apareceu atrás de mim e rebateu o que Wesley chamou de Abad.

– Desculpe a demora, parece que você se saiu bem em minha ausência. – Ela sorria e estava radiante.

– Quando eu cheguei aqui ele estava com uma flamel em punho e depois ele começou a me atacar.

– Você quer se explicar Wesley ? Ou melhor dizendo, Amohi. – Seus olhos instantaneamente perderam o brilho e ela ficara mais séria.

– A-a-amohi ? – Indaguei perplexo.

– Sim, mas ele não está normal. Parece que estão controlando todas as suas ações.

– Mas como poderemos desfazer esse controle ?

– Conversando que não vai ser. – Ela respira fundo e me fita. – Me siga, temos de descobrir a forma de controle e destruí-lo.

Mary corre em direção de Amohi e começa a golpeá-lo seguida por mim. A cada movimento, notava-se que a ruiva estava observando diversos pontos como, nuca, braços e pernas. Sua frieza em observar e esquivar mostrava o quão inexperiente eu sou e o quão habilidosa ela é.

– Ryan, eu achei uma espécie de peça metálica atrás da orelha dele, se aquilo for um chip de controle, teremos de liberar uma espécie de descarga elétrica para queima-lo.

– Mas como faremos isso ?

– Simples, preciso que você o mantenha ocupado enquanto eu pego a Geo.

– A Ge... – Quando começo a falar, Amohi me ataca e me lança para o canto esquerdo do jardim, destruindo um pouco a grama e sujando meu uniforme com a terra.

O grande jandariano corre em direção a porta, mas fui mais ágil e consegui chegar antes dele golpeando-o.

– Daqui você não passará. – Disse encarando seriamente aquele projeto de montanha que se levantava diante de mim.

– Você ? Faça me o favor, até pouco tempo atrás, você não sabia nem que tinha potencial. O que você pode fazer sem Mary ? O que você pode fazer para vingar a morte dos seus pais ? Você é um fraco, sempre foi e sempre será.

Eu rio.

– Você não devia ter tocado nesse assunto. – Minha risada fica cada vez mais alta e mais frequente. – Quer dizer que desde o inicio você não queria sair vivo daqui não é ? – Ponho a mão no rosto e só o olho com apenas o olho direito.

– Por sinal você está entrando em desespero, amo isso. – Amohi sorria.

– Eu não diria desespero, só estou me segurando demais para não te matar. – Minha mão tremia com tamanha excitação.

– Entendo, seus cabelos estão brancos e seus olhos estão totalmente vermelhos. Essa é a transformação. – Disse Amohi tomando posição para me atacar.

– Eligor, sacie nossa sede de sangue. – Meu sorriso não podia estar maior.

– Você nunca conseguiria ser mais rápido do que... – Sua fala foi interrompida por minha lança cortando suas costas.

– Eu ? Isso que você iria dizer ? Se bem que não faz muito sentido, pois você não conseguiu nem terminar a frase antes que eu te atacasse. – Eu simplesmente apreciava aquela cena.

– Como você... – Novamente ele fui interrompido por minha flamel cortando superficialmente sua gargante.

– Como eu fiz isso ? Não sei, mas acho que eu estou mais forte do que nunca. Pobrezinho, você não vai poder falar por um tempo não é ? Posso dar cabo de seu sofrimento e posso te matar agora. – Meus olhos brilhavam e minha mente estava em êxtase.

– Ryan, não faça isso! – Gritou Mary com a Geo em sua mão direita e uma energia vermelha circundando-a.

– Droga, logo quando eu estava me divertindo ? Pronto, faça o que quiser com ele.

– Você perdeu a noção de limite Ryan, ele é um aliado que está sendo controlado.

– Tanto faz, ele falou dos meus...

– Ryan, Ryan!

Eu desmaiei, não sei realmente o motivo, mas logo que acordo, eu vejo Amohi sentado em uma cadeira. Seus braços, sua cabeça e seu dorso estavam enfaixados. Tudo indica que eu fui o causador desses danos, apensar de que, eu não lembro muito que ocorreu, só tenho flashs e a única coisa que eu tenho certeza, é de que eu perdi o controle.

– Mary, venha aqui! Ele está acordando. – Ei garotão, Fiquei sabendo o que vocês fizeram por mim, obrigado.

– Ryan, você está bem ? – Perguntou Mary com uma expressão de preocupação.

– Relaxem, eu estou bem. Me desculpe por ter te ferido Amohi, algo me fez sair do controle, e eu cedi a isso. Me perdoe.

– Não tem problema. Sou orgulhoso, mas nada disso teria acontecido se eu estivesse preparado ou atento. – Ele ria e coçava o queixo em sinal de descontração.

– Amohi, mais alguma informação ? – Disse Mary sentando-se na cama em que eu me encontrava.

– Sim, eles não sabem que Ryan é o alvo. Quando eles estavam me controlando, eles usavam as informações que eu já sabia, mas não conseguiram invadir meu cérebro, somente me descontrolar.

– Entendo, então temos a vantagem. Se eles descobrirem que o plano deles falhou e tentarem nos atacar, posso ser a isca e posso ser levada para o quartel deles, enquanto Ryan e você partem da terra. – Mary apoiava as duas mãos na cama com um sorriso triste.

– Você realmente acha que eu vou aceitar isso ? – Comecei. – Não vou deixar nenhum amigo para trás.

– Eu sou a oficial com a maior patente aqui. Trate de me obedecer.

– Tenho de te lembrar que eu não sou do exército ? – Eu sorri para aquela menina ruiva que reluzia com a luz da lua que entrava pela janela do meu quarto.

– Não quero nem começar essa discussão, pois sei que somos cabeça dura demais para chegarmos a um acordo. Até lá eu pensarei em alguma coisa, ok ? – Mary sorria e contrastava com a lua.

– Bom vou deixar o casal aqui, pois já vi que estou sobrando. – Disse Amohi se levantando da cadeira e indo em direção da porta.

– O-o-o-o-que?! Não somos um casal, somos somente amigos. – Disse Mary tentando disfarçar em vão seu nervosismo.

– Sei... Eu vou dormir, adeus. – Amohi acenava da porta e em seguida desaparecia.

– Eu também vou, estamos no meio da madrugada e amanhã você terá de fingir que nada aconteceu aqui, certo ?

– Sim, me desculpe novamente por não ter me controlado.

– Não se preocupe, Amohi é um homem bem forte. Ele irá sobreviver. – Mary beijou minha testa. – Não me preocupe mais assim, certo ? Boa noite. – Em um piscar de olhos a ruiva desapareceu.

– Eu prometo, Mary.

...

Resumindo minha manhã, acordei atrasado, encontrei um bilhete de Mary pedindo que eu a encontre no intervalo na porta da sala, perdi o ônibus e estou com uma cara bem ruim, pois não tomei meu café da manhã e sei que só poderei comer por volta das 10 horas da manhã, que é quando o intervalo se inicia.

– Cara, você está um caco, hein ? Será que aquela ruiva não te deu descanso a noite ? – Disse Pietro enquanto uma folha daquela grande figueira que ficava no centro do pátio.

– Ah cara, me deixa em paz. Estou morrendo de fome e você ainda fica insinuando que eu tenho algo com ela. – Resmunguei enquanto pegava um sanduíche da minha mochila.

– Vai me dizer que você não tem uma quedinha por ela ?

– Fica quieto e deixa eu comer meu lanche. Vou contar pra Marisa que você não me deixa em paz. Quero ver o que ela vai fazer com você. – Eu ri ao ver que Pietro estava com uma cara totalmente horrorizada.

– Cara, nem brinca com isso, você é o melhor amigo dela e ela me mataria.

– Então daqui a pouco nos falamos. Vou ver o que a ruiva trouxe pra mim hoje. – Disse pegando minha mochila e meu sanduíche para ir em direção a minha sala novamente.

– Depois diz que não tem nada com ela. – Disse Pietro em vão, pois eu já estava longe dele.

Chegando na porta de minha sala, Mary está recostada mexendo em seu celular e logo percebo que ela está usando rabo de cavalo, engraçado como nunca reparei que ela fica linda de cabelo preso.

– O que você tem pra mim ruiva ? E porque na hora do intervalo se nós estudamos na mesma sala ?

– Questão de privacidade e menos possibilidade de chamarem nossa atenção. Você está se sentindo bem ? Estou te perguntando isso porque ontem foi um dia puxado para você.

– Estou sim Mary, fique tranquila, mas não foi só por isso que você me chamou aqui não né ?

– Claro que não, quero te lembrar que amanhã teremos treinamento, mas focaremos no seu lado interior, pois algo me diz que você está um pouco perturbado com todas essas novas responsabilidades.

– Isso não é nada que eu não possa suportar, fique relaxada. – Eu sorria totalmente sem graça com a preocupação de Mary.

– Fique atento, o dia que os jandarianos farão sua ultima cartada já está chegando. Talvez eles o façam mais cedo, já que Amohi saiu do controle deles e falhou na missão.

– Sim senhorita, iremos para casa juntos ? Eu estou com um pouco de medo de acontecer outro ataque como o de ontem. – Disse com um certo tom de preocupação.

– Sem problemas, só me espere com seus amigos e eu aparecerei. – Disse Mary sorrindo um pouco sem graça.

...

O sinal do fim das aulas soava bem alto e o sol estava quase se pondo.

– Olá Therese. – Fiz uma ligeira Pausa. – Como foi seu dia ? E cadê o resto do pessoal ?

– Hoje eles foram embora mais cedo, eu que quis ficar para conversar com você. – Therese estava sorridente e envolveu meu braço no dela.

– Sobre ?

– Sobre o Amohi, você sabia que ele é o Wesley ?

– Descobri ontem e não foi muito legal.

– O que houve ? – Seus olhos brilhavam denotando que ela começara a ficar empolgadíssima com a história.

– Eu e Amohi lutamos, mas ele estava sofrendo controle dos jandarianos ruins. – Disse coçando a nuca.

– E você se feriu ? – Therese ignorou totalmente o fato de Amohi estar todo enfaixado e machucado.

– Não muito, mas eu perdi o controle e supostamente eu tenho uma alma sadista. Não lembro muito de ontem a noite.

– Entendi, é a vida... – Therese foi interrompida.

– Ryan, Mary está em apuros, eu preciso de você. – Disse Amohi que acabara de sair do Fatores.

Notas finais
Ryan se mostrando sadista ? Seria isso um problema psicológico ou vai mais além ? Só o tempo e os outros capítulos de Flamel terão essas respostas. Obrigado por ter lido, comente e interaja comigo.
Welldone, Cya.